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quinta-feira, 4 de junho de 2020

Filha Única - Anna Snoekstra - Ed. HarperCollins Brasil

Esse é um thriller bemmmmm interessante, envolvendo muito suspense e revelações surpreendentes. Eu amei o enredo, apesar de ter demorado algumas boas páginas para me envolver totalmente na história.

Tudo começou em 2003, quando uma adolescente, Rebecca Winter, desapareceu e nunca mais foi encontrada, apesar dos esforços do policial encarregado do caso. 


Em 2014, ou seja, 11 anos depois, uma garota em apuros percebeu que era extremamente parecida com a adolescente desaparecida e começou a se passar por ela. Ela consegue enganar os pais, os irmãos gêmeos e até os amigos de Rebecca. 

Mas, aí , ela começa a sentir que está sendo vigiada e se dá conta que o assassino/sequestrador da menina ainda está a solta. Ela, então, pode estar correndo risco de vida.

Eu jamais imaginei o desfecho da história, digno de um thriller de suspense daqueles clássicos.

Como eu amo um suspense, o livro foi um grande presente pra mim. Recomendo. :)

Sobre a Autora

Anna Snoekstra nasceu em Camberra, na Austrália. Aos dezessete anos, decidiu se mudar para Melbourne e tornar-se uma escritora. Estudou Escrita Criativa e Cinema na Universidade de Melbourne e Escrita de Roteiro no Instituto Real de Tecnologia de Melbourne. Anna já escreveu roteiros de filmes independentes e peças de teatro, além de dirigir videoclipes.

Fonte: Skoob

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

A Garota no Trem - Paula Hawkins - Ed. Record


Adorei a capa desse livro. Achei bem sombria e capaz de relevar perfeitamente o mood da história.O livro conta a história super original de Rachel, uma alcoólatra que se vê abandonada pelo marido e desempregada, fazendo o mesmo trajeto de trem todos os dias, como se estivesse indo e voltando do trabalho, para passar o tempo e vislumbrar a casa em que ela foi feliz um dia durante seu casamento, já que a ferrovia passa bem em frente ao imóvel.

Nessas idas e vindas, ela acaba criando uma bizarra afeição por um casal que mora algumas casas ao lado do seu ex lar. Todos os dias, ela passa olhando para a casa e torcendo para que eles estejam à vista, ou na janela ou na varanda. Um belo dia, ela se depara com uma cena esquisita e, logo depois, fica sabendo que a moradora está desaparecida.

Ela, então, acaba se envolvendo nas investigações e, a partir daí a confusão está formada. Como deu pra ver, a história é bem inusitada e, apesar das reviravoltas bem pensadas e do enredo bem amarrado, o livro me cansou em alguns momentos e não fiquei tão viciada quanto imaginei.

Muita gente ama esse livro. Eu gostei, também. Mas, não amei.

Senti muita pena da protagonista, às vezes raiva e às vezes compaixão. Aliás, sentimentos conflituosos não faltam durante esta leitura. Recomendo!

Sobre a Autora

Paula Hawkins (Harare, 26 de agosto de 1972) é uma escritora britânica nascida no Zimbabwe, mais conhecida pelo seu romance de suspense, o best-seller The Girl on The Train.

Por volta de 2009, Hawkins começou a escrever comédia romântica de ficção sob o pseudônimo de Amy Silver, tendo escrito quatro romances, incluindo Confessions of a Reluctant Recessionista. Ela não conseguiu nenhum sucesso comercial até desafiar a si mesma a escrever uma história mais adulta e séria. Seu best-seller The Girl on The Train (2015) é um complexo thriller, com temas de violência doméstica, abuso de álcool e abuso de drogas.

Em 2016, foi selecionada pela BBC como uma das 100 Mulheres mais importantes do ano.

Fonte: Skoob

sexta-feira, 29 de junho de 2018

A Garota do Lago - Charlie Donlea - Ed. Faro Editorial

A Garota do Lago é um daqueles livros que você começa a ler e quer chegar no final o mais rápido possível, de tanta curiosidade em saber o que realmente aconteceu. A jornalista Kelsey Castle vai até uma bucólica e pacata cidade chamada Summit Lake para investigar um assassinato brutal. A polícia não tem pistas e a investigação está tomando rumos duvidosos e pouco competentes. Kelsey, então, começa a investigar por conta própria, já que apenas por meio das entrevistas nada está saindo do lugar.

E aí ela começa a descobrir fatos sobre o crime que a ligam cada vez mais ao desfecho do que realmente aconteceu. Ligada até o último fio de cabelo ao mistério, ela envolve-se loucamente e passa a ter como objetivo de vida descobrir que matou Becca.

Vários segredos sobre a vida na cidade e até sobre a própria jornalista vão sendo revelados e, no fim, há uma reviravolta tão grande que  minha surpresa foi total. E é disso que eu gosto mais nesse tipo de livro. Amei com tanta força que A Garota do Lago foi direto pra minha seleta lista de favoritos. Suuuuuper recomendo!

Sobre o Autor

 

Charlie Donlea vive em Chicago com sua esposa e dois filhos. Um de seus hobbies é pescar em lugares praticamente desertos do Canadá. Essas viagens por estradas paradisíacas inspiraram o cenário para o seu livro de estreia. Ávido leitor, é também apaixonado. Quando decidiu escrever seu primeiro livro, ele se preparou para produzir algo como tudo o que gosta de encontrar nos seus filmes e livros prediletos: uma história capaz de deixar o leitor refletindo sobre ela por muito tempo.

Fonte: Skoob

segunda-feira, 11 de junho de 2018

A Morte de Sarai - J.A. Redmerski - Ed. Suma de Letras


A Morte de Sarai é um livro que me deixou louca de curiosidade logo pela capa. Ando numa fase meio suspense, lendo vários e vários livros nesse estilo. Já tive a fase erótico, agora to nessa. Qual será a próxima? Só Deus sabe...

Voltando ao assunto do post,o livro prometia ser um suspense arrebatador. E a promessa foi cumprida! E muito bem cumprida. Eu fiquei simplesmente viciada na história, que é bem escrita, misteriosa e mega intensa. 


A história de Sarai e Victor vai acontecendo tão gradualmente que a gente fica ali torcendo a cada página e se envolvendo cada vez mais com a história.

Achei o final um pouco fraco, confesso que esperava mais. Mas super vou ler o segundo livro, que inclusive já está aqui na minha estante, só me esperando. :)

A trilogia contem:
- A morte de Sarai
- O retorno de Izabel
- O cisne e o Chacal


Sobre a Autora

J.A. Redmerski é a autora de The Edge of Never, da trilogia Darkwoods e Dirty Eden. Ela é fã de lobisomens e zumbis, viciada em livros e obcecada pelo universo de The Walking Dead. Ela mora em North Little Rock, Arkansas, com seus três filhos e um maltês.

Fonte: Skoob

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Objetos Cortantes - Gillian Flynn - Ed. Intrínseca


Objetos Cortantes é um romance policial que prende a atenção desde as primeiras páginas. Apesar de a maioria das pessoas terem conhecido a autora por conta do seu livro Garota Exemplar, que virou filme, eu li primeiro Objetos Cortantes, para então ter a certeza de que a autora me conquistou e partir para seus outros livros. Sim, quero ler todos dela!

Adoro livros misteriosos e inteligentes, em que a trama vai te levando para um lado e, quando o desfecho acontece, você pensa: noooooossa, sen-sa-cio-nal!

O final surpreendente e bem amarrado (porque não adianta nada ter um final surpreendente que parece jogado na história, sem ter pé nem cabeça) faz a gente ficar até com dó de o livro ter terminado. 


Fora a personagem principal, a anti heroína Camille Preaker, que é uma personagem fascinante, que desperta pena ao mesmo tempo em que nos enche de orgulho. Durona e frágil ao mesmo tempo, decidida e confusa. Camille é um dos motivos pelos quais Objetos Cortantes é um grande sucesso. 

Ela é uma jornalista mediana em um jornal de Chicago. Seu chefe, que é seu amigo pessoal e meio que "adotou" Camille como filha, pede para que ela viaje para sua cidade natal para cobrir dois assassinatos que parecem estar interligados. Duas adolescentes foram mortas com requinte de crueldade e Camille, sem dinheiro para pagar um hotel, acaba ficando hospedada na casa de sua mãe, local que lhe traz muitas lembranças doloridas, inclusive sobre uma antiga "mania" que deixou marcar em Camille para sempre, literalmente.

Conforme ela vai tentando descobrir quem matou aquelas garotas, ela vai relembrando passagens de sua própria vida e trazendo fantasmas adormecidos à tona.


Super recomendo! Fácil, gostoso e rápido de ler.

Sobre a Autora

Gillian Flynn é jornalista e, antes de se dedicar integralmente à carreira de escritora, trabalhou por dez anos como crítica de cinema e TV para a Entertainment Weekly. Nascida na cidade de Kansas, no Missouri, e formada em jornalismo e inglês pela Universidade do Kansas, Gillian escreveu durante dois anos para uma revista de negócios na Califórnia e concluiu um mestrado em jornalismo na Northwestern University, em Chicago.

Além de Garota exemplar, é autora dos premiados Na Própria Carne e Dark Places. Seus livros foram publicados em vinte e oito países e tiveram os direitos de adaptação cinematográfica vendidos. Atualmente, Gillian mora em Chicago com o marido e o filho.

Fonte: Skoob


quarta-feira, 5 de abril de 2017

As Revelações de Dark - Anthony E. Zuiker - Ed. Record




As Revelações de Dark é o último livro da trilogia Grau 26 e traz a história da perseguição de Steve Dark a Labirinto, um serial killer cruel e inteligente que envia lições para a humanidade matando pessoas importante e atingindo órgãos do governo para passar seu recado.

Labirinto deixa uma charada a cada morte, revelando onde será o próximo ataque. Dark entende, então, que ele precisa se antecipar ao assassino, ao invés de focar no corpo encontrado procurando pistas. As charadas, por sinal, são muito inteligentes e bem construídas. Eu não teria decifrado nenhuma. Ai que burra!

Assim começa mais uma aventura à base de muita adrenalina, jogos de palavras e corrida contra ao tempo.
Achei o livro extremamente viciante e não consegui parar de ler até chegar ao desfecho. Em certo momento, quando começa uma desconfiança geral na equipe, até eu fiquei me perguntando se o assassino não era um deles. 


O final do livro tira até o fôlego, de tão bom! É uma surpresa atrás da outra e todas muito bem amarradas. O livro é ótimo e fecha a trilogia com chave de ouro!

A trilogia é composta por:
- Grau 26
- A Profecia Dark
- As revelações de Dark


Sobre o Autor


Anthony E. Zuiker (Blue Island, Illinois, 17 de agosto de 1968), é o criador e produtor executivo do seriado de grande sucesso CSI: Crime Scene Investigation, exibido pelo canal americano CBS. Zuiker produz três das versões do programa: CSI: Crime Scene Investigation (Las Vegas), CSI: Miami e CSI: New York. Também é autor da trilogia Grau 26.

Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A Profecia Dark - Anthony E. Zuiker - Ed. Record



A Profecia Dark é o segundo livro da trilogia Grau 26. Nesse livro, Steve Dark continua sua vida após ter matado Sqweegel, o pior assassino da história, que teve sua maldade categorizada como grau 26, sendo que os crimes, até então, iam até o grau 25. Se você não leu o primeiro livro, sugiro que pare por aqui, porque o que vou escrever agora conta o início desse livro, mas acaba com o suspense que ficou ao final do primeiro. Então, se você ainda não leu, FUJA desse post e corra para ler o primeiro volume, vale a pena!

Continuando, Steve Dark consegue, enfim, matar seu inimigo mortal e resgatar sua esposa, que tinha sido sequestrada por ele e teve sua filha no cativeiro. Porém, ela não resistiu e faleceu. Sua filha não sofreu nada e passou a ser a sua família. Para cuidar dela e não colocá-la em perigo, Dark deixou a polícia. Mas, por dentro, ele continua o detetive de sempre. No porão de sua casa, ele criou um verdadeiro escritório de inteligência, acompanhando os crimes e as estatísticas. 

Até que um novo assassino em série começa a fazer novas vítimas e uma misteriosa mulher cheia de poder e dinheiro entra em contato com ele para convidá-lo a ajudá-la na busca pelo criminoso. Ela acha que só Dark seria capaz de pegá-lo. Quem é essa mulher? porque ela é tão poderosa? Eles vão ter um caso? Hummmm, sabe de nada inocente! Leia de descubra!

O livro continua sendo complementado pelos vídeos mega bem produzidos disponíveis no site. E os capítulos curtos e movimentados ao extremo dão ação ao livro do início ao fim. A leitura é dinâmica e uma delícia!

Nesse livro, porém, a divisão dos crimes é diferente, pois o assassino segue sua matança de acordo com cartas de tarô. Steve tenta entender o estilo e se antecipar a ele, exatamente como tentou fazer no livro anterior. É por isso que ele é o melhor.

Com muito suspense e revelações bombásticas, A Profecia Dark é uma ótima pedida! Recomendo! :)

A trilogia é composta por:

- Grau 26
- A Profecia Dark
- As revelações de Dark


Sobre o Autor

Anthony E. Zuiker (Blue Island, Illinois, 17 de agosto de 1968), é o criador e produtor executivo do seriado de grande sucesso CSI: Crime Scene Investigation, exibido pelo canal americano CBS. Zuiker produz três das versões do programa: CSI: Crime Scene Investigation (Las Vegas), CSI: Miami e CSI: New York. Também é autor da trilogia Grau 26.

Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 13 de abril de 2015

É melhor não Saber - Chevy Stevens - Ed. Arqueiro

É melhor não Saber é um livro que me trouxe duas vantagens: ler uma história sensacional, bem escrita e cheia de surpresas e conhecer uma autora ótima e com escrita cativante!

A capa já me deixou super interessada, com esse ar de suspense, floresta e semi escuridão. E o livro é bem assim, mesmo. Toda a vida criminosa de um homem trazendo dor, confusão e medo para o coração de uma mulher prestes a se casar e com uma filha pra criar. Sara viveu rodeada do amor de sua mãe adotiva e suas duas irmãs (filhas biológicas), mas sempre sentiu que era tratada diferente por seu pai adotivo. Isso a incomodava a acendia ainda mais a vontade de saber de onde ela vinha, quais as suas origens e histórico médico, este último principalmente por conta de sua filha.

Até que, às vésperas do seu casamento com Evan, Sara enfim descobre quem é sua mãe. Mas, quando ficam frente a frente, Sara percebe que sua presença causa um quase surto em Julia, sua mãe biológica, e desconfia que sua concepção deve ter sido traumatizante para ela. Triste por Julia não querer o mínimo contato com ela, Sara tenta descobrir o motivo para tanta hostilidade e descobre que ela foi concebida durante um estupro. Sua mãe biológica foi a única vítima do Assassino do Acampamento que conseguiu escapar com vida.

Super original, não é? E o livro é diferente e cheio de adrenalina do início ao fim! Mostra bem como ninguém é completamente bom nem completamente mau. Mostra a complexidade do ser humano e o limite sutil entre as características que nascem com a gente e aquelas que ganhamos de acordo com o meio em que vivemos. Faz pensar, mas faz sentir também.

A autora escreve com tanta competência que já fui atrás de Identidade Roubada, um outro livro dela, e ele deve chegar em casa nos próximos dias. Não vejo a hora de ler!

É melhor não Saber chega ao seu desfecho faltando algumas boas páginas para o final. Aí pensei: nossa, o que mais ela vai falar depois disso? E aí você percebe que ainda tem várias revelações para acontecer! É-mui-to-bom!

Sobre a Autora


Chevy Stevens nasceu e foi criada em uma fazenda em Vancouver Island, no Canadá, lugar até hoje muito presente em sua vida. Quando não está diante do computador, faz caminhadas com o marido e o cachorro pelas montanhas próximas à sua casa. Vendido para mais de 20 países, Identidade roubada tornou-se best-seller na Alemanha e nos Estados Unidos.


Fonte: Skoob

quinta-feira, 19 de março de 2015

Livro que virou filme: Não conte a Ninguém

Para mim, Harlan Coben é um mestre na arte de contar histórias surpreendentes. Você simplesmente não consegue adivinhar o final. A-d-o-r-o livros assim! Desse autor, já li Desaparecido para Sempre e Não conte a Ninguém. Adorei ambos. Há pouco tempo, porém, fiquei sabendo que Não Conte a Ninguém foi adaptado para as telas em um filme francês de 2006. 

A direção é de Guillaume Canet e o roteiro é de Guillaume Canet e Philippe Lefebvre. O longa tem 125 minutos e é tão movimentado e viciante como o livro. Dificilmente um filme consegue chegar aos pés de um livro, na minha opinião, mas Não Conte a Ninguém seguiu fielmente a história e conseguiu ser eficiente. Como eu já tinha lido o livro há um tempo, percebi que me envolvi muito com a história e fui lembrando dos detalhes aos poucos, conforme via o filme. O final foi muito bom e bem fiel ao livro. Adorei!


Por conta do tempo, não deu pra explorar muito a relação profunda de amizade do protagonista com a esposa de sua irmã e nem todos os sentimentos que o envolviam a cada mensagem misteriosa recebida por ele. Mas, no geral, o filme cumpriu muito bem o seu papel e vale a pena! Só a escolha do protagonista que eu achei péssima. Ele é um bom ator, mas é velho demais para a descrição do personagem no livro. Parece bem mais velho que a esposa.

Abaixo, confira o trailer da produção:



quarta-feira, 18 de março de 2015

O Segredo do meu Marido - Liane Moriarty - Ed. Intrínseca


O título do livro pode dar margem a um pré-conceito sobre seu conteúdo. Muita gente pode achar que é sobre traição ou sobre a esposa descobrir depois de décadas que seu marido mantinha duas famílias. Para tudo! Não é NADA disso! E a capa, com esse rosinha, pode fazer parecer que é um livro sobre mulheres frágeis ou menininhas românticas. Para tudo²!! Também não é NADA disso!

Mas, então, perguntam-me vocês, sobre o que é o livro?


O livro é sobre o amor. O maior amor do mundo. E também é sobre dor. A maior dor do mundo. Mas o livro é, principalmente, sobre o curso que a vida segue. Como fazemos pequenas escolhas o tempo todo sem sequer perceber que cada uma delas traz consequências, algumas capazes de mudar vidas para sempre.

Vou explicar.


Se você escolhe ir por um outro caminho até a padaria, pode ver uma placa de vende-se na casa que será sua moradia por uma vida inteira. Se você resolve falar com aquela prima simpática da aniversariante, pode conhecer sua futura melhor amiga. Se você chegar mais cedo na academia e revezar aquele aparelho com o rapaz que nunca tinha visto por lá, pode acabar se apaixonando perdidamente, casando depois de dois anos e tendo quatro filhos lindos. Mas, se você resolve ir pelo mesmo caminho de sempre até a padaria, prefere não dar uma de simpática na festa e fica com preguiça de ir na academia naquele dia, nada disso acontecerá.

É muito louco pensar sobre isso!

Tem gente que acredita que somos marionetes com todo o nosso destino já traçado, não importando o que escolhamos fazer da vida. Outros acreditam piamente no livre arbítrio, cujo curso da vida depende totalmente das escolhas que fazemos.

O livro segue a segunda linha e, fora todo esse pano de fundo sensacional, ainda tem a escrita espetacular da autora, que prende nossa atenção e nos faz mergulhar dentro de cada personagem, extremamente bem construídos. O livro começa apresentando cada família abordada na história. São três. Um capítulo para cada uma. E depois que você as conhece, a história vai sendo contada, até que em dado momento as três histórias acabam se entrelaçando.

Fiquei encantada pelo enredo e, quando terminei o livro, fiquei com aquela vontade de que ele tivesse mais umas 300 páginas. Esse é leitura mais que obrigatória com L maiúsculo!


Sobre a Autora

Liane Moriarty é uma escritora australiana, nascida em 1966 em Sydney. Antes de se tornar escritora, Moriarty trabalhou no departamento de propaganda e marketing de uma editora de livros jurídicos e como escritora freelancer. Sua primeira obra publicada foi Three Wishes (2004), como parte de sua dissertação de mestrado na Macquarie University. Após sua estreia literária, publicou mais quatro obras: The Last Anniversary (2006), What Alice Forgot (2010), The Hypnotist's Love Story (2011) e The Husband's Secret (2013).

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Um vida interrompida - Alice Sebold - Ed. Ediouro



Alguns autores têm maneiras de escrever capazes de cativar leitores instantaneamente. Alice Sebold tem esse poder sobre mim. Começo a ler um livro dela e não paro de pensar nele enquanto não termino suas páginas. Tá bom, depois que termino também, vai. Esse, então, deixou-me pensativa por dias! Já tinha lido o livro biográfico Sorte - um caso de estupro e ficado do mesmo jeito. Ambos tem como pano de fundo uma das piores violências que uma mulher pode sofrer: estupro. Porém, nesse livro a vítima é assassinada e esquartejada, aos 14 anos, e passa a ver do "céu" como sua família, amigos e seu amor da adolescência lidam com a sua perda. 

A leitura, apesar do tema mega pesado, consegue ser leve. A meiguice de Suzie contagia toda a história. No fim, óbvio, fiquei super emocionada e, por mais pesado que tenha sido, foi uma leitura que deu saudade quando acabou. E olha que eu tinha muita expectativa, porque esse livro estava na minha lista de leitura há anos-luz!

Ele é bem subjetivo em alguns momentos e  muito sutil também, mas isso não é um problema para uma leitora envolvida até o último fio de cabelo como eu estava. Apesar disso, confesso que, na parte em que o pingente de gelo cai da árvore, fiquei meio sem entender o que aconteceu realmente. E foi aí que soube que esse livro tinha virado filme!!! Fui correndo no Netflix ver se o filme estava disponível e....SIIIIIM!!! :D


Tudo bem que demorei pra achar porque o nome não era o mesmo que o livro. O filme chama-se Um olhar do Paraíso e em algumas partes ele é bem diferente do livro. Como quase sempre, preferi o livro mil vezes ao filme, mas foi um bom complemento para a obra e, enfim, pude entender o que o lance do pingente de gelo quis dizer. :)

Super recomendo a leitura e, digo mais, é um livro ótimo para ser lido mais de uma vez.


Sobre a autora

Alice Sebold cresceu no subúrbio de Filadélfia e estudou na Great Valley High School, na Pennsylvania.

Em seguida, matriculou-se na Universidade de Syracuse e quando estava terminando seu primeiro ano, foi estuprada enquanto voltava para casa, em um parque perto do campus. (Esta história foi relatada em seu primeiro livro: de memórias, estilo autobiográfico, intitulado "Sorte", lançado originalmente em 1999).

Após a formatura de Syracuse, Sebold foi para a Universidade de Houston, no Texas para o ensino de pós-graduação, o qual ela não completou, devido ao seu envolvimento com drogas. Então, ela se mudou para Manhattan e lá viveu por 10 anos, onde realizou diversos trabalhos, inclusive como garçonete e tentou prosseguir a sua carreira de escritora. Sebold queria escrever a sua história através da poesia, mas as tentativas fracassavam.

Sebold deixou a cidade e se mudou para o sul da Califórnia, onde se tornou zeladora de uma colônia de artes, vivendo em uma cabana na floresta, sem eletricidade. Ela escrevia com o auxílio de uma lâmpada a gás. Novamente Sebold iniciou nova pós-graduação, desta vez na Universidade da Califórnia. Lá ela começou a escrever sua história, ao fazer um trabalho de 40 páginas para a sua classe, o qual mais tarde serviria de base para seu primeiro livro ("Sorte").

Depois de "Sorte", Sebold publicou, em 2002, o best-seller "Uma vida interrompida". O livro é um romance sobre uma menina de 14 anos que é assassinada pelo vizinho. O personagem principal conta sua história do Céu, olhando para baixo quando sua família tenta lidar com a morte dela e enquanto seu assassino escapa da polícia. Este romance foi adaptado para um filme de 2009, de Peter Jackson, chamado "Um olhar do Paraíso". Enquanto Alice trabalhava em "Uma vida interrompida", ela conheceu o marido Glen David Gold, na faculdade.

O segundo romance de Sebold, "Quase noite", foi lançado em 2007. Sebold ganhou o American Book Associação de Livreiros do Ano de Ficção Adultos em 2003 e o Prêmio Bram Stoker pelo primeiro romance em 2002. Ela também foi indicada na categoria romance naquele ano.

Fonte: Skoob.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Precisamos falar sobre o Kevin - Lionel Shriver - Ed. Intrínseca


Demorei mais do que de costume para ler esse livro. Levei exatos 10 dias. Não só por conta da densidade da leitura, mas porque ela me tocou fundo de uma maneira tensa, me desestruturou, me deixou agoniada e bastante chocada, muitas vezes. Depois que nos tornamos mães, acho que acabamos sentindo na pele um pouco da dor de toda mãe. Pelo menos, é assim que eu me sinto. Sempre fui de me colocar no lugar dos outros e, com relação à maternidade, talvez por conta do amor louco e do senso de responsabilidade que sentimos em relação àquele ser dependente de nós, esse "costume" de me colocar no lugar e de sentir um pouco a dor/alegria/decepção/orgulho do outro seja meio perturbador.Tendo em vista a história desse livro, é perturbador demais.

Eva é uma mulher independente e bem sucedida profissionalmente, exatamente como eu. Adorava viajar e curtir as noites dando risada e bebendo um bom vinho, exatamente como eu. Até que planeja e decide engravidar, exatamente como eu. Depois disso, tks God, as semelhanças acabam. Kevin, seu filho, já nasce despertando algo sombrio em sua mãe. Já nasce desafiando-a, rejeitando seu leite, chorando o dia inteiro e fazendo birras em atitudes - que são  muito piores que as birras de palavras e chiliques - sempre que podia.

Ele tinha um olhar de lado, um meio sorriso sarcástico. Mostrava-se muito inteligente e dissimulado desde cedo, acendendo em sua mãe um alerta vermelho que ela tinha medo de ser falta de amor, falta de instinto materno. E se culpava por isso, muitas vezes. Que situação horrível você ter um filho e não se identificar em nada com ele! Que triste você não sentir nada de harmonia na família que você construiu. E o pior ainda é ver, diante dos seus olhos, a ruptura do seu casamento por conta da opinião do pai de Kevin de que Eva perseguia o filho, era exagerada e não dava valor para o bebê maravilhoso que eles tinham em casa.

Franklin só esqueceu de levar em conta que instinto de mãe nunca erra.

No começo, a história foi um pouco difícil de seguir por conta da linguagem um pouco mais formal da autora, que sempre acaba distanciando um pouco a história do leitor. Depois que acostumei, tudo fluiu normalmente, e no decorrer da história tudo vai ficando cada vez mais denso e sombrio. Kevin é um daqueles espíritos perturbados que já nascem com vontade de fazer o mal, não importa o que os pais tentem fazer para mudar isso. Mas, mesmo assim, deve ser um carma surreal ser mãe de alguém assim, a quem você se dedica, dá amor, tenta educar e que, no fim, só consegue devolver desprezo e malignidade.

Como o livro é grande e eu sentia que teria muito choque durante a leitura, não aguentei esperar e fiz algo que NUNCA faço. Quando estava na metade do livro, dediquei uma noite a assistir ao filme. Por um lado foi uma experiência boa, que fez eu mergulhar mais na história, por outro foi ruim, porque já sabia a grande surpresa e reviravolta do final. Mesmo interrompendo o livro na metade, vendo o filme e voltando ao livro, achei o livro INFINITAMENTE melhor.

A descrição da matança a flechadas dos colegas escolhidos a dedo por Kevin foi muito bem narrada no livro. O conflito de sentimentos daquela mãe, depois do segundo choque do dia, descobrindo que seu filho é um assassino ainda muito pior do que ela tinha imaginado, foi de cortar o coração. Dá mesmo para perceber que a autora, uma psicóloga, realizou
um extenso trabalho de pesquisa da mente e do comportamento desses jovens responsáveis por chacinas que abalaram o mundo, para então traçar o perfil de Kevin. Essas matanças em escolas são até citadas no livro, que foi bem original em focar na mãe do assassino, ao invés de falar apenas do jovem, como tantas outras obras. Porque que o criminoso tem um parafuso a menos, a gente já sabe, mas ninguém nunca pensou como é ser mãe de uma pessoa assim.


Sobre a Autora

Lionel Shriver (cujo nome de nascimento é Margaret Ann Shriver) nasceu em 18 de maio de 1957. É jornalista e escritora. Nasceu em Gastonia, Carolina do Norte, EUA, no seio de uma família extremamente religiosa, sendo o seu pai pastor Presbiteriano. Mudou o seu nome quando tinha 15 anos (de Margaret Ann para Lionel) porque gostava da forma como soava. Frequentou a Universidade de Columbia. Já viveu em Nairobi, Bangcoc e Belfast. Neste momento, divide o seu tempo entre Londres e Nova Iorque. Colabora com diversos jornais, entre outros, The Wall Street Journal, The Philadelphia Inquirer e The Economist. É casada com um músico de jazz.

Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Coração Maligno - Chelsea Cain - Ed. Suma de Letras


Não sei se o livro é bem bom ou se eu que estava mega viciada na trilogia. Só sei que de-vo-rei o livro da primeira até a última página em dois dias. Como tinha dito na resenha do segundo livro, Coração Apaixonado, assim que acabei um, comecei o outro. Minha curiosidade não me deixava!

Ainda bem que fiz isso, porque aí a gente não perde o fio da meada, ainda mais em trilogias como essa, em que um livro começa do ponto em que o último terminou.

Nesse último livro, quase todo mistério envolvendo os sentimentos de Archie e Gretchen são revelados. Porém, ainda restam várias pontas que tornariam um quarto livro tão eletrizante quanto. Será que virá uma continuação por aí??? Diz que sim!

Achei o segundo livro o melhor de todos os três. O terceiro é muito bom também, mas a gente já está tão envolvido com Archie, Gretchen, Susan e Henry que os outros personagens que entram nessa história acabam parecendo intrusos. Estranho, né? Mas foi essa a sensação que eu tive, pode isso produção?

Espero sinceramente que a doida e psicótica da Chelsea Cain esteja programando continuar a nos contar as aventuras loucas dessa serial killer linda, inteligente e pra lá de louca. UPDATE: E vai sim! Nossa leitora Brenda já me adiantou que tem mais três livros já publicados lá fora, mas que a qualidade já não é a mesma dessas primeiras histórias. Valeu, Brenda!

Um ponto muito legal desse livro é que ninguém ficou tentando descobrir o motivo pelo qual a assassina mata. Ela simplesmente é má. Sente prazer em matar. Psicopata e ponto. Não foi estuprada pelo pai, não teve a mãe assassinada a queima roupa na sua frente, não foi torturada por um maníaco na infância nem nada do gênero.

E o mais legal é que, quando terminamos o terceiro livros, continuamos mega curiosos para saber um monte de respostas. Eu to louca para ler a continuação. E você?


Confira os três livros da trilogia e suas respectivas resenhas:

- Coração Ferido
- Coração Apaixonado
- Coração Maligno
 

Sobre a Autora

Chelsea Cain nasceu em 1972 e viveu os primeiros anos de vida numa comunidade hippie no Iowa, passando a juventude em Bellingham (Washington), nos EUA. Actualmente, vive em Portland, no estado de Oregon, com a sua família. Cain foi nomeada uma das quatro autoras sensação do Outono de 2007 pela Entertainment Weekly. Beleza Assassina foi considerado Amazon’s Mystery/Thriller of the Year em 2007 e recebeu a distinção New York Times Book Review – editor’s choice.

Fonte: Skoob

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Coração Apaixonado - Chelsea Cain - Ed. Suma de Letras


Adorei o segundo livro da trilogia! Eu, que já tinha entrado no mundo de Gretchen Lowell no primeiro livro, entrei ainda mais no segundo. Achei a história mais movimentada, com mais surpresas e cheia de adrenalina. Nesse livro, a serial killer é, enfim, encarcerada. Aí a gente pensa que está tudo terminado, né? Até parece! Archie vai vê-la todo domingo e eles parecem ainda mais obcecados um pelo outro. Até que Gretchen é estuprada e violentada por um dos carcereiros e aí começa a grande reviravolta do livro. 

Neste livro tem de tudo: ameaça aos filhos de Archie, sexo entre mocinho e bandido, Síndrome de Estocolmo mais forte do que nunca, assassinato, suicídio, estupro e até doenças fatais, como cirrose. Ufa! Já deu pra perceber que não conseguia parar de ler, né? Quando você pensava em soltar a respiração porque alguma situação tinha chegado ao fim, outra ainda mais tensa começava. Jesus me abana! 

ATENÇÃO: Spoiler pesado daqui pra baixo!

Para não dizer que o livro não tem defeitos, achei que o motivo para o prefeito Buddy ter matado Castle foi totalmente forçado e sem noção. Matar para proteger a pessoa de um escândalo e depois se suicidar. Oi??? Fraco demais. A autora é muito boa e poderia ter inventado um motivo melhor para dar mais veracidade ao assassinato.

Assim como fiz com o primeiro livro, assim que acabei Coração Ferido comecei a ler Coração Apaixonado. E, obviamente, agora vou começar correndo o Coração Maligno. Tô louca pra saber o desfecho dessa história surreal de amor (ódio?) entre Archie e Gretchen. 

Sobre a Autora

Chelsea Cain nasceu em 1972 e viveu os primeiros anos de vida numa comunidade hippie no Iowa, passando a juventude em Bellingham (Washington), nos EUA. Actualmente, vive em Portland, no estado de Oregon, com a sua família. Cain foi nomeada uma das quatro autoras sensação do Outono de 2007 pela Entertainment Weekly. Beleza Assassina foi considerado Amazon’s Mystery/Thriller of the Year em 2007 e recebeu a distinção New York Times Book Review – editor’s choice.

Fonte: Skoob

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Coração Ferido - Chelsea Cain - Ed. Suma de Letras


Coração Ferido é o primeiro livro de uma trilogia eletrizante. Com enredo bem original, esse thriller conta com uma serial killer! Isso mesmo, a assassina é uma mulher! E o mocinho é o detetive Archie, que foi sequestrado e quase morto por Gretchen e o único que conseguiu pegá-la. Porém, a vida dos dois nunca mais foi a mesma depois de se conhecerem. Ambos entram em uma teia de vícios, dependência, sedução e muito mistério.

No meio disso tudo, outros personagens completam a trama: seu amigo e também policial Henry, uma jornalista cheia de traumas chamada Suzan e a ex-mulher de Archie, Debby, que afirma que seu marido tornou-se uma outra pessoa depois de ver Gretchen pela primeira vez.


A trama prende a atenção do início ao fim e a gente até perde o fôlego em alguns momentos. Ok, tem violência, mas o suficiente para tornar o livro empolgante e único. Outro ponto positivo dessa trilogia é que há sempre um acontecimento central em cada livro, que confere início, meio e fim à história. Por mais que ela continue com os mesmos personagens no livro seguinte e com a mesma história macro, há particularidade que começam e terminam na mesma obra, deixando a gente com vontade de ler o próximo mas sem aquela sensação de que o livro terminou cedo demais.

Sobre a Autora

Chelsea Cain nasceu em 1972 e viveu os primeiros anos de vida numa comunidade hippie no Iowa, passando a juventude em Bellingham (Washington), nos EUA. Actualmente, vive em Portland, no estado de Oregon, com a sua família. Cain foi nomeada uma das quatro autoras sensação do Outono de 2007 pela Entertainment Weekly. Beleza Assassina foi considerado Amazon’s Mystery/Thriller of the Year em 2007 e recebeu a distinção New York Times Book Review – editor’s choice.

Fonte: Skoob

terça-feira, 8 de abril de 2014

Não conte a ninguém - Harlan Coben - Ed. Arqueiro




Começo essa resenha De Não conte a Ninguém - o segundo livro de Harlan que li - falando sobre a capa. Achei muito legal a imagem conseguir transmitir o mistério que traz a história e mostrar o tal do lago, tão abordado na trama.

Há pouco tempo tinha lido Desaparecido para Sempre e gostei tanto que pensei: preciso ler outro livro do autor para ver se ele mantém a qualidade nas suas demais obras. E como mantém! 


Não conte a ninguém traz o mesmo estilo de criar suspense atrás de suspense e depois ir desvendando tudo aos poucos, para então trazer ainda mais mistérios à trama. E eles se encaixam tão bem e são tão bem amarrados que você simplesmente não consegue parar de ler até chegar à última linha. Como se não bastasse, o final do livro traz uma revelação ainda mais bombástica que todo o resto. Não tenho outra palavra para dizer que não seja: sen-sa-cio-nal. 

Não é à toa que Harlan Coben está lotado de prêmios. Realmente, ele merece cada um deles. Que imaginação privilegiada!

E o melhor dos livros dele é que esses mistérios, quando desvendados, não são NADA forçados. Não ficam parecendo motivos inventados só para dar sentido à história. Eles são tão bem amarrados e fazem tanto sentido que poderiam acontecer na "vida real". Ainda mais esse livro, que conta a história de um amor tão forte capaz de vencer a morte. Os protagonistas -
David Beck e Elizabeth - se conheceram aos 7 anos de idade e, desde então, viviam grudados feito unha e carne. Na adolescência apaixonaram-se, namoraram e casaram. Quem não conhece um casal assim? Eu conheço!!

Até que Elizabeth morre depois que o casal é atacado por um serial killer. David sobrevive, mas 8 anos depois, ainda não superou a perda da esposa nem conseguiu esquecê-la. Até que, no dia em que eles completariam mais um aniversário juntos, ele recebe uma mensagem que só ela poderia ter mandado. Daí pra frente, o mundo de David vira de cabeça pra baixo. E é aí que a história se desenrola. Ficou curioso? Compra já! Vale a pena, garanto!

Entre Não Conte a Ninguém e
Desaparecido para Sempre, eu particularmente gostei mais do segundo. Mas é questão de gosto mesmo, porque a qualidade de ambos é inquestionável. 


Sobre o Autor

Harlan Coben (nascido em 4 de Janeiro de 1962) é um autor americano de livros do gênero "mistério", onde muitas vezes suas histórias envolvem casos de eventos não resolvidos no passado, como homicídios e acidentes fatais, onde até o fim do livro ocorrem diversas reviravoltas.

Coben estava em seu último ano na faculdade, quando ele percebeu que queria escrever. Seu primeiro livro foi aceito quando ele tinha vinte e seis anos, mas depois de publicar dois suspenses independente na década de 1990  (Play Dead em 1990 e Cure Miracle em 1991),  ele decidiu por uma mudança de direção e começou uma série com seu personagem Myron Bolitar. 


Os livros que compõem a série conta a história de um ex- jogador de basquete que virou agente desportivo (Bolitar), que investiga crimes envolvendo seus clientes. Coben ganhou um prêmio Edgar, um prêmio Shamus e um prêmio Anthony. Ele foi o primeiro escritor a ter recebido todos os três. Hoje, ele vive em Ridgewood, Nova Jersey com sua esposa e seus quatro filhos.

Fonte: Wikipedia

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Lua de Mel - James Patterson - Ed. Arqueiro


Apesar de ser um autor bem famoso com diversas publicações, esse foi o primeiro livro de James Patterson que li. E gostei. Bem escrito, o thriller vai prendendo nossa atenção e, quando percebemos, estamos lendo há horas, loucos para saber o que acontecerá em seguida. Os personagens são misteriosos, o desenrolar da trama tem várias surpresas inesperadas e o desfecho é metade previsível, metade surpresa, mas a parte da surpresa, na minha opinião, deixou furos no enredo.

De um modo geral, não é um livro inesquecível, mas é uma obra que vale a pena. Classificaria como mediana.

Lua de Mel conta a história de Nora, uma mulher rica, atraente, inteligente e extremamente fria, que vê nos homens quer conquista oportunidade de conseguir ainda mais poder. Ela faz o tipo viúva negra. Sentimentos genuínos pelos homens não fazem parte da sua vida, até que ela conhece um homem que desperta nelas sentimentos desconhecidos. Pela primeira vez, o que ela sentia não era falso, não era premeditado. O problema é que esse homem é um agende disfarçado do FBI. Daí pra frente, muita adrenalina e ação tomam conta da história.

Acho que a relação extra emprego de O`Hara e Susan era pra ser uma surpresa, mas eu saquei logo no começo. Faltou perspicácia para esconder mais o fato e surpreender o leitor.

Apesar de ter vibrado com o final, acho que o enredo ficou com várias brechas e furos que deveriam ter sido melhor explicados.

Vou dar exemplos abaixo, mas NÃO CONTINUE SE VOCÊ AINDA NÃO LEU O LIVRO.

Por exemplo: a irmã de Connor, que é quem mata Nora no fim das contas. Como ela desconfiou de Nora? No livro ela menciona que seguiu a noiva de seu irmão por muito tempo, mas e daí?

Outro fato jogado é a substância que matou Nora. Entendo que a irmã de Connor tenha feito Nora morrer provando do próprio veneno, mas as vítimas da assassina ingeriam duas substâncias que, combinadas, levava à morte. Nora morreu tomando uma só. O que ela tomou? Qual a reação da substância em seu organismo?
Não sei você, mas eu fiquei bem curiosa para ter essas respostas. E aí o livro acabou. Humpf.

Sobre o Autor


Depois que Patterson se aposentou da publicidade em 1996, dedicou seu tempo à escrita de romances. A maioria dos romances giram em torno de seu personagem Alex Cross, um psicólogo forense, que anteriormente trabalhou no Departamento de Polícia de Washington e no FBI, mas que agora trabalha como consultor de psicologia para o governo. Os livros com o personagem Alex Cross são seus romances mais populares e mais vendidos das séries de detetive dos Estados Unidos nos últimos dez anos.

Patterson escreveu 130 livros em 38 anos. Seus romances estiveram 19 vezes consecutivas como Best-Sellers, segundo o jornal The New York Times, e detém o recorde do jornal The New York Times por ter os títulos de ficção de capa dura mais vendido por um único autor, num total de 63, que é também um recorde mundial. 

Seus romances representam um em cada 17 romances de capa dura vendidos nos Estados Unidos e nos últimos anos seus romances já venderam mais cópias do que os de Stephen King, John Grisham e Dan Brown juntos.

Fonte: Wikipedia.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Desaparecido para Sempre - Harlan Coben - Ed. Arqueiro



Se o livro que você leu ou que você viu para vender com esse título não tiver essa capa, não se assuste. Esse livro tem uma cacetada de capas por aí. O meu tem essa capa aí, que achei legal por transmitir mistério, que é a característica principal do livro, mas que seria melhor se ficasse claro que esse lugar é um cemitério.

Esse é o primeiro livro do renomado Harlan Coben que leio. E, preciso dizer, se todos os livros dele tiverem essa pegada, vou virar fã!


Mas, vamos ao que interessa: a história! E que história, meldels! Quando você já está sem fôlego com o desenrolar de um mistério, outro mais cabeludo ainda é adicionado. Notei que o livro era realmente bom no momento em que me peguei levando-o até para fazer xixi. Ops, ok, vamos parar de contar intimidades. O mistério que leva a muitos outros e só cresce durante o livro começa com a mãe de Will Klein, o protagonista, em seu leito de morte, falando uma frase que ele torceu para ouvir nos últimos 11 anos: seu irmão, seu herói, que desapareceu após ser acusado de matar e estuprar uma vizinha (e ex namorada de Will) estava vivo. E era inocente.

Como ela sabia disso? Onde estava Ken? Ela já não poderia mais responder, mas Will precisava descobrir, sua sanidade dependia disso. No meio disso tudo, a namorada de Will há um ano (que foi a única que o fez esquecer o amor por sua ex assassinada) desaparece sem deixar pistas, só um bilhete com a frase "te amarei para sempre". E a frase do livro que resume bem toda a história é:
"No fim, a mais desagradável das verdades é preferível à mais bela mentira".

Se você quer perder a respiração e, no fim, falar: N-Ã-O A-C-R-E-D-I-T-O, compre "djá" este livro! Eu já tratei de adquirir Não Conte a Ninguém, outra obra do autor, para ver se ele é bom assim em toooodos os livros que escreve.


Sobre o Autor

Harlan Coben (nascido em 4 de Janeiro de 1962) é um autor americano de livros do gênero "mistério", onde muitas vezes suas histórias envolvem casos de eventos não resolvidos no passado, como homicídios e acidentes fatais, onde até o fim do livro ocorrem diversas reviravoltas.

Coben estava em seu último ano na faculdade, quando ele percebeu que queria escrever. Seu primeiro livro foi aceito quando ele tinha vinte e seis anos, mas depois de publicar dois suspenses independente na década de 1990  (Play Dead em 1990 e Cure Miracle em 1991),  ele decidiu por uma mudança de direção e começou uma série com seu personagem Myron Bolitar. 


Os livros que compõem a série conta a história de um ex- jogador de basquete que virou agente desportivo (Bolitar), que investiga crimes envolvendo seus clientes. Coben ganhou um prêmio Edgar, um prêmio Shamus e um prêmio Anthony. Ele foi o primeiro escritor a ter recebido todos os três. Hoje, ele vive em Ridgewood, Nova Jersey com sua esposa e seus quatro filhos.

Fonte: Wikipedia



sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A Menina que Brincava com Fogo - Stieg Larsson - Ed. Companhia das Letras




Uns bons meses depois de ter lido Os Homens que não Amavam as Mulheres resolvi terminar a trilogia Millenium e parti para o segundo livro: A Menina que Brincava com Fogo, com suas 608 páginas. Eu estava bem atarefada na época e acabei demorando 15 dias para terminar o livro, mas a história é tão boa que na sequência já comecei o terceiro. A resenha do primeiro livro você confere aqui

Nesta obra, o foco principal sai de Mikael Blomkvist e passa a se concentrar quase que totalmente em Lisbeth Salander. O começo do livro, assim como aconteceu no primeiro, pareceu-me um pouco arrastado, como se a história demorasse para engrenar. Se você está passando por isso, não desista, pois te garanto que ela engrena. =)

A história começa com
Mikael tentando aproximação com Lisbeth e ela ignorando-o completamente. Você sofre junto com ele e fica com dó da rejeição, torcendo para que os dois conversem e voltem a formar a dupla do primeiro livro, por mais que eles não combinem em absolutamente nada. Novos personagens entram de cabeça na trama, como Zala - um assassino e ex espião russo - e Miriam Wu - uma amante ocasional e amiga de Lisbeth.

Nesse livro, será possível começar a conhecer todo o passado da personagem e entender os motivos pelos quais ela é tão reservada e desconfiada. Quando essas revelações começam a tomar corpo, você simplesmente não vai conseguir parar de ler. Quer apostar? 

Larsson se mostrou num mestre na arte de deixar o suspense no ar para depois surpreender o leitor. Em A Menina que Brincava com Fogo, nada é o que parece ser. A gente pensa mil coisas, tem plena certeza de que sua irmã gêmea vai aparecer na história e dar uma reviravolta em tudo. Quando acaba o livro, porém, a gente vê que nada disso aconteceu, mas várias outras situações que a gente não imaginava foram desvendadas. O livro é digno de um "uau!" em vários momentos.

Perto do fim do livro, um grande segredo é revelado e, obviamente, assim que acabei o segundo fui correndo pegar o terceiro para começar. Fiquei tão envolvida com a história que fui atrás do filme para assistir. Adorei!!! Lisbeth ficou bem parecida e Mikael também. Agora quero ver os filmes correspondentes aos dois outros livros da trilogia. Confiram o trailer de Os Homens que não Amavam as Mulheres, lançado em 2012.


Sobre o Autor

Karl Stig-Erland Larsson (Skelleftehamn, 15 de agosto de 1954 — Estocolmo, 9 de novembro de 2004), mais conhecido como Stieg Larsson, foi um jornalista e escritor sueco. Destacou-se no cenário internacional pela trilogia Millennium, de sua autoria e lançada postumamente. A Trilogia foi um sucesso de crítica e de público em todos os países em que foi lançada. Em seu país de origem, Suécia, uma em cada quatro pessoas leu pelo menos um exemplar da série.

Larsson viveu boa parte de sua vida na cidade de Estocolmo, tendo trabalhado no campo do jornalismo e sido pesquisador independente do extremismo político em seu país.

Fonte: Wikipedia

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A Rainha do Castelo de Ar - Stieg Larsson - Ed. Companhia das Letras


No fim de 2013, foi questão de honra terminar a trilogia Millenium antes da virada do ano. Com suas 688 páginas e na loucura total para finalizar os projetos pendentes da minha empresa, levei uns 20 dias para ler a obra, mas quando terminei sabia que ia sentir falta dessa trama tão bem elaborada e cheia de surpresas. Certamente essa trilogia foi um dos melhores thrillers que já li.

Neste terceiro livro, Mikael faz de tudo para provar que Lisbeth sofreu a vida toda por conta de ser filha de quem é, ao mesmo tempo em que tenta provar a inocência da amiga, acusada de triplo assassinato. Mesmo internada num hospital para se recuperar de um ataque que quase a matou, Lisbeth consegue meios para se agilizar e desmascarar quem tem culpa no cartório. 

Cheio de surpresas e revelações, o último livro não deixa a desejar e termina de um jeito bem fofo. Depois de ler a última linha, respirei fundo e curti aquela sensação ótima de terminar algo que realmente valeu a pena. 

Um ponto negativo deste livro (assim como do primeiro) é a quantidade de personagens secundários. É tanto nome que eu acabava me perdendo e ficava na dúvida de quem era quem, principalmente em relação aos membros da Seção.

Confira a resenha do primeiro e do segundo livros.


Sobre o Autor

Karl Stig-Erland Larsson (Skelleftehamn, 15 de agosto de 1954 — Estocolmo, 9 de novembro de 2004), mais conhecido como Stieg Larsson, foi um jornalista e escritor sueco. Destacou-se no cenário internacional pela trilogia Millennium, de sua autoria e lançada postumamente. A Trilogia foi um sucesso de crítica e de público em todos os países em que foi lançada. Em seu país de origem, Suécia, uma em cada quatro pessoas leu pelo menos um exemplar da série.

Larsson viveu boa parte de sua vida na cidade de Estocolmo, tendo trabalhado no campo do jornalismo e sido pesquisador independente do extremismo político em seu país.

Fonte: Wikipedia