quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Eu fui indicada para o selo meme


Recebi esse selinho fofo da querida Fernanda, do Coisas Minhas. Mega obrigada, flor!

As regrinhas são:


Escrever uma lista com oito características suas e indicar oito blogs para o selo, sem deixar de avisar a cada um deles (acho que já recebi essas regras em outro selinho....hehehe).


As características:

Sensível

Perfeccionista

Ansiosa

Racional

Organizada

Feliz
Determinada

Vaidosa

Os blogs indicados:

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Vou chamar a polícia - Irvin Yalom - Agir


Depois de ter lido Quando Nietzsche Chorou, foi a vez de cair de cabeça em outro livro do autor, o Vou Chamar a Polícia. Gostei muito mais desse do que do anterior. Me envolvi muito mais, achei a leitura mais dinâmica e adorei as histórias contadas por Yalom.

A história sobre seu amigo - a que abre o livro - e a última delas - que fala sobre uma parte de outro livro seu, sobre uma jovem paciente que se envolve com seu médico idoso - são excelentes! Além disso, adorei a análise e as explicações dadas para algumas passagens de Quando Nietzsche Chorou. Elas foram mega neriquecedoras.

O ideal mesmo é ler esse livro depois de já ter lido toda a obra do autor, já que ele cita todos os seus livros neste exemplar. Mas, mesmo para quem é novato na literatura de Yalom, Vou chamar a Polícia vale a pena!

Eu sou suspeita, porque sempre fui fascinada pela mente humana, seus mistérios e peculiaridades. Outra coisa que me fascina é a capacidade que esses profissionais têm de "investigar" e "descobrir" a causa para alguns maus que aparentemente não possuem relação nenhuma entre si.


É muito legal ler um livro em que o autor abre completamente sua profissão, seu dia-a-dia, questões éticas e complexas para o mundo conhecer. Eu, que não sou dessa área, mas sou mega curiosa, achei bárbara a possibilidade de me aproximar mais dessa realidade.

Para saber mais, confira o site do livro.

Sobre o Autor

Irvin D. Yalom nasceu em 1931, em Washington, d.c. Seus pais eram imigrantes russos que se estabeleceram nos Estados Unidos em busca de uma vida melhor. Desde criança, Yalom demonstrava profundo interesse pelos livros. Talvez tenha vindo daí sua paixão pela escrita e a vontade de transformar em narrativa o precioso material que seu trabalho como psiquiatra lhe daria. Atualmente é professor emérito de Psiquiatria na Universidade de Stanford.

Onde comprar

Os lugares mais baratos que encontrei foram: Americanas, por R$ 29,80 e WallMart, por R$ 29,90.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A vida sexual de Catherine M. - Catherine Millet - Ediouro

Esse texto foi enviado pela queridíssima Ana Paula Ganzaroli, do blog Cafofo da Ana. Simplesmente arrasou no texto!!!! Fiquei enlouquecida de vontade de ler esse livro. Ai, mais um pra minha interminável lista...humpf!

Confira a opinião da Aninha:

Quando digo que os livros me escolhem eu não estou brincando. Um amigo, ao ler meus textos sobre sexo, me mandou uma entrevista sobre Catherine Millet, onde ela fala sobre seus últimos dois livros, sobre o feminismo, sobre sexo, sobre ciúmes, entre outros temas. Claro que o que mais me chamou atenção foi o fato de ela ter escrito um livro que descreve suas experiências sexuais. Uma autobiografia sexual.

Alguns dias após ler a entrevista fui a uma banca de jornal ver as novidades, quando me deparei com o livro, objeto desse texto. Comprei e comecei a ler imediatamente.
Catherine é a prova viva de que a mulher consegue sim, fazer sexo sem amor. Ela consegue separá-los, quero dizer. Não que isso seja fácil para nós mulheres, mas talvez tenhamos sido condicionadas a sermos assim. Afinal, somos nós mulheres que crescemos ouvindo sobre contos de fadas e a assistindo a comédias românticas.
Existe um mito urbano de que a mulher só se entrega a um homem se estiver apaixonada ou que após o sexo ela se envolve emocionalmente com mais facilidade. De fato, acho que as mulheres por serem mais emotivas e muitas vezes mais sensíveis têm, realmente, essa facilidade, mas toda regra tem sua exceção e Catherine prova isso a cada página do livro que li.
O que mais me chamou a atenção no livro é que ela demonstra ser extremamente honesta em seu desfecho narrativo. Melhor de tudo, ela não tenta analisar ou dar explicações pelo fato de ser assim. Ela gosta de sexo e ponto. Não quer dar explicações de sua vida (pelo menos não nesse livro), quer apenas narrá-la. E o faz da forma mais explícita possível.
Catherine já fez de tudo. Transou com homens. Com vários deles, inclusive. Já transou com mulheres e até com um travesti, certa vez. Confessa abertamente ter participado de surubas e de se sentir confortável e até mesmo satisfeita em ter vários homens percorrendo o seu corpo, inclusive desconhecidos. De conseguir satisfazê-los plenamente.
Um parênteses aqui é necessário: Catherine não é prostituta (apesar de ela ter confessado em seu livro que isso passou pela sua cabeça, ou seja, se ela gostava tanto de sexo, por que não ganhar dinheiro com isso?). Ela é fundadora e diretora de uma revista de arte na França, e também escreveu um livro sobre o pintor Salvador Dali, ou seja, ela é uma intelectual e não uma mulher qualquer. Ela é inteligente e não precisava, em tese, levar esse estilo de vida, se não quisesse.
Confesso que durante a leitura vários sentimentos me ocorreram, o primeiro deles, foi a perplexidade, pois a coragem que teve essa mulher ao tornar pública sua vida sexual extremamente apimentada e descrever em detalhes tudo que já viveu choca até as mais moderninhas (como eu, por exemplo).
Em segundo lugar, após me acostumar com a linguagem narrativa e descrições explícitas da autora, no entanto, comecei a achar que faltava algo no livro. Faltava a sensação de Catherine ao praticar sexo. Cheguei a dizer que faltava um pouco de lirismo no livro. Mas foi então que, ao continuar a leitura, percebi que o lírico e o lúdico que, em minha opinião, faltava ao livro apareceram em seguida, quando ela descreve sua relação com o Jacques (que é seu marido).
Foi exatamente após a metade do livro que consegui perceber de forma clara que Catherine provou saber distinguir o “sexo pelo sexo” do “sexo com amor”. As cenas líricas e lúdicas das quais senti falta, ela só descreve quando está em companhia do marido. É curiosa, inclusive, a forma como ela aborda a questão emocional e moral da traição, afinal ambos participavam de surubas.
Passei a admirá-la não só pela coragem em ter publicado o livro, mas também por saber separar o joio do trigo, como poucas mulheres sabem fazer. Ouso dizer que Catherine é revolucionária. As mulheres passaram anos exigindo direitos iguais. A autora demonstra que atualmente as mulheres podem exigir também igualdade de desejo. Afinal, onde está provado que homem tem mais tesão que mulher?
Sobre a Autora
Nascida em 1948 na França, Catherine Millet é fundadora e diretora da Art Press, uma das mais influentes revistas de arte francesas, além de autora de Arte contemporânea na França(1987) e Arte contemporânea: história e geografia (2006), entre outros livros. É especialistana obra do pintor espanholSalvador Dalí e do artista plásticoYves Klein. Conquistou milhões deleitores com o polêmico A vida sexual de Catherine M. (2001), marco na escrita feminina sobre sexo.
Onde Comprar
Está bem difícil de achar esse livro para compra. Encontrei apenas no Mercado Livre, por R$ 33,00 e na Estante Virtual, por preços a partir de R$ 12,00 .

Mande a sua resenha!
Se você também quer participar da Resenha do Leitor, entre em contato pelo carla.martins16@gmail.com. Vou a-d-o-r-a-r! :)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Selos da Kátia!

Géntche!!! A Kátia Ruivo, do Colcha de Retalhos, postou uma mooonte de selos de uma vez. Olha como as pessoas têm carinho pelo blog dela!!! A quantidade de selos é grande mesmo! Passa pra ver!

Pois é....e eis que ela postou todos eles e me presenteou com dois. Olha que fofos:





























Obrigada, Kátia, amei!
Sei que estou postando os presentes tempos depois, mas você sabe que meu dia deveria ter, no minimo, 30 horas, né?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Primeiro Amor - Samuel Beckett - Cosac & Naify

"Foi nesta vacaria, cheia de bostas secas e ocas que se desfaziam com um suspiro quando lhes espetava o dedo, que pela primeira vez na minha vida, e diria de bom grado a última se não tivesses de poupar no cianeto, tive de me defender de um sentimento que pouco a pouco assumiu, para meu infortúnio, o terrível nome de amor.

Teria eu desenhado o nome dela em merda velha de vaca se o meu amor fosse puro e desinteressado? E ainda por cima com o meu dedo, que a seguir chupei”


Li esse livro há mais de dois anos e não tinha conseguido, ainda, resenhar sobre ele. Sei da importância que o autor teve para a literatura mundial, sei que o livro tem muitas qualidades, sei que ele escrevia incontestavelmente bem, mas, sinceramente, não consegui gostar de Primeiro Amor. E, como esse foi o primeiro livro do autor que eu li, minhas impressões não foram das melhores.


Não sei se foi proposital (vindo dele, claro que foi!), mas o título romântico não tem absolutamente nada a ver com o conteúdo do livro. A obra é ácida, completamente perturbadora. Não há nada que fuja do banal na história, com muitos toques de humor.

O autor escreve um monólogo sobre seu primeiro amor. O livro é curto, rápido de ler, mas me deixou com um gosto amargo na boca ao terminar a última página.

E você, já leu esse livro? O que achou?

Sobre o Autor

O irlandês Samuel Beckett (1906-1987), que tem centenário de nascimento celebrado em 2006 (nasceu em Dublin no dia 13 de abril), é um dos principais nomes da literatura e da dramaturgia do século 20. Possuidor de estilo minimalista, o autor levou a palavra aos limites da linguagem, chegando a erradicar de alguns de seus textos as noções de tempo e de espaço, em tramas que, aparentemente, nada acontece _mas, nas entrelinhas, há um forte sentido existencial.

Os personagens que habitam seu universo são moribundos e decrépitos, por vezes condenados à imobilidade e ao discurso. Eles estão presentes em peças teatrais como "Esperando Godot" (Cosac&Naify), "Fim de Jogo" (Cosac&Naify) e "A Última Gravação de Krapp", na trilogia de prosa "Molloy", "Malone Morre" (Códex) e "O Inominável", além de habitarem o elíptico "Primeiro Amor" (Cosac&Naify) e o experimental "Como É" (Iluminuras) _texto radical, sem pontuação alguma, em que o personagem tenta se arrastar na lama.

Beckett surgiu para o mundo literário no entreguerras, durante sua estada em Paris, então epicentro cultural da Europa (lar também dos poetas T.S. Elliott e Ezra Pound). Em 1928, após ler "Ulysses", de James Joyce, conhece o autor e a partir de então estabelece relação muito próxima com ele, um dos grandes autores do século 20, chegando a colaborar na obra em progresso "Finnegans Wake", pilar da experimentação com a linguagem.

Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1969, Beckett teve reconhecimento em vida, já que sua obra mais conhecida foi escrita entre 1952 e 1957. Após a publicação das peças mais longas e da trilogia de romances, Beckett foi fragmentando cada vez mais seu estilo, criando série de textos teatrais curtos, romances elípticos e chegando a escrever até um roteiro para cinema.

Onde comprar

Os lugares mais baratos que encontrei foram: Cia dos Livros e Americanas.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A Outra Vida de catherine M. - Catherine Millet - Agir

Essa resenha foi enviada por Karina Nishioka. Ela estava louca para ler esse livro e mergulhou de cabeça na obra. Confira a opinião de Karina:

Meu interesse pela autora Catherine M. Surgiu quando li uma entrevista que ela deu para uma Playboy de 2001, época do lançamento de seu 1º livro autobiográfico: "A Vida Sexual de catherine M.".

Totalmente voltada para a vida sexual permissiva da autora, a entrevista explorou muito do que eu poderia encontrar neste livro. As perguntas guiavam Catherine a confirmar e relatar brevemente suas aventuras eróticas, que chegavam a envolver 20, 30 ou 40 pessoas em uma mesma noite.

Pronto, curiosidade ativada, fui atrás do livro; Tudo que consegui foi "A Outra Vida de Catherine M.", uma espécie de continuação do primeiro livro. Ansiosa, não o subestimei, e confesso que terminei voando minha leitura.

Fui Surpreendida

Catherine Millet nasceu em 1948 e é fundadora e diretora de uma das mais influentes revistas de arte francesas,a Art Press. Especialista na obra de Salvador Dali e Yves Klein, escreveu conceituados livros de arte, quandoconquistou milhares de leitores revelando pela primeira vez ao mundo, de um jeito sóbrio e elegante, uma trajetória sexual completamentelivre de privações.

O Livro

Ouso dizer, mesmo sem ter lido "A vida Sexual...", que Catherine revela tanto ou muito mais de si em "A Outra Vida de Catherine M.". Isso porque ela não se atenta mais em trazer ao leitor os
detalhes de suas experiencias e parceiros, mas sim em se situar diante de tudo aquilo. Ela revela como era sua relação familiar, como foi sair de casa, seus anseios e medos e a grande dificuldade em lidar com a sensação de não ser a única de seu grande amor, o atual marido, Jaques.

Catherine certamente é uma pensadora habituada a escrita dos livros de Arte, e durante todo o texto não deixa de demonstrar essa delicadeza. Faz comprações que por vezes soam infantis, mas que sem elas talvez fosse impossível mergulhar no seu universo.

Uma das passagens que mais me marcou, sem motivo especial, apenas pela sutileza com que consegui absorver a idéia, foi quando ela comparou o fato de ter descoberto que seu marido a traía, com a situação de chegar a uma festa, confiante de si, e receber um aceno. Você imediatamente retribui o aceno e segundos depois percebe que na verdade o aceno foi pra pessoa que estava logo atrás de você. Simples, mas potencialmente real.

Ela ainda diz que, naquele momento, você se sente quase ridículo por ter imaginado que entre todas aquelas possoas você, cheio de si, seria a única que poderia conhecer o autor do aceno. E deixa a moral da hitória para nós. Caterine vai se ruindo à medida em que as páginas avançam, e a personagem que bem no início parecia um ser intocável que se desprendeu das pequenices humanas e descobriu o sexo livre, se tranforma numa mulher enlouquecida e possuída por um ciúmes silencioso, comum a tantas mulheres.

Ela relata delicadamente como era revirar as coisas do marido colocando cada papel no lugar ao qual pertencia, visitar cada lugar em que descobriu que ele esteve na companhia de outra, ao mesmo tempo que sustentava as práticas sexuais libertinas que ele, o marido, reprimia.

Nem tudo são flores

O terço final do livro é tão paranóico e pesado que Catherine deixa de lado as comparações que antes agraciavam a leitura, e relata apenas sua doença. Ela vai muito mais a fundo e finaliza o livro revelando que ainda padece do mesmo ciúmes que tanto a corroeu, mas agora, apenas como
reflexo, hábito, e não medo. Foi a parte mais sofrida da leitura, e deixa a sensação de que faltou o final feliz.Catherine, ao que se sabe, ainda é casada com Jaques, e muito apaixonada.

Mas eu gostaria de ler algo mais incisivo sobre sua superação. De qualquer forma me surpreendeu, e indico como leitura (mais que) obrigatória para mulheres. Confira o site do livro.

Sobre a Autora

Nascida em 1948 na França, Catherine Millet é fundadora e diretora da Art Press, uma das mais influentes revistas de arte francesas, além de autora de Arte contemporânea na França(1987) e Arte contemporânea: história e geografia (2006), entre outros livros. É especialistana obra do pintor espanholSalvador Dalí e do artista plásticoYves Klein. Conquistou milhões deleitores com o polêmico A vida sexual de Catherine M. (2001), marco na escrita feminina sobre sexo.

Onde Comprar

Os lugares mais baratos que encontrei foram: Cia dos Livros, por R$ 29,93 e Submarino, por R$ 30,50.

Mande a sua resenha!

Se você também quer participar da Resenha do Leitor, entre em contato pelo carla.martins16@gmail.com. Vou a-d-o-r-a-r! :)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Os melhores (e piores) do Leitura em 2009!

Vamos lá...Achei essa brincadeira demais! Ela foi proposta pelo Os Livros de Bia e, mais que rapidamente, corri para fazer a minha aqui no Leitura. Espero que vocês gostem! E sintam-se à vontade para reproduzi-la nos seus cantinhos!

Melhor livro de suspense:
Hannibal - a origem do mal (esse não tem resenha no Leitura ainda..aguardem!)

Melhor livro de romance:
O Guardião de Memórias - Kim Edwards

Melhor capa de livro:
Diga Trinta e Três - Nick Trout (porque um cachorro com a mesma raça do meu está na capa...adorooo!!! Coisa de mãe coruja.)

Pior capa do ano:
Longe Daqui - Amy Bloom

Autor surpresa do ano:
Corinne Hoffmann (autora de A Masai Branca, Back from Africa e Reunion in Barsaloi)

Livro decepção:
No País de Obama - Rodrigo Alvarez

Melhor personagem feminina:
Alice (de Para Sempre Alice)


Melhor personagem masculina:
Veltchaninov, em O Eterno Marido

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Esse blog daria um livro!

Recebi esse selinho da Elaine, do Um pouco de mim.

As regrinhas:

Responder à pergunta: Se sua vida fosse um livro, que tipo de livro seria?

Essa é fácil, uma biografia, claaaaaro! :)

E, por falar em biografia, quero compartilhar com vocês meu primeiro presente de 2010:

Eis que chego em São Paulo, com a baianidade nagô à flor da pele e cheia de energia para meu primeiro dia de trabalho do ano novo. Começo a ler meus e-mails e aprovar os comentários deixados no blog durante meus dias de recesso. Um desses comentários me deixou passada! O autor de Meu Caro H, a última resenha publicada aqui no Leitura, escreveu agradecendo pela resenha e oferecendo sua nova obra, Te Espero o Tempo que for.

A internet não é genial? Quando, em um mundo offline, esse encontro seria possível? As resenhas nunca seriam descobertas pelo autor e, mesmo que fossem, não teria um meio de encontrar seus autores. Na internet, tudo isso é possível e de uma maneira rápida e fácil.

Por mais que eu use e que atá trabalhe com internet, todas as portas abertas por ela ainda conseguem me surpreender. E, para mim, esse é um ótimo sinal: 2010 será cheio de boas surpresas, como foi 2009!


Mas, voltando ao selinho, meus indicados são:

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Então...é Natal!!!!

Queridos e queridas, deixo vocês com um selinho especial de Natal, que ganhei da fofa Tinkerbell, do My Imaginarium, da Mari, do Compartilhando Leituras, da Patricia, do Entre Páginas e da Flicka, do Mil Livros, um Sonho. Amei, flores!

Nesse momento estou na Bahia, curtindo os últimos dias do ano no melhor estilo. Volto dia 04/01 e prometo atualizar o blog. Afinal, também mereço um recesso, né? Fui boazinha esse ano! :)

Regras do selo: 1. Enumerar 5 livros que gostariam de receber no natal!

Dois deles eu já recebi, mas ainda não li:

  • A Melodia do Adeus (Nicholas Sparks)
  • O nome do vento (Patrick Rofthuss)
  • A soma dos Dias - Isabel Allende
  • Sorte: um caso de estupro - Alice Sebold
  • Renato Russo: o filho da Revolução - Carlos Marcelo
2. Oferecer o selo no minimo a 3 blogs
E FELIZ 2010!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Meu caro H - A convivência de um escritor com o vírus da Aids - Samir Thomaz - Ática

O título do livro, Meu caro H, significa meu caro HIV. H é o apelido "carinhoso" que o autor dá ao vírus. Li esse livro na adolescência, logo que ele foi lançado. Lembro que ele chegou nas minhas mãos porque minha mãe, que era professora, podia escolher alguns livros para receber de graça da aditora. Ela, então, pediu para que eu escolhesse alguns títulos e esse foi um dos escolhidos.

Olha como eu já gostava de biografia na época!!!! Há coisas que nunca mudam...hahaha


Lembro muito bem da experiência de ler essa obra. Lembro que era adolescente e fiquei super chocada de saber como o autor contraiu o vírus. Só conseguia pensar na esposa dele e cheguei a sentir uma mistura de raiva, indignação e muita, muita pena.
Samir descobriu ser soropositivo em 1998.

Casado e pai de uma menina de 11 anos, o autor vive um drama tremendo quando descobre que o vírus já faz parte de sua vida e que, portanto, pode ter transmitido a doença para a esposa e a filha. Os capítulos que contam sobre esse drama são muito intensos.

Lembro que não conseguia parar de ler.
E ele só descobriu ser portador do HIV quando o primeiro sintoma começou a aparecer: a perda de peso. Depois da descoberta, vem todo o sofrimento de Samir, a culpa, os remédios e a necessidade de refazer sua vida dentro dessa nova (e assustadora) realidade. Foi ótimo para eu perceber, na época, que qualquer um podia ser alvo do vírus e que apenas um descuido podia ser suficiente para um monte de vidas mudarem completamente.

O livro é intenso, bem escrito, muito gostoso de ler e, apesar de ter lido quando eu tinha uns 16 anos, acredito que seja uma boa pedida para todas as idades. Recomendo!


O Autor


Samir Thomaz é editor assistente da Editora Ática. É autor de dois livros de literatura juvenil: Eu pensava... e Carpe Diem - O Crime Bate à Porta. Meu Caro H - A Convivência de um Escritor com o Vírus da Aids foi lançado no dia 29 de novembro de 2000.

Confira uma entrevista com o autor.