Mostrando postagens com marcador cachorro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cachorro. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Diga Trinta e Três - Nick Trout - Ediouro



Esse foi o único livro que me fisgou pela capa. E por uma razão muito especial. Eu explico. Como já falei aqui, tenho um cachorro da raça Boston Terrier. Ele é tipo poodle nos EUA, tem em toda esquina, mas aqui no Brasil é mega raro. Imaginem uma pessoa navegando pela internet, em sites sobre livros, quando, de repente, depara-se com uma foto enorme do seu cachorro! Fiquei insana, né?
Aí, mais que rapidamente, fui ler a sinopse. Por sorte, adorei! (mas se não adorasse, compraria mesmo assim). O livro chegou em dois dias e comecei a ler no mesmo instante.

A História

O livro é bem legal e conta a história de vários cachorros tratados por um veterinário, o Dr. Nick Trout, autor do livro. Cada capítulo é sóbre um de seus pacientes, e todos acabam envolvendo o leitor, alguns mais, outros menos. O livro mostra também como funciona um moderno hospital veterinário e como são difíceis e complicadas as decisões e atitudes que um veterinário precisa tomar durante sua carreira.

Alguns capítulos são tristes, outros engraçados, mas Diga Trinta e Três é um livro agradável, que não muda a vida de ninguém, não é inesquecível, mas garante bons momentos. Agora, se você não teve e não pretende ter um cachorro, nem se dê ao trabalho, porque esse livro não é para você.

Para saber mais, confirma o site oficial do livro.

Sobre o Autor


Nick Trout faz parte da equipe de cirurgiões-veterinários do Angell Animal Medical Center e mora perto de Boston, em Massachusetts.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Marley & Eu - John Grogan - Ediouro


Pensei em nem publicar nada sobre esse livro, porque já se falou tanto sobre ele que fiquei pensando que ninguém se interessaria. Mas, percebi que, como a proposta do Leitura é dividir experiências com vocês, tenho mais é que escrever sobre todos os livros que leio, mesmo que seja só para receber o feedback com as impressões de vocês sobre a mesma obra.

Então, como eu acho que a maioria das pessoas que for ler esse post já terá também lido o livro, proponho que vocês deixem um comentário dizendo se o livro mexeu com vocês da mesma maneira que mexeu comigo. Topa?


Então, vamos lá!


Marley & Eu é um livro lindo, que exprime com riqueza de detalhes, passagens hilárias e uma linguagem muito eficiente a história de uma família em formação e seu cachorro, o "pior cão do mundo". Acho que a experiência de leitura é completamente diferente para pessoas que tiveram/têm cachorros em comparação com aqueles que nunca tiveram um animal de estimação.


Eu tive cachorro desde pequena. Com 10 anos, de tanto conviver com os 15 cachorros que minha avó criava em sua casa, encasquetei que queria ter um para mim. Falei tanto para os meus pais que acabei vencendo os dois pela insistência, ainda mais depois que meu irmão e minha irmã mais novos decidiram me apoiar na empreitada.


Ouvi aquela frase como se fosse o sim para a felicidade eterna: "Tudo bem, Carla. mas você é quem vai cuidar dele". Mais que rapidamente, como toda criança louca por cachorros, prometi do fundo do meu coração que cuidaria, o que nunca aconteceu, claro.


Meu pai começou a procurar canis da raça Teckel, ótima para apartamento e crianças. Todo dia, quando chegava da escola, ia direto pro quartinho de empregada ao som de "Será que hoje tem uma surpresa para você?". Chegava lá e...nada. Foi assim por dias e dias.


Até que um dia, ao acender a luz, vi uma coisa dourada, pequenininha e linda (imagem meramente ilustrativa, mas é parecido) olhando para mim. Foi amor à primeira vista. Brincamos com ela e escolhemos seu nome: Lili. Ela era inteligente, geniosa, carinhosa e muito ciumenta. Era simplesmente obcecada por meu pai, o grande amor de sua vida.

Eu a amava profundamente e convivemos felizes por 10 anos. O momento da despedida foi muito difícil. Eu chorei, gritei e pensei nela todos os dias, antes de dormir, por 4 meses. Chorava de saudade e sonhava regularmente com ela. Enchi o mural do meu quarto com fotos nossas. Foi difícil cair na real de que aquele vulto que eu via no canto da sala era só minha imaginação.


Depois da Lilli veio a Adda e o Allan, dois Rottweilers extremamente lindos, meigos e carinhosos.
Casei, saí da casa dos meus pais e hoje, já que ainda não me sinto preparada para aumentar a família, tratamos o Pança (essa imagem não é meramente ilustrativa, é o Pança mesmo!), nosso Boston Terrier, como o rei da casa. Ele é nosso filho peludo.

Pança é o primeiro cachorro inteiramente meu. E faz dois anos que ele alegra nossas vidas, mas lembro do dia em que fomos buscá-lo em Embu como se fosse ontem.

E é por isso, por tudo isso, que me identifiquei tanto com Marley & Eu. É por isso que ri demais e, dois minutos depois, estava chorando, em prantos.

É por isso que vimos o filme abraçados e, quando percebemos, estávamos agarrados ao
Pança, que lambia nossas lágrimas sem entender nada.

É por isso que, como John diz no final da obra, Marley não era o pior cachorro do mundo, mas sim o melhor, por ter amado tanto sua família, de mandeira tão sincera e incondicional.


Perto disso, as cadeiras roídas, as babas espalhadas e o trabalho que eles nos dão são insignificantes. Marley & Eu é maravilhoso. E preciso dizer que, no dia em que terminei de lê-lo, no metrô, cheguei em casa parecendo a Felícia, louca para abraçar o meu bebê de quatro patas. :)


Sobre o Autor

John Grogan cresceu em Orchard Lake, Michigan, nos arredores de Detroit, e tem graduação pela Central Michigan e pelo Ohio State. Passou mais de vinte anos como jornalista vencedor de muitos prêmios em Michigan, na Flórida e na Pensilvânia e, mais recentemente, como colunista do Philadelphia Inquirer. Também é ex-editor da revista Organic Gardening, da Rodale.

Seu primeiro livro, Marley & Eu, foi um sucesso de vendas no mundo todo e, justamente por isso, foi transformado em filme. Além deste best-seller, há o Cachorros Encrenqueiros se Divertem Mais, em que conta as mais inusitadas travessuras desses fiéis amigos do homem, e de Volta para Casa, seu livro de memórias. Hoje, Grogan vive em uma antiga fazenda na Pensilvânia com a esposa e os três filhos.