Mostrando postagens com marcador filme. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filme. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Garota Exemplar - Gillian Flynn - Ed. Intrínseca


Soube do filme Garota Exemplar muito antes de ter acesso ao livro. Apesar da vontade de assistir ao filme, preferi ler o livro primeiro e, como sempre, achei-o muito melhor do que o filme. Apesar de ter demorado bastante para me ligar à história e mergulhar na trama, do meio para o final o livro me conquistou.

A autora ficou super famosa com seus suspenses e deve estar bem rhyca hoje em dia.

A história começa exatamente no dia do quinto aniversário de casamento de Nick e Amy Dunne. Um vizinho e cliente do seu bar liga para lá e informa que a porta de sua casa está escancarada. Nick acha estranho e vai até lá. Percebe, então que sua esposa simplesmente desapareceu. Ele, então, chama a polícia, mas todas as pistas e indícios levam a crer que ele é o culpado pelo desaparecimento da esposa.

O livro é cheio de mistérios e bizarrices que, apesar de estranhas, são bem possíveis de acontecer. Isso é um ponto bem positivo, pois o livro é inusitado sem ser utópico. É sarcástico, ácido e tem um final meio decepcionante, mas que combina com o todo.

Vou ler outros livros da autora para ver se ela é realmente tão talentosa quanto dizem. :)

Sobre a Autora

Gillian Flynn é jornalista e, antes de se dedicar integralmente à carreira de escritora, trabalhou por dez anos como crítica de cinema e TV para a Entertainment Weekly. Nascida na cidade de Kansas, no Missouri, e formada em jornalismo e inglês pela Universidade do Kansas, Gillian escreveu durante dois anos para uma revista de negócios na Califórnia e concluiu um mestrado em jornalismo na Northwestern University, em Chicago.

Fonte: Skoob

quinta-feira, 26 de abril de 2018

A Guardiã da minha Irmã - Jodi Picoult - Ed. Verus


A Guardiã da minha irmã é um livro que estava na minha lista de desejados há anos. Já sabia que o livro tinha virado filme, mas esperei terminar o livro para então assisti-lo. Fiz muito bem em tomar essa decisão, porque o filme chega a ser uma ofensa ao livro, de tão inferior que ele é.

O livro é sensacional! Lindo, cativante, bem escrito, bem humorado e leve, apesar do tema. Os capítulos são intercalado entre os personagens e isso dá ainda mais curiosidade de saber o que vem a seguir, porque acabamos nos apegando aos personagens, cada um a sua maneira. Esse livro me fez rir e, depois de 10 minutos, chorar copiosamente. Foi para a minha seleta lista de favoritos. 


A história conta a vida de Anna, uma pré-adolescente concebida por fertilização com o objetivo de ser 100% compatível com sua irmã, diagnosticada com um tipo agressivo de leucemia. Depois de passar a vida dentro de hospitais fazendo vários procedimentos invasivos para tentar salvar a vida de sua irmã, desde seus primeiros meses de vida, agora os pais de Anna contam com um de seus rins para salvar Kate de uma insuficiência renal que pode levá-la à morte.

Apesar de amar a irmã, Anna não aguenta mais passar por tudo isso e quer viver com seus dois rins. Por isso, procura o advogado Campbell para processar os próprios pais, pedindo emancipação médica e direito pleno sobre seu próprio corpo.


Além da história principal, que é a doença de Kate e tudo o que envolve o nascimento de sua irmã, tem ainda a história paralela que é muito inteligente também, sobre o advogado Campbell e Julia.

Se fosse para fazer uma crítica ao livro, eu ficaria um bom tempo pensando, pois não saberia nem o que falar. O livro é muito bom, mesmo! E o final é daqueles!! Vale a pena ler! Mas, o filme.....é dispensável.

Sobre a Autora

Jodi Picoult nasceu e cresceu em Long Island. Estudou Inglês e escrita criativa na Universidade de Princeton e publicou dois contos na revista Seventeen enquanto ainda era estudante. O seu espírito realista e a necessidade de pagar a renda levaram Jodi Picoult a ter uma série de empregos diferentes depois de se formar: trabalhou numa correctora, foi copywriter numa agência de publicidade, trabalhou numa editora e foi professora de inglês. Aos 38 anos é autora de onze best sellers e em 2003 foi galardoada com o New England Bookseller Award for Fiction.

Fonte: Skoob

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Eu, Christiane F., A Vida Apesar de Tudo - Christiane Vera Felscherinow - Ed. Bertrand Brasil




Fazia anos que eu tinha vontade de ler esse livro, que estava parado há tempos na minha estante. Depois de um bom tempo sem ler, retomei meu hobby preferido com ele. Tinha muitas expectativas, já que a jovem que marcou minha adolescência agora é uma mulher madura e conta, em sua biografia, detalhes do seu passado e tudo o que aconteceu depois que a história do filme termina. 

Na época em que este livro foi lançado, Christiane tinha 51 anos e estava com tantos problemas de saúde que achava que não duraria mais muito tempo. Alguns anos se passaram e ela ainda está viva, mas não sei em que situação, pois qualidade de vida ela não tinha faz tempo. As drogas podem até não matar, se o usuário tiver sorte, mas deixam outras marcas permanentes e muito tristes.

A linguagem usada e a falta de ordem dos acontecimentos deixam a desejar, mas no decorrer da leitura a gente acaba se acostumando. O livro é escrito com uma sinceridade e honestidade absurdas, às vezes até co humor, fazendo com que tenhamos uma certeza logo de cara: Christiane marca sua presença por onde passa, seja pela sua beleza, seja pelo sei jeito de ser e de levar/encarar a vida.

Ao todo, 35 anos se passaram entre o primeiro livro e este segundo, mas o tempo não foi capaz de apagar todas as consequências trazidas para a vida da autora com tanta exposição. Mas, pior do que ela conviver com tudo isso, é seu filho, hoje um jovem adulto, ter que arcar também com as consequências da vida que sua mãe decidiu levar. A parte que ela fala do filho, para mim, é a mais triste e emocionante, talvez por eu ser mãe e me identificar muito, tanto com a dor dela quanto com a dor dele.

Sobre a Autora


A própria Christiane é a autora do livro. Ela n
asceu em Hamburgo, na Alemanha, em 20 de maio de 1962. Ficou famosa ao dar o depoimento de sua vida aos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck, que, na ocasião de seu julgamento por uso de drogas, preparavam uma grande matéria sobre a juventude alemã para a revista Stern.Esse depoimento acabou sendo a base para o livro que viria a se tornar o best-seller nº 1 da Alemanha – Wir Kinder vom Bahnhof Zoo –, o qual narra a trajetória de três adolescentes que se prostituíam numa estação de metrô para poder comprar drogas. O livro foi publicado em várias línguas e, no Brasil, recebeu o título de Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída...

Fonte: Skoob

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Se eu ficar - Gayle Forman - Ed. Novo Conceito


Se eu Ficar é o primeiro livro de Gayle Forman que eu leio. Foi indicado por uma amiga (valeu, Rê!) há anos, mas fiz uma anotação mental e aqui estou eu, com os dois livros em mãos para ler! Acabei Se eu Ficar rapidinho e, pelo jeito, Para Onde eu For, que é sua continuação, é ainda mais viciante.

O que me chamou a atenção foi a originalidade da história. Mia é uma menina única, muito diferente da grande maioria das meninas da sua idade e, pior, muito diferente de todo o resto da sua família. Filha de roqueiros doidões, Mia é amante de musica clássica e uma violoncelista cheia de potencial. Mas, mesmo com toda essa diferença, Mia é muito feliz e se dá super bem com seus pais e seu irmão mais novo, Teddy. 


Mesmo não se encaixando no estereótipo de adolescente problema, Mia tem uma melhor amiga, Kim, e elas se bastam na escola. Tinham combinado de namorar só na faculdade, mas Mia e Adam, um roqueiro que tem banda e é o queridinho das meninas, acabam se apaixonando e começam um romance fofo e cheio de música no Ensino Médio.

Porém, em um dia com muita neve no Oregon, onde a história se passa, Mia e sua família sofre um grave acidente na estrada. Todos morrem, menos Mia. Ela fica em coma e seu estado é crítico, mas por alguma razão seu espírito sai do corpo e ela assiste a todos os acontecimentos de fora. Ela tem a chance de decidir se quer voltar para a sua vida, sabendo que ela não terá mais sua família, ou partir para sempre.

Não é lindo e super original? Apesar de ser um livro bem teen, eu adorei! E recomendo que você leia já tendo o Para Onde ela For, pois você vai querer começar o outro livro no momento em que este acabar. Fica a dica!

Ah!!! E antes que eu me esqueça, vale informar que esse livro virou filme! Mas, leia o livro antes, ele é muito melhor que o filme e não gostei do ator que escolheram para ser Adam. Para você ter um gostinho, assista ao trailer oficial.

Sobre a Autora

Gayle Forman começou sua carreira escrevendo para a revista Seventeen em que a maioria de seus artigos, centrada nos jovens e preocupações sociais. Mais tarde ela se tornou uma jornalista freelance para publicações como a revista Details, Jane Magazine, Glamour Magazine, The Nation, Elle Magazine e Cosmopolitan Magazine.

Em 2002, ela e seu marido Nick fizeram uma viagem ao redor do mundo. De suas viagens, ela acumulou uma riqueza de experiências e de informações que mais tarde serviu como base para seu primeiro livro, um diário de viagem que você não pode começar lá a partir daqui: um ano na margem de uma Shrinking World. Em 2007 ela publicou seu primeiro romance para jovens adultos, intitulado de Sisters In Sanity onde ela se baseia em um artigo que tinha escrito para a revista Seventeen. Seu mais recente romance If I Stay (Se eu ficar), fez Forman levar vários prêmios, entre eles o Indie Choice Award de 2010.


Fonte: Skoob


sexta-feira, 15 de maio de 2015

O lado bom da Vida - Matthew Quick - Ed. Intrínseca



O Lado bom da Vida conta a história de Pat Peoples, um ex professor com 35 anos que acaba de sair de uma instituição psiquiátrica com um único objetivo: tornar-se uma pessoa melhor física, emocional e intelectualmente para acabar com o "tempo separados", termo que ele usa para todo o tempo em que ele está longe de sua esposa, Nikki

Pat sai da instituição e vai morar com seus pais, recebendo todo o apoio de sua mãe e um tratamento um tanto quanto estranho e frio de seu pai, que não dirige a palavra a Pat durante boa parte do livro. Honestamente, o pai dele é um ogro. 

Vamos percebendo, no decorrer do livro, que Pat era bem parecido com o pai antes de começar seu tratamento. Ele conta várias histórias de momentos de seu casamento com Nikki em que ele tinha atitudes estúpidas, machistas e bizarras em relação à esposa. Só que Pat parecia não conhecer a máxima "quem não dá assistência, abre concorrência" e teve um surto assassino quando pegou sua esposa tomando banho ao som de Kenny G. com seu amante dentro de sua própria casa. Foi então que ele partiu pra cima do homem, bateu nele quase até a morte e, então, foi internado. Só que ele não lembra de nada disso e endeusa sua esposa, acreditando piamente que eles só estão separados enquanto Pat fica bom. Ele nem se lembra que ficou internado por mais de 4 anos e ainda acha que tem 30.

Viciado em exercícios físicos, Pat tenta recomeçar a vida acreditando sempre no lado bom das coisas e no positivismo como arma para o sucesso.

Achei o livro mediano porque a história não me prendeu muito. Assisti à adaptação para os cinemas e achei o filme melhor e muito mais bem amarrado que o livro, com um final mil vezes mais fofo. Confiram o trailer do filme:




Sobre o Autor


Matthew Quick era professor na Filadélfia, mas decidiu largar tudo e, depois de conhecer a Amazônia peruana, viajar pela África Meridional, trilhar o caminho até o fundo nevado do Grand Canyon, reviu seus valores e, enfim, passou a dedicar todo seu tempo à escrita.

Ele, então, fez MFA em Creative Writing pelo Goddard College e voltou para a Filadélfia, onde mora com a esposa.

Fonte: Skoob

quinta-feira, 19 de março de 2015

Livro que virou filme: Não conte a Ninguém

Para mim, Harlan Coben é um mestre na arte de contar histórias surpreendentes. Você simplesmente não consegue adivinhar o final. A-d-o-r-o livros assim! Desse autor, já li Desaparecido para Sempre e Não conte a Ninguém. Adorei ambos. Há pouco tempo, porém, fiquei sabendo que Não Conte a Ninguém foi adaptado para as telas em um filme francês de 2006. 

A direção é de Guillaume Canet e o roteiro é de Guillaume Canet e Philippe Lefebvre. O longa tem 125 minutos e é tão movimentado e viciante como o livro. Dificilmente um filme consegue chegar aos pés de um livro, na minha opinião, mas Não Conte a Ninguém seguiu fielmente a história e conseguiu ser eficiente. Como eu já tinha lido o livro há um tempo, percebi que me envolvi muito com a história e fui lembrando dos detalhes aos poucos, conforme via o filme. O final foi muito bom e bem fiel ao livro. Adorei!


Por conta do tempo, não deu pra explorar muito a relação profunda de amizade do protagonista com a esposa de sua irmã e nem todos os sentimentos que o envolviam a cada mensagem misteriosa recebida por ele. Mas, no geral, o filme cumpriu muito bem o seu papel e vale a pena! Só a escolha do protagonista que eu achei péssima. Ele é um bom ator, mas é velho demais para a descrição do personagem no livro. Parece bem mais velho que a esposa.

Abaixo, confira o trailer da produção:



terça-feira, 10 de março de 2015

Livro que virou filme: 50 Tons de Cinza

Enfim, em uma pacata quarta-feira à tarde, eu e minhas duas sócias/amigas resolvemos comer uma feijoada esperta e depois assistir ao tão esperado 50 Tons de Cinza - o filme. Olha nossos ingressos na foto aí em cima! 

Eu já tinha lido depoimentos apaixonados e decepcionados. Pensei comigo mesma: não crie expectativas!! Mas, ao entrar na sala do cinema e ficar impaciente com aquele monte de trailers, percebi que a expectativa super estava ali.

Eu tenho um carinho muito especial por essa trilogia. Explico: foi por meio dela que fiquei conhecendo os romances eróticos e, de lá pra cá, foram dezenas de livros lidos desse gênero. Além disso, ele me ajudou muito a me redescobrir como mulher-além-da-mãe na minha época (tempos difíceis...) de pós parto. Depois de ler a trilogia, caiu a ficha de que eu tinha virado mãe, mas não tinha deixado de ser a mulher que sempre fui. Só precisava me reconhecer (mesmo com os 25 kg a mais), sacudir a poeira e começar a dedicar um tempo para mim. Daí pra frente, emagreci os 25 kg que tinha engordado, comecei a correr (hoje até participo de provas!) e virei fã de romances eróticos. 

O que eu posso dizer do filme, em relação ao livro, é que o livro (obviamente) é muito, muito, muito mais envolvente. Você conhece muito mais os personagens, consegue traçar um perfil muito mais completo deles e, consequentemente, entende melhor suas atitudes/dramas/crises. Para mim, a experiência foi misturada: decepcionante em alguns pontos e apaixonante em outros.

Eu curti o filme porque mostrou passagens que tinham ficado apenas a cargo da minha imaginação. Mas acredito que, para quem não leu o livro, o filme deva ser bem fraco e a relação dos protagonistas deva parecer superficial.


Continuo achando que o papel de Christian ficaria perfeito para Ian Somerhalder (suspiros), mas até que o ator escolhido, Jamie Dornan, tem seu charme. Ian é baixinho demais para o papel, mas isso daria para corrigir com efeitos de posicionamento da câmera.

Os olhos cinzas tão famosos de Grey não existiram no filme, assim como seu sorriso misterioso e olhar matador. O ator não conseguiu transmitir essas características marcantes nem de perto. Pelo contrário, achei seu sorriso bem estranho, nada sensual.

É engraçado mas, durante o filme eu olhava o rosto dele de um certo ângulo e falava: é bonito. Aí a câmera mudava de posição e eu pensava: bem marromeno! Ele tem o rosto bem assimétrico e, de perfil, ele é infinitamente mais bonito do que de frente. O corpo tá com tudo em dia, toma aí um gostinho:


Esperava que o fato de Ana morder o lábio inferior seria bem abordado no filme, e foi mesmo. A atriz que interpretou Anastacia, Dakota Johnson,  fez um tipinho muito sussurrado-sou-menina-inocente-e-princesinha-sem-personalidade no filme. Acho até que Eloise Mumford, a atriz que interpretou Kate, sua melhor amiga, ficaria melhor no papel principal. Em suma, acho que nenhum dos dois conseguiu transmitir bem a essência dos personagens do livro.

As cenas de sexo ficaram lindas e eu adorei! Só achei que o corpo de Dakota foi mil vezes mais explorado que o de Grey e, tendo em vista o público do filme, deveria ter sido o contrário, néam??? Os peitos dela apareceram mais que seu rosto, se bobear. Ela é bem bonita e tem um corpaço. Dakota arrasa!


Pelo que soube, as duas próximas adaptações vão mesmo acontecer e o contrato já foi assinado pelos atores. Mas depois ouvi falar que Jamie não quer fazer os próximos. Será que procede? 

A previsão de estreia é junho de 2016 nos EUA (dai-me paciência). Bora esperar! Eu gostei muito do primeiro livro, mais ainda do segundo e não curti o terceiro. Se os filmes forem seguir a mesma lógica, 50 Tons mais Escuros promete!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Livro que virou filme: Para Sempre



Se você leu Para Sempre e amou, talvez não goste muito do filme. Mas se, como eu, você leu Para Sempre e ficou decepcionada, o filme pode ser sua salvação!

Antes de ler o livro, esperava que a história fosse viciante e minhas expectativas estavam altas. Mas, quando comecei a ler, logo percebi que a história ia ser sem graça, morna e com alto teor religioso. Acredito que, por ser uma biografia, o autor contou os fatos exatamente como aconteceram e, como ele não tinha talento para a escrita, o resultado foi algo bem mediano. E olha que é uma história e tanto, daria um livro mega interessante se ele tivesse explorado os pontos certos.

Sabia que o livro tinha virado filme, mas achava que seria tão sem graça quanto. Em um noite de carnaval, depois de colocar o filho para dormir, liguei o notebook e procurei pelo trailer. Logo percebi que a proposta era outra e que a história do livro foi apenas uma inspiração para a película.


Fugindo dos padrões, o filme é mil vezes melhor que o livro. A história tem muito mais movimento, não é piegas, tem mistérios e reviravoltas e o final é uma graça! Raramente considero uma adaptação boa...é tão fácil a gente se decepcionar depois de ter soltado a imaginação lendo um livro....mas com Para Sempre foi o oposto. Na verdade nem dá pra considerar uma adaptação, porque tudo foi diferente, do acidente até o jeito como o casal se conheceu.

É água com açúcar? Super é! Mas perto do livro, achei o filme fofo demais!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Para Sempre Alice vai virar filme!

 

Quando uma grande amiga me disse que Para Sempre Alice viraria filme, quase desfaleci. Que felicidade! Um dos meu livros preferidos ever, falava para todo mundo que ele era perfeito para ser adaptado nos cinemas. E, pelo trailer e críticas que li, realmente é um filme imperdível, assim como o livro! Estou super ansiosa para assisti-lo! Ao que tudo indica, as interpretações são sensacionais e o elenco ficou perfeito no papel dos personagens do livro.

Alice é interpretada pela ótima Julianne Moore e seu marido, John, é interpretado por Alec Baldwin. As filhas Lydia e Anna ficaram para Kristen Stewart e Kate Bosworth, respectivamente. 






Tenho a certeza de que vou chorar litros, assim como chorei lendo o livro. Chorei de soluçar, de molhar as páginas, de ter que fechar o livro para me acalmar antes de continuar. Para sempre Alice foi um daqueles livros que eu torci muito para ter mais umas 200 páginas, de tão gostoso de ler que é. Isso porque eu li o livro quando nem era mãe ainda, agora a emoção vai ser elevada a mil, certamente! Na época me identifiquei com a dor dos filhos de Alice. Agora meu foco vai mudar e vou me colocar, fatalmente, no lugar da própria Alice! Oh God...preparando quilos de lenços em 3,2,1.

O filme começa como o livro: a renomada professora de linguística, Dra. Alice Howland (Julianne Moore), vai dar uma palestra com a qual ela já está super familiarizada e esquece de palavras no meio da oratória. Depois, perde-se pelas ruas da cidade. Inteligente, ela percebe que algo não está certo. Ela é, então,  diagnosticada com Alzheimer precoce. Daí pra frente acompanhamos como ela lida com a própria doença e como a família encara essa nova realidade e a promessa de um futuro complicado e extremamente difícil.






No Adoro Cinema tem mais detalhes e  vários traillers para assistir. :)

De acordo  com o Omelete, Para Sempre Alice teve a sua premiére no Festival de Toronto e estreia nos EUA no dia 16 de janeiro. No Brasil, o filme chega aos cinemas dia 26 de fevereiro, exatos 10 dias depois do meu 33º aniversário. Que presentão! S2


"Quando não há mais certezas possíveis, só o amor sabe o que é verdade"

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Quando Nietzsche Chorou - Irvin D Yalom - Ediouro

O livro tem uma proposta super interessante e, por isso, fiquei mega curiosa para ler. Trata-se de uma obra que conta a história do início da psicanálise e que junta dois nomes que não viveram na mesma época, como se eles tivessem se conhecido, ficado amigos e até se relacionado como paciente / médico: o Dr. Breuer (um dos pais da psicanálise) e o filósofo Fiederich Nietzsche.

A criatividade, o contexto e o desenrolar da trama são muito bem desenvolvidos na obra, mas o livro não me marcou e, em alguns momentos, até me cansou um pouco.

Porém, a pesquisa realizada em cima das características reais de cada personagem e, depois, a construção de uma realidade paralela em que esses dois personagens se encontram e convivem como se tivessem realmente se conhecido merecem destaque especial. Essas caracteristicas são tão marcantes que, depois de algumas páginas lidas, o leitor começa a acreditar realmente na proximidade das duas figuras históricas, sem saber o que é criação do autor e o que refere-se à pesquisa e a dados reais sobre ambos.

Muita gente gostou, a crítica elogiou mas, em mim, infelizmente o livro não teve o impacto que eu esperava, talvez pelo simples fato de o tema central - a psicanálise - não ser um assunto sobre o qual estudei ou com o qual trabalho. Talvez se fizesse parte mais ativa do meu dia-a-dia, o livro desempenhasse em mim um papel maior.

Não é que eu não tenha gostado do livro, eu até gostei, mas costumo dizer, a quem me pergunta, que eu "gostei médio".

Nas minhas buscas pelo oráculo - Google, o que seria dem im sem você? - encontrei uma resenha que diz exatamente o oposto da minha. Aqui, o livro recebe apenas elogios, e o fato de não ter sido presa e nem ter me envolvido tanto com a história teve o efeito inverso nesse leitor.

Mas, há uma caracteristica muito legal no livro. Por misturar muito ficção e realidade, o leitor, como mencionei a cima, acaba sem saber o que foi obra da imaginação do autor e o que foi resultado de pesquisa. Mas, no epílogo, o autor explica exatamente o que é fato e o que é ficção no seu livro. Muito bom para o leitor entender e não se sentir perdido depois que terminar a leitura.

Virou filme

O livro já virou filme há algum tempo e eu tenho muita curiosidade de assistir, para ver se o efeito é diferente do despertado pelo livro.

Assim como o livro, o filme conta a história de um encontro fictício entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (Armand Assante) e o médico Josef Breuer (Bem Cross), professor de Sigmund Freud (Jamie Elman). Nietzsche é ainda um filósofo desconhecido, pobre e com tendência suicidas. Breuer passa por uma má fase após ter se envolvido emocionalmente com uma de suas pacientes, Bertha (Michal Yannai), com quem cria uma obsessão sexual e fica completamente atormentado.

O filme tem 105 minutos de duração e é recomendado para maiores de 14 anos.

Diretor: Pinchas Perry. Elenco: Katheryn Winnick, Armand Assante, Ben Cross, Michal Yannai, Jamie Elman, Andreas Beckett, Rachel O'Meara
.

Veja o trailer do filme:




Sobre o Autor

Irvin D. Yalom (nascido em 13 de Junho de 1931) é um escritor americano. Filho de imigrantes russos, formou-se em psiquiatria na Universidade de Stanford e está há 47 anos em Stanford, é ateu.

Tornou-se conhecido quando sua obra Love's Executioner and Others Tales of Psychotherapy, publicada em 1989, alcançou a lista de livros mais vendidos nos Estados Unidos. Na mesma linha, seguiu-se Momma and the Meaning of Life (1999). Seu primeiro romance foi Quando Nietzsche Chorou (1992). Lançou também A Cura de Schopenhauer, Mentiras no divã e Os desafios da terapia.

Em Quando Nieztche chorou, Irvin Yalon romantiza a vida de Friedrich Nietzsche e Josef Breuer. Apesar dos personagens principais da trama nunca terem se conhecido (o próprio autor afirma em suas observações no final do livro), o romance é parcialmente baseado em fatos reais.

Dentre os modernos escritores, poucos têm se mostrado tão capazes de emplacar best-sellers quanto Irvin D. Yalom. Seus livros já foram vendidos em números que ascendem aos milhões e traduzidos para muitas línguas.

Psicoterapeuta por formação, seus livros estão sempre relacionados à psicologia e, por conseqüência, à mente e às idéias. No Brasil, teve destaque apenas quando saiu por aqui seu primeiro romance: Quando Nietzsche Chorou.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Reunion in Barsaloi - Corinne Hoffmann - Independent Publishers Group

Esse livro é o útimo da trilogia escrita por Corinne Hofmann.
Antes de ler essa resenha, seria legal ler sobre A Massai Branca e Back from Africa, sobre os quais já escrevi as respectivas resenhas.

Reunião em Barsaloi é lindo e, para quem acompanhou os dois primeiros livros de maneira intensa e completamente mergulhada e envolvida na história, como eu, saber como foi o reencontro
de Corinne com o homem de quem ela havia fugido há 14 anos, com sus filha bebê nos braços, foi emocionante demais.

Esse homem despertou em Corinne uma paixão arrebatadora, que fez com que ela passasse de turista a integrante de uma tribo massai,
ultrapassasse obstáculos que eu já mais teria conseguido viver e, ainda, sobreviver a 5 malárias. Tudo em nome do amor que sentia por ele e, depois, por sua sogra, que sempre despertou um sentimento muito forte em Corinne e que fez render a parte mais emocionante desse último livro, na minha opinião. O momento do encontro das duas e o medo que Corinne sentia de ser rejeitada pela sogra devido à sua fuga no passado deu uma pitada de tensão e de emoção especiais oa livro.

Pena que, além de não conseguirem se comunicar direito (Corinne não sabia falar a língua deles e o inglês, para Lektinga, era quase desconhecido) outros problemas obrigaram Corinne a desistir da história que ambos construíram com tanto sacrifício (se bem que o sacrifício foi infinitamente maior para Corinne, que abandonou sua família, sua carreira e tudo o que tinha em seu país para mergulhar na cultura de seu amado).

É ficção?

Lendo isso, sei que a história parece um livro de ficção muito bem amarrado. Mas, pasmem: a história é real. Trata-se de uma biografia IMPERDÍVEL.

Há uma parte do livro indignante, que mostra como há pessoas más no mundo, que pensam apenas em criar discórdia. Apesar de o turismo por lá ter aumentado muito depois do lançamento de seu primeiro livro, isso também trouxe consequências desastrosas. mas você só vai descobrir quais foram quando ler o livro! :)

A notícia ruim é que só o primeiro livro da trilogia possui tradução em português. Isso é um absurdo! E como surgou uma obsessão louca em mim para saber os acontecimento pós fuga, tive que dar um jeitinho para ler as duas outras obras. Fique sabendo de tudo aqui.

E hoje?

Hoje Napirai tem 17 anos e ainda não conhece sua família africana. Acho que um dia Corinne levará a filha para conhecer o pai e a avó.

Confira a foto atual de ambas:

Sobre a Autora

Corinne Hofmann nasceu em 1960 em Frauenfeld, no cantão Thurgau, filha de mãe francesa e de pai alemão. Antes de partir para o Quénia, tinha uma loja de roupa na Suíça. Quando voltou, escreveu The White Masai (traduzido para inglês em 2005), que vendeu mais de 4 milhões de exemplares na Alemanha.

O livro foi adaptado para o cinema pela realizadora alemã Hermine Huntgeberth e estreou no Festival de Cinema de Toronto a 14 de Setembro de 2005. Corinne escreveu ainda duas continuações do primeiro livro: Back from Africa e Reunion in Barsaloi. Hoje, vive confortavelmente no Lago Lugarno com a sua filha, Napirai, de 17 anos.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Back from Africa - Corinne Hofmann - Arcadia Books

Esse é o segundo livro da trilogia sobre a qual já comentei na minha primeira resenha.

Aqui, Corinne Hofmann conta como reconstruiu sua vida depois de fugir do marido, um guerreiro massai, e voltar para seu país com um bebê nos braços. O recomeço foi difícil, a tensão também e as incertezas não paravam de atormentar sua mente. Afinal, agora ela tinha um ser que dependia totalmente dela.

Não tão emocionante como o primeiro, mas tão bem escrito quanto, Back from Africa é leitura obrigatória para quem leu e ficou apaixonada pelo primeiro livro da trilogia, como eu.

A história retrata com detalhes sua volta por cima emocional e profissionalmente, bem como mostra todo o apoio de sua família e demonstra como o afeto e o amor incondicional podem ajudar alguém a reunir forças para começar de novo. O legal nesse livro é ver que a Corinne cheia de coragem, louca por aventura e até meio inconsequente deu lugar a uma mulher com medos, inseguranças e pé no chão. E acho que essa mudança aconteceu tanto pela maturidade dos anos que se passaram quanto pelas experiências vividas. Mas, o motivo maior para essa nova postura foi, com certeza, o nascimento de sua herdeira, por quem Corinne passou a viver a partir de então.

Se eu tivesse que escolher uma palavra para resumir este livro, ela seria Recomeço. Se pudessem ser duas, seriam Coragem e Recomeço.
Sobre Corinne Hofmann

Corinne Hofmann nasceu em 1960 em Frauenfeld, no cantão Thurgau, filha de mãe francesa e de pai alemão. Antes de partir para o Quénia, tinha uma loja de roupa na Suíça. Quando voltou, escreveu The White Masai (traduzido para inglês em 2005), que vendeu mais de 4 milhões de exemplares na Alemanha.

O livro foi adaptado para o cinema pela realizadora alemã Hermine Huntgeberth e estreou no Festival de Cinema de Toronto a 14 de Setembro de 2005. Corinne escreveu ainda duas continuações do primeiro livro: Back from Africa e Reunion in Barsaloi. Hoje, vive confortavelmente no Lago Lugarno com a sua filha, Napirai, de 17 anos.

sábado, 16 de maio de 2009

Navalha na Carne - Plínio Marcos - Ed. Azougue



Levada aos palcos pela primeira vez em São Paulo, em 1967, com Walmor Chagas e Cacilda Becker, a peça ganhou mais repercussão a partir da montagem carioca, dirigida no mesmo ano por Fauzi Arap. O texto foi censurado pela ditadura militar e só pôde ser encenado 13 anos depois.

Como forma alternativa de divulgar a obra, o elenco original - Paulo Villaça, Ruthinéia de Souza e Edgard Gurgel Aranha - se reuniu com o escritor Pedro Bandeira e criou uma encenação fotográfica da peça, que foi transformada em livro.

A adaptação para livro manteve a densidade e o clima pesado da peça. Mostra, de forma nua e crua, a podridão, falta de dignidade e a pobreza que imperam no submundo da sociedade brasileira. Assim como Cidade de Deus, Central do Brasil e Trpa de Elite, cada página lida de Navalha na Carne é um tapa na cara de quem leva a vida com conforto e nem imagina essa realidade paralela, existente a pouco metros de distância da nossa casa.

A personagem principal, Neusa Suely, é uma prostituta sem o menor amor próprio, que já tem idade avançada e vende seu corpo para sobreviver. "Será que somos gente?" é a frase que mais faz pensar no livro, porque viver desse jeito é pior do que não viver. Qual nosso papel na sociedade? O livro faz refletir muito sobre isso e sobre até que ponto o ser humano se corrompe por dinheiro e vícios.

Já Wado representa a sociedade machista, cheia de preconceitos, mas que também não tem moral nenhuma para julgar e que, por isso, é facilmente desarmado ao primeiro sinal de força e enfrentamento.


Li o livro inteiro nas horas em que caminhava e fazia bicicleta na academia do meu antigo prédio, há uns 2 ou 3 anos. Lembro que o trecho que eu li no dia ficava martelando na minha cabeça por algumas horas. O livro é forte, penetra fundo no leitor. Se você procura intensidade, leia Navalha na Carne! Pena que eu não pude ver a peça na época em que foi lançada...só se assisti na encarnação passada...heheheheh

Para finalizar, reproduzo aqui o final da crítica feita por SÁBATO MAGALDI, em O Estado de São Paulo, a 12/09/1967. Apesar de se referir à peça foi, para mim, a frase que melhor define o que li:

"Navalha na Carne fere mesmo – como toda verdade lançada com indiscutível talento artístico."

No Cinema

NAVALHA NA CARNE – 1ª adaptação
Título: A Navalha na Carne
Direção: Braz Chediak
Atores: Glauce Rocha, Jece Valadão, Emiliano Queiroz, Carlos Kroebe
Fotografia: Hélio Silva
Duração: 112 minutos
Ano: 1969

NAVALHA NA CARNE – 2ª adaptação
Título: Navalha na Carne
Roteiro: Neville D`Almeida
Direção: Neville D`Almeida
Atores: Vera Fischer, Jorge Perugorría, Carlos Loffler, Isabel Fillardis, Marcelo Saback, Pedro Aguinaga, Guará Rodrigues, Rafael Molina
Fotografia: César Elias
Duração: 105 minutos
Ano: 1997

Sobre o Autor

Plínio Marcos dispensa comentários, né? Foi um dos maiores dramaturgos brasileiros de todos os tempos.

Em 1960, com 25 anos, foi para São Paulo, onde inicialmente trabalhou como camelô. Depois, trabalhou em teatro, como ator (apareceu no seriado Falcão Negro da TV Tupi de São Paulo), administrador e faz-tudo, em grupos como o Arena, a companhia de Cacilda Becker e o teatro de Nydia Lícia.

A partir de 1963, produziu textos para a TV de Vanguarda, programa da TV Tupi, onde também atuou como técnico. No ano do golpe militar, fez o roteiro do espetáculo Nossa gente, nossa música. Em 1965, conseguiu encenar Reportagem de um tempo mau, colagem de textos de vários autores, e que ficou apenas um dia em cartaz.

Em 1968, participou como ator da telenovela Beto Rockfeller, vivendo o cômico motorista Vitório. O personagem seria repetido no cinema e também na telenovela de 1973, A volta de Beto Rockfeller, com menor sucesso. Ainda nos anos 70, Plínio Marcos voltaria a investir no teatro, chegado ele mesmo a vender os ingressos na entrada das casas de espetáculo. Ao fim da peça, como a de Jesus-Homem, ele subia ao palco e conversava pessoalmente com a platéia.

Na década de 1980, época da censura, Plínio Marcos viveu sem fazer concessões, sendo intensamente produtivo e sempre norteado pela cultura popular. Escreveu nos jornais Última Hora, Diário da Noite, Guaru News, Folha de S. Paulo e Folha da Tarde e também na revista Veja, além de colaborar com diversas publicações, como Opinião, O Pasquim, Versus, Placar e outras.

Depois do fim da censura, Plínio continuou a escrever romances e peças de teatro, tanto adulto como infantil. Tornou-se palestrante, chegando a fazer 150 palestras-shows por ano, vestido de preto, portando um bastão encimado por uma cruz e com aura mística de leitor de tarô.

Plínio Marcos foi traduzido, publicado e encenado em francês, espanhol, inglês e alemão; estudado em teses de sociolingüística, semiologia, psicologia da religião, dramaturgia e filosofia, em universidades do Brasil e do exterior. Recebeu os principais prêmios nacionais em todas as atividades que abraçou em teatro, cinema, televisão e literatura, como ator, diretor, escritor e dramaturgo.

Morreu aos 64 anos, na cidade de São Paulo, por falência múltipla dos órgãos em decorrência de um derrame.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A Massai Branca - Corinne Hofmann - Ediouro

A Masai Branca, de Corinne Hofmann, é um dos livros mais envolventes e uma das biografias mais incríveis que já li.

A história real conta a saga da suíça que, durante uma viagem ao Quênia com seu namorado, apaixona-se perdidamente por um guerreiro da tribo Masai, por quem decide largar toda a sua vida no primeiro mundo, incluindo seu negócio, sua família, sua rotina, sua estabilidade e seu namorado, em nome dessa paixão avassaladora.

A certeza e a perseverança de Corinne sobre a intensidade e a veracidade desse amor faz com que ela lute com todas as suas forças em busca da felicidade.

Porém, os desafios que ela enfrenta vão além de tudo o que eu poderia imaginar. No lugar dela, sinceramente, eu teria voltado em uma semana. Além de não falarem a mesma língua e de terem costumes completamente diferentes, as condições de vida, as doenças e alimentação da tribo fazem com que Corinne passe por maus bocados, chegando inclusive à beira da morte mais de uma vez.

Beber sangue, andar quilômetros para tomar banho, não ter nada nem parecido com banheiro, sobreviver a cinco malárias e ainda ver meninas sendo mutiladas quando entram na puberdade são só alguns dos obstáculos que ela enfrenta para tentar viver esse amor.

Corinne escreve muito bem faz com que o livro, que já possui uma história capaz de aguçar a curiosidade de qualquer um, seja devorado em poucos dias pelos leitores ávidos pelos desfecho da trama, que vai ficando cada vez mais angustiante e densa.

Outro ponto forte da obra são as fotos, que dão ainda mais veracidade ao texto, assim como envolvem e aproximam o leitor da autora e dos demais personagens. Quando terminei o livro, se encontrasse Corinne do meu lado, passeando pelas ruas de São Paulo, olharia para ela e seria capaz de falar: - Oi, Corinne, e aí, tudo bem? Como vai a filhota?, como se ela fosse uma conhecida de anos e anos.

Trilogia

E, para quem pensa que a história da vida de Corinne Hofmann termina com o final de A Masai Branca, aí vai um toque importante: é uma tri-lo-gia!

Depois de escrever A Masai Branca, que vendeu milhares de exemplares no mundo inteiro, a escritora resolveu escrever um segundo livro, "Back from África", que conta a história de sua vida de volta à Suíça, o que já fez você perceber que a história de amor de Corinne terminou (já que contei isso, voucontar também que o relacionamento de Corinne e Lketinga durou cinco anos). E, depois, vem o "Reunion in Barsaloi", que conta em detalhes (e com fotos!) a visita, depois de 14 longos anos, de Corinne a sua família queniana! Os dois outros livros ainda não foram traduzidos para o português.

Sim, eu li os três!

Não, os dois últimos livros não foram lançados no Brasil ainda. E sim, eu já li os três! Uma amiga, que também ficou louca pelo primeiro livro, pediu para seu irmão, que mora na Europa, comprar os demais livros para ela. No final de 2008, durante uma visita, ela pegou os exemplares e trouxe para cá! Depois de "engolir" os dois livros, estava eu, com cara de coitada, implorando pelo empréstimo das relíquias. Li em inglês mesmo, sem dificuldades. Quando a linguagem não é técnica tudo fica mais fácil.

A Masai Branca, o filme

Com o terceiro livro, Corinne ficou mais famosa do que já era, seus livros vendem como água e muitas pessoas tornaram-se fã da autora. Daí, o convite para transformar sua história em filme foi consequência. Não assisti ao filme ainda, mas tenho certeza que, dificilmente, a riqueza de detalhes e toda a emoção dos livros conseguirão ser transmitidas no longa metragem.

Vida real

É por isso que eu adoro biografias! Procurei na google por vídeos, entrevistas e qualquer coisa que contasse um pouco mais sobre a vida de Corinne. E achei coisas muito legais! Confira a entrevista aqui.

Sobre Corinne Hofmann

Corinne Hofmann nasceu em 1960 em Frauenfeld, no cantão Thurgau, filha de mãe francesa e de pai alemão. Antes de partir para o Quénia, tinha uma loja de roupa na Suíça. Quando voltou, escreveu The White Masai (traduzido para inglês em 2005), que vendeu mais de 4 milhões de exemplares na Alemanha. O livro foi adaptado para o cinema pela realizadora alemã Hermine Huntgeberth e estreou no Festival de Cinema de Toronto a 14 de Setembro de 2005. Corinne escreveu ainda duas continuações do primeiro livro: Back from Africa e Reunion in Barsaloi. Hoje, vive confortavelmente no Lago Lugarno com a sua filha, Napirai, de 17 anos.