Li em um dia e ainda reli algumas páginas depois, para rir mais um pouco. Eu já sabia que as crianças não tinham esse problema do "ser racional o tempo todo" ou "falar isso ou aquilo porque é politicamente correto". Mas não imaginava que todo mundo nasce poeta. Mas, aí crescemos e toda a poesia fica perdida em algum lugar dentro de nós.
O livro foi organizado pela Cristina Mattoso, publicado pela Verus Editora e ilustrado com desenhos de adolescentes da Fundação Síndrome de Down. Prometo que vou seguir o conselho publicado na introdução do livro e, quando eu tiver os meus filhos, compro um caderinho para anotar as pérolas que eles falarem. Deve ser demais ler tudo aquilo depois de alguns anos, né?
O livro é todo feito de falas engraçadas ditas por crianças, com toda a sua inocência, pureza e sinceridade. Essas frases foram organizadas em temas, para facilitar o leitor. Deus, Humor e Família são alguns dos temas da publicação.
Só para dar um gostinho
Aí vão alguns trechos do livro, para vocês morrerem de vontade de ler tudo e correrem para a livraria mais próxima:
"Felipe, que estava com uma infecção urinária, ao sentir muita dor, febre e dificuldade de urinar, protestou, chorando:- Deus deve tá louco de me fazê tê tanta dor. Eu sou muito pequeno para sofrer tanto!"
"Querido Deus,
Eu aposto que é muito difícil para você amar todas as pessoas do mundo. Na nossa família só tem quatro pessoas e eu nunca consigo..." (da série Cartinhas para Deus)
"Cansado de tanto ter que obedecer, o menino perguntou, impaciente, para a mãe:
- Mamãe, até quando a gente é filho?"
"O garotinho, depois de abrir os presentes de Natal, comentou desanimado:
- Eu só ganhei pano!"
"Heloísa, muito brava com Carolina, coloca-a de castigo. Depois de algum tempo, a menina pergunta:
- Mãe, quando é que eu vou sair do castigo?
- Ah! Ana Carolina, eu tô muito zangada com você! Só quando Deus quiser!!!
Passa mais um tempinho, e a moleca diz com voz bem grossa:
- Helóíííííísa, aqui é o Deeeeeeus! Eu queeeeeeeeero que você tiiiiiiiira a Carol do castigo."
"Camila, ao rolar no assento de trás do carro devido a uma brecada brusca, reclama:
- Papai, não me derrama!"