O livro é uma carta aberta que revela toda a coragem da muçulmana e lésbica Irshad Manji, inteligente o suficiente para ler o Alcorão e interpretá-lo de maneira lógica e longe do fanatismo e da cegueira que parece pairar sobre seus semelhantes. Com sinceridade e acidez, a autora revela todas as injustiças e condutas duvidosas praticadas supostamente em nome do Islã. A condição das mulheres é um tema bastante abordado no livro. Bem escrito, o livro é uma ótima referência para quem quer de conhecer melhor os fundamentos do islamismo e ter esclarecimentos sobre a guerra entre palestinos e israelenses.
Como ela cita muitas vezes a realidade dos muçukmanos no Canadá, local onde mora, bem como detalhes aprofundados do Islã, algumas vezes a leitura, para mim, ficou meio cansativa, porque o livro não foi feito pensando nos estrangeiros que vivem de modo completamente diferente daquela realidade. Para nós, acho que o livro poderia ter sido escrito com outra abordagem e dando mais relevância a fatos que, no livro, foram tratados de forma superficial.
Eu me interesso particularmente por livros que tratam da vida dos muçulmanos, principalmente da vida das mulheres. Já li um monte deles e tenho mais um monte na fila. Talvez por ser um livro que junta linguagem jornalística com dados biográficos, o livro traz muitas informações relevantes, mas não tem o apelo emocional que encontrei em outras publicações.
Sobre a Autora
Irshad Manji é jornalista e comentarista de rádio e televisão, escritora, conferencista e empresária de mídia. Nascida em Uganda, foi criada na costa oeste do Canadá. Produziu e apresentou o premiado programa QueerTelevision e atualmente está à frente do programa Big Ideas, além de presidir a VERB TV, um canal que está sendo criado para ajudar os jovens a serem cidadãos do mundo. Confira seu site oficial.
