Por Lugares Incríveis é um livro bem voltado para adolescentes, muito importante por abordar alguns temas considerados tabu e que precisam ser pauta, como a depressão na adolescência e o suicídio. O livro não começou muito bem. Achei a história fraca e bem infantil.
Demorei para me envolver e só comecei a curtir mesmo a leitura depois da metade do livro. Daí pra frente, viciei. O livro passa a mostrar com riqueza e realismo como é se sentir sozinho, mesmo com um monte de gente em volta. Como a depressão soterra um jovem até ele perder completamente a vontade de viver, mesmo que tenha motivos fortes para mantê-lo em pé.
O livro mostra também o outro lado. O lado de quem ama aqueles que se foram e como essas pessoas fazem para continuar em frente, mesmo que parece que o vazio que ficou nunca mais vai ser preenchido.
Fora os assuntos sérios e importantes do livro, tem o plano de fundo das andanças por Indiana, que é muito legal e dá um ar todo especial para o livro, principalmente mais pro final, sem ficar piegas e forçado.
A experiência começou decepcionante e terminou sendo super positiva. Então, bora ler esse livro. Super recomendo! Sobre a Autora É autora de quatro romances para adultos - American Blonde, Becoming
Clementine, Velva Jean Learns to Fly e Velva Jean Learns to Drive -,
três livros de não ficção - The Ice Master, Ada Blackjack e The Aqua Net
Diaries - um livro de memórias sobre suas experiências no ensino médio.
Apesar de ter sido criada em Indiana, hoje vive com o noivo e três
gatos em Los Angeles, seu lugar preferido para andanças. Seu sucesso
recente é o livro YA Por Lugares Incríveis, publicado pela Companhia das
Letras, pelo selo da Seguinte. Ele terá sua adaptação para o cinema a
partir de março/2016 e será lançado em 2017. Em 2016, a autora também
lança seu segundo livro YA. Para mais informações, acesse o site
oficial, ou encontre-a no Facebook.
Só por hoje e Para Sempre é o diário escrito por Renato Russo durante os 29 dias em que ele ficou internado voluntariamente em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos. O diário foi publicado na íntegra, porém os nomes de pessoas citadas foram transformados em iniciais.
Como muitas passagens do diário estão fora de contexto, fiquei perdida em muitos momentos e não foi fácil tentar entender minimamente o conteúdo. Apesar desse aspecto um pouco frustrante, o diário é extremamente rico para entender como pensava e sentia esse homem único e genial que passou por aqui por 36 anos. Ele era um gênio. Fato. Ele realmente era diferenciado e não pertencia a esse mundo. Sensível ao extremo, viver neste planeta era um peso muito grande para ele, um fardo mesmo.
A gente sente pena, muita pena, mas também uma admiração gigante pela pessoa que Renato foi. Como mãe, imagino como deve ter sido triste e sofrido ver seu filho internado, depois vê-lo com recaídas e, por último, ter que ouvir da sua própria boca que simplesmente viver era demais pra ele. Mas o amor de mãe é tão grande que, mesmo sentindo a maior dor do mundo, ela escolheu respeitar a sua vontade.
Para os fãs de Renato Russa e da Legião Urbana, o livro super vale a pena. Mas eu tinha mais expectativas sobre ele. Acho que teria sido muito mais rico ter capítulos explicativos, mesmo que breves, entre as passagens do diário.
Sobre o Autor
Renato Manfredini Júnior, nome artístico: Renato Russo ( Rio de Janeiro,
27 de março de 1960 – Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1996) foi um
cantor e compositor brasileiro. Russo é considerado o mais importante
compositor do rock brasileiro.
O Lado bom da Vida conta a história de Pat Peoples, um ex professor com 35 anos que acaba de sair de uma instituição psiquiátrica com um único objetivo: tornar-se uma pessoa melhor física, emocional e intelectualmente para acabar com o "tempo separados", termo que ele usa para todo o tempo em que ele está longe de sua esposa, Nikki. Pat sai da instituição e vai morar com seus pais, recebendo todo o apoio de sua mãe e um tratamento um tanto quanto estranho e frio de seu pai, que não dirige a palavra a Pat durante boa parte do livro. Honestamente, o pai dele é um ogro.
Vamos percebendo, no decorrer do livro, que Pat era bem parecido com o pai antes de começar seu tratamento. Ele conta várias histórias de momentos de seu casamento com Nikki em que ele tinha atitudes estúpidas, machistas e bizarras em relação à esposa. Só que Pat parecia não conhecer a máxima "quem não dá assistência, abre concorrência" e teve um surto assassino quando pegou sua esposa tomando banho ao som de Kenny G. com seu amante dentro de sua própria casa. Foi então que ele partiu pra cima do homem, bateu nele quase até a morte e, então, foi internado. Só que ele não lembra de nada disso e endeusa sua esposa, acreditando piamente que eles só estão separados enquanto Pat fica bom. Ele nem se lembra que ficou internado por mais de 4 anos e ainda acha que tem 30. Viciado em exercícios físicos, Pat tenta recomeçar a vida acreditando
sempre no lado bom das coisas e no positivismo como arma para o sucesso.
Achei o livro mediano porque a história não me prendeu muito.
Assisti à adaptação para os cinemas e achei o filme melhor e muito mais
bem amarrado que o livro, com um final mil vezes mais fofo. Confiram o
trailer do filme:
Sobre o Autor
Matthew Quick era professor na Filadélfia, mas decidiu largar tudo e,
depois de conhecer a Amazônia peruana, viajar pela África Meridional,
trilhar o caminho até o fundo nevado do Grand Canyon, reviu seus valores
e, enfim, passou a dedicar todo seu tempo à escrita.
Ele, então, fez MFA em Creative Writing pelo Goddard College e voltou para a Filadélfia, onde mora com a esposa.
Jornalista, UX Writer e UX Designer. Ama as experiências que a vida proporciona e acredita que aprender sempre é o mais apaixonante de tudo.
É louca por seus dois filhos, Arthur e Cassiano, e também adora cinema, livros,gin tônica, internet e chocolate.