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sexta-feira, 22 de maio de 2009

O Diário de Anne Frank - Ed. Record

Li o livro rapidinho, porque qualquer mulher que lembre de sua fase adolescente se identifica logo nas primeiras páginas com Anne. A cada linha a aflição aumentava e, quando ela escrevia seus sonhos e objetivos para o futuro, o aperto no peito era maior ainda.

Saber que ela tinha tantos sonhos, tanta coisa para viver e descobrir, tanto talento para escrever e tanta alegria e coragem dá ainda mais revolta quando pensamos que ela não conseguiu sobreviver ao Holocausto, assim como outros seis moradores do "Anexo".

"Anexo" era como ela chamava o esconderijo, que ficava na parte de trás de uma empresa, onde ela e mais sete judeus viveram por dois anos e meio, até a Gestapo invadir o local e prender todos os ocupantes. No prólogo do livro, há um relato sobre o destino de cada um deles. Somente o pai de Anne sobreviveu. Talvez, sua missão tenha sido mostrar para o mundo o terror vivido pelos judeus durante o Holocausto, fazendo a obra de sua filha tornar-se a maior referência mundial da Segunda Guerra.

O diário traz cartas de Anne à amiga imaginária Kitty, para quem ela conta toda a sua rotina, os ataques, assaltos, medos, anseios e sentimentos vividos durante o perído de de 12 de Junho de 1942 a 1 de Agosto de 1944. Há momentos em que ri bastante, outros de pura apreensão e outros de torcida, como quando ela fala de Peter.

É incrível ver como uma menina tão nova consegue reter a atenção dos leitores do início ao fim. Ela escreve bem e, com certeza, daria uma ótima jornalista, profissão que ela já tinha escolhido e que não pôde exercer.

O Diário foi publicado com alguns cortes de partes íntimas da família. Mas, hoje, há a última versão, completa e com fotos, que foi a que eu li. mais que um livro, um depoimento real, O Diário de Anne Frank é um documento histórico e, por isso, deve ser lido por todo mundo que tem vergonha do período nazista da história.

Documentos Históricos

Abaixo, a única filmagem existente de Anne. Ela aparece na janela olhando um casal de noivos:



Aqui, uma coletânea de fotos:



Confira o site do Instituto Anne Frank, sediado no prédio/esconderijo.

Em 3 de maio de 1957 um grupo de pessoas, incluindo Otto Frank, estabeleceram o Instituto Anne Frank com o propósito de salvar o edifício da demolição, e torná-lo acessível ao público.

Otto Frank insistiu que o propósito do instituto seria fortalecer o contato e a comunicação entre jovens de diferentes culturas, religiões e raças, em oposição à intolerância e a discriminação racial. Depois do diário de Anne Frank ter sido traduzido em outras línguas e ela tornou-se internacionalmente conhecida seu antigo esconderijo começou a atrair muitos visitantes.

Adaptação para as telas

O filme foi lançado em 1959, dirigido por George Stevens (Assim Caminha a Humanidade) e com Shelley Winters no elenco. Levou 3 Oscars e tem 180 minutos de duração, mas há uma versão com 156 minutos.

A personagem Anne Frank foi oferecida a Audrey Hepburn, que a recusou devido a dois motivos: já havia aceitado a proposta para estrelar A Flor Que Não Morreu (1959) e, por ter morado na Holanda durante a 2ª Guerra Mundial, acreditava que realizar este filme traria más lembranças de perseguições a judeus que presenciou na época.

Estou louca para ver esse filme, será que encontro em algum lugar??