Mostrando postagens com marcador infantil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador infantil. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de maio de 2018

PUBLIQUEI MEU PRIMEIRO LIVRO!!!!


Quem me conhece sabe o quanto sou apaixonada, desde que me entendo por gente, por ler e escrever. Prova disso é este blog, que existe desde 2009 única e exclusivamente para falar sobre livros.

Dito isto, vamos ao que interessa: acabo de realizar um dos meus maiores sonhos, em parceria com a Karin, uma amiga querida que mora na Alemanha há alguns anos e é uma ilustradora talentosa e super competente.

Sem mais delongas:
PUBLIQUEI MEU PRIMEIRO LIVROOOOOOO!!!!

 

Penseeee num orgulho!!!

Ele é infantil e bilíngue português/alemão.Por enquanto está à venda somente na Amazon da Alemanha, mas vou ver a possibilidade de comercializá-lo no Brasil, caso seja possível. Explico: lá na Europa rola um super incentivo para escritores independentes, coisa que não acontece por aqui, infelizmente. 


O livro tem como tema central o respeito às diferenças. Foi muito especial escrevê-lo e já tenho mais algumas histórias saindo do forno. Espero com todo o meu coração que esse seja só o primeiro de muitos. :)

quinta-feira, 6 de março de 2014

O Pequeno Príncipe - Antoine De Saint-Exupery - Ed. Agir


Era para ser um livro infantil. Era para ser porque, para mim, ele ensina muito mais aos adultos do que às crianças. É um livro que mostra, ao mesmo tempo, as características que todo mundo tem quando nasce, mas que vai perdendo, infelizmente, ao longo da vida "madura" e "séria". Se fosse só isso, o livro já valeria a pena. Mas não é. Como se não bastasse, o livro nos relembra sobre o que realmente é importante: cativar a sementinha do amor, regando-a a cada dia para que ela floresça e torne-se forte e cheia de raízes. No fim das contas, não importa quanto você tem nem o que você possui, mas sim o quanto você amou (e tudo o que vem junto: boas lembranças, momentos especiais, risadas, carinho etc etc etc...).

Lido no mundo inteiro, comprei o livro para ler para meu filho assim que ele estiver um pouquinho maior. Agora, com 2 anos e meio, ele ainda fica entediado quando ouve histórias com mais de 5 páginas e para de prestar atenção. Acredito que daqui a um ano ele já vai conseguir começar a entender o quanto O Pequeno Príncipe é especial.
Antes do carnaval, reli o livro em menos de 1h30 e acho que esse é um bom exercícios para a gente não esquecer do que realmente importa. De tempos em tempos, resgatarei o livro da estante e o lerei novamente e novamente. =)

E agora que o carnaval acabou, o ano no Brasil oficialmente começou! Bora trabalhar!


Sobre o Autor


Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry (Lyon, 29 de junho de 1900 - Mar Mediterrâneo, 31 de julho de 1944) foi um escritor, ilustrador e piloto, terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe. As suas obras são caracterizadas por alguns elementos como a aviação e a guerra. Também escreveu artigos para várias revistas e jornais da França e outros países, sobre muitos assuntos, como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França. Destaca-se Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe, no Brasil ou O Principezinho, em Portugal) de 1943, livro de grande sucesso de Saint-Exupéry.

Fonte: Wikipedia

terça-feira, 18 de junho de 2013

Pulmão de Aço - Eliana Zagui - Ed. Belaletra Editora


Uma bela noite, meu marido chegou em casa super emocionado, dizendo que tinha visto uma reportagem na internet sobre um residente do Hospital das Clínicas (HC). Depois de me contar a história de Paulo resumidamente, estendeu um embrulho para mim. Logo percebi, pelo formato, que se tratava de um livro. Quando abri e li o título Pulmão de Aço, não entendi muita coisa. Como estava no final de um livro, que terminaria naquela mesma noite, já levei o Pulmão de Aço para meu criado-mudo, pois alguma coisa me disse para eu passar esse livro na frente da minha enorme lista de livros para ler em 2013.

Ainda bem que não demorei para ler. Ainda bem que ganhei esse presente. Ainda bem que Eliana teve a serenidade e a sabedoria para escrever (com a boca!!!) esse livro. Acho que nem que eu viva mil anos vou esquecer as mensagens que ficaram dessa leitura. E a principal delas só reforçou algo que eu já imaginava: por mais difíceis que sejam as provações da vida, se houver amor incondicional, apoio, suporte, nada torna-se impossível.

O caso de Eliana é ainda mais raro, porque ela conseguiu superar 36 anos numa UTI do HC, mesmo sem o suporte e o amor familiares que tanto lhe fizeram falta. Deixe-me explicar melhor.

Eliana, a autora, foi diagnosticada com Paralisia Infantil quando tionha 1 ano e 9 meses de idade. Quando o diagnóstico veio, a doença já tinha avançado e Eliana já estava paralisada completamente do pescoço para baixo. Os médicos internaram a criança, mas deixaram claro para os pais que a morte era questão de horas. Isso foi ha 34 anos e, desde então, Eliana tem o HC como sua casa e a equipe médica como sua família.

Seus melhores e únicos amigos, seis crianças internadas em situações parecidas, foram morrendo pouco a pouco. Das vitimas daquele surto de Polio, Eliana e seu amigo Paulo são os últimos sobreviventes. No livro, ela conta toda a sua vida, seus sentimentos, suas frustrações, suas aventuras e seus desejos para o futuro.

É lindo, bem escrito e extremamente tocante. Quando terminei a última página, minha vontade era sair de casa, dirigir até o HC e dar um abraço daqueles em Eliana. Além de contar sua vida, ela acaba contando a história da polio e do próprio HC, além de citar e descrever como profissionais de saúde (enfermeniros, auxiliares e médicos) podem trabalhar sem esquecer a compaixão, o amor ao próximo e a sensibilidade. Leitura mais que obrigatória! Foi para a minha seleta lista de livros favoritos.

Dicas:
1 - Antes de começar a leitura, já reserve uma caixinha de lenços e deixe-a sempre a mão. Você vai precisar.
2 - Se você tiver filhos, avise-os de que, provavelmente, você irá agarrá-los e abraçá-los mais do que o normal. :)


Sobre a autora


Eliana escreve sobre ela em seu site:

"Sou Eliana Zagui, nascida em Guariba – interior de São Paulo, no dia 23/03/1974.
  Desde um ano e nove meses de idade, moro no Hospital das Clínicas - SP, devido
  à Poliomielite (Paralisia Infantil) a qual me paralisou do pescoço para baixo,
  obrigando-me a viver 24 horas num respirador artificial.
  Vivendo e morando todo esse tempo no hospital, pude e ainda tenho oportunidades
  de aprender de tudo um pouco que uma pessoa dita "normal” é capaz.
  Aprendi a ler, escrever, pintar quadros, virar páginas de livros e revistas, teclar no
  computador, no telefone, colar adesivos e muito mais, somente com a boca".

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Mamãe eu quero - Sonia Hirsch - Ed. Corre Cotia

Até 6 meses, é tudo muito fácil: só peito. Não precisa dar água, chá e muito menos frutinhas para o bebê. Mas, depois, qual a melhor maneira de introduzir alimentos sólidos para o seu filho?

Eu, como mãe de primeira viagem, sempre compro livros e procuro pesquisar e estudar sobre cada etapa da vida do meu bebê. Assim foi com a alimentação. Eu tive sorte, pois meu filho, desde sua primeira banana (que no fim foram 2 bananas pratas inteiras), me surpreende com o quanto de comida que cabe dentro do seu corpinho. Ele come muito bem, sempre. Nunca comeu açúcar e nem fritura. Hoje ele tem 1 ano e 5 meses e pretendo seguir essa linha até quando for possível, porque sei que depois que for pra escolinha, fica muito mais difícil.


O livro é bem bacana e escrito de uma maneira diferente, com rimas. Algumas
dicas e receitas tornam-se inviáveis pois utilizam ingredientes bem difíceis de encontrar, como algas e tal. Mas, vale a leitura. :)


Para ler um trecho do livro, clique aqui.

Sobre a Autora

Para saber mais sobre Sonia, acesse seu site.

domingo, 26 de abril de 2009

Me dá o teu contente que eu te dou o meu - Cristina Mattoso (org.) - Ed. Verus

Li em um dia e ainda reli algumas páginas depois, para rir mais um pouco. Eu já sabia que as crianças não tinham esse problema do "ser racional o tempo todo" ou "falar isso ou aquilo porque é politicamente correto". Mas não imaginava que todo mundo nasce poeta. Mas, aí crescemos e toda a poesia fica perdida em algum lugar dentro de nós.

O livro foi organizado pela Cristina Mattoso, publicado pela Verus Editora e ilustrado com desenhos de adolescentes da Fundação Síndrome de Down. Prometo que vou seguir o conselho publicado na introdução do livro e, quando eu tiver os meus filhos, compro um caderinho para anotar as pérolas que eles falarem. Deve ser demais ler tudo aquilo depois de alguns anos, né?

O livro é todo feito de falas engraçadas ditas por crianças, com toda a sua inocência, pureza e sinceridade. Essas frases foram organizadas em temas, para facilitar o leitor. Deus, Humor e Família são alguns dos temas da publicação.

Só para dar um gostinho

Aí vão alguns trechos do livro, para vocês morrerem de vontade de ler tudo e correrem para a livraria mais próxima:

"Felipe, que estava com uma infecção urinária, ao sentir muita dor, febre e dificuldade de urinar, protestou, chorando:
- Deus deve tá louco de me fazê tê tanta dor. Eu sou muito pequeno para sofrer tanto!"

"Querido Deus,
Eu aposto que é muito difícil para você amar todas as pessoas do mundo. Na nossa família só tem quatro pessoas e eu nunca consigo..." (da série Cartinhas para Deus)

"Cansado de tanto ter que obedecer, o menino perguntou, impaciente, para a mãe:
- Mamãe, até quando a gente é filho?"

"O garotinho, depois de abrir os presentes de Natal, comentou desanimado:
- Eu só ganhei pano!"

"Heloísa, muito brava com Carolina, coloca-a de castigo. Depois de algum tempo, a menina pergunta:
- Mãe, quando é que eu vou sair do castigo?
- Ah! Ana Carolina, eu tô muito zangada com você! Só quando Deus quiser!!!
Passa mais um tempinho, e a moleca diz com voz bem grossa:
- Helóíííííísa, aqui é o Deeeeeeus! Eu queeeeeeeeero que você tiiiiiiiira a Carol do castigo."

"Camila, ao rolar no assento de trás do carro devido a uma brecada brusca, reclama:
- Papai, não me derrama!"