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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Casagrande e Seus Demônios - Walter Casagrande - Ed. Globo Livros

Sinceridade. Para mim, essa é a palavra que mais resume essa biografia. Ela desnuda fatos, sentimentos e pensamentos do ídolo corintiano Casagrande, ex craque de futebol, comentarista aclamado da Rede Globo e dependente químico.

Eu torço para o Santos mas, mesmo assim, achei o livro muito bom. Para quem torce pelo Corinthians, é um prato cheio. Ele fala de várias passagens importantes do clube, incluindo a mais emblemática: a democracia corintiana.

Fora isso, tem toda a questão da dependência química, tudo o que ele passou e o quanto é difícil entender e aceitar que se é um dependente químico, e que essa doença não tem cura.

Outro assunto que é muito abordado no livro é música. Para quem gosta do tema, o livro traz muitas passagens bacanas, principalmente sobre rock, estilo musical preferido de Casão.

Há várias páginas com fotos de vários momentos do jogador. Dá pra viajar no tempo.

Super recomendo a leitura! Nua, crua, sincera, visceral. Assim como seu autor.

Sobre o Autor

Walter Casagrande Júnior é um ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante. Atualmente, trabalha como comentarista de futebol em jogos de transmissão ao vivo pela Rede Globo.


Fonte: Google

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Empate - Vinícius Neves Mariano - Ed. Simonsen


Encontros inesperados e inusitados (quase) sempre rendem boas histórias. Nesse caso, rendeu uma história maravilhosa, daquelas que a gente termina de ler com um suspiro profundo, fecha o livro e continua pensando, pensando, pensando...

Na final da Copa do Mundo de 1950, o Maracanã foi inaugurado com 200 mil pessoas torcendo pelo título inédito do Brasil. O favoritismo era latente e o Uruguai parecia um adversário fácil. No meio do coro ensurdecedor dos torcedores, um deles tinha o desejo oposto: de que o Brasil perdesse, para que o sofrimento de todos a sua volta confortasse, pelo menos um pouco, sua alma sofrida de quem foi para uma guerra que não era sua e voltou com um corpo que não funcionava como antes e um coração partido.

Porém, minutos antes de a partida começar, Aureliano - o ex-combatente que torcia contra o Brasil - cai num fosso e, por conta do barulho da torcida, entende logo que só conseguirá ser resgatado e pedir ajuda depois que o jogo terminar. Mas ele não esperava que Monarco, um dos pedreiros responsáveis pela construção do Maracanã, também acabasse no fosso do estádio. A última coisa que o amargo Aureliano queria era ter que conviver durante quase duas horas com um feliz, bondoso e simplório torcedor que, além de tudo, adorava falar.

Ao ler a sinopse, achei que duas horas em um fosso não poderiam render grandes acontecimentos. Imaginava que o livro seria arrastado em alguns momentos, inevitavelmente. E, nossa, como eu estava enganada! O livro vai e volta para o passado, conta passagens da guerra e vai construindo, aos poucos, os personagens ricos que estão ali, presos, tendo que imaginar o que está acontecendo em campo. O jogo, no fim das contas, foi o de menos.

A obra é de uma qualidade singular, muito bem construída, com personagens extremamente ricos e complexos que fazem a gente se apegar e perceber Monarcos e Aurelianos em todos nós. É um livro que fala, principalmente, de redenção. É daquelas obras que acaba sem terminar. Fiquei horas pensando sobre a história depois de fechar o livro e sofri daquela abstinência que sempre toma conta de mim quando termino boas histórias. Aquela vontade de que houvesse pelos menos mais umas 200 páginas para continuar a experiência, sabe?

Se o livro de estreia do autor foi assim, fico imaginando 1. como serão os outros, já que dizem que os autores vão ficando cada vez melhores a cada lançamento e 2. como ainda falta muito para eu estar preparada para escrever um livro realmente bom.

Empate é um livro rápido de ler e que vale cada linha. Não percam. É leitura mais que obrigatória com certeza! :)

Sobre o Autor

Naquele carnaval de 1985, entre piratas, fadas, cavaleiros, princesas e super-heróis, o doutor recebeu o chamado urgente. Estava ainda fantasiado de Zorro e também um pouco embriagado quando fez o parto de Vinícius Neves Mariano. Talvez seja essa a razão da paixão do menino por histórias. Durante a infância, colecionou memórias inventadas que coletava da família e dos conhecidos.

Aprendeu a ler e passou a fabricar os próprios mundos. E como seus mundos também demandavam histórias, descobriu que ele mesmo poderia escrevê-las. Escrevendo cresceu e se inventou. Deixou as Minas Gerais sem que elas nunca o deixassem.

Formou-se publicitário, redator criativo. Escreveu para algumas das maiores agências do Brasil antes de arriscar algumas palavras na TV, parágrafo em que está agora. É apaixonado por livros e adora saborear palavras africanas, terra-mãe da contação de histórias. Por admiração e inveja dos grandes contadores, especializou-se em roteiro de cinema e televisão, onde segue escrevendo por paixão e profissão.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Nunca fui Santo - Mauro Beting e Marcos - Ed. Universo dos Livros


Já contei ocmo esse livro e o livro do Anderson Silva veio parar na minha casa, né? Se você não lembra, leia esse post.

Depois que terminei a biografia do Spider, comecei a ler essa. E acabou sendo ruim, porque a comparação tornou-se inevitável e, realmente, a vida de Anderson Silva foi bem mais interessante e intensa que a de Marcos, talvez pelos altos e baixos que fazem com que sua trajetória, em alguns pontos, seja bem parecida com ficção, de tão surreais.

Mas, apesar disso, gostei do livro do Marcos. É uma boa pedida, principalmente, para Palmeirenses amantes do futebol. Para quem gosta do esporte, mas torce por outro time, o livro é legal também. Agora, para quem não liga muito para esporte, nem se dê ao trabalho.

O livro conta a vida do goleiro e sua carreira no Palmeiras, assim como o amor que ele sempre sentiu ao vestir a camisa de seu time, que o faz recusar propostas e continuar firme e forte no Palmeniras até sua aposentadoria, algo extremamente raro no futebol de hoje. A obra foi escrita de maneira cronológica, em linguagem bem coloquial, fazendo com que o leitor vá passando pelas páginas sem sentir. A leitura é agradável e possui bom humor, assim como Marcos aparenta ser, sempre divertido e brincalhão. 

Acredito que o ponto alto do livro seja a honestidade de Marcos. Ele mesmo expõe suas falhas, mostra seus defeitos e expressa que, realmente, de santo ele não tem nada. Eu, como boa apreciadora do esporte, apesar de não ser Palmeirense, gostei do livro.

Sobre o Autor

Mauro Beting

Em seu blog, ele mesmo se descreve desta maneira:

"Neto, filho, sobrinho, primo, e irmão de jornalistas, Mauro Beting está na imprensa por esporte desde 1990. Fez curso de arbitragem para aprender a ser xingado, fez curso de treinador para aprender a ser chamado de burro, e tenta não ser clubista, bairrista e achista no meio mais passional, parcial e subjetivo que existe. Comenta futebol na Rádio e TV Bandeirantes, e na TVLANCE! e RádioLance!; apresenta futebol no Esporte Interativo e no Bandsports; escreve futebol duas vezes por semana no LANCE!. Escreveu nove livros. Está roteirizando e dirigindo documentários esportivos".

Marcos Reis

Sobre Marcos, nem preciso escrever, né? Melhor comprar o livro que você saberá tudo sobre ele.