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quarta-feira, 13 de junho de 2018

A Chave de Sarah - Tatiana de Rosnay - Ed. Ponto de Leitura


A Chave de Sarah é um livro que virou filme (filme este que ainda não assisti) e que conta a história de uma jornalista incumbida de escrever sobre o sexagésimo aniversário da grande concentração no Vélodrome d’Hiver – um estádio no qual dezenas de milhares de judeus ficaram presos antes de serem enviados para Auschwitz em condições sub-humanas. Ela começa a pesquisar sobre o ocorrido e acha muito estranho as pouquíssimas informações que consegue reunir, tendo em vista que os alemães documentavam muito bem seus atos durante o nazismo.

A partir daí, começamos a entrar nesse mistério recheado de descobertas chocantes, inesperadas e muito, muito tristes.

Eu chorei loucamente lendo a história e tinha que ficar sempre com um lencinho do lado.

Um dos pontos mais especiais do livro é o mistérios envolvendo o passado de Sarah e também o presente, pois a história começa na época do nazismo mas vai seguindo até os dias atuais. 


Paralelamente, vamos nos envolvendo também com a história particular da jornalista, chamada Julia, que acaba se cruzando com a história de Sarah em um certo momento.

O livro entrou para a minha seleta lista de favoritos e recomendo muito que você leia assim que possível,. Tenho certeza que você não vai se arrepender.

Sobre a Autora

Tatiana de Rosnay nasceu em 28 de Setembro de 1961, nos subúrbios de Paris. Tem descendência inglesa, francesa e russa. Seu pai é o cientista Joël de Rosnay, e seu avô foi o pintor Gaëtan de Rosnay. Sua avó paterna foi a atriz russa Natalia Rachewskïa, diretora do Leningrad Pushkin Theatre de 1925 até 1949.

Fonte: Skoob

quarta-feira, 23 de maio de 2018

EU QUERO ESTE LIVRO UR-GEN-TE-MEN-TE!!!

Preciso muito dividir com vocês a minha vontade surreal de ter e ler este livro. Que ideia geniaaaaal!!! E que trabalho de pesquisa incrível e super prazeroso de ser feito. Eu acabei de saber da existência dele e pensei: pre-ci-so falar dele no meu blog! E é djáááá!

As autoras Duda Porto de Souza e Aryane Cararo fizeram uma intensa pesquisa por 2 anos sobre mulheres que revolucionaram o Brasil, escrevendo mini biografias sobre cada uma delas, que foram pouco reverenciadas historicamente, deixando esse gap de figuras históricas femininas no país.

As autoras pinçaram essas mulheres desde o século 16 até a atualidade.

Acabando de fazer esse post, vou começar minhas buscar por ele nas livrarias online, porque to com siricutico e quero esse livro na minha estante o quanto antes. 💓

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Eu, Christiane F., A Vida Apesar de Tudo - Christiane Vera Felscherinow - Ed. Bertrand Brasil




Fazia anos que eu tinha vontade de ler esse livro, que estava parado há tempos na minha estante. Depois de um bom tempo sem ler, retomei meu hobby preferido com ele. Tinha muitas expectativas, já que a jovem que marcou minha adolescência agora é uma mulher madura e conta, em sua biografia, detalhes do seu passado e tudo o que aconteceu depois que a história do filme termina. 

Na época em que este livro foi lançado, Christiane tinha 51 anos e estava com tantos problemas de saúde que achava que não duraria mais muito tempo. Alguns anos se passaram e ela ainda está viva, mas não sei em que situação, pois qualidade de vida ela não tinha faz tempo. As drogas podem até não matar, se o usuário tiver sorte, mas deixam outras marcas permanentes e muito tristes.

A linguagem usada e a falta de ordem dos acontecimentos deixam a desejar, mas no decorrer da leitura a gente acaba se acostumando. O livro é escrito com uma sinceridade e honestidade absurdas, às vezes até co humor, fazendo com que tenhamos uma certeza logo de cara: Christiane marca sua presença por onde passa, seja pela sua beleza, seja pelo sei jeito de ser e de levar/encarar a vida.

Ao todo, 35 anos se passaram entre o primeiro livro e este segundo, mas o tempo não foi capaz de apagar todas as consequências trazidas para a vida da autora com tanta exposição. Mas, pior do que ela conviver com tudo isso, é seu filho, hoje um jovem adulto, ter que arcar também com as consequências da vida que sua mãe decidiu levar. A parte que ela fala do filho, para mim, é a mais triste e emocionante, talvez por eu ser mãe e me identificar muito, tanto com a dor dela quanto com a dor dele.

Sobre a Autora


A própria Christiane é a autora do livro. Ela n
asceu em Hamburgo, na Alemanha, em 20 de maio de 1962. Ficou famosa ao dar o depoimento de sua vida aos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck, que, na ocasião de seu julgamento por uso de drogas, preparavam uma grande matéria sobre a juventude alemã para a revista Stern.Esse depoimento acabou sendo a base para o livro que viria a se tornar o best-seller nº 1 da Alemanha – Wir Kinder vom Bahnhof Zoo –, o qual narra a trajetória de três adolescentes que se prostituíam numa estação de metrô para poder comprar drogas. O livro foi publicado em várias línguas e, no Brasil, recebeu o título de Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída...

Fonte: Skoob

sexta-feira, 24 de março de 2017

Manhã de Núpcias - Lisa Kleypas - Ed. Arqueiro

Um erro que estou tentando aprender a não cometer novamente: começar uma série e ficar meses e meses sem ler a continuação. Com Manhã de Núpcias foi assim. Já tinha lidos os anteriores há meses e, quando comecei a lê-lo, fiquei meio deslocada e sem sintonia com os personagens.

Na verdade, já não lembrava dos detalhes de cada um deles e tive que fazer um esforço para as lembranças irem voltando aos poucos durante a leitura.

Mas, no fim, deu tudo certo. Fui me envolvendo aos poucos e acabei curtindo a leitura. O sequestro e o desfecho do livro me conquistaram de vez. Não parei de ler até terminar. Essa série não é uma das minhas preferidas, mas vale a leitura. 


Agora é esperar a oportunidade de ler o último lançamento: Paixão ao Entardecer, que relata a história da última das irmãs a achar a tampa da sua panela: Beatrix, uma das personagens mais fascinantes do livro, com sua paixão por animais e espírito livre.

Os livros já lançados são:

Desejo à meia-noite - livro 1
Sedução ao Amanhecer - livro 2
Um Casamento - livro 2,5
Tentação ao pôr-do-sol - livro 3
Manhã de Núpcias - livro 4
Paixão ao Entardecer - livro 5

Sobre a Autora


Depois de se formar na Universidade de Wellesley em Ciências Políticas, publicou seu primeiro romance aos vinte e um anos de idade. Em 1985, ela foi nomeada Miss Massachusetts e competiu o Miss America, em Atlantic City. Lisa está casada e tem dois filhos.

Em sua página na web, a autora conta: "Comecei a escrever romances porque sempre amei lê-los. Indiscutivelmente, fui uma nerd durante toda a escola primária e, mesmo "florescendo" na secundária, acredite, a nerd interior ainda estava aqui. Nunca pude imaginar um tempo melhor aproveitado do que lendo um livro, e este amor pela leitura, com o tempo, se traduziu num profundo desejo de escrever um."

Fonte: Skoob



quarta-feira, 22 de março de 2017

Tentação ao Pôr-do-sol - Lisa Kleypas - Ed. Arqueiro


Quando comecei a ler o terceiro livro da série The Hathaways nem sabia que existia o livro 2,5 e acabei pulando essa leitura intermediária. Tinha quase certeza que o terceiro livro falaria sobre o casal em potencial Leo Hathaway e Sta. Marks. Me enganei completamente. O terceiro livro da série conta a história de amor de Poppy e Harry, o dono do hotel em que ela sempre se hospede durante a temporada anual em Londres.

A história de amor do dois é diferente e bem criativa. A maneira com que eles se conhecem prende tanto a atenção que fiquei lendo até descobrir no que tudo ia dar.

A parte da convivência entre Poppy e Harry e também o fato do mocinho da história ser um anti-herói deixou tudo mais interessante também. Gostei muito desse livro e fui me envolvendo na história de todos os personagens, inclusive de Marks, que chegou devagarinho, mas acabou ganhando mais destaque pouco a pouco e certamente vai merecer ser protagonista de algum dos livros dessa série.


 Sem querer soltar spoilers, mas já soltando, além de ter achado o final previsível, não entendi a importância do sequestro de Harry para a trama. Achei toda a passagem meio inútil, até porque era óbvio o mandante do sequestro. Pensei até que teria alguma surpresa, mas não. Podia facilmente ter acabado o livro sem a parte do sequestro, apesar de ter dado uma movimentada e um tom mais aventureiro à trama.

Os livros já lançados são:

Desejo à meia-noite - livro 1
Sedução ao Amanhecer - livro 2
Um Casamento - livro 2,5
Tentação ao pôr-do-sol - livro 3
Manhã de Núpcias - livro 4
Paixão ao Entardecer - livro 5
Sobre a Autora


Depois de se formar na Universidade de Wellesley em Ciências Políticas, publicou seu primeiro romance aos vinte e um anos de idade. Em 1985, ela foi nomeada Miss Massachusetts e competiu o Miss America, em Atlantic City. Lisa está casada e tem dois filhos.

Em sua página na web, a autora conta: "Comecei a escrever romances porque sempre amei lê-los. Indiscutivelmente, fui uma nerd durante toda a escola primária e, mesmo "florescendo" na secundária, acredite, a nerd interior ainda estava aqui. Nunca pude imaginar um tempo melhor aproveitado do que lendo um livro, e este amor pela leitura, com o tempo, se traduziu num profundo desejo de escrever um."

Fonte: Skoob

quarta-feira, 15 de março de 2017

Sedução ao Amanhecer - Lisa Kleypas - Ed. Arqueiro

 

O segundo livro da série The Hathaways é bem mais interessante e movimentado que o primeiro. Ele conta a história do amor platônico que Kev Merripen, o cigano que foi acolhido ainda criança pelos Hathaways, sente por Win, a segunda mais velha da família. 

Win contraiu escarlatina durante uma epidemia e quase morreu. Kev cuidou dela com afinco, mas seus pulmões ficaram fracos e ela sente-se cansada e sem forças depois que qualquer esforço, mesmo que pequeno. Porém, Win viaja e passa dois anos se tratando até voltar curada para casa, onde reencontra Kev e resolve tentar mostrar para ele que agora o amor dos dois pode ser aproveitado. 

Mas Kev, por ser cigano e ter um passado cheio de segredos e mortes, não se acha digno de Win e tenta a todo custo mantê-la longe, até que ela resolve, então, desistir de Kev e dar uma chance ao médico que a salvou e que está declaradamente interessado em fazer a corte a Win. Será que Kev vai dar sua amada de bandeja para outro homem?

Como deu pra perceber, se compararmos essa história com o livro 1, a trama é bem mais trabalhada e com muito mais dramaticidade que a primeira. Gostei muito do livro e não descansei enquanto não terminei, ele é até meio viciante! O final dos livros são, pelo jeito,todos previsíveis, mas fofos.


Os livros já lançados são:

Desejo à meia-noite - livro 1
Sedução ao Amanhecer - livro 2
Um Casamento - livro 2,5
Tentação ao pôr-do-sol - livro 3
Manhã de Núpcias - livro 4
Paixão ao Entardecer - livro 5
Sobre a Autora


Depois de se formar na Universidade de Wellesley em Ciências Políticas, publicou seu primeiro romance aos vinte e um anos de idade. Em 1985, ela foi nomeada Miss Massachusetts e competiu o Miss America, em Atlantic City. Lisa está casada e tem dois filhos.

Em sua página na web, a autora conta: "Comecei a escrever romances porque sempre amei lê-los. Indiscutivelmente, fui uma nerd durante toda a escola primária e, mesmo "florescendo" na secundária, acredite, a nerd interior ainda estava aqui. Nunca pude imaginar um tempo melhor aproveitado do que lendo um livro, e este amor pela leitura, com o tempo, se traduziu num profundo desejo de escrever um."

Fonte: Skoob

sábado, 11 de março de 2017

Desejo à meia-noite - Lisa Kleypas - Ed. Arqueiro


Desejo à meia-noite é o primeiro livro da série The Hathaways. Confesso que, apesar da capa linda, percebi que o livro tratava de uma época distante do passado, quando as mulheres tinham que se portar cheias de pudores e seguir um monte de regras sem sentido, com aqueles vestidos enormes e espartilhos apertadíssimos. Como acho que eu seria a maior rebelde da paróquia se vivesse naquela época, sempre imagino que vou odiar livros que remetem àquele tempo. Então, comecei a série com ressalvas.

No começo do livro fiquei me estranhando com a personagem principal, Amelia Hathaway, que tomou para si a tarefa de cuidar dos 4 irmãos após a morte de seus pais. Depois de sofrer uma desilusão amorosa, ela acaba desistindo de arrumar um bom casamento e passa a se dedicar 100% à família. Seu único irmão homem, Leo, vive bêbado pelos bares de Londres e, durante uma busca de Amelia por seu irmão, Cam Roham aparece em seu caminho e eles acabam se conhecendo e sentindo imediatamente uma forte atração um pelo outro. Daí pra frente, a história de amor dos dois de desenrola, ao mesmo tempo em que vamos conhecendo também as particularidades de seus irmãos e um pouco da história de cada um deles.

Ao longo do livro, a história foi me conquistando e a escrita de Lisa conseguiu me prender. Li esse e os dois livros seguintes da série em menos de uma semana. Para mim, o mais legal desse romance é a questão de Cam ser cigano e, por isso, ser considerado indigno de ter um relacionamento com um mulher que não fosse cigana também.

Apesar de costumar achar chato aqueles comportamentos extremamente castos das mulheres e ter sentido a leitura arrastada até a página 150, depois a obra pareceu mais agradável para mim. O final foi previsível e fofo. O próximo volume tem mais potencial, pois vai tratar da história de amor entre Win, a irmã doente de Amelia, e Marripen, o cigano que viveu com os
Hathaways desde pequeno, meio como empregado, meio como filho adotivo.

Os livros já lançados são:

Desejo à meia-noite - livro 1
Sedução ao Amanhecer - livro 2
Um Casamento - livro 2,5
Tentação ao pôr-do-sol - livro 3
Manhã de Núpcias - livro 4
Paixão ao Entardecer - livro 5
Sobre a Autora

Depois de se formar na Universidade de Wellesley em Ciências Políticas, publicou seu primeiro romance aos vinte e um anos de idade. Em 1985, ela foi nomeada Miss Massachusetts e competiu o Miss America, em Atlantic City. Lisa está casada e tem dois filhos.

Em sua página na web, a autora conta: "Comecei a escrever romances porque sempre amei lê-los. Indiscutivelmente, fui uma nerd durante toda a escola primária e, mesmo "florescendo" na secundária, acredite, a nerd interior ainda estava aqui. Nunca pude imaginar um tempo melhor aproveitado do que lendo um livro, e este amor pela leitura, com o tempo, se traduziu num profundo desejo de escrever um."

Fonte: Skoob

terça-feira, 28 de abril de 2015

Eu sou Malala - Malala Yousafzai - Ed. Companhia das Letras

"Quem é Malala? Eu sou Malala, e essa é a minha história".

Li esse livro agradecendo a Deus por ter nascido em um país como o Brasil. Cheio de problemas e com muitos aspectos para melhorar, sim, mas vivemos com liberdade e numa democracia, ufa mil vezes.

Malala é mais uma menina nascida em um país de homens. Normalmente, os pais de meninas lamentam muito quando percebem que não é um "novo macho poderoso" que saiu do ventre da mãe. Mas o pai de Malala tem a mente aberta e bastante discernimento. Acolheu sua filha desde o nascimento e, daí por diante, ofereceu o mais importante: cultura e educação. Mas nem isso elas teriam o direito de ter em seu país. Mulher, ali, não pode ir pra escola, onde já se viu!

Mas Malala e seu pai lutaram contra esse absurdo tanto quanto puderam.  O livro conta toda a infância de Malala e as dificuldades que sua família teve que passar até seu pai conseguir transformar seu sonho de ter uma escola para meninas em realidade.

O livro é muito bom e eu fiquei chocada e revoltada em muitos momentos, comparando com o Brasil e refletindo sobre como, no fim das contas, é "fácil" viver aqui. Malala tem cultura, informação e o espírito livre. Para pessoas assim, ser muçulmano e viver no Paquistão deve ser o pior dos castigos.

Mesmo assim, ela continuou sua missão de lutar para que outras meninas tivessem o direito à educação, assim como ela tinha. Parecia que ela estava procurando uma agulha no palheiro, mas ela sabia que o grãozinho que plantava podia fazer a diferença na vida e no futuro das meninas paquistanesas, mesmo que a longo prazo. As ameaças que eles ouviam todos os dias dos fanáticos religiosos até causavam medo, mas não o suficiente para calá-los. Seu pai estava com ela nessa luta, ele era seu maior exemplo. Seu espelho. Seu herói.

Até que um dia, um homem entra no ônibus em que Malala está e pergunta: Quem é Malala?
Ninguém responde, mas todas as suas amigas olham para ela. O disparo é feito. Daí pra frente, a luta é pela vida.

Chorei litros ao ler passagens do que ela sofreu no hospital. Depois que terminei o livro fui procurar vídeos dela no YouTube e vi que ela era linda, mas depois do tiro ficou com o rosto um pouco assimétrico e maior de um lado que do outro. Isso importa? Claro que não! Malala esta viva. Malala ainda luta. O talibã não a representa e não conseguiu calá-la. Ao contrário, eles fizeram com que ela ganhasse notoriedade mundial. Eles perderam.


Sobre Malala

Malala Yousafzai é uma estudante e ativista paquistanesa. Ela é conhecida por seu ativismo pelos direitos à educação e o direito das mulheres, especialmente no Vale do Swat, onde o Talibã às vezes proíbe meninas de frequentarem a escola. Em 9 de outubro de 2012, Yousafzai foi baleada na cabeça e pescoço em uma tentativa de assassinato por talibãs armados quando voltava para casa em um ônibus escolar. Nos dias que se seguiram ao ataque, ela permaneceu inconsciente e em estado crítico, mas mais tarde a sua condição melhorou o suficiente para que ela fosse enviada para o Queen Elizabeth Hospital, em Birmingham, Inglaterra, para a reabilitação intensiva. Em 12 de outubro, um grupo de 50 clérigos islâmicos no Paquistão emitiu uma fatwa contra aqueles que tentaram matá-la, mas o Talibã reiterou sua intenção de matar Malala e seu pai.


Fonte: Skoob

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Para Sempre Alice vai virar filme!

 

Quando uma grande amiga me disse que Para Sempre Alice viraria filme, quase desfaleci. Que felicidade! Um dos meu livros preferidos ever, falava para todo mundo que ele era perfeito para ser adaptado nos cinemas. E, pelo trailer e críticas que li, realmente é um filme imperdível, assim como o livro! Estou super ansiosa para assisti-lo! Ao que tudo indica, as interpretações são sensacionais e o elenco ficou perfeito no papel dos personagens do livro.

Alice é interpretada pela ótima Julianne Moore e seu marido, John, é interpretado por Alec Baldwin. As filhas Lydia e Anna ficaram para Kristen Stewart e Kate Bosworth, respectivamente. 






Tenho a certeza de que vou chorar litros, assim como chorei lendo o livro. Chorei de soluçar, de molhar as páginas, de ter que fechar o livro para me acalmar antes de continuar. Para sempre Alice foi um daqueles livros que eu torci muito para ter mais umas 200 páginas, de tão gostoso de ler que é. Isso porque eu li o livro quando nem era mãe ainda, agora a emoção vai ser elevada a mil, certamente! Na época me identifiquei com a dor dos filhos de Alice. Agora meu foco vai mudar e vou me colocar, fatalmente, no lugar da própria Alice! Oh God...preparando quilos de lenços em 3,2,1.

O filme começa como o livro: a renomada professora de linguística, Dra. Alice Howland (Julianne Moore), vai dar uma palestra com a qual ela já está super familiarizada e esquece de palavras no meio da oratória. Depois, perde-se pelas ruas da cidade. Inteligente, ela percebe que algo não está certo. Ela é, então,  diagnosticada com Alzheimer precoce. Daí pra frente acompanhamos como ela lida com a própria doença e como a família encara essa nova realidade e a promessa de um futuro complicado e extremamente difícil.






No Adoro Cinema tem mais detalhes e  vários traillers para assistir. :)

De acordo  com o Omelete, Para Sempre Alice teve a sua premiére no Festival de Toronto e estreia nos EUA no dia 16 de janeiro. No Brasil, o filme chega aos cinemas dia 26 de fevereiro, exatos 10 dias depois do meu 33º aniversário. Que presentão! S2


"Quando não há mais certezas possíveis, só o amor sabe o que é verdade"

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

S.E.G.R.E.D.O Compartilhado - L. Marie Adeline - Ed. Globo Livros


Assim como o primeiro livro, S.E.G.R.E.D.O Compartilhado é muito, muito bom! Eu sou suspeita, porque adorei o primeiro livro e segui fã depois de terminar o segundo. Gostei desse livro porque ele divide o protagonismo entre Dauphine, a nova integrante do grupo, e a boa e velha Cassie, a protagonista do livro 1 que acabou de coração partido depois de receber uma notícia que vira seu mundo de cabeça para baixo.

Neste livro, a história de Cassie ganha um novo personagem: Jesse, um dos homens que satisfizeram suas fantasias no primeiro livro e por quem ela sentiu uma forte atração e pensou até em largar os passos para ir atrás dele. Agora, ela e Jesse tentam se entender para que ela, enfim, consiga deixar sua história com Will para trás. Mas, até o fim do livro, muita água rola e é surpresa atrás de surpresa. O clima do livro é bom, a leitura flui facilmente e os acontecimentos vão sendo narrados na hora certa. 

E o final da história, claro, deixa muito pano pra manga para o próximo. Não vejo a hora de ler! Nem sei dizer de qual livro gostei mais, porque os dois me conquistaram. Que assim seja também com o terceiro, amém! #oremos


Sobre a Autora


L. Marie Adeline é o pseudônimo de uma autora canadense, chamada Lisa Gabriele, produtora de TV.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Lua de Mel - James Patterson - Ed. Arqueiro


Apesar de ser um autor bem famoso com diversas publicações, esse foi o primeiro livro de James Patterson que li. E gostei. Bem escrito, o thriller vai prendendo nossa atenção e, quando percebemos, estamos lendo há horas, loucos para saber o que acontecerá em seguida. Os personagens são misteriosos, o desenrolar da trama tem várias surpresas inesperadas e o desfecho é metade previsível, metade surpresa, mas a parte da surpresa, na minha opinião, deixou furos no enredo.

De um modo geral, não é um livro inesquecível, mas é uma obra que vale a pena. Classificaria como mediana.

Lua de Mel conta a história de Nora, uma mulher rica, atraente, inteligente e extremamente fria, que vê nos homens quer conquista oportunidade de conseguir ainda mais poder. Ela faz o tipo viúva negra. Sentimentos genuínos pelos homens não fazem parte da sua vida, até que ela conhece um homem que desperta nelas sentimentos desconhecidos. Pela primeira vez, o que ela sentia não era falso, não era premeditado. O problema é que esse homem é um agende disfarçado do FBI. Daí pra frente, muita adrenalina e ação tomam conta da história.

Acho que a relação extra emprego de O`Hara e Susan era pra ser uma surpresa, mas eu saquei logo no começo. Faltou perspicácia para esconder mais o fato e surpreender o leitor.

Apesar de ter vibrado com o final, acho que o enredo ficou com várias brechas e furos que deveriam ter sido melhor explicados.

Vou dar exemplos abaixo, mas NÃO CONTINUE SE VOCÊ AINDA NÃO LEU O LIVRO.

Por exemplo: a irmã de Connor, que é quem mata Nora no fim das contas. Como ela desconfiou de Nora? No livro ela menciona que seguiu a noiva de seu irmão por muito tempo, mas e daí?

Outro fato jogado é a substância que matou Nora. Entendo que a irmã de Connor tenha feito Nora morrer provando do próprio veneno, mas as vítimas da assassina ingeriam duas substâncias que, combinadas, levava à morte. Nora morreu tomando uma só. O que ela tomou? Qual a reação da substância em seu organismo?
Não sei você, mas eu fiquei bem curiosa para ter essas respostas. E aí o livro acabou. Humpf.

Sobre o Autor


Depois que Patterson se aposentou da publicidade em 1996, dedicou seu tempo à escrita de romances. A maioria dos romances giram em torno de seu personagem Alex Cross, um psicólogo forense, que anteriormente trabalhou no Departamento de Polícia de Washington e no FBI, mas que agora trabalha como consultor de psicologia para o governo. Os livros com o personagem Alex Cross são seus romances mais populares e mais vendidos das séries de detetive dos Estados Unidos nos últimos dez anos.

Patterson escreveu 130 livros em 38 anos. Seus romances estiveram 19 vezes consecutivas como Best-Sellers, segundo o jornal The New York Times, e detém o recorde do jornal The New York Times por ter os títulos de ficção de capa dura mais vendido por um único autor, num total de 63, que é também um recorde mundial. 

Seus romances representam um em cada 17 romances de capa dura vendidos nos Estados Unidos e nos últimos anos seus romances já venderam mais cópias do que os de Stephen King, John Grisham e Dan Brown juntos.

Fonte: Wikipedia.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A vida sexual de Catherine M. - Catherine Millet - Ed. Ediouro

 

Desde 2010, quando publiquei a resenha do leitor sobre esse livro, ele estava na minha lista de desejados. E só fui conseguir lê-lo três longos anos depois, agora em 2013. Trata-se de uma autobiografia sexual, do mesmo jeito que é 100 Escovadas antes de ir para Cama, de Melissa Panarello.

Para alguém principalmente mulheres, nesse mundo ainda tão machista ter coragem de escrever objetivamente e sem rodeios suas experiências sexuais ela precisa ser, no mínimo, uma mulher de fibra. Admiro. 


Ao contrário de 100 escovadas, esse livro não é fácil de ler. A linguagem é rebuscada e muito confusa, em alguns momentos. Frases extremamente longas, analogias complexas e parágrafos enormes fazem parte constante da leitura.

Na essência, a obra resume que sexo e amor são coisas completamente diferentes. E, por mais que as mulheres tenham sido criadas para não separar uma coisa da outra, Catherine conseguia fazer isso tranquilamente desde sempre sortuda uda uda. O livro tem "de um tudo": sexo grupal, entre homens, entre mulheres, com travesti no meio, orgias, surubas e tudo o mais que você conseguir imaginar. E ela faz porque gosta. Inclusive, não tem problema nenhum em não saber sequer o nome de seus parceiros. E, para ela, quanto mais ao mesmo tempo, melhor.

Eu não gostei do tipo de narrativa. Para mim, a leitura ficou bem truncada por causa disso. Se o texto tivesse sido escrito de forma mais casual, acho que teria dado muito mais certo.

Outro fato que me causou estranheza foi ela narrar suas experiências de forma fria, sem expressar seus sentimentos e sensações. É estranho, mas parecia que ela estava flutuando fora de seu corpo enquanto via ela mesma tendo essas experiências.

Apesar de não ter gostado muito do livro, adorei o fato de Catherine ter se jogado e assumido seus desejos perante o mundo. Porque não é só homem que pode ser solteiro convicto e ir atrás de quantidade, néam? 


A partir do momento em que é todo mundo ser humano, as vontades estão aí para serem vividas. Todo mundo tem o direito de fazer o que tem vontade e bem entende. Afinal, quem ousar julgá-la, por um acaso, teria um motivo real sem ser machista ou moralista para isso? Preste atenção se não é recalque. Porque uma coisa é você não se imaginar fazendo o que ela fez e outra, bem diferente, é julgá-la, vamos combinar.

O livro é forte, deixa a gente meio perplexa e é extremamente sincero, mas também é difícil de ler e bem truncado.


Sobre a Autora

Nascida em 1948 na França, Catherine Millet é fundadora e diretora da Art Press, uma das mais influentes revistas de arte francesas, além de autora de Arte contemporânea na França (1987) e Arte contemporânea: história e geografia (2006), entre outros livros. É especialista na obra do pintor espanhol Salvador Dalí e do artista plástico Yves Klein. Conquistou milhões de leitores com o polêmico A vida sexual de Catherine M. (2001), marco na escrita feminina sobre sexo.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Bem Profundo - Portia Da Costa - Ed. Planeta do Brasil


Bem Profundo é um livro que me interessou só pelo título e pela capa. Bem sugestivos, diga-se de passagem. Antes de adquiri-lo, fui dar uma lida em resenhas e vi que elas estavam bem divididas. Muitas falando bem e muitas criticando veementemente a história.

Mesmo assim, algo me dizia para ler. Ainda bem que segui minha intuição, porque eu adorei o livro! Despretenciosa, a história vai te envolvendo sem que você perceba e, de maneira leve, os fatos vão sendo apresentados e esquentando a cada página.

Um dos pontos mais legais do livro é que a protagonista é cheinha, no melhor estilo corpo de brasileira, sabe? Nada de pernas longas e finas, zero gordura abdominal e sutiã 38. Ela é gente como a gente (como eu, pelo menos), com mais carne e curvas pra dar e vender.

Gwendolyne que nominho, meldels é uma bibliotecária divorciada que não passa por um momento de muita auto-estima. Uma das suas tarefas diárias é esvaziar a caixa de sugestões e ler as mensagens. Até que um belo dia, eis que surge, dentro da caixa, uma carta direcionada a ela. E que carta! Ela fica animada e com o ego aflorado após receber a primeira e isso se reflete nas suas atitudes, na maneira que ela se veste e até no seu comportamento.

Mas, quem será que está escrevendo para ela? Gwendolyne passa, então, a observar os homens que vão sempre à biblioteca, tentando achar alguma pista de seu admirador. Ao mesmo tempo, ela começa a se interessar por Daniel, um professor lindo e interessante que fazia uma pesquisa temporária nos acervos da biblioteca.

De erótico no começo, o livro se transforma em um romance clássico no final, mas mesmo assim é fofo e bonitinho. Apesar de previsível, o livro conta com um desfecho surpreendente, que dá uma pitada a mais à história.

Sobre a Autora

Portia Da Costa é uma autora multi-publicada britânica de romances, romances eróticos e ficções eróticas. Seus romances foram publicados por muitas editoras, tanto nos EUA quanto no Reino Unido, e traduzido em muitas línguas, incluindo alemão, espanhol, italiano, holandês, norueguês e japonês.

Ela gosta de escrever livros com cenários contemporâneos, paranormais e, ocasionalmente, futuristas, mas seu novo amor é o romance erótico histórico.

Fonte: Skoob


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

S.E.G.R.E.D.O. - L. Marie Adeline - Ed. Globo Livros

 

Bom, para começo de conversa, já aviso que esse livro entrou para a minha seleta lista de favoritos. Daí vocês já podem imaginar que eu A D O R E I a história com toda a sua originalidade, narrativa leve e enredo diferenciado. A história sai do lugar comum e mostra a força feminina durante toda a trama.

A personagem principal parece ser frágil e submissa. Mas, ela só parece. Cassie tem 35 anos, é viúva de um marido alcoólatra, machista e egoísta, que só pensava no seu próprio prazer, motivo pelo qual ela não fazia ideia do que era sentir prazer durante uma relação sexual. Orgasmo, então, never. 


Parece ficção? Que nada! Pesquisas mostram que tem muita mulher assim por aí ainda. Acorda, mulherada!

Ela vive em um quartinho alugado, trabalha como garçonete em Nova Orleans e tem uma vida amorosa inexistente. Até que tudo passa a ficar colorido quando ela é convidada para participar de uma sociedade secreta só para mulheres, que tem por objetivo “ajudar mulheres a entrar em contato com seu lado sexual”. Ia ter fila de mulheres pra fazer a inscrição na vida real.

Obiviamente, Cassie aceita o convite inclusive, quem em sã consciência não aceitaria, meldels? e passa a conviver com essas mulheres e com tudo o que o grupo tem a proporcionar. São 10 passos, um de cada vez. A cada passo - que são como "tarefas" sexuais a serem cumpridas - concluído, um pingente é somado à pulseira do S.E.G.R.E.D.O, funcionando como mini troféus. As tarefas nada mais são do que fantasias que elas mesmas escolhem quando preenchem um questionário no momento em que aceitam participar do grupo. Os 10 passos são: Rendição, Coragem, Fé, Generosidade, Destemor, Confiança, Curiosidade, Bravura, Exuberância, Escolha.


Como vocês podem ver, os homens no livro são apenas peças para que as fantasias possam ser realizadas. Sen-sa-cio-nal. Eles participam voluntariamente e contribuem com a sociedade secreta, satisfazendo suas participantes. Obviamente, como em todo romance, há um homem que mexe com Cassie e que dá um ar de "amor verdadeiro" à história. 

Eu adorei desde a primeira página até a última. E, para completar, a cereja do bolo: o final é surpreendente! Nem preciso dizer que eu super recomendo e que estou louca para ler o segundo livro da trilogia!

Sobre a Autora


L. Marie Adeline é o pseudônimo de uma autora canadense, chamada Lisa Gabriele, produtora de TV.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Maternidade e o Encontro com a própria Sombra - Laura Gutman - Ed. Best Seller



Acho que, se me pedissem para resumir esse livro em uma palavra, eu escolheria "Revelador". A obra, para mim, é indispensável a toda mãe, pois mostra o vínculo entre mãe e filhos em níveis que a gente nem imagina, explicando o que vem à tona na mente e no corpo da mulher quando ela dá à luz.

Todas as histórias contadas (histórias verdadeiras sobre famílias atendidas pela autora) ilustram muito bem a experiência da maternidade e, apesar de ser duro em alguns pontos, por conta da objetividade e verdade expressas, é extremamente enriquecedor.

Ao terminar a leitura, a gente fica muito mais consciente do quão profunda e ligada está a vida da mãe e do filho, desde o momento da gestação, passando pelo parto até os primeiros anos da vida do bebê. E são esses primeiros anos que a base emocional para o resto da vida de um filho é fundamentada, por isso a importância de maternar com dedicação, amor e dando ouvidos à intuição de mãe, ao seu instinto.

Dica

A coisa é tão profunda que eu me arrisco a dar uma dica sincera e de coração aberto: se você têm dúvidas sobre querer ou não ter um filho, então não tenha. Só engravide quando você tiver vontade plena de ser mãe, porque ser mãe implica muito mais coisas do que a gente pode sequer imaginar antes de ter um filho. Por mais que te contem, que você leia, não chega nem perto. Acredite. É profundo demais, é intenso demais. E é para sempre.


Muitas mães ficam perdidas no período de fusão com seus filhos recém-nascidos e o livro ajuda demais as mulheres a passarem por essa fase, entender todo o processo e se entregar a ele. Lendo a obra a gente percebe que ser mãe vai muito além de colocar um ser humano no mundo e somos convidadas a mergulhar de cabeça nessa que é, sem dúvida, a maior aventura da vida de uma mulher.

Sobre a Autora

Laura Gutman é argentina, tem graduação em Paris, em Psicopedagogia Clínica e mais tarde  especializou-se em temas de família. De orientação junguiana, formou-se com a renomada psicanalista Francoise Dolto.

De volta à Argentina, em 1990, fundou "Crianza en Buenos Aires", uma instituição onde funciona uma escola de Capacitação para profissionais da saúde e educação, grupos de crianças para mães, doulas a domicílio para mulheres puérperas, terapias individuais e de casal e publicações sobre temas da maternidade e infância.

É autora de vários livros que exploram o universo da maternidade, os vínculos familiares e as dinâmicas violentas as quais os seres humanos sofrem. Alguns desses títulos são: "A Maternidade e o encontro com a própria sombra", “Crianza, violencias invisibles y adicciones” y “La revolución de las madres”. Colabora en revistas españolas y actualmente es editora de la revista “El mundo de tu bebé”.

De 1996 até o presente, formou mais de 300 educadores, médicos e profissionais em geral, para construir uma nova visão acerca do problema da violência social e oferecer ferramentas concretas para assumir, com maior consciência, o trabalho que compete a cada um de nós.  Através de múltiplos seminários, conferências, cursos e oficinas, na Argentina, Uruguai, Chile, Espanha e México difundiu sua tarefa a favor de vínculos mais felizes entre adultos e crianças.

Fonte: http://lauragutmannobrasil.blogspot.com.br/p/quem-e-laura-gutman.html

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Do seu Lado - Fernanda Saads - Ed. Novo Conteito



Li a sinopse desse livro e muitas avaliações positivas no Skoob. Anotei para a minha lista de desejados. Um belo dia encontrei uma promoção em que ele estava sendo vendido online por R$ 17,00! Comprei na hora!

A leitura, no começo, parece bem previsível. A gente já sabe, pelo título, sobre o que é a história: menina se decepciona com o namorado e, depois de altos e baixos, percebe que seu grande amor estava o tempo todo do seu lado. Confesso que nas primeiras páginas, por já ter certeza que no final ia acabar tudo bem e a protagonista será feliz para sempre com seu melhor amigo, fiquei com preguiça de ler.

Mas a estreante (e brasileira!) Fernanda Saads (autora de apenas dois livros até agora) escreve de maneira tão leve e contagiante que, quando você percebe, já leu metade do livro e não quer nem pensar em parar. Comigo aconteceu exatamente isso.

Por ser um livro tupiniquim, é legal ler descrições relacionadas à nossa cultura popular, como festa junina e vida na fazenda. Fica muito mais próximo da nossa realidade do que ler um livro traduzido, escrito por autores estrangeiros.

O livro é assumidamente chick lit (ficção feminina, que aborda as questões das mulheres modernas. Chick-Lits são romances leves, divertidos e charmosos. Fonte: Wikipedia), conforme conta a autora na sua biografia no livro. Eu confesso que não sou de ler muitos livros desse gênero, mas de vez em quando vale a pena focar em leituras mais leves, divertidas e desprenteciosas. Sem preconceitos, porque tem espaço para todo mundo. Mesmo que não faça meu gênero de leitura, faço um balanço positivo do livro.


O livro é repleto de clichês, previsível e, em alguns momentos, até um pouco forçado, já que a protagonista insiste em ignorar o amor estampado na cara (e nas atitudes) de seu melhor amigo. No mundo real, ninguém demoraria tanto para perceber esses sinais. Mas, Fernanda escreve bem, sabe como terminar cada capítulo e cativa progressivamente o leitor. No fim das contas, adorei o livro! Mas, tenho uma crítica: acho que o final foi pouco explorado. Ela deveria, pelo menos, ter contado os detalhes do primeiro beijo dos dois ou explorado mais o primeiro dia do casal na Itália.

Sobre a autora

Confesso que, ao ler sua biografia e notar que ela é apenas um ano mais velha que eu, fiquei com a minha antiga vontade de escrever um livro à flor da pele novamente. Espero que possa tornar esse meu desejo / sonho realidade. E que não demore muito! Tudo bem, sei que para isso preciso pensar na história e começar a escrever. Anda, Carla, mexa-se!

Fernanda Saads nasceu em 24 de maio de 1981 em João Pessoa. É formada em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Paraíba. Considera chick-lit o gênero literário mais alegre, e por isso, resolveu escrever Do Seu Lado, um romance que vai deixar os leitores com um sorriso no rosto. É autora de As Confissões de Laura Lucy e, além de escrever, trabalha na área financeira. Atualmente, mora em João Pessoa com o marido e a filha.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Mayada - Jean P. Sasson - Ed. Best Seller



Depois de ler a trilogia da Princesa, da mesma autora, lá fui eu comprar Mayada e De amor e de Chamas, para continuar prestigiando as obras de uma mulher que escreve tão bem. Já publiquei as resenhas da trilogia. Para quem não leu, clique aqui, aqui e aqui.

Mayada é realmente igualmente bem escrito. A gente não consegue parar de ler e pensa várias vezes durante a leitura como somos abençoadas por ter nascido em um País onde as mulheres não são tratadas como seres inferiores. Mas, vamos à história, para vocês entenderem sobre o que estou falando.

Mayada conta a história de uma mulher iraquiana bem nascida, com família influente e de boas relações. No fim das contas, esse foi o "detalhe" que salvou a sua vida. Porque, do contrário, ela teria sido torturada cruelmente até seu corpo não aguentar mais e desistir de acordar após um dos desmaios frequentes que alguém que sente mais dor do que consegue suportar sofre.

O livro é forte, é verdadeiro e conta, além de histórias sobre as mulheres que dividiram a cela da prisão com Mayada, muita coisa sobre o regime de Saddam Hussein. Ler Mayada é ter uma aula de história do Iraque, também.

Em 1999, Mayada foi presa sem saber o motivo. Ela não fazia absolutamente nada que pudesse ser interpretado como oposição ao governo. Levava uma vida tranquila com os dois filhos e, do nada, foi levada para Baladiyat, quartel-general da polícia secreta iraquiana. Lá descobriu que estava sendo acusada de imprimir folhetos contra o governo (ela era dona de uma gráfica).

Mayada então é colocada na cela 52 com mais 17 mulheres de diversas origens. As mulheres-sombras, como Mayada as chamava, se encantam pelas histórias dela e também acabam contando suas histórias, todas relatadas no livro. Elas passam a conviver, a ajudar umas às outras, a rezar pela vida da torturada da vez enquanto ela não voltava para a cela, a tratar dos ferimentos e dos ataques de tristeza, depressão e saudade. Elas passaram a se amar.

Um mês depois, Mayada foi solta, voltou para os filhos e fugiu para a Jordânia. Perto do final do livro ficamos com muita esperança de que tudo vai acabar bem para todas as mulheres-sombras, por conta da soltura de Mayada, mas depois, ao termionar a leitura, lembramos que o livro é sobre uma história real, e não um conto de fadas.

Eu já li muitos livros sobre esse tema. Quem lê meu blog sabe que é um dos meus temas favoritos. Mas Mayada, com certeza, foi um dos melhores livros que já li. Leitura mais que obrigatória!


Sobre a autora

Jean P. Sasson é autora da trilogia best-seller "Princesa", "As Filhas da Princesa" e "Princesa Sultana", que mostraram ao Ocidente a realidade sobre a vida das mulheres na Arábia Saudita. Seu primeiro livro, o sucesso editorial "The Rape of Kwait", vendeu mais de um milhão de cópias e alcançou o segundo lugar na lista do jornal norte-americano "The New York Times". Sempre envolvida com temas ligados às mulheres, Jean Sasson é americana, viveu na Arábia Saudita e viajou por todo o Oriente Médio.

Há ainda o livro "Amor em Terra de Chamas", da mesma autora. Tenho ele guardadinho aqui na minha estante. Em breve posto a resenha por aqui. :)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Princesa Sultana: sua vida, sua luta - Jean P. Sasson - Best Seller




Tenho um carinho muito especial por essa trilogia. Li os dois primeiros livros há mais tempo e, ao contrário de muitas trilogias, em que o melhor é sempre o último livro, neste caso achei o contrário: o primeiro é o melhor de todos, o segundo é o intermediário e o terceiro é o mais fraco. Mas, não entedam com isso que ele é ruim, porque não é. O livro é ótimo e ler Jean P. Sasson é sempre uma delícia, mas é que o primeiro livro é realmente o mais chocante. Já escrevi aqui sobre eles: o primeiro, "Princesa", e o segundo, "As filhas da Princesa".

Mas vamos à história que fecha a trilogia. Neste livro Jean explora mais a vida das mulheres em geral, contando histórias marcantes que Sultana ouviu ou ficou sabendo, algumas até relacionadas a membros da sua família. O livro tem humor também, mas o drama ainda impera. Neste livro continuei apaixonada pela coragem e luta de Sultana, por seu espírito guerreiro e por sua vontade de mudar as coisas no seu país. Como as outras mulheres, Sultana poderia ficar quieta e seguir em frente, mas preferiu lutar, fazer sua parte, mesmo que ela represente uma migalha perante à cultura machista e violenta da Arábia Saudita. 


E por mais que a gente tenha ficado com a impressão de que Sultana é uma muralha lendo os dois primeiros livros, no teceiros nós vemos que toda essa situação acaba atormentando-a mais do que ela mesma parece aguentar, fazendo com que o alcoolismo e a depressão quase tomem conta dela.

Adorei o livro e fiquei pesarosa por ser o último. Se Jean resolver transformar a trilogia em uma série, estarei de braços abertos para os próximos livros. :)

Sobre a autora

Jean P. Sasson é autora da trilogia best-seller "Princesa", "As Filhas da Princesa" e "Princesa Sultana", que mostraram ao Ocidente a realidade sobre a vida das mulheres na Arábia Saudita. Seu primeiro livro, o sucesso editorial "The Rape of Kwait", vendeu mais de um milhão de cópias e alcançou o segundo lugar na lista do jornal norte-americano "The New York Times". Sempre envolvida com temas ligados às mulheres, Jean Sasson é americana, viveu na Arábia Saudita e viajou por todo o Oriente Médio.

Há ainda os Livros "Mayada" e "Amor em Terra de Chamas", da mesma autora. Tenho ambos os livros e já li Mayada, em breve posto a resenha por aqui. :)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A Encantadora de Bebês resolve todos os seus problemas - Tracy Hogg - Ed. Manole



Pedi esse livro no meu chá de bebê, porque ouvi muita gente falar que era leitura obrigatória para mães de primeira viagem. E eu, apaixonada por livros que sou, aproveitei para unir o útil ao agradável.

Desde o começo senti que ela fala de como cuidar de um bebê como se eles fossem robôs, com muitas generalizações e regrinhas que me chateavam só de ler. Então, imagina se vivesse aplicando aquilo o dia inteiro.

Eu sempre acreditei que rotina é tudo para um bebê e assim fiz na minha casa, mas a gente foi fazendo nossa rotina de acordo com os sinais dele. Não seguia as regras do livro nem aquelas ordem de acontecimentos. Para mim, não funcionou. Acho que nenhum bebê é igual ao outro e o que vale é entender que precisamos conhecer os sinais dos nossos filhos e criar uma rotina que tenha o mínimo de flexibilidade, porque a criança sente-se segura sabendo o que vem a seguir.

Conheço muitas mulheres que adotaram esse como seu livro de cabeceira. Não foi o meu caso. Mas, por via das dúvidas, leia e veja como você se adapta.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Parto Ativo - Janet Balaskas - Ed. Ground






Tenho uma relação de carinho muito grande por este livro. Quando engravidei do Arthur (hoje com 19 meses), comecei minha busca pelo melhor nascimento para ele. Li muito, pesquisei muito e descobri que 90% de todas as mulheres têm total condições de ter partos normais/naturais (os mais seguros e melhores para os bebês). E essa porcentagem é realmente realidade em muitos países (principalmente de primeiro mundo). Só que aí veio o lado ruim da história: no Brasil, essa realidade é simplesmente inversa! Em hospitais particulares, a taxa de cesareanas chegam a 90%!!!!

Será que as brasileiras não conseguem mais parir ou será que temos médicos "forçando a barra" para agendarem cesáreas e terem uma vida mais programada e mais bem remunerada?

Pois bem, fui atrás do melhor para nós e prometi para mim mesma que eu não seria mais uma a entrar na faca sem necessidade. Iria para uma mesa cirúrgica caso precisasse, e só. Para isso, procurei médicos sérios que partilhavam da mesma opinião que eu, tive um pré-natal MARAVILHOSO e tinha certeza dentro de mim que, fisicamente, eu estaria completamente apta a trazer meu filho ao mundo de maneira natural. Aí vinha a questão do psicológico, que podia atrapalhar.

Comprei então alguns livros, entre eles Parto Ativo. O livro passa muita segurança, mostra que o natural é instintivo para a mulher, que a natureza sabe o que fazer. Além disso, ensina como respirar durante o trabalho de parto, como aliviar a dor por meio de movimentos e muitos outros ensinamentos que usei durante as 12 horas que fiquei em trabalho de parto, me preparando para conehcer Arthur.

Tem como não sentir um super carinho pelo livro? :)

E para quem ficou curioso para saber como foi meu parto, clique aqui e leia o relato completo.