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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Reunion in Barsaloi - Corinne Hoffmann - Independent Publishers Group

Esse livro é o útimo da trilogia escrita por Corinne Hofmann.
Antes de ler essa resenha, seria legal ler sobre A Massai Branca e Back from Africa, sobre os quais já escrevi as respectivas resenhas.

Reunião em Barsaloi é lindo e, para quem acompanhou os dois primeiros livros de maneira intensa e completamente mergulhada e envolvida na história, como eu, saber como foi o reencontro
de Corinne com o homem de quem ela havia fugido há 14 anos, com sus filha bebê nos braços, foi emocionante demais.

Esse homem despertou em Corinne uma paixão arrebatadora, que fez com que ela passasse de turista a integrante de uma tribo massai,
ultrapassasse obstáculos que eu já mais teria conseguido viver e, ainda, sobreviver a 5 malárias. Tudo em nome do amor que sentia por ele e, depois, por sua sogra, que sempre despertou um sentimento muito forte em Corinne e que fez render a parte mais emocionante desse último livro, na minha opinião. O momento do encontro das duas e o medo que Corinne sentia de ser rejeitada pela sogra devido à sua fuga no passado deu uma pitada de tensão e de emoção especiais oa livro.

Pena que, além de não conseguirem se comunicar direito (Corinne não sabia falar a língua deles e o inglês, para Lektinga, era quase desconhecido) outros problemas obrigaram Corinne a desistir da história que ambos construíram com tanto sacrifício (se bem que o sacrifício foi infinitamente maior para Corinne, que abandonou sua família, sua carreira e tudo o que tinha em seu país para mergulhar na cultura de seu amado).

É ficção?

Lendo isso, sei que a história parece um livro de ficção muito bem amarrado. Mas, pasmem: a história é real. Trata-se de uma biografia IMPERDÍVEL.

Há uma parte do livro indignante, que mostra como há pessoas más no mundo, que pensam apenas em criar discórdia. Apesar de o turismo por lá ter aumentado muito depois do lançamento de seu primeiro livro, isso também trouxe consequências desastrosas. mas você só vai descobrir quais foram quando ler o livro! :)

A notícia ruim é que só o primeiro livro da trilogia possui tradução em português. Isso é um absurdo! E como surgou uma obsessão louca em mim para saber os acontecimento pós fuga, tive que dar um jeitinho para ler as duas outras obras. Fique sabendo de tudo aqui.

E hoje?

Hoje Napirai tem 17 anos e ainda não conhece sua família africana. Acho que um dia Corinne levará a filha para conhecer o pai e a avó.

Confira a foto atual de ambas:

Sobre a Autora

Corinne Hofmann nasceu em 1960 em Frauenfeld, no cantão Thurgau, filha de mãe francesa e de pai alemão. Antes de partir para o Quénia, tinha uma loja de roupa na Suíça. Quando voltou, escreveu The White Masai (traduzido para inglês em 2005), que vendeu mais de 4 milhões de exemplares na Alemanha.

O livro foi adaptado para o cinema pela realizadora alemã Hermine Huntgeberth e estreou no Festival de Cinema de Toronto a 14 de Setembro de 2005. Corinne escreveu ainda duas continuações do primeiro livro: Back from Africa e Reunion in Barsaloi. Hoje, vive confortavelmente no Lago Lugarno com a sua filha, Napirai, de 17 anos.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Back from Africa - Corinne Hofmann - Arcadia Books

Esse é o segundo livro da trilogia sobre a qual já comentei na minha primeira resenha.

Aqui, Corinne Hofmann conta como reconstruiu sua vida depois de fugir do marido, um guerreiro massai, e voltar para seu país com um bebê nos braços. O recomeço foi difícil, a tensão também e as incertezas não paravam de atormentar sua mente. Afinal, agora ela tinha um ser que dependia totalmente dela.

Não tão emocionante como o primeiro, mas tão bem escrito quanto, Back from Africa é leitura obrigatória para quem leu e ficou apaixonada pelo primeiro livro da trilogia, como eu.

A história retrata com detalhes sua volta por cima emocional e profissionalmente, bem como mostra todo o apoio de sua família e demonstra como o afeto e o amor incondicional podem ajudar alguém a reunir forças para começar de novo. O legal nesse livro é ver que a Corinne cheia de coragem, louca por aventura e até meio inconsequente deu lugar a uma mulher com medos, inseguranças e pé no chão. E acho que essa mudança aconteceu tanto pela maturidade dos anos que se passaram quanto pelas experiências vividas. Mas, o motivo maior para essa nova postura foi, com certeza, o nascimento de sua herdeira, por quem Corinne passou a viver a partir de então.

Se eu tivesse que escolher uma palavra para resumir este livro, ela seria Recomeço. Se pudessem ser duas, seriam Coragem e Recomeço.
Sobre Corinne Hofmann

Corinne Hofmann nasceu em 1960 em Frauenfeld, no cantão Thurgau, filha de mãe francesa e de pai alemão. Antes de partir para o Quénia, tinha uma loja de roupa na Suíça. Quando voltou, escreveu The White Masai (traduzido para inglês em 2005), que vendeu mais de 4 milhões de exemplares na Alemanha.

O livro foi adaptado para o cinema pela realizadora alemã Hermine Huntgeberth e estreou no Festival de Cinema de Toronto a 14 de Setembro de 2005. Corinne escreveu ainda duas continuações do primeiro livro: Back from Africa e Reunion in Barsaloi. Hoje, vive confortavelmente no Lago Lugarno com a sua filha, Napirai, de 17 anos.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A Massai Branca - Corinne Hofmann - Ediouro

A Masai Branca, de Corinne Hofmann, é um dos livros mais envolventes e uma das biografias mais incríveis que já li.

A história real conta a saga da suíça que, durante uma viagem ao Quênia com seu namorado, apaixona-se perdidamente por um guerreiro da tribo Masai, por quem decide largar toda a sua vida no primeiro mundo, incluindo seu negócio, sua família, sua rotina, sua estabilidade e seu namorado, em nome dessa paixão avassaladora.

A certeza e a perseverança de Corinne sobre a intensidade e a veracidade desse amor faz com que ela lute com todas as suas forças em busca da felicidade.

Porém, os desafios que ela enfrenta vão além de tudo o que eu poderia imaginar. No lugar dela, sinceramente, eu teria voltado em uma semana. Além de não falarem a mesma língua e de terem costumes completamente diferentes, as condições de vida, as doenças e alimentação da tribo fazem com que Corinne passe por maus bocados, chegando inclusive à beira da morte mais de uma vez.

Beber sangue, andar quilômetros para tomar banho, não ter nada nem parecido com banheiro, sobreviver a cinco malárias e ainda ver meninas sendo mutiladas quando entram na puberdade são só alguns dos obstáculos que ela enfrenta para tentar viver esse amor.

Corinne escreve muito bem faz com que o livro, que já possui uma história capaz de aguçar a curiosidade de qualquer um, seja devorado em poucos dias pelos leitores ávidos pelos desfecho da trama, que vai ficando cada vez mais angustiante e densa.

Outro ponto forte da obra são as fotos, que dão ainda mais veracidade ao texto, assim como envolvem e aproximam o leitor da autora e dos demais personagens. Quando terminei o livro, se encontrasse Corinne do meu lado, passeando pelas ruas de São Paulo, olharia para ela e seria capaz de falar: - Oi, Corinne, e aí, tudo bem? Como vai a filhota?, como se ela fosse uma conhecida de anos e anos.

Trilogia

E, para quem pensa que a história da vida de Corinne Hofmann termina com o final de A Masai Branca, aí vai um toque importante: é uma tri-lo-gia!

Depois de escrever A Masai Branca, que vendeu milhares de exemplares no mundo inteiro, a escritora resolveu escrever um segundo livro, "Back from África", que conta a história de sua vida de volta à Suíça, o que já fez você perceber que a história de amor de Corinne terminou (já que contei isso, voucontar também que o relacionamento de Corinne e Lketinga durou cinco anos). E, depois, vem o "Reunion in Barsaloi", que conta em detalhes (e com fotos!) a visita, depois de 14 longos anos, de Corinne a sua família queniana! Os dois outros livros ainda não foram traduzidos para o português.

Sim, eu li os três!

Não, os dois últimos livros não foram lançados no Brasil ainda. E sim, eu já li os três! Uma amiga, que também ficou louca pelo primeiro livro, pediu para seu irmão, que mora na Europa, comprar os demais livros para ela. No final de 2008, durante uma visita, ela pegou os exemplares e trouxe para cá! Depois de "engolir" os dois livros, estava eu, com cara de coitada, implorando pelo empréstimo das relíquias. Li em inglês mesmo, sem dificuldades. Quando a linguagem não é técnica tudo fica mais fácil.

A Masai Branca, o filme

Com o terceiro livro, Corinne ficou mais famosa do que já era, seus livros vendem como água e muitas pessoas tornaram-se fã da autora. Daí, o convite para transformar sua história em filme foi consequência. Não assisti ao filme ainda, mas tenho certeza que, dificilmente, a riqueza de detalhes e toda a emoção dos livros conseguirão ser transmitidas no longa metragem.

Vida real

É por isso que eu adoro biografias! Procurei na google por vídeos, entrevistas e qualquer coisa que contasse um pouco mais sobre a vida de Corinne. E achei coisas muito legais! Confira a entrevista aqui.

Sobre Corinne Hofmann

Corinne Hofmann nasceu em 1960 em Frauenfeld, no cantão Thurgau, filha de mãe francesa e de pai alemão. Antes de partir para o Quénia, tinha uma loja de roupa na Suíça. Quando voltou, escreveu The White Masai (traduzido para inglês em 2005), que vendeu mais de 4 milhões de exemplares na Alemanha. O livro foi adaptado para o cinema pela realizadora alemã Hermine Huntgeberth e estreou no Festival de Cinema de Toronto a 14 de Setembro de 2005. Corinne escreveu ainda duas continuações do primeiro livro: Back from Africa e Reunion in Barsaloi. Hoje, vive confortavelmente no Lago Lugarno com a sua filha, Napirai, de 17 anos.