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quarta-feira, 13 de junho de 2018

A Chave de Sarah - Tatiana de Rosnay - Ed. Ponto de Leitura


A Chave de Sarah é um livro que virou filme (filme este que ainda não assisti) e que conta a história de uma jornalista incumbida de escrever sobre o sexagésimo aniversário da grande concentração no Vélodrome d’Hiver – um estádio no qual dezenas de milhares de judeus ficaram presos antes de serem enviados para Auschwitz em condições sub-humanas. Ela começa a pesquisar sobre o ocorrido e acha muito estranho as pouquíssimas informações que consegue reunir, tendo em vista que os alemães documentavam muito bem seus atos durante o nazismo.

A partir daí, começamos a entrar nesse mistério recheado de descobertas chocantes, inesperadas e muito, muito tristes.

Eu chorei loucamente lendo a história e tinha que ficar sempre com um lencinho do lado.

Um dos pontos mais especiais do livro é o mistérios envolvendo o passado de Sarah e também o presente, pois a história começa na época do nazismo mas vai seguindo até os dias atuais. 


Paralelamente, vamos nos envolvendo também com a história particular da jornalista, chamada Julia, que acaba se cruzando com a história de Sarah em um certo momento.

O livro entrou para a minha seleta lista de favoritos e recomendo muito que você leia assim que possível,. Tenho certeza que você não vai se arrepender.

Sobre a Autora

Tatiana de Rosnay nasceu em 28 de Setembro de 1961, nos subúrbios de Paris. Tem descendência inglesa, francesa e russa. Seu pai é o cientista Joël de Rosnay, e seu avô foi o pintor Gaëtan de Rosnay. Sua avó paterna foi a atriz russa Natalia Rachewskïa, diretora do Leningrad Pushkin Theatre de 1925 até 1949.

Fonte: Skoob

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A Boa Sorte - Fernando Trias de Bes - Ed. Sextante

 

A Boa Sorte é um livro que ganhei de presente de uma amiga da época de escola que fiquei anos sem ver, mas que recentemente o Facebook me trouxe de volta. S2

Ambas nascidas em Santos e, hoje, moradoras de São Paulo, marcamos um café para que ela conhecesse o meu filho e eu conhecesse a filha dela. Como se já não bastasse tudo isso para meu dia ser especial, ela ainda me presenteou com esse livro lindo, sabendo que eu sou a #loucadoslivros e que o natal seria a época perfeita para ler um livro como A Boa Sorte.

Eu me identifiquei com os dois perfis narrados no livro (o cavaleiro branco e o cavaleiro negro) - já que a gente é múltiplo (e tão complexo) apesar de sermos um - e lembrei de muita, mas muita gente que prefere olhar o que os outros conquistaram ao invés de correr atrás da bola. Invejam o sucesso alheio, mas esperam que o seu caia do céu. Apontam o dedo para o que acham errado, mas esquecem que pessoas perfeitas não existem.

As 10 lições da Boa Sorte são simples e diretas, mas são contadas através de uma fábula.

Dois amigos de infância que não se viam há 50 anos se reencontram "por acaso". Um deles foi muito bem sucedido, enquanto o outro só colheu fracassos. O segredo daquele que se tornou próspero sempre esteve em uma fábula que seu avô lhe contara quando era criança e que lhe serviu de guia ao longo dos anos. E, olhem que "sorte", ele resolveu dividir o segredo do seu sucesso com todos nós. :)

As metáforas do livro são bem amarradas e muito claras, sendo um livro legal para ser lido até por crianças de cerca de 7 anos (antes talvez elas não entedam tão bem e não assimilem a lição). Achei a história linda e me lembrou um pouco de O Pequeno Príncipe, talvez por usar a fantasia como pano de fundo e basear toda a história em metáforas.


Sobre o Autor

É um economista e escritor espanhol, especializado em marketing, a criatividade ea inovação. Seus ensaios e romances foram traduzidos em mais de trinta línguas e é um contribuinte regular do jornal El Pais, e do suplemento "Dinheiro" do jornal La Vanguardia.

Fonte: Skoob

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Não conte para a mamãe - Toni Maguire - Ed. Bertrand Brasil


Que livro doído de ler! Quase parei com a sensação ruim que apertava meu peito durante a leitura. Acho que, me colocando apenas no lugar da vítima já me sentiria mal, mas agora que sou mãe, me coloco também no lugar da mãe e, por isso mesmo, foi revoltante ao quadrado ver a submissão e a omissão que uma mãe prefere ter ao invés de encarar a realidade e defender uma criança que só podia contar com ela.

O título do livro, como já deu pra perceber, é uma frase que o pai de Toni sempre falava para ela depois dos abusos. Ele dizia para ela não contar nada para a mamãe porque, se contasse, ela não a amaria mais.
Acima de tudo, admiro a coragem da autora, que escreveu um livro autobiográfico contando o inferno dos anos que passou sendo abusada pelo seu pai e ignorada por sua mãe. É triste e revoltante demais!

Para mim, o livro perturbou bastante. Talvez porque eu sempre leia antes de dormir, confesso que enquanto não terminei a leitura ia dormir todo dia com um aperto no peito, uma sensação de inquietude que não me deixava até eu pegar no sono. Que o pai era um doente, isso é claro. Mas confesso que a mãe de Toni foi quem mais me indignou, bem como a reação da família e das pessoas a sua volta quando a história veio à tona. A atitude que Toni teve para tentar acabar com sua dor é totalmente compreensível.


O bom é que a autora, aparentemente, conseguiu se livrar de todos os fantasmas do seu passado e, hoje, deve encher sua conta bancária escrevendo livros sobre isso. Tá aí o dom de transformar uma coisa horrível em lucro, no fim das contas. Não que isso apague tudo o que ela sofreu, mas já que aconteceu mesmo, que se tire proveito disso.

Tirando o peso da história verídica, a leitura flui facilmente e o livro é muito bem escrito, prendendo o leitor e trazendo-o pra perto da autora. Recomendo! Mas, respire fundo e tente abstrair a história quando fechar o livro. Senão vai ser melancolia do início ao fim.


Sobre a Autora

Toni Maguire é inglesa. Depois de 20 anos vivendo em Londres, ela agora divide seu tempo entre Norfolk, Inglaterra, e Cidade do Cabo, África do Sul.  Não conte para a mamãe é seu primeiro livro.


quinta-feira, 6 de março de 2014

O Pequeno Príncipe - Antoine De Saint-Exupery - Ed. Agir


Era para ser um livro infantil. Era para ser porque, para mim, ele ensina muito mais aos adultos do que às crianças. É um livro que mostra, ao mesmo tempo, as características que todo mundo tem quando nasce, mas que vai perdendo, infelizmente, ao longo da vida "madura" e "séria". Se fosse só isso, o livro já valeria a pena. Mas não é. Como se não bastasse, o livro nos relembra sobre o que realmente é importante: cativar a sementinha do amor, regando-a a cada dia para que ela floresça e torne-se forte e cheia de raízes. No fim das contas, não importa quanto você tem nem o que você possui, mas sim o quanto você amou (e tudo o que vem junto: boas lembranças, momentos especiais, risadas, carinho etc etc etc...).

Lido no mundo inteiro, comprei o livro para ler para meu filho assim que ele estiver um pouquinho maior. Agora, com 2 anos e meio, ele ainda fica entediado quando ouve histórias com mais de 5 páginas e para de prestar atenção. Acredito que daqui a um ano ele já vai conseguir começar a entender o quanto O Pequeno Príncipe é especial.
Antes do carnaval, reli o livro em menos de 1h30 e acho que esse é um bom exercícios para a gente não esquecer do que realmente importa. De tempos em tempos, resgatarei o livro da estante e o lerei novamente e novamente. =)

E agora que o carnaval acabou, o ano no Brasil oficialmente começou! Bora trabalhar!


Sobre o Autor


Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry (Lyon, 29 de junho de 1900 - Mar Mediterrâneo, 31 de julho de 1944) foi um escritor, ilustrador e piloto, terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe. As suas obras são caracterizadas por alguns elementos como a aviação e a guerra. Também escreveu artigos para várias revistas e jornais da França e outros países, sobre muitos assuntos, como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França. Destaca-se Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe, no Brasil ou O Principezinho, em Portugal) de 1943, livro de grande sucesso de Saint-Exupéry.

Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Sinto-me Só - Karl Taro Greenfeld - Ed. Planeta do Brasil



Tenho esse livro há anos e sempre deixava a leitura "para depois". Acho que eu já imaginava que seria bem tenso ler um livro que conta a devastação de uma família (e também sua salvação, dependendo da ótica) depois do nascimento de um filho diagnosticado com autismo severo. O livro é uma biografia escrita por seu irmão mais velho Karl, que viu sua vida mudar completamente quando notou que seu irmão era o centro das atenções de uma maneira diferente, causando conversas preocupadas entre seus pais, choros intermináveis de sua mãe e mudanças bruscas na rotina da família. Para sempre. 

Com um texto sem rodeios e bem objetivo, Karl conta como é ser o irmão/filho/aluno "normal" e toda a complexidade que é a vida de alguém que, nos anos 70, recebeu o diagnóstico de algo que não se tinha sequer muita informação, quanto mais tratamentos adequados. 

Tenho esse livros desde antes de engravidar, mas só li agora, quando Arthur já tem mais de 2 anos. Talvez eu não fosse ficar tão tocada e sentir tanta compaixão por Karl e seus pais se eu tivesse lido antes da maternidade, mas acho que, para quem é mãe/pai, esse livro toca profundamente desde a primeira página. Eu sentia tristeza, compaixão, arrepios, frio na barriga e até revolta durante a leitura. É tensa, é triste, é uma história nua e crua. 

O autor intercala metáforas, fatos narrados como observador e trechos do diário de seu pai. A leitura às vezes torna-se truncada, talvez se ele narrasse como uma biografia os fatos ficassem mais interessantes e dinâmicos para serem lidos. Porém, depois de um certo momento, o livro fica bem dinâmico e a leitura flui facilmente. 

E, mesmo sendo uma biografia, prepare-se para uma grande surpresa durante a leitura. Eu fiquei PAS-SA-DA quando notei a reviravolta na história. Esse, com certeza, é o ponto alto do livro. Sensacional a originalidade do autor nessa parte do livro porque, além de ser bem diferente das biografias que já li, a gente não faz sequer a mais remota ideia de que isso vai acontecer. Eu super recomendo, mas prepare a caixinha de lenços e a dose de auto controle, porque naquela época, não preciso nem dizer o tipo de tratamento que estava disponível para autistas e o que seus pais tinham que passar ao ver seus filhos sofrendo violência atrás de violência. =(

Sobre o Autor

Karl Taro Greenfeld é autor de seis livros e eles já foram traduzidos para 12 línguas. Nasceu em Kobe, Japão, viveu em Paris, Toquio, Hong Kong e Los Angeles. Mora com sua esposa, Silka, e suas duas filhas, Esmee e Lola. 


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Criando Meninos - Steve Biddulph - Ed. Fundamento



Criando Meninos foi minha primeira experiência em tentar ler um e-book no notebook.Odiei loucamente! Não sei se gostaria de usar e-readers, mas ler no notebook, para mim, foi bem chato. Ficava com dor de cabeça, não tocava o livro, não virava a página...para mim perdeu um pouco do encanto. Mas, como eu queria muito ler esse livro, fui em frente. Agora, já estou com o livro aqui em casa e reli ele inteirinho, porque né, tinha a sensação de que não o tinha lido realmente. Me interna?

Achei uma leitura válida com muitas dicas úteis, apesar de não conter nada incrivelmente revelador. Como sou mulher, confesso que não entendia muitas particularidades do mundo masculino e, nesse sentido, achei o livro fascinante!

Muito interessante também é a abordagem do autor em relação ao comportamento masculino e às mudanças e características marcantes para cada faixa etária. É interessante ir relendo essa parte conforme o filho for crescendo. Eu mesma, como li quando meu filho tinha menos de 1 ano e agora reli aos 2 anos, certamente vou esquecer as dicas para as demais faixas etárias e terei que reler essas partes no futuro.


Recomendo! Ah! E existe também o Criando Meninas. Deve ser tão bom quanto, mas não posso opinar porque não li. :)

Sobre o autor


Steve Biddulph é o terapeuta familiar e escritor para pais mais conhecido da Austrália. Seus livros são bestsellers traduzidos para mais de 10 línguas, tornando-se populares em todo o mundo.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Limites sem Traumas - Tânia Zagury - Ed. Record



Li esse livro quando meu filho ia completar 1 ano de idade (hoje ele tem 1 ano e 10 meses) e foi maravilhoso! Quando ele começou a andar e a ficar mais independente, veio junto as vontades e frustrações. Para que a gente não entre na onda e não percamos o controle, é importante ter muito claro o que acontece em casa fase do bebê e, além disso, ter muito claro a linha de educação que você quer seguir.

Eu pretendo disciplinar com conversa, cantinho e tempo para pensar e, mais para frente, com causas e consequências. Não pretendo dar tapas ou surras, pois acredito que esse tipo de atitude é, querendo ou não, um tipo de violência (por mais que a intenção seja educar e não fazer o mal) e acaba ensinando que a criança é subjulgada, que o mais forte vence e que precisa obedecer não por ser o certo e sim para não sentir dor física. Para mim, essa educação é por medo e acaba não educando plenamente, acaba não ensinando o motivo real de a atitude ter decepcionado os pais.

Eu fui criada com tapinhas e surras leves (nunca fui espancada nem fiquei com marcas) e confesso que o instinto é perpetuar o que a gente conhece por educação. Mas pretendo quebrar esse ciclo e, para isso, nada melhor do que ler, me informar e estudar. 


Foi aí que conheci o livro de Tânia Zagury, que segue esta mesma linha de pensamento que pretendo seguir. Em seu livro, ela explica porque é contra os tapas e exemplifica muitas situações comuns, mostrando como agir em cada uma delas. É óbvio que o dia a dia não se parece em nada com teorias, mas achei muito válido ter esses exemplos no livro, pois ilustra de forma prática os ensinamentos teóricos. Cabe aos pais irem adaptando os desafios e reagindo de acordo com o que acreditam.

O livro foi muito útil para mim, pois como meu filho estava passando por seus primeiros choros de raiva, tentando impor suas vontades pela primeira vez. E eu ficava sem saber como agir. A única coisa que sabia é que não podia ceder e nem ser incoerente com o que eu ou o pai tínhamos falado inicialmente. Se é não, é não. Não posso transformá-lo em sim depois de um acesso de choro do bebê. Mas, como agir nessas horas?

Foi aí que as dicas do livro me ajudaram bastante. E o mais legal é que ela separa dicas de acordo coma faixa etária, o que faz todo o sentido (inclusive vou reler uns capítulos, agora que meu filho já tem quase 2 anos).

E posso dizer que depois de 10 meses aplicando os ensinamentos, muitas vezes olho com uma cara de reprovação para meu filho e ele já para, pensa e não completa a ação não permitida. São pequenas vitórias que dão força e renovam nossa paciência para seguir em frente. Sim, porque educar exige, mais do que tudo, paciência e perseverança.

Recomendo! E digo mais: recomendo tanto para pais quanto para tias, padrinhos, avós e demais pessoas próximas a crianças.

Sobre a autora


Tania Zagury é carioca, casada e mãe de dois filhos. A inclinação para o magistério manifestou-se muito cedo. Aos 11 anos, elaborou cartilha com a qual alfabetizou a irmã caçula, então com 5 anos. O desejo de ver progredir a Educação no Brasil fez com que, desde seu ingresso na Universidade, dedicasse metade de seu tempo à pesquisa. Seus textos vêm sendo reproduzidos em dezenas de sites, utilizados como fonte de consulta em trabalhos de conclusão de cursos de formação de professores (TCC), em provas de concursos vestibulares e outros, além de por vezes servirem de base a juízes, magistrados e legisladores em geral, quando o julgamento envolve questões educacionais.


terça-feira, 18 de junho de 2013

Pulmão de Aço - Eliana Zagui - Ed. Belaletra Editora


Uma bela noite, meu marido chegou em casa super emocionado, dizendo que tinha visto uma reportagem na internet sobre um residente do Hospital das Clínicas (HC). Depois de me contar a história de Paulo resumidamente, estendeu um embrulho para mim. Logo percebi, pelo formato, que se tratava de um livro. Quando abri e li o título Pulmão de Aço, não entendi muita coisa. Como estava no final de um livro, que terminaria naquela mesma noite, já levei o Pulmão de Aço para meu criado-mudo, pois alguma coisa me disse para eu passar esse livro na frente da minha enorme lista de livros para ler em 2013.

Ainda bem que não demorei para ler. Ainda bem que ganhei esse presente. Ainda bem que Eliana teve a serenidade e a sabedoria para escrever (com a boca!!!) esse livro. Acho que nem que eu viva mil anos vou esquecer as mensagens que ficaram dessa leitura. E a principal delas só reforçou algo que eu já imaginava: por mais difíceis que sejam as provações da vida, se houver amor incondicional, apoio, suporte, nada torna-se impossível.

O caso de Eliana é ainda mais raro, porque ela conseguiu superar 36 anos numa UTI do HC, mesmo sem o suporte e o amor familiares que tanto lhe fizeram falta. Deixe-me explicar melhor.

Eliana, a autora, foi diagnosticada com Paralisia Infantil quando tionha 1 ano e 9 meses de idade. Quando o diagnóstico veio, a doença já tinha avançado e Eliana já estava paralisada completamente do pescoço para baixo. Os médicos internaram a criança, mas deixaram claro para os pais que a morte era questão de horas. Isso foi ha 34 anos e, desde então, Eliana tem o HC como sua casa e a equipe médica como sua família.

Seus melhores e únicos amigos, seis crianças internadas em situações parecidas, foram morrendo pouco a pouco. Das vitimas daquele surto de Polio, Eliana e seu amigo Paulo são os últimos sobreviventes. No livro, ela conta toda a sua vida, seus sentimentos, suas frustrações, suas aventuras e seus desejos para o futuro.

É lindo, bem escrito e extremamente tocante. Quando terminei a última página, minha vontade era sair de casa, dirigir até o HC e dar um abraço daqueles em Eliana. Além de contar sua vida, ela acaba contando a história da polio e do próprio HC, além de citar e descrever como profissionais de saúde (enfermeniros, auxiliares e médicos) podem trabalhar sem esquecer a compaixão, o amor ao próximo e a sensibilidade. Leitura mais que obrigatória! Foi para a minha seleta lista de livros favoritos.

Dicas:
1 - Antes de começar a leitura, já reserve uma caixinha de lenços e deixe-a sempre a mão. Você vai precisar.
2 - Se você tiver filhos, avise-os de que, provavelmente, você irá agarrá-los e abraçá-los mais do que o normal. :)


Sobre a autora


Eliana escreve sobre ela em seu site:

"Sou Eliana Zagui, nascida em Guariba – interior de São Paulo, no dia 23/03/1974.
  Desde um ano e nove meses de idade, moro no Hospital das Clínicas - SP, devido
  à Poliomielite (Paralisia Infantil) a qual me paralisou do pescoço para baixo,
  obrigando-me a viver 24 horas num respirador artificial.
  Vivendo e morando todo esse tempo no hospital, pude e ainda tenho oportunidades
  de aprender de tudo um pouco que uma pessoa dita "normal” é capaz.
  Aprendi a ler, escrever, pintar quadros, virar páginas de livros e revistas, teclar no
  computador, no telefone, colar adesivos e muito mais, somente com a boca".

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A Filhinha do Papai - Mary Higgins Clark - Ed. Record



Não conhecia essa autora e só li esse livro porque me interessei pelo nome e acabei trocando com uma outra usuária do Skoob, que estava louca por um livro meu. Já no primeiro capítulo notei a qualidade da escrita da autora e a historia singular que o livro trazia. Agora, virei fã da autora e, pesquisando no próprio Skoob, vi que ela já é super famosa e tem vários livros publicados!!

A história é sobre Ellie Cavanaugh, uma jornalista investigativa que busca desvendar todos os detalhes do assassinato de sua irmã mais velha, Andrea, 22 anos antes, depois que o condenado recebe liberdade condicional. Ellie não aceita que Rob seja solto, mesmo tendo cumprido 22 anos de pena. Ele sempre jurou inocência e sua culpa nunca ficou realmente provada, mas Ellie fará de tudo para que isso aconteça. Porém, descobertas sobre outros acontecimentos começam a deixar dúvidas sobre quem é realmente o assassino de sua irmã. Será que ela se enganou todo esse tempo?

O livro é tão bom que até o último capítulo a gente fica com dúvidas sobre quem é realmente o assasssino. Até dos pais das meninas eu cheguei a desconfiar. A autora é extremamente talentosa e prende o leitor o tempo inteiro, não deixando a história esfriar em nenhum momento. A sensação que eu tive é que, se demorasse muito para ler, o assassino poderia fugir. Hahahaha

Sensacional! OUtro que foi para a minha seleta lista de favoritos. :)

Sobre a Autora


Mary Higgins Clark nasceu em Bronx, Nova Iorque. O pai morreu quando ela tinha dez anos, deixando a família numa situação económica difícil. Depois de terminar os estudos do ensino secundário, Mary tirou um curso de secretariado e trabalhou como secretária numa agência de publicidade durante três anos. Abandonou a agência para trabalhar como hospedeira do ar na Pan American Airlines, onde ficaria até ao seu casamento com um amigo de longa data, Warren Clark. Em 1956 começou a escrever contos para jornais e revistas e peças para a rádio. O primeiro livro que publicou foi uma biografia de George Washington, Aspire to the Heavens.

Warren viria a morrer em 1964, vítima de um ataque de coração. Mary ficou com cinco filhos a seu cargo. Foi então que decidiu dedicar-se à escrita. Todos os dias se levantava às 5 da manhã e escrevia até às 7, hora a que preparava os filhos para a escola.

O seu primeiro livro policial Where Are the Children?, publicado em 1975, tornou-se um best-seller. Mary decidiu continuar os estudos e inscreveu-se na Fordham University, onde, em 1979, se doutorou summa cum lauda em Filosofia. Desde então foi distinguida com 16 doutoramentos honoris causa e tem recebido numerosos prémios literários. Os seus livros estão traduzidos em várias línguas.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Nó na Garganta - Patrick Mccabe - Ed. Geraçao Editorial



Esse livro já inspirou uma peça teatral e até um filme de Neil Jordan mas, para mim, não foi uma boa experiência.

Li muitas criticas positivas e o livro é bem avaliado, mas eu, sinceramente, não gostei. Trata-se de uma história sobre um menino que revela, aos poucos, sua mente psicopata, cruel e descontrolada.

E o texto segue o mesmo estilo. É confuso e sem pontuação. A leitura não me deixou à vontade, como os livros de Saramago (que também não usa pontuação) me deixam, por exemplo. Fiquei confusa em diversas ocasiões, tendo que voltar algumas linhas para entender se aquilo era um diálogo, um pensamento ou uma narrativa. Saramago é incrivelmente superior quando se trata de escrever sem pontuação.

A história, apesar de criativa, não chamou a minha atenção e nem despertou minha curiosidade. Ao contrário de outras pessoas que escreveram sobre o livro, eu não fiquei louca de vontade de saber o que aconteceria a seguir.

Talvez o livro simplesmente não seja meu estilo ou eu que não estava no clima para esse tipo de leitura, afinal, li na semana entre o natal e o ano novo e, por ser uma época de confraternização e boas energias, o livro trouxe uma vibe um pouco contrária.

Sobre o autor

Patrick McCabe nasceu em Clones, na Irlanda, em 1955. Dramaturgo e novelista, é autor de um livro para crianças, The Adventures of Shay Mouse (1985), e dos romances Music on Clinton Street (1986), Carn (1989), The Butcher Boy (1992), que venceu o Irish Times / Aer Lingus Literature Prize e foi adaptado para o cinema, em 1997, por Neil Jordan. Foi nomeado para o Brooker Prize, em 1998, com Breakfast on Pluto.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O menino do Pijama Listrado - John Boyne - Ed. Cia das Letras



O menino do pijama listrado é um daqueles livros que você lê em um dia e, quando termina, com o rosto encharcado de lágrimas, fica com um gosto amargo por fazer parte da humanidade. Sim, porque, às vezes, dá vergonha de ser humano, se formos pensar em quanta maldade existe por aí. Já tínha publicado uma resenha do leitor sobre ele, enviada pela Karin. Vale a pena ler também. :)

A história se passa entre os anos de 1942 e 1944, na época da “Segunda Guerra Mundial”. Bruno é um menino de 9 anos que é filho de um militar, mas nme imagina o que o pai faz durante suas horas de trabalho. Ele muda-se junto com a família para uma casa grande perto de um campo de concentração (que Bruno também não sabe o que é) e acaba fazendo amizade com um menino (que está sempre com um "pijama listrado") que mora do "outro lado da cerca". A história é super original e contada com a pureza e inocência do personagem principal. E, por isso mesmo, é linda, mas também muito triste e até revoltante.

A gente acaba se apaixonando por Bruno e por seu amigo, mas sabe que não há como, no mundo em que vivemos, a história ter um final feliz. O livro virou filme mas, como sempre, o livro é muito melhor.
Recomendadíssimo!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O Guardião de Memórias - Kim Edwards - Sextante

Esse foi mais um livro que li voando e que me fazia pensar na história várias vezes por dia, ansiando pelo momento em que eu voltaria a ler. A história é envolvente, super polêmica e bem escrita. Tem como tema central a Síndrome de Down e conta a história de um médico que faz o parto de seus filhos gêmeos. Um nasce saudável e outro com a doença.

Por motivos que vão desde a sua experiência como médico até traumas familiares de infância (que vocês vão descobrir durante a leitura), o homem pede à enfermenira que o ajudou no parto a levar a filha doente para uma instituição.

Para piorar, decide dizer à esposa que um dos gêmeos nasceu morto.
A partir daí, tanto David Henry
quanto sua esposa e seu filho saudável vivem à sombra dessa decisão, que mudou a vida de todos para sempre. Porque a vida é feita de escolhas e, dependendo das que você tiver, vai ter que conviver com as suas consequências.

Um livro lindo que discorre sobre amor, preconceito e, principalmente, sobre lei de causa e efeito. Não foi à toa que o livro vendeu mais de três milhões de exemplares nos Estados Unidos. Desde que eu tinha lido a sinopse, tive vontade de ler. Assim que surgiu a chance, comprei o livro e já emprestei para a família inteira. :)
Síndrome de Down
A síndrome de Down é a forma mais freqüente de retardo mental causada por uma aberração cromossômica microscopicamente demonstrável. É caracterizada por história natural e aspectos fenotípicos bem definidos. É causada pela ocorrência de três (trissomia) cromossomos 21, na sua totalidade ou de uma porção fundamental dele.
A síndrome de Down, uma combinação específica de características fenotípicas que inclui retardo mental e uma face típica, é causada pela existência de três cromossomos 21 (um a mais do que o normal, trissomia do 21), uma das anormalidades cromossômicas mais comuns em nascidos vivos.
É sabido, há muito tempo, que o risco de ter uma criança com trissomia do 21 aumenta com a idade materna. Por exemplo, o risco de ter um recém-nascido com síndrome de Down, se a mãe tem 30 anos é de 1 em 1.000, se a mãe tiver 40 anos, o risco é de 9 em 1.000. Na população em geral, a freqüência da síndrome de Down é de 1 para cada 650 a 1.000 recém-nascidos vivos e cerca de 85% dos casos ocorre em mães com menos de 35 anos de idade.
As pessoas com síndrome de Down costumam ser menores e ter um desenvolvimento físico e mental mais lento que as pessoas sem a síndrome. A maior parte dessas pessoas tem retardo mental de leve a moderado; algumas não apresentam retardo e se situam entre as faixas limítrofes e médias baixa, outras ainda podem ter retardo mental severo.
Existe uma grande variação na capacidade mental e no progresso desenvolvimental das crianças com síndrome de Down. O desenvolvimento motor destas crianças também é mais lento. Enquanto as crianças sem síndrome costumam caminhar com 12 a 14 meses de idade, as crianças afetadas geralmente aprendem a andar com 15 a 36 meses. O desenvolvimento da linguagem também é bastante atrasado.
Algumas das características físicas das crianças com síndrome de Down são:
achatamento da parte de trás da cabeça,
inclinação das fendas palpebrais,
pequenas dobras de pele no canto interno dos olhos,
língua proeminente,
ponte nasal achatada,
orelhas ligeiramente menores,
boca pequena,
tônus muscular diminuído,
ligamentos soltos,
mãos e pés pequenos,
pele na nuca em excesso.

Virou filme
Em 2008, o livro deu origem ao filme de mesmo nome, com Dermot Mulroney no papel do Dr. Henry, Emily Watson no papel da enfermeira e Gretchen Mol no papel da esposa.

Ficha técnica do filme
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Título no Brasil: O Guardião de Memórias
Título Original: The Memory Keeper's Daughter
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 88 minutos
Ano de Lançamento: 2008
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures
Direção: Mick Jackson

Eu não vi ainda, mas fiquei com vontade. Será que é bom?

Sobre a Autora

Kim Edwards é autora da coleção de contos intitulada The Secrets of the Fire King, indicada para o Prêmio PEN/Hemingway de 1998, e recebeu o Prêmio Whiting e o Prêmio Nelson Algren. Pós-graduada do Seminário de Escritores de Iowa, ela é professora assistente de inglês na Universidade de Kentucky.

"Kim Edwards, uma romancista estreante, escreveu um livro de cortar o coração, alternadamente luminoso e sombrio, literário e cheio de suspense." - Library Journal

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder - Cia. das Letras

Enfim terminei de ler O Mundo de Sofia! O livro é enorme e, apesar de ser um romance que conta a história da filosofia de uma maneira muitos didática, precisa ser lido com bastante atenção e concentração, para que todo o conteúdo seja assimilado de forma satisfatória. Sofia (que significa sabedoria) vive uma vida normal na Noruega até que, sem explicação, começa a receber cartas em sua caixa de correio, com perguntas como “quem é você?” e “de onde veio o mundo”?
A partir daí, Sofia e Alberto (seu professor de filosofia) vão viajando pela história da filosofia e dos principais pensadores desde a antiguidade até os dias atuais. Paralelamente, o enigma sobre quem é Hilde e sobre o porquê de suas vidas serem ligadas vai sendo desvendando aos poucos, até que o leitor percebe que existem muito mais realidades do que se podia imaginar. Mas você só conseguirá se envolver mesmo com a história se ficar na ponta da pelugem do coelho branco tirado da cartola. :)


Você aprende, diverte-se e ainda lê um livro muito bem elaborado. Mas, o melhor de tudo é você começar a levantar questões filosóficas e tentar responder as questões com que Sofia se depara. Quando você menos percebe, está pensando alto sobre como tudo começou, porque a realidade que vivemos pode não ser realmente a realidade absoluta, para onde nós vamos e até que ponto nosso subconsciente interfere na nossa vida. Recomendo!

Nesse site há mais detalhes sobre o livro e sua relação com a história da Filosofia.

Sobre o Autor

O autor
é um escritor norueguês, nascido em Oslo, à 8 de agosto de 1952, que escreve livros infanto-juvenis mesclando filosofia com linguagem de fácil entendimento aos jovens.

O seu trabalho mais conhecido é O Mundo de Sofia, publicado em 1991. Este livro foi traduzido para 53 línguas, existem 26 milhões de cópias impressas, sendo que três milhões delas foram vendidas só na Alemanha. Com isso, passa a ter grande renome internacional, fazendo-o, a partir de 1993, a se dedicar integralmente à produção literária.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O Diário de Anne Frank - Ed. Record

Li o livro rapidinho, porque qualquer mulher que lembre de sua fase adolescente se identifica logo nas primeiras páginas com Anne. A cada linha a aflição aumentava e, quando ela escrevia seus sonhos e objetivos para o futuro, o aperto no peito era maior ainda.

Saber que ela tinha tantos sonhos, tanta coisa para viver e descobrir, tanto talento para escrever e tanta alegria e coragem dá ainda mais revolta quando pensamos que ela não conseguiu sobreviver ao Holocausto, assim como outros seis moradores do "Anexo".

"Anexo" era como ela chamava o esconderijo, que ficava na parte de trás de uma empresa, onde ela e mais sete judeus viveram por dois anos e meio, até a Gestapo invadir o local e prender todos os ocupantes. No prólogo do livro, há um relato sobre o destino de cada um deles. Somente o pai de Anne sobreviveu. Talvez, sua missão tenha sido mostrar para o mundo o terror vivido pelos judeus durante o Holocausto, fazendo a obra de sua filha tornar-se a maior referência mundial da Segunda Guerra.

O diário traz cartas de Anne à amiga imaginária Kitty, para quem ela conta toda a sua rotina, os ataques, assaltos, medos, anseios e sentimentos vividos durante o perído de de 12 de Junho de 1942 a 1 de Agosto de 1944. Há momentos em que ri bastante, outros de pura apreensão e outros de torcida, como quando ela fala de Peter.

É incrível ver como uma menina tão nova consegue reter a atenção dos leitores do início ao fim. Ela escreve bem e, com certeza, daria uma ótima jornalista, profissão que ela já tinha escolhido e que não pôde exercer.

O Diário foi publicado com alguns cortes de partes íntimas da família. Mas, hoje, há a última versão, completa e com fotos, que foi a que eu li. mais que um livro, um depoimento real, O Diário de Anne Frank é um documento histórico e, por isso, deve ser lido por todo mundo que tem vergonha do período nazista da história.

Documentos Históricos

Abaixo, a única filmagem existente de Anne. Ela aparece na janela olhando um casal de noivos:



Aqui, uma coletânea de fotos:



Confira o site do Instituto Anne Frank, sediado no prédio/esconderijo.

Em 3 de maio de 1957 um grupo de pessoas, incluindo Otto Frank, estabeleceram o Instituto Anne Frank com o propósito de salvar o edifício da demolição, e torná-lo acessível ao público.

Otto Frank insistiu que o propósito do instituto seria fortalecer o contato e a comunicação entre jovens de diferentes culturas, religiões e raças, em oposição à intolerância e a discriminação racial. Depois do diário de Anne Frank ter sido traduzido em outras línguas e ela tornou-se internacionalmente conhecida seu antigo esconderijo começou a atrair muitos visitantes.

Adaptação para as telas

O filme foi lançado em 1959, dirigido por George Stevens (Assim Caminha a Humanidade) e com Shelley Winters no elenco. Levou 3 Oscars e tem 180 minutos de duração, mas há uma versão com 156 minutos.

A personagem Anne Frank foi oferecida a Audrey Hepburn, que a recusou devido a dois motivos: já havia aceitado a proposta para estrelar A Flor Que Não Morreu (1959) e, por ter morado na Holanda durante a 2ª Guerra Mundial, acreditava que realizar este filme traria más lembranças de perseguições a judeus que presenciou na época.

Estou louca para ver esse filme, será que encontro em algum lugar??

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Menino do Pijama Listrado - John Boyne - Ed. Cia. das Letras



Essa resenha veio da Karin Althuon. Ela também é apaixonada por livros e foi ela que me emprestou a trilogia da Corinne Hoffmann. Leia sobre isso aqui, no meu primeiro post. Depois de saber que ela gostou, estou LOUCA para ler também!

Vale lembrar que o livro virou filme em 2008. Veja a análise do Omelete.


Sinopse

Bruno é um menino de nove anos que mora em Berlim com a família e sabe muito pouco da vida além do que acontece fora de sua casa e escola. O que ele descobre logo no ínicio do livro é que ele e a família terão que se mudar de Berlim, por conta do emprego do pai e ordens de seu chefe. Contextualizando, estamos na década de 40, em plena segunda guerra mundial o pai de Bruno é um militar alemão que responde diretamente a Hitler e a família muda para a casa vizinha ao campo de concentração de Auschwitz. Com o passar do tempo Bruno vai se adaptando a nova situação descobrindo mais sobre a família, sobre a Alemanha e sobre os vizinhos que moram do outro lado da cerca e só vestem a mesmo traje. E é por acaso que em uma exploração das redondezas, Bruno faz amizade com um menino do outro lado da cerca que sempre veste um curioso pijama listrado. E essa amizade mudará a vida de ambos.

Sobre o Autor

John Boyne (nascido em 30 de abril de 1971) é um romancista Alemão. Ensinou língua inglesa no Trinity College, e Literatura Criativa na Universidade de East Anglia, onde foi galhardoado com o prêmio Curtis Brown. Já escreveu cinco romances e está escrevendo (em 2007) o sexto, assim como uma quantidade de contos que foram publicados em várias antologias e transmitidos por rádio e televisão. Seus romances foram publicadas em 29 idiomas. The Boy in the Striped Pyjamas é um "mais vendido" em Nova York e uma adaptação para o cinema começou a ser filmada em abril de 2007. Boyne reside em Dublim.


O que Karin achou do livro

Após receber uma idicação comprei e terminei no domingo "O Menino do pijama listrado". Ao terminá-lo, fiquei com o livro na cabeça por algumas horas, pensando e discutindo com o meu namorado que já havia lido.

É um assunto delicado, que sempre me causa arrepios, mas fiquei impressionada com o jeito inocente em que o autor descreve os fatos visto que é uma criança o personagem principal. Achei bem interessante, e recomendo!

Depois, no msn, ela me falou o seguinte:
**Karin*va bene diz:
gostei bastante do livro, no inicio realmente vc pensa "será que vai acontecer alguma coisa ou ele vai ficar falando da casa o livro inteiro"

domingo, 26 de abril de 2009

Me dá o teu contente que eu te dou o meu - Cristina Mattoso (org.) - Ed. Verus

Li em um dia e ainda reli algumas páginas depois, para rir mais um pouco. Eu já sabia que as crianças não tinham esse problema do "ser racional o tempo todo" ou "falar isso ou aquilo porque é politicamente correto". Mas não imaginava que todo mundo nasce poeta. Mas, aí crescemos e toda a poesia fica perdida em algum lugar dentro de nós.

O livro foi organizado pela Cristina Mattoso, publicado pela Verus Editora e ilustrado com desenhos de adolescentes da Fundação Síndrome de Down. Prometo que vou seguir o conselho publicado na introdução do livro e, quando eu tiver os meus filhos, compro um caderinho para anotar as pérolas que eles falarem. Deve ser demais ler tudo aquilo depois de alguns anos, né?

O livro é todo feito de falas engraçadas ditas por crianças, com toda a sua inocência, pureza e sinceridade. Essas frases foram organizadas em temas, para facilitar o leitor. Deus, Humor e Família são alguns dos temas da publicação.

Só para dar um gostinho

Aí vão alguns trechos do livro, para vocês morrerem de vontade de ler tudo e correrem para a livraria mais próxima:

"Felipe, que estava com uma infecção urinária, ao sentir muita dor, febre e dificuldade de urinar, protestou, chorando:
- Deus deve tá louco de me fazê tê tanta dor. Eu sou muito pequeno para sofrer tanto!"

"Querido Deus,
Eu aposto que é muito difícil para você amar todas as pessoas do mundo. Na nossa família só tem quatro pessoas e eu nunca consigo..." (da série Cartinhas para Deus)

"Cansado de tanto ter que obedecer, o menino perguntou, impaciente, para a mãe:
- Mamãe, até quando a gente é filho?"

"O garotinho, depois de abrir os presentes de Natal, comentou desanimado:
- Eu só ganhei pano!"

"Heloísa, muito brava com Carolina, coloca-a de castigo. Depois de algum tempo, a menina pergunta:
- Mãe, quando é que eu vou sair do castigo?
- Ah! Ana Carolina, eu tô muito zangada com você! Só quando Deus quiser!!!
Passa mais um tempinho, e a moleca diz com voz bem grossa:
- Helóíííííísa, aqui é o Deeeeeeus! Eu queeeeeeeeero que você tiiiiiiiira a Carol do castigo."

"Camila, ao rolar no assento de trás do carro devido a uma brecada brusca, reclama:
- Papai, não me derrama!"