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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Mayada - Jean P. Sasson - Ed. Best Seller



Depois de ler a trilogia da Princesa, da mesma autora, lá fui eu comprar Mayada e De amor e de Chamas, para continuar prestigiando as obras de uma mulher que escreve tão bem. Já publiquei as resenhas da trilogia. Para quem não leu, clique aqui, aqui e aqui.

Mayada é realmente igualmente bem escrito. A gente não consegue parar de ler e pensa várias vezes durante a leitura como somos abençoadas por ter nascido em um País onde as mulheres não são tratadas como seres inferiores. Mas, vamos à história, para vocês entenderem sobre o que estou falando.

Mayada conta a história de uma mulher iraquiana bem nascida, com família influente e de boas relações. No fim das contas, esse foi o "detalhe" que salvou a sua vida. Porque, do contrário, ela teria sido torturada cruelmente até seu corpo não aguentar mais e desistir de acordar após um dos desmaios frequentes que alguém que sente mais dor do que consegue suportar sofre.

O livro é forte, é verdadeiro e conta, além de histórias sobre as mulheres que dividiram a cela da prisão com Mayada, muita coisa sobre o regime de Saddam Hussein. Ler Mayada é ter uma aula de história do Iraque, também.

Em 1999, Mayada foi presa sem saber o motivo. Ela não fazia absolutamente nada que pudesse ser interpretado como oposição ao governo. Levava uma vida tranquila com os dois filhos e, do nada, foi levada para Baladiyat, quartel-general da polícia secreta iraquiana. Lá descobriu que estava sendo acusada de imprimir folhetos contra o governo (ela era dona de uma gráfica).

Mayada então é colocada na cela 52 com mais 17 mulheres de diversas origens. As mulheres-sombras, como Mayada as chamava, se encantam pelas histórias dela e também acabam contando suas histórias, todas relatadas no livro. Elas passam a conviver, a ajudar umas às outras, a rezar pela vida da torturada da vez enquanto ela não voltava para a cela, a tratar dos ferimentos e dos ataques de tristeza, depressão e saudade. Elas passaram a se amar.

Um mês depois, Mayada foi solta, voltou para os filhos e fugiu para a Jordânia. Perto do final do livro ficamos com muita esperança de que tudo vai acabar bem para todas as mulheres-sombras, por conta da soltura de Mayada, mas depois, ao termionar a leitura, lembramos que o livro é sobre uma história real, e não um conto de fadas.

Eu já li muitos livros sobre esse tema. Quem lê meu blog sabe que é um dos meus temas favoritos. Mas Mayada, com certeza, foi um dos melhores livros que já li. Leitura mais que obrigatória!


Sobre a autora

Jean P. Sasson é autora da trilogia best-seller "Princesa", "As Filhas da Princesa" e "Princesa Sultana", que mostraram ao Ocidente a realidade sobre a vida das mulheres na Arábia Saudita. Seu primeiro livro, o sucesso editorial "The Rape of Kwait", vendeu mais de um milhão de cópias e alcançou o segundo lugar na lista do jornal norte-americano "The New York Times". Sempre envolvida com temas ligados às mulheres, Jean Sasson é americana, viveu na Arábia Saudita e viajou por todo o Oriente Médio.

Há ainda o livro "Amor em Terra de Chamas", da mesma autora. Tenho ele guardadinho aqui na minha estante. Em breve posto a resenha por aqui. :)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Princesa Sultana: sua vida, sua luta - Jean P. Sasson - Best Seller




Tenho um carinho muito especial por essa trilogia. Li os dois primeiros livros há mais tempo e, ao contrário de muitas trilogias, em que o melhor é sempre o último livro, neste caso achei o contrário: o primeiro é o melhor de todos, o segundo é o intermediário e o terceiro é o mais fraco. Mas, não entedam com isso que ele é ruim, porque não é. O livro é ótimo e ler Jean P. Sasson é sempre uma delícia, mas é que o primeiro livro é realmente o mais chocante. Já escrevi aqui sobre eles: o primeiro, "Princesa", e o segundo, "As filhas da Princesa".

Mas vamos à história que fecha a trilogia. Neste livro Jean explora mais a vida das mulheres em geral, contando histórias marcantes que Sultana ouviu ou ficou sabendo, algumas até relacionadas a membros da sua família. O livro tem humor também, mas o drama ainda impera. Neste livro continuei apaixonada pela coragem e luta de Sultana, por seu espírito guerreiro e por sua vontade de mudar as coisas no seu país. Como as outras mulheres, Sultana poderia ficar quieta e seguir em frente, mas preferiu lutar, fazer sua parte, mesmo que ela represente uma migalha perante à cultura machista e violenta da Arábia Saudita. 


E por mais que a gente tenha ficado com a impressão de que Sultana é uma muralha lendo os dois primeiros livros, no teceiros nós vemos que toda essa situação acaba atormentando-a mais do que ela mesma parece aguentar, fazendo com que o alcoolismo e a depressão quase tomem conta dela.

Adorei o livro e fiquei pesarosa por ser o último. Se Jean resolver transformar a trilogia em uma série, estarei de braços abertos para os próximos livros. :)

Sobre a autora

Jean P. Sasson é autora da trilogia best-seller "Princesa", "As Filhas da Princesa" e "Princesa Sultana", que mostraram ao Ocidente a realidade sobre a vida das mulheres na Arábia Saudita. Seu primeiro livro, o sucesso editorial "The Rape of Kwait", vendeu mais de um milhão de cópias e alcançou o segundo lugar na lista do jornal norte-americano "The New York Times". Sempre envolvida com temas ligados às mulheres, Jean Sasson é americana, viveu na Arábia Saudita e viajou por todo o Oriente Médio.

Há ainda os Livros "Mayada" e "Amor em Terra de Chamas", da mesma autora. Tenho ambos os livros e já li Mayada, em breve posto a resenha por aqui. :)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

As Filhas da Princesa - Jean P. Sasson - Record

As Filhas da Princesa é o segundo livro da trilogia escrita pela talentosíssima Jean P. Sasson. Adorei o livro, mas eu já tinha uma empatia antes mesmo de começar, por ter me envolvido tanto com o primeiro, sobre o qual já escrevi aqui. Além de escrever super bem, as histórias são tão revoltantes que ajudam a dar dinâmica e ação à narrativa.

O livro não é tão fabuloso quanto o primeiro, na minha opinião, mas também traz informações reveladoras e revoltantes, e acaba sendo outra ótima experiência. É tão agradável de ler que, mesmo terminando um capítulo e precisando interromper a leitura por algum motivo, acabamos pensando: "só mais uma página" e, quando percebemos, já lemos o livro praticamente inteiro.
O começo da narrativa já ganha alta tensão porque Sasson nos conta que a família real saudita descobre que Sultana (o nome é falso, claro) contou segredos íntimos de sua família para uma escritora, e que o livro faz sucesso em todo mundo. Os relatos enviados via correio e todo cuidado para que a identidade da princesa não fosse descoberta foram em vão. A opressão sobre as mulheres no mundo islâmico ainda é o assunto central do livro que, assim como o primeiro, possui um viés literário.
Nessa obra a atenção sai um pouco da vida da própria Sultana para dar lugar aos acontecimentos envolvendo as duas filhas adolescentes da família. A história conta a reação de cada uma apresenta insconscientemente à opressão e ao meio em que vivem. As filhas de Sultana, Maha e Amani, são sufocadas por um ambiente hostil e restritivo e acabam reagindo a isso de maneiras peculiares, mostrando que riqueza, ostentação e poder não suprem a falta de liberdade e de dignidade.

Além das duas filhas, Sultana conta detalhadamente o sofrimeto da irmã, molestada pelo próprio marido. Porém, muda alguns detalhes da história para tentar manter a identidade dos envolvidos em segredo. Só pela coragem que Sultana tem em tentar, com suas palavras, mudar a vida das suas semelhantes, bem como pelo talento de Sasson, o livro merece ser lido e guardado para que nossas filhas e netas também possam conhecer essa realidade.
Sobre a autora

Jean P. Sasson é autora da trilogia best-seller "Princesa", "As Filhas da Princesa" e "Princesa Sultana", que mostraram ao Ocidente a realidade sobre a vida das mulheres na Arábia Saudita. Seu primeiro livro, o sucesso editorial "The Rape of Kwait", vendeu mais de um milhão de cópias e alcançou o segundo lugar na lista do jornal norte-americano "The New York Times". Sempre envolvida com temas ligados às mulheres, Jean Sasson é americana, viveu na Arábia Saudita e viajou por todo o Oriente Médio.

Há ainda os Livros "Mayada" e "Amor em Terra de Chamas", da mesma autora. Eu já comprei os dois, como vocês podem ver aqui e, assim que tiver lido, publico a resenha. Espero que sejam tão bons quanto a trilogia.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Princesa - Jean P. Sasson - Best Seller

Li esse livro no primeiro ano da faculdade, por indicação da professora de Antropologia. Não lembro o nome dela e nem sei também o que a matéria tinha a ver com a vida de uma mulher árabe. O que sei é que ela nem deve imaginar, mas foi essa leitura que fez nascer em mim uma verdadeira PAIXÃO por livros que retratam e documentam o sofrimento de mulheres que não têm direitos e vivem sob ameaça, julgamentos inconcebíveis e costumes machistas bárbaros.

E a desculpa é sempre religião.
Quem me conhece sabe o quanto gosto desse tipo de livro, compro vários e pego emprestado outros tantos, já nem sei mais quantos li sobre o tema. E continuo me indignando e admirando a coragem que essas mulheres têm de expor sua vida cheia de humilhações, em prol de tentar salvar outras mulheres de uma vida tão infeliz quanto as suas. E quanto mais esses livros fizerem sucesso e forem traduzidos para outras línguas, atravessando o mundo e atingindo todo tipo de gente, as chances de algo ser feito para melhorar essa triste realidade aumenta. A informação e o grito de socorro que essas mulheres transformam em livros são, talvez, as únicas maneiras de fazer a diferença.

E foi por isso que uma princesa árabe, que no livro foi chamada de Sultana por segurança, resolveu contar tudo o que sabe para uma escritora americana. Na tentativa de mudar a realidade na qual está inserida, ela arriscou sua vida relatando todos os segredos da família real. Apesar de ter nascido na Arábia, Sultana sabe muito bem que a vida das mulheres não precisa ser do jeito que é por lá. Indignada, revoltada e questionadora, ela desafia os costumes e o machismo do seu círculo social, mostrando ao mundo que algo precisa ser feito para salvar as próximas gerações.


Estupro de mulheres, privilégios para os filhos homens e desgosto pelo nascimento de meninas, casamentos arranjados entre verdadeiras crianças com homens velhos, abusos sexuais dos mais diversos tipos, humilhações, mutilações, assassinato de filhas pelos próprios pais, apedrejamentos e espancamentos são só algumas das denúncias feitas por Sultana.


E, durante todo o relato que fez à amiga, seu maior medo era que fosse descoberta e condenada à morte. O livro é forte, revoltante, muito bem escrito e DEVE ser lido por todas as mulheres que, como eu, queriam poder fazer mais para mudar o modo cruel de vida de nossas semelhantes.


Trilogia


Depois de Princesa, a autora ainda escreveu mais dois livros, por meio dos relatos de Sultana. São eles: As Filhas da Princesa e Princesa Sultana: sua vida, sua luta.
Eu li os três e, apesar de o primeiro ser o melhor, os outros também são ótimos! Em breve publico as resenhas aqui. ;)

Sobre a autora

Jean P. Sasson é autora da trilogia best-seller "Princesa", "As Filhas da Princesa" e "Princesa Sultana", que mostraram ao Ocidente a realidade sobre a vida das mulheres na Arábia Saudita. Seu primeiro livro, o sucesso editorial "The Rape of Kwait", vendeu mais de um milhão de cópias e alcançou o segundo lugar na lista do jornal norte-americano "The New York Times". Sempre envolvida com temas ligados às mulheres, Jean Sasson é americana, viveu na Arábia Saudita e viajou por todo o Oriente Médio.

Há ainda os Livros "Mayada" e "Amor em Terra de Chamas", da mesma autora. Eu já comprei os dois, como vocês podem ver aqui e, assim que tiver lido, publico a resenha. Espero que sejam tão bons quanto a trilogia.