Mostrando postagens com marcador maternidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador maternidade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Um Mais Um - Jojo Moyes - Ed. Intrínseca



Depois de Como Eu Era Antes de Você, fiquei louca pra ler vários (todos!) os livros da autora. Aí veio o Depois de Você, que me decepcionou um pouco, mas continuei apostando na autora. Resolvi, então, apostar em Um Mais Um, pois li muita gente dizendo que era o melhor livro da Jojo. O livro é bom, mas não concordo que seja o melhor. Como Eu Era Antes de Você, para mim, supera Um Mais Um de longe. 

A história conta as aventuras e derrapadas de Jess, uma mulher forte que tem a capacidade de levantar sempre que cai. E olha que as quedas não foram poucas.

Ela engravidou sem querer quando era bem jovem, acabou largando a escola, se casou e teve sua filha. O marido simplesmente sumiu de casa e largou ela, a filha e o enteado dela, que ela criou como se fosse dela. A dificuldade financeira veio a galope e, para sustentar a casa, Jess faz faxinas durante o dia e trabalha como garçonete num pub à noite.

Seu destino acaba cruzando o de Ed Nicholls, um de seus clientes de faxina e um gênio da informática. Ele também está passando por um mega inferno astral e acabam passando vários perrengues juntos, conhecendo-se melhor e gerando muitas reflexões e aprendizados.

É um livro contemporâneo e de muita qualidade, mas meu envolvimento com a história foi mediano.

Sobre a Autora

Jojo Moyes nasceu em 1969 e cresceu em Londres, no Reino Unido. Estudou jornalismo e foi correspondente do jornal The Independent até 2002, quando publicou o seu primeiro romance, Sheltering Rain, e resolveu dedicar-se à escrita a tempo inteiro. 

Fonte: Skoob.


terça-feira, 4 de setembro de 2018

Quando eu Parti - Gayle Forman - Ed. Galera Record



Esse livro mexeu muito comigo, talvez por eu ser mãe de dois, sempre tão atarefada e tentando dar conta de tudo, como Maribeth. Não que eu pareça muito com ela, porque sou bem feliz e não estou cheia de incertezas e frustrações como ela está, e talvez por isso mesmo o livro tenha me tocado tanto. Vou explicar.

Maribeth pensa em tudo: no emprego, no marido, nos gêmeos. Ela mesmo acaba vindo sempre por último. Se você é mãe, isso lhe soa familiar? Cof, cof.

Exatamente por isso nem percebe quando sofre um infarto. Esse infarto mexe muito com o emocional dele, e Maribeth acaba tomando um atitude inesperada e drástica: vai embora de casa, largando tudo.

Agora, PAREM um minuto e imaginem eu, mãe de dois, louca pela minha família mas igualmente exausta algumas vezes, lendo isso. Não sabia se eu queria dar um abraço solidário nela ou encher a cara dela de tapa. 


Eu não sei sinceramente como ela conseguiu suportar a saudade dos filhos e a preocupação com o bem estar deles. Mas, acompanhar a redescoberta dela mesma e esse tempo para ela respirar e levar uma "vida egoísta" novamente foi muito rico.

Resumindo,  eu AMEI esse livro exatamente por essa enxurrada de sentimentos contraditórios que ele causou em mim. Recomendo!


Sobre a Autora

Gayle Forman começou sua carreira escrevendo para a revista Seventeen em que a maioria de seus artigos, centrada nos jovens e preocupações sociais. Mais tarde ela se tornou uma jornalista freelance para publicações como a revista Details, Jane Magazine, Glamour Magazine, The Nation, Elle Magazine e Cosmopolitan Magazine.

Em 2002, ela e seu marido Nick fizeram uma viagem ao redor do mundo. De suas viagens, ela acumulou uma riqueza de experiências e de informações que mais tarde serviu como base para seu primeiro livro, um diário de viagem que você não pode começar lá a partir daqui: um ano na margem de uma Shrinking World. Em 2007 ela publicou seu primeiro romance para jovens adultos, intitulado de Sisters In Sanity onde ela se baseia em um artigo que tinha escrito para a revista Seventeen. Seu mais recente romance If I Stay (Se eu ficar), fez Forman levar vários prêmios, entre eles o Indie Choice Award de 2010.


Fonte: Skoob

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Até Breve, José - Camila Goytacaz



Semana passada, ele chegou aqui em casa. Pelo correio, chegou dias antes da páscoa, data em que se celebra o renascimento, a vida. Na sexta-feira santa, comecei a leitura de Até Breve, José.

O livro é tão cheio de amor, tão sensível e tão sincero que é impossível uma mãe ou um pai (acho que, talvez, até quem nem é mãe ou pai) não se colocar no lugar da Camila. Hoje, estou de luto. Passei o feriado introspectiva, pensando na vida, meio quieta. Hoje, acordei ainda mais "pra dentro".

Acordei sentindo-me diferente. Estranho, eu não sou assim. Percebi, então, que era meu luto por José. Minha maneira de tentar entender porque algumas coisas simplesmente acontecem, contrariando expectativas e evidências científicas. Contrariando o curso natural da vida.


É quase que insuportável o momento em que a gente se dá conta de que ao maior amor do mundo, de repente e sem aviso, soma-se pânico, dor, medo, almas desoladas, incertezas, dúvidas, impotência. Eu não sei como é possível suportar. Eu não sei de onde vem a força. Eu não sei como foi possível lidar com as perguntas, com os dias seguintes, com o quarto arrumado, com as roupinhas sem uso. 

Hoje, com a cólica que me mostra que ainda não chegou a minha hora de ter um segundo filho, todos os meus pensamentos e minhas energias positivas vão para José. José, que representa todos os bebês que foram cedo demais.

Penso em como essa passagem foi necessária para sua evolução espiritual. Não só para a sua, mas para a de toda a família. E penso que sua família foi escolhida por ser especial e ter a força e a evolução necessárias para serem esse instrumento. Mas isso não diminui a dor, não leva embora as lembranças da despedida precoce. Como diz Camila no livro, é muito duro sofrer por tudo o que não se viveu.

O livro é muito intenso, do início ao fim, mas uma frase mexeu demais comigo. Chorei copiosamente quando li que Camila não tinha uma foto de José. A lembrança de seu filho ficou só onde deveria estar, dentro do seu coração.

Eu, que já passei pelo medo de perder um bebê que amava, consigo, pelo menos, mensurar a dor da Camila, do Pedro e do Lufe. Eu, que lembro de alguns emails da Camila numa lista de mães da qual também faço parte, só queria dizer que eu sinto muito. Se fosse possível cada mãe pegar um pedacinho da dor dela para si, aliviando esse sentimento que sufoca, certamente o faríamos. Juro que, se pudesse, eu teria feito.

Como Camila, sou jornalista e costumo escrever como uma forma de extravasar sentimentos e pensamentos, como uma forma até de autoconhecimento, também. Escrevi, como Camila, um diário desde que soube que estava grávida do Arthur. Para coisas importante, tristes ou felizes, eu escrevo. E Camila também. Minha identificação com ela foi instantânea.

Imagino, então, como foi todo o processo de decidir e voltar atrás, depois decidir de novo, duvidar de ser o melhor e então deixar a ideia de lado, passar por isso dezenas de vezes até tomar a decisão final de, sim, escrever e publicar um livro para homenagear José e ajudar outras mães. No meio da dor, o ser humano ainda consegue pensar no próximo. Foi assim que você foi consolada e agora, por gratidão e compaixão, faz o mesmo por tantas outras pessoas. Parabéns e muito obrigada.

Ler Até Breve, José mudou, de certa maneira, a minha vida. Foi uma das experiências literárias mais intensas que já vivi. O livro terá um lugar especial na minha estante, para sempre.

Sobre a Autora

Camila Goytacaz é jornalista, escritora, blogueira e mãe de Pedro Luis, Joana e José.

Sinopse do livro

Até Breve, José é uma delicada experiência literária, uma narrativa que combina a força do texto e a sutileza das artes visuais. Camila escreve para seu filho desde o momento em que soube que ele viria ao mundo. Depois que ele morre, ainda recém-nascido, ela continua a conversar com ele sobre os detalhes cotidianos.

Com uma linguagem suave pontuada por lampejos espirituosos, o livro relata a dor da perda e o reencontro com a esperança.

Onde encontrar

Aqui tem a página do livro no facebook. E, para comprar, clique aqui. O site oficial do livro é imperdível também. Eu ainda nem li, mas já recomendo pra vocês. Para quem é mãe ou deseja ser, certamente é leitura mais que obrigatória. Assim que terminar prometo escrever uma resenha sobre ele.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Até breve, José: ele chegou!!!!

Esse é um post especial para mim. Depois que me tornei mãe, passei a carregar dentro de mim um pouco da dor de outras mães, porque é impossível não se colocar no lugar delas quando se conhece o maior amor do mundo.

Camila Goytacaz tem três filhos: Pedro Luis, Joana e José Luis. José viveu dentro de Camila por 9 meses, mas faleceu do lado de fora, ainda recém-nascido. Camila transformou sua dor em esperança e registrou todo esse processo escrevendo Até Breve, José.

O projeto foi para o Catarse e ultrapassou (uhuu!!) a verba inicialmente estimada. Enfim, o livro poderia ser produzido! Eu fui uma das colaboradoras (com MUITO orgulho!) e recebi pelo correio meu exemplar, LINDO, autografado pela autora e com um marcador de páginas super delicado.

Ainda não comecei a ler Até Breve, José, mas tenho absoluta certeza de que o livro é lindo, profundo e repleto de amor. Ele é todo ilustrado também, pra dar aquela vontade de guardar pra sempre em um cantinho especial da casa.

Aqui tem a página do livro no facebook. E, para comprar, clique aqui. O site oficial do livro é imperdível também. Eu ainda nem li, mas já recomendo pra vocês. Para quem é mãe ou deseja ser, certamente é leitura mais que obrigatória. Assim que terminar prometo escrever uma resenha sobre ele.




quarta-feira, 18 de março de 2015

O Segredo do meu Marido - Liane Moriarty - Ed. Intrínseca


O título do livro pode dar margem a um pré-conceito sobre seu conteúdo. Muita gente pode achar que é sobre traição ou sobre a esposa descobrir depois de décadas que seu marido mantinha duas famílias. Para tudo! Não é NADA disso! E a capa, com esse rosinha, pode fazer parecer que é um livro sobre mulheres frágeis ou menininhas românticas. Para tudo²!! Também não é NADA disso!

Mas, então, perguntam-me vocês, sobre o que é o livro?


O livro é sobre o amor. O maior amor do mundo. E também é sobre dor. A maior dor do mundo. Mas o livro é, principalmente, sobre o curso que a vida segue. Como fazemos pequenas escolhas o tempo todo sem sequer perceber que cada uma delas traz consequências, algumas capazes de mudar vidas para sempre.

Vou explicar.


Se você escolhe ir por um outro caminho até a padaria, pode ver uma placa de vende-se na casa que será sua moradia por uma vida inteira. Se você resolve falar com aquela prima simpática da aniversariante, pode conhecer sua futura melhor amiga. Se você chegar mais cedo na academia e revezar aquele aparelho com o rapaz que nunca tinha visto por lá, pode acabar se apaixonando perdidamente, casando depois de dois anos e tendo quatro filhos lindos. Mas, se você resolve ir pelo mesmo caminho de sempre até a padaria, prefere não dar uma de simpática na festa e fica com preguiça de ir na academia naquele dia, nada disso acontecerá.

É muito louco pensar sobre isso!

Tem gente que acredita que somos marionetes com todo o nosso destino já traçado, não importando o que escolhamos fazer da vida. Outros acreditam piamente no livre arbítrio, cujo curso da vida depende totalmente das escolhas que fazemos.

O livro segue a segunda linha e, fora todo esse pano de fundo sensacional, ainda tem a escrita espetacular da autora, que prende nossa atenção e nos faz mergulhar dentro de cada personagem, extremamente bem construídos. O livro começa apresentando cada família abordada na história. São três. Um capítulo para cada uma. E depois que você as conhece, a história vai sendo contada, até que em dado momento as três histórias acabam se entrelaçando.

Fiquei encantada pelo enredo e, quando terminei o livro, fiquei com aquela vontade de que ele tivesse mais umas 300 páginas. Esse é leitura mais que obrigatória com L maiúsculo!


Sobre a Autora

Liane Moriarty é uma escritora australiana, nascida em 1966 em Sydney. Antes de se tornar escritora, Moriarty trabalhou no departamento de propaganda e marketing de uma editora de livros jurídicos e como escritora freelancer. Sua primeira obra publicada foi Three Wishes (2004), como parte de sua dissertação de mestrado na Macquarie University. Após sua estreia literária, publicou mais quatro obras: The Last Anniversary (2006), What Alice Forgot (2010), The Hypnotist's Love Story (2011) e The Husband's Secret (2013).

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Precisamos falar sobre o Kevin - Lionel Shriver - Ed. Intrínseca


Demorei mais do que de costume para ler esse livro. Levei exatos 10 dias. Não só por conta da densidade da leitura, mas porque ela me tocou fundo de uma maneira tensa, me desestruturou, me deixou agoniada e bastante chocada, muitas vezes. Depois que nos tornamos mães, acho que acabamos sentindo na pele um pouco da dor de toda mãe. Pelo menos, é assim que eu me sinto. Sempre fui de me colocar no lugar dos outros e, com relação à maternidade, talvez por conta do amor louco e do senso de responsabilidade que sentimos em relação àquele ser dependente de nós, esse "costume" de me colocar no lugar e de sentir um pouco a dor/alegria/decepção/orgulho do outro seja meio perturbador.Tendo em vista a história desse livro, é perturbador demais.

Eva é uma mulher independente e bem sucedida profissionalmente, exatamente como eu. Adorava viajar e curtir as noites dando risada e bebendo um bom vinho, exatamente como eu. Até que planeja e decide engravidar, exatamente como eu. Depois disso, tks God, as semelhanças acabam. Kevin, seu filho, já nasce despertando algo sombrio em sua mãe. Já nasce desafiando-a, rejeitando seu leite, chorando o dia inteiro e fazendo birras em atitudes - que são  muito piores que as birras de palavras e chiliques - sempre que podia.

Ele tinha um olhar de lado, um meio sorriso sarcástico. Mostrava-se muito inteligente e dissimulado desde cedo, acendendo em sua mãe um alerta vermelho que ela tinha medo de ser falta de amor, falta de instinto materno. E se culpava por isso, muitas vezes. Que situação horrível você ter um filho e não se identificar em nada com ele! Que triste você não sentir nada de harmonia na família que você construiu. E o pior ainda é ver, diante dos seus olhos, a ruptura do seu casamento por conta da opinião do pai de Kevin de que Eva perseguia o filho, era exagerada e não dava valor para o bebê maravilhoso que eles tinham em casa.

Franklin só esqueceu de levar em conta que instinto de mãe nunca erra.

No começo, a história foi um pouco difícil de seguir por conta da linguagem um pouco mais formal da autora, que sempre acaba distanciando um pouco a história do leitor. Depois que acostumei, tudo fluiu normalmente, e no decorrer da história tudo vai ficando cada vez mais denso e sombrio. Kevin é um daqueles espíritos perturbados que já nascem com vontade de fazer o mal, não importa o que os pais tentem fazer para mudar isso. Mas, mesmo assim, deve ser um carma surreal ser mãe de alguém assim, a quem você se dedica, dá amor, tenta educar e que, no fim, só consegue devolver desprezo e malignidade.

Como o livro é grande e eu sentia que teria muito choque durante a leitura, não aguentei esperar e fiz algo que NUNCA faço. Quando estava na metade do livro, dediquei uma noite a assistir ao filme. Por um lado foi uma experiência boa, que fez eu mergulhar mais na história, por outro foi ruim, porque já sabia a grande surpresa e reviravolta do final. Mesmo interrompendo o livro na metade, vendo o filme e voltando ao livro, achei o livro INFINITAMENTE melhor.

A descrição da matança a flechadas dos colegas escolhidos a dedo por Kevin foi muito bem narrada no livro. O conflito de sentimentos daquela mãe, depois do segundo choque do dia, descobrindo que seu filho é um assassino ainda muito pior do que ela tinha imaginado, foi de cortar o coração. Dá mesmo para perceber que a autora, uma psicóloga, realizou
um extenso trabalho de pesquisa da mente e do comportamento desses jovens responsáveis por chacinas que abalaram o mundo, para então traçar o perfil de Kevin. Essas matanças em escolas são até citadas no livro, que foi bem original em focar na mãe do assassino, ao invés de falar apenas do jovem, como tantas outras obras. Porque que o criminoso tem um parafuso a menos, a gente já sabe, mas ninguém nunca pensou como é ser mãe de uma pessoa assim.


Sobre a Autora

Lionel Shriver (cujo nome de nascimento é Margaret Ann Shriver) nasceu em 18 de maio de 1957. É jornalista e escritora. Nasceu em Gastonia, Carolina do Norte, EUA, no seio de uma família extremamente religiosa, sendo o seu pai pastor Presbiteriano. Mudou o seu nome quando tinha 15 anos (de Margaret Ann para Lionel) porque gostava da forma como soava. Frequentou a Universidade de Columbia. Já viveu em Nairobi, Bangcoc e Belfast. Neste momento, divide o seu tempo entre Londres e Nova Iorque. Colabora com diversos jornais, entre outros, The Wall Street Journal, The Philadelphia Inquirer e The Economist. É casada com um músico de jazz.

Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Criando Meninos - Steve Biddulph - Ed. Fundamento



Criando Meninos foi minha primeira experiência em tentar ler um e-book no notebook.Odiei loucamente! Não sei se gostaria de usar e-readers, mas ler no notebook, para mim, foi bem chato. Ficava com dor de cabeça, não tocava o livro, não virava a página...para mim perdeu um pouco do encanto. Mas, como eu queria muito ler esse livro, fui em frente. Agora, já estou com o livro aqui em casa e reli ele inteirinho, porque né, tinha a sensação de que não o tinha lido realmente. Me interna?

Achei uma leitura válida com muitas dicas úteis, apesar de não conter nada incrivelmente revelador. Como sou mulher, confesso que não entendia muitas particularidades do mundo masculino e, nesse sentido, achei o livro fascinante!

Muito interessante também é a abordagem do autor em relação ao comportamento masculino e às mudanças e características marcantes para cada faixa etária. É interessante ir relendo essa parte conforme o filho for crescendo. Eu mesma, como li quando meu filho tinha menos de 1 ano e agora reli aos 2 anos, certamente vou esquecer as dicas para as demais faixas etárias e terei que reler essas partes no futuro.


Recomendo! Ah! E existe também o Criando Meninas. Deve ser tão bom quanto, mas não posso opinar porque não li. :)

Sobre o autor


Steve Biddulph é o terapeuta familiar e escritor para pais mais conhecido da Austrália. Seus livros são bestsellers traduzidos para mais de 10 línguas, tornando-se populares em todo o mundo.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Por favor, cuide da mamãe - Kyung-sook Shin - Ed. Intrínseca



Ganhei esse livro de presente de natal do meu irmão e da minha cunhada. Nunca tinha ouvido falar nele, mas fui pesquisar e li algumas resenhas. Encantei-me. Ele me tocou profundamente, principalmente porque, há 2 anos, tornei-me mãe. A sutileza e a profundidade do texto tocam fundo e imagino que a sensação seja essa também para quem ainda não tem filhos. 

A história é triste e retrata a vida resignada de uma mãe com M maiúsculo que, apesar de não ter cultura e ser analfabeta, seguiu sempre seu instinto de mãe e fez o melhor pela sua família, cuidando de seus filhos como uma leoa. Anulou-se para suas vontades e desejos, aceitando a vida como ela se apresentava. 

Ser mãe é doar sempre, sem esperar receber. E, por mais que um filho faça, eles nunca vão conseguir chegar nem perto do que sua mãe fez por eles. Claro que estou falando de boas mães, que realmente amam seus filhos. Há todo tipo de mãe por aí, assim como há todo tipo de ser humano. Mas o livro é sobre uma MÃE, com toda a força que a palavra carrega.

O livro foi escrito de maneira original e diferente. Há quatro narradores que vão mudando no decorrer da história: uma de suas filhas, um de seus filhos, o marido e a própria mulher.

Aos 69 anos, Park So-nyo perde-se do marido dentro de uma estação de metrô lotada. Como sempre, ele andou na frente dela e supôs que ela o seguia. Quando se deu conta, ela não estava mais lá. A partir daí, começa a busca de seus 5 filhos e de seu marido pela matriarca. Ao longo da história, culpa, surpresa e a certeza de que ninguém nunca reparou realmente em
Park So-nyo e, consequentemente, não a conheciam realmente toma conta de sua família. Mas, aí, é tarde demais.

Eu me emocionei em alguns momentos, senti muita melancolia, pena até. Mas a parte em que o pai conversa ao telefone com sua filha me fez chorar litros. É triste demais! A última parte do livro é ainda mais triste. A parte mais bonita e mais emocionante, para mim, é a parte narrada pela própria mãe desaparecida. O livro é lindo e traz muitas reflexões. Recomendo mas, se você é mãe, prepare o lenço!

Sobre a Autora


Shin Kyung-Sook é uma escritora sul-coreana, nascida em 1963 numa aldeia próxima à cidade de Jeongeup. Escreveu sete romances, sete coletâneas de contos e três obras de não-ficção. É professora visitante da Universidade de Columbia, em Nova Iorque.

Em 2012, seu livro Por favor, cuide da mamãe foi anunciado como vencedor do Prêmio Man de Literatura Asiática. Foi a primeira vez que uma mulher conquistou o prêmio.


Fonte: Wikipedia

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Compreendendo seu bebê - Lisa Miller - Ed. Imago


Quando meu filho era recém-nascido, eu comecei a sentir vontade de ler publicações sobre a fase desse comecinho de vida dos bebês. Como na gestação eu tinha lido inúmeros livros sobre parto, depois que ele nasceu eu continuei seguindo a linha de estudar muito, afinal, nunca tinha sido mãe na minha vida. :)

Muita gente, desde o primeiro filho, tem instinto aflorado e faz tudo o que sua intuição manda. Comigo não foi assim. Sempre me senti muito mais segura lendo livros e estudos, mas sempre os que seguiam a mesma linha que eu, claro. O pediatra do meu filho deu várias dicas de livros e, no dia seguinte, já tinha adquirido todos pela internet.

Um deles era o Compreendendo seu Bebê, um livrobem rapidinho de ler (tem menos de 100 páginas) e muito bacana para entender a evolução motora e intelectual do seu bebê no primeiro ano de vida. Ele aborda os problemas mais comuns dessa fase, as ansiedades pelas quais o bebê passa e é bem esclarecedor para mães de primeira viagem. Eu, que já tinha lido muito sobre o assunto, confesso que achei mais do mesmo, mas gostei da leitura. Recomendo!

Série


Vale lembrar que esse é o primeiro livro de uma série, dividida por idade. Os demais livros são:

Compreendendo seu Filho de 2 anos
Compreendendo seu Filho de 3 anos
Compreendendo seu Filho de 4 anos
Compreendendo seu Filho de 5 anos

Compreendendo seu Filho de 6 anos
Compreendendo seu Filho de 7 anos
Compreendendo seu Filho de 8 anos
Compreendendo seu Filho de 9 anos
Compreendendo seu Filho de 10 anos
Compreendendo seu Filho de 11 anos
Compreendendo seu Filho de 12-14 anos
Compreendendo seu Filho de 15-17 anos


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Maternidade e o Encontro com a própria Sombra - Laura Gutman - Ed. Best Seller



Acho que, se me pedissem para resumir esse livro em uma palavra, eu escolheria "Revelador". A obra, para mim, é indispensável a toda mãe, pois mostra o vínculo entre mãe e filhos em níveis que a gente nem imagina, explicando o que vem à tona na mente e no corpo da mulher quando ela dá à luz.

Todas as histórias contadas (histórias verdadeiras sobre famílias atendidas pela autora) ilustram muito bem a experiência da maternidade e, apesar de ser duro em alguns pontos, por conta da objetividade e verdade expressas, é extremamente enriquecedor.

Ao terminar a leitura, a gente fica muito mais consciente do quão profunda e ligada está a vida da mãe e do filho, desde o momento da gestação, passando pelo parto até os primeiros anos da vida do bebê. E são esses primeiros anos que a base emocional para o resto da vida de um filho é fundamentada, por isso a importância de maternar com dedicação, amor e dando ouvidos à intuição de mãe, ao seu instinto.

Dica

A coisa é tão profunda que eu me arrisco a dar uma dica sincera e de coração aberto: se você têm dúvidas sobre querer ou não ter um filho, então não tenha. Só engravide quando você tiver vontade plena de ser mãe, porque ser mãe implica muito mais coisas do que a gente pode sequer imaginar antes de ter um filho. Por mais que te contem, que você leia, não chega nem perto. Acredite. É profundo demais, é intenso demais. E é para sempre.


Muitas mães ficam perdidas no período de fusão com seus filhos recém-nascidos e o livro ajuda demais as mulheres a passarem por essa fase, entender todo o processo e se entregar a ele. Lendo a obra a gente percebe que ser mãe vai muito além de colocar um ser humano no mundo e somos convidadas a mergulhar de cabeça nessa que é, sem dúvida, a maior aventura da vida de uma mulher.

Sobre a Autora

Laura Gutman é argentina, tem graduação em Paris, em Psicopedagogia Clínica e mais tarde  especializou-se em temas de família. De orientação junguiana, formou-se com a renomada psicanalista Francoise Dolto.

De volta à Argentina, em 1990, fundou "Crianza en Buenos Aires", uma instituição onde funciona uma escola de Capacitação para profissionais da saúde e educação, grupos de crianças para mães, doulas a domicílio para mulheres puérperas, terapias individuais e de casal e publicações sobre temas da maternidade e infância.

É autora de vários livros que exploram o universo da maternidade, os vínculos familiares e as dinâmicas violentas as quais os seres humanos sofrem. Alguns desses títulos são: "A Maternidade e o encontro com a própria sombra", “Crianza, violencias invisibles y adicciones” y “La revolución de las madres”. Colabora en revistas españolas y actualmente es editora de la revista “El mundo de tu bebé”.

De 1996 até o presente, formou mais de 300 educadores, médicos e profissionais em geral, para construir uma nova visão acerca do problema da violência social e oferecer ferramentas concretas para assumir, com maior consciência, o trabalho que compete a cada um de nós.  Através de múltiplos seminários, conferências, cursos e oficinas, na Argentina, Uruguai, Chile, Espanha e México difundiu sua tarefa a favor de vínculos mais felizes entre adultos e crianças.

Fonte: http://lauragutmannobrasil.blogspot.com.br/p/quem-e-laura-gutman.html

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Limites sem Traumas - Tânia Zagury - Ed. Record



Li esse livro quando meu filho ia completar 1 ano de idade (hoje ele tem 1 ano e 10 meses) e foi maravilhoso! Quando ele começou a andar e a ficar mais independente, veio junto as vontades e frustrações. Para que a gente não entre na onda e não percamos o controle, é importante ter muito claro o que acontece em casa fase do bebê e, além disso, ter muito claro a linha de educação que você quer seguir.

Eu pretendo disciplinar com conversa, cantinho e tempo para pensar e, mais para frente, com causas e consequências. Não pretendo dar tapas ou surras, pois acredito que esse tipo de atitude é, querendo ou não, um tipo de violência (por mais que a intenção seja educar e não fazer o mal) e acaba ensinando que a criança é subjulgada, que o mais forte vence e que precisa obedecer não por ser o certo e sim para não sentir dor física. Para mim, essa educação é por medo e acaba não educando plenamente, acaba não ensinando o motivo real de a atitude ter decepcionado os pais.

Eu fui criada com tapinhas e surras leves (nunca fui espancada nem fiquei com marcas) e confesso que o instinto é perpetuar o que a gente conhece por educação. Mas pretendo quebrar esse ciclo e, para isso, nada melhor do que ler, me informar e estudar. 


Foi aí que conheci o livro de Tânia Zagury, que segue esta mesma linha de pensamento que pretendo seguir. Em seu livro, ela explica porque é contra os tapas e exemplifica muitas situações comuns, mostrando como agir em cada uma delas. É óbvio que o dia a dia não se parece em nada com teorias, mas achei muito válido ter esses exemplos no livro, pois ilustra de forma prática os ensinamentos teóricos. Cabe aos pais irem adaptando os desafios e reagindo de acordo com o que acreditam.

O livro foi muito útil para mim, pois como meu filho estava passando por seus primeiros choros de raiva, tentando impor suas vontades pela primeira vez. E eu ficava sem saber como agir. A única coisa que sabia é que não podia ceder e nem ser incoerente com o que eu ou o pai tínhamos falado inicialmente. Se é não, é não. Não posso transformá-lo em sim depois de um acesso de choro do bebê. Mas, como agir nessas horas?

Foi aí que as dicas do livro me ajudaram bastante. E o mais legal é que ela separa dicas de acordo coma faixa etária, o que faz todo o sentido (inclusive vou reler uns capítulos, agora que meu filho já tem quase 2 anos).

E posso dizer que depois de 10 meses aplicando os ensinamentos, muitas vezes olho com uma cara de reprovação para meu filho e ele já para, pensa e não completa a ação não permitida. São pequenas vitórias que dão força e renovam nossa paciência para seguir em frente. Sim, porque educar exige, mais do que tudo, paciência e perseverança.

Recomendo! E digo mais: recomendo tanto para pais quanto para tias, padrinhos, avós e demais pessoas próximas a crianças.

Sobre a autora


Tania Zagury é carioca, casada e mãe de dois filhos. A inclinação para o magistério manifestou-se muito cedo. Aos 11 anos, elaborou cartilha com a qual alfabetizou a irmã caçula, então com 5 anos. O desejo de ver progredir a Educação no Brasil fez com que, desde seu ingresso na Universidade, dedicasse metade de seu tempo à pesquisa. Seus textos vêm sendo reproduzidos em dezenas de sites, utilizados como fonte de consulta em trabalhos de conclusão de cursos de formação de professores (TCC), em provas de concursos vestibulares e outros, além de por vezes servirem de base a juízes, magistrados e legisladores em geral, quando o julgamento envolve questões educacionais.


quinta-feira, 4 de julho de 2013

O Sono do meu Bebê - Renata Soifer Kraiser - Ed. CMS



O Sono do Meu Bebê é um livro escrito para mães que acordam várias vezes de madrugada e não aguentam mais querem ensinar seus filhos a dormir sem simplesmente deixar chorar, como algumas publicações aconselham (e que eu acho prejudicial para o bebê).

A ideia do livro surgiu de uma tese de mestrado que a autora desenvolveu a partir de um estudo realizado por ela para tentar solucionar o problema que vivia em sua própria casa, com sua filha.

No meu caso, comecei a ler o livro quando meu filho tinha 9 meses, desesperada por uma noite inteira de sono. O estranho, para mim, é que ele sempre dormiu muito bem, mas com 6 meses tudo desandou e ele passou a acordar de hora em hora, repentinamente. Desse dia em diante, ele nunca mais havia dormido uma noite inteira. Isso já fazia 3 meses e eu estava a ponto de surtar exausta, física e emocionalmente.

Quando comecei a ler o livro já me identifiquei logo de cara, porque a autora viveu exatamente a mesma história que eu com sua filha. E, no livro, ela explica o motivo pelo qual a idade de 5/6 meses é um marco para muitos bebês começarem a apresentar esse comportamento.

Depois, ela ensina a criar vínculo com o bebê durante o ritual do sono (isso eu já fazia, mas foi ótimo ler e ter certeza de que eu estava no caminho certo).

A próxima parte do livro mostra a técnica resultante do seu estudo, que funcionou com 100% das famílias participantes. Claro que se o bebê tem algum distúrbio do sono, o livro não serve para aquela família. Do contrário, se for só uma questão comportamental, o livro é leitura mais que obrigatória.

Porém, fica a dica importantísssima: o livro só deve ser seguido por mães de bebês com mais de 6 meses. Com recém-nascido, esquece. Se você seguir uma rotina, seu RN vai acordar para mamar sempre que sentir fome, e só. Essa fase é assim mesmo: acordadas de madrugada e estar lá para seu bebezinho SEMPRE que ele solicitar.


Para mim, o livro foi a salvação! Não sei o que teria sido da minha saúde mental se eu não o tivesse lido. Na primeira noite, o sono de Arthur já foi completamente diferente. Hoje ele está com 1 ano e 10 meses, dorme sozinho, a noite inteira e acorda rindo, feliz da vida. Sou uma mãe mais feliz. Ufa!

Sigo a técnica do livro até hoje e acho que nunca mais vou mudar isso. Criança precisa de rotina e isso é benéfico tanto para ela quanto para a família como um todo.

Vale ressaltar que eu indiquei o livro para VÁRIAS amigas / conhecidas que estavam passando por situações semelhantes e notei que os bebês que ainda eram amamentados no peito não reagiram bem ao método. Por esses relatos, concluí que o livro é recomendado mais para mães de bebês maiores de 6 meses que não são amamentados no peito.

Eu amamentei Arthur até os 8 meses e meio. Como li o livro quando ele tinha 9 meses, já não amamentava mais, talvez por isso o resultado tenha sido tão bom em tão pouco tempo.


Sobre a Autora

Renata possui um site muito bacana e tem um consultório em São Paulo, onde atende famílias com problemas de sono. O pediatra do meu filho encaminhou alguns casais para lá e todos tiveram ótimos resultados, segundo ele. Lá, você encontra mais sobre o livro, sua biografia e outras informações.



quarta-feira, 22 de maio de 2013

Criando bebês felizes - Steve Biddulph - Ed. Prestígio

Sabe quando você tem uma ideia pré-estabelecida e, depois de estudar sobre o assunto percebe que você, na verdade, não sabia absolutamente nada?

Pois é, foi exatamente assim que eu me senti depois de ler esse livro. A gente ouve por aí que bebê precisa ir para a escola com um ano porque "se desenvolve mais rápido" e porque "bebês precisam brincar com outros bebês" quando o que o bebê de um ano realmente precisa é ser amado e ter cuidado individual, coisas que nem a tia mais fofa do mundo consegue dar conta com 20 crianças sob sua responsabilidade. E aí entendi porque as pessoas estão chegando à fase adulta com cada vez mais problemas emocionais.

Um bebê que com 4 meses é deixado por 10, 12 horas em um berçário pode trazer sequelas por toda a sua vida. Isso é sério, é provado no livro, mas é pouco discutido no Brasil. Claro, não é interessante que os pais saibam como faz mal uma criança fica longe da mãe nesse começo de vida, já que nosso País só concede 4 meses de licença maternidade por lei (e ao mesmo tempo lança campanhas dizendo que as mães devem amamentar até 2 anos ou mais. Ah tá, que horas, se a mãe trabalha o dia inteiro desde que o filho tinha 4 meses?).

De acordo com o autor, quando mais o bebê ficar com a mãe por perto, melhor. O começo da vida de um ser está diretamente relacionado com o equilíbrio físico, social e emocional dessa criança até a fase adulta. Nos primeiros anos de vida, a noção de autoconfiança se estabelece (ou não, se a criança não tem o ambiente nem as ferramentas necessárias para isso) e há o desenvolvimento do cérebro e das atividades cognitivas, que tornam uma criança capaz de discernir entre o certo e o errado, o positivo e o negativo.

É o cuidado individual, o amor e as relações com sua família os principais ingredientes de que o bebê necessita para se desenvolver até completar 36 meses e, aí sim, começar a ter necessidade real de interagir socialmente com outras crianças. O valor mais importante para a criança nesta fase é o amor. Um princípio fundamental da psicologia. Ao se desperdiçar essa oportunidade, surge a possibilidade de uma geração de pessoas mais frias, introspectivas, deprimidas e estressadas.

Com linguagem clara e concisa, o autor mostra que o relacionamento mais importante e duradouro que podemos estabelecer ocorre nesta etapa, quando são bebês.Além disso, ele apontar o motivo pelo qual essa "lenda urbana" que de é melhor para o bebê ir para a escolinha foi enraizada na sociedade.

Eu, que pensei em colocar Arthur (hoje com 1 ano e 7 meses) na escolinha com 1 ano, mudei completamente de ideia depois que li este livro. Ele continua comigo em casa até fevereiro do ano que vem, quando ele terá 2 anos e 5 meses. Mudei minha vida para acompanhar esse começo de vida dele. Ganho menos? Sim. Mas ser uma mãe completa para ele e, principalmente, sem culpa, é impagável. :)


sexta-feira, 17 de maio de 2013

A Encantadora de Bebês resolve todos os seus problemas - Tracy Hogg - Ed. Manole



Pedi esse livro no meu chá de bebê, porque ouvi muita gente falar que era leitura obrigatória para mães de primeira viagem. E eu, apaixonada por livros que sou, aproveitei para unir o útil ao agradável.

Desde o começo senti que ela fala de como cuidar de um bebê como se eles fossem robôs, com muitas generalizações e regrinhas que me chateavam só de ler. Então, imagina se vivesse aplicando aquilo o dia inteiro.

Eu sempre acreditei que rotina é tudo para um bebê e assim fiz na minha casa, mas a gente foi fazendo nossa rotina de acordo com os sinais dele. Não seguia as regras do livro nem aquelas ordem de acontecimentos. Para mim, não funcionou. Acho que nenhum bebê é igual ao outro e o que vale é entender que precisamos conhecer os sinais dos nossos filhos e criar uma rotina que tenha o mínimo de flexibilidade, porque a criança sente-se segura sabendo o que vem a seguir.

Conheço muitas mulheres que adotaram esse como seu livro de cabeceira. Não foi o meu caso. Mas, por via das dúvidas, leia e veja como você se adapta.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Nascer Sorrindo - Frédérick Leboyer - Ed. Brasiliense


"Vamos deixar o bebê. E entregá-lo, por alguns momentos, à mãe, depois de ele ter provado as alegrias da solidão, da imobilidade.
Deitado sobre o peito querido, orelha contra coração, o bebê reencontra o som e o ritmo familiar.
Tudo está feito. Tudo é perfeito.
Esses dois seres que lutaram corajosamente, transformam-se num só."
Com esse trecho LINDO do livro, que narra um momento sublime que (graças a Deus e às minhas escolhas) eu pude viver instantes após meu filho sair de dentro de mim, começo esta resenha. 
O livro foi eós uma viagem pscrito pelo obstetra  Frédérick Leboyer, médico que mudou sua maneira de encarar a vida e a profissão apra ìndia, e voltou querendo fazer a diferença. O livro defende a tese (para mim, super lógica e na qual eu acredito totalmente) de que, como o bebê passa em torno de 40 semanas envolta por líquido, ouvindo apenas o som do corpo da mãe funcionando e de barulho abafados, o momento do nascimento pode ser traumático e aterrorizante se não tentarmos aproximar, pleo menos um pouco, o ambiente do nascimento ao intrauterino, pelo menos para que essa "transição" seja feita de maneira calma e em paz.

De repente, luz, barulho, frio. Esse choque afeta a pessoa deixando seqüelas irreparáveis em sua personalidade. Por isso, o autor defende as salas de parto na penumbra e silêncio. 

 Além disso, para ele, o bebê deve, depois de sair da mãe, ser imediatamente colocado junto a elapara sentir seu calor, seu cheiro e sua voz. Isso transmite segurança e faz com que o bebê tenha a sua adaptação ao meio externo realizada de forma gradual e lenta. Em partos assim, chamados humanizados, é comum que bebês nasçam sem chorar ou até sorrindo. 

E eu sou prova viva disso: meu Arthur nasceu em um parto natural e totalmente humanizado. Veio para o meu colo assim que nasceu e não chorou, simplesmente olhou nos meu olhos e permaneceu assim por longos e inesquecíveis minutos. Nasceu tranquilo, nasceu em paz. Então, pra que chorar?

 A leitura do livro é um pouco difícil, mas vale a pena. Recomendo. :)


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Parto Ativo - Janet Balaskas - Ed. Ground






Tenho uma relação de carinho muito grande por este livro. Quando engravidei do Arthur (hoje com 19 meses), comecei minha busca pelo melhor nascimento para ele. Li muito, pesquisei muito e descobri que 90% de todas as mulheres têm total condições de ter partos normais/naturais (os mais seguros e melhores para os bebês). E essa porcentagem é realmente realidade em muitos países (principalmente de primeiro mundo). Só que aí veio o lado ruim da história: no Brasil, essa realidade é simplesmente inversa! Em hospitais particulares, a taxa de cesareanas chegam a 90%!!!!

Será que as brasileiras não conseguem mais parir ou será que temos médicos "forçando a barra" para agendarem cesáreas e terem uma vida mais programada e mais bem remunerada?

Pois bem, fui atrás do melhor para nós e prometi para mim mesma que eu não seria mais uma a entrar na faca sem necessidade. Iria para uma mesa cirúrgica caso precisasse, e só. Para isso, procurei médicos sérios que partilhavam da mesma opinião que eu, tive um pré-natal MARAVILHOSO e tinha certeza dentro de mim que, fisicamente, eu estaria completamente apta a trazer meu filho ao mundo de maneira natural. Aí vinha a questão do psicológico, que podia atrapalhar.

Comprei então alguns livros, entre eles Parto Ativo. O livro passa muita segurança, mostra que o natural é instintivo para a mulher, que a natureza sabe o que fazer. Além disso, ensina como respirar durante o trabalho de parto, como aliviar a dor por meio de movimentos e muitos outros ensinamentos que usei durante as 12 horas que fiquei em trabalho de parto, me preparando para conehcer Arthur.

Tem como não sentir um super carinho pelo livro? :)

E para quem ficou curioso para saber como foi meu parto, clique aqui e leia o relato completo

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Parto com Amor - Luciana Benatti e Marcelo Min - Ed. Panda Books



O livro Parto com amor, de Luciana Benatti, com fotos de Marcelo Min, é um daqueles livros que considero indispensáveis para quem está grávida ou pretende ficar. É um livro que mostra histórias reais de mulheres que foram em busca de um parto lindo, com respeito, paz e tranquilidade, mesmo vivendo no Brasil, país campeão mundial em cesareanas.

Aqui, quem quer ter um parto normal ou natural humanizado , de longe o mais seguro para o bebê, precisa travar uma verdadeira batalha. Essas mulheres conseguiram, assim como eu, e tiveram um dos momentos mais importantes das suas vidas respeitado.

Chorei muito lendo o livro e me inspirei demais. Na época, estava grávida de 7 meses e fiquei morrendo de vontade de ser uma das personagens. Se tiver o volume 2, quero participar! :)