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sexta-feira, 15 de maio de 2015

O lado bom da Vida - Matthew Quick - Ed. Intrínseca



O Lado bom da Vida conta a história de Pat Peoples, um ex professor com 35 anos que acaba de sair de uma instituição psiquiátrica com um único objetivo: tornar-se uma pessoa melhor física, emocional e intelectualmente para acabar com o "tempo separados", termo que ele usa para todo o tempo em que ele está longe de sua esposa, Nikki. 

Pat sai da instituição e vai morar com seus pais, recebendo todo o apoio de sua mãe e um tratamento um tanto quanto estranho e frio de seu pai, que não dirige a palavra a Pat durante boa parte do livro. Honestamente, o pai dele é um ogro. 

Vamos percebendo, no decorrer do livro, que Pat era bem parecido com o pai antes de começar seu tratamento. Ele conta várias histórias de momentos de seu casamento com Nikki em que ele tinha atitudes estúpidas, machistas e bizarras em relação à esposa. Só que Pat parecia não conhecer a máxima "quem não dá assistência, abre concorrência" e teve um surto assassino quando pegou sua esposa tomando banho ao som de Kenny G. com seu amante dentro de sua própria casa. Foi então que ele partiu pra cima do homem, bateu nele quase até a morte e, então, foi internado. Só que ele não lembra de nada disso e endeusa sua esposa, acreditando piamente que eles só estão separados enquanto Pat fica bom. Ele nem se lembra que ficou internado por mais de 4 anos e ainda acha que tem 30.

Viciado em exercícios físicos, Pat tenta recomeçar a vida acreditando sempre no lado bom das coisas e no positivismo como arma para o sucesso.

Achei o livro mediano porque a história não me prendeu muito. Assisti à adaptação para os cinemas e achei o filme melhor e muito mais bem amarrado que o livro, com um final mil vezes mais fofo. Confiram o trailer do filme:




Sobre o Autor


Matthew Quick era professor na Filadélfia, mas decidiu largar tudo e, depois de conhecer a Amazônia peruana, viajar pela África Meridional, trilhar o caminho até o fundo nevado do Grand Canyon, reviu seus valores e, enfim, passou a dedicar todo seu tempo à escrita.

Ele, então, fez MFA em Creative Writing pelo Goddard College e voltou para a Filadélfia, onde mora com a esposa.

Fonte: Skoob

quinta-feira, 19 de março de 2015

Livro que virou filme: Não conte a Ninguém

Para mim, Harlan Coben é um mestre na arte de contar histórias surpreendentes. Você simplesmente não consegue adivinhar o final. A-d-o-r-o livros assim! Desse autor, já li Desaparecido para Sempre e Não conte a Ninguém. Adorei ambos. Há pouco tempo, porém, fiquei sabendo que Não Conte a Ninguém foi adaptado para as telas em um filme francês de 2006. 

A direção é de Guillaume Canet e o roteiro é de Guillaume Canet e Philippe Lefebvre. O longa tem 125 minutos e é tão movimentado e viciante como o livro. Dificilmente um filme consegue chegar aos pés de um livro, na minha opinião, mas Não Conte a Ninguém seguiu fielmente a história e conseguiu ser eficiente. Como eu já tinha lido o livro há um tempo, percebi que me envolvi muito com a história e fui lembrando dos detalhes aos poucos, conforme via o filme. O final foi muito bom e bem fiel ao livro. Adorei!


Por conta do tempo, não deu pra explorar muito a relação profunda de amizade do protagonista com a esposa de sua irmã e nem todos os sentimentos que o envolviam a cada mensagem misteriosa recebida por ele. Mas, no geral, o filme cumpriu muito bem o seu papel e vale a pena! Só a escolha do protagonista que eu achei péssima. Ele é um bom ator, mas é velho demais para a descrição do personagem no livro. Parece bem mais velho que a esposa.

Abaixo, confira o trailer da produção:



terça-feira, 10 de março de 2015

Livro que virou filme: 50 Tons de Cinza

Enfim, em uma pacata quarta-feira à tarde, eu e minhas duas sócias/amigas resolvemos comer uma feijoada esperta e depois assistir ao tão esperado 50 Tons de Cinza - o filme. Olha nossos ingressos na foto aí em cima! 

Eu já tinha lido depoimentos apaixonados e decepcionados. Pensei comigo mesma: não crie expectativas!! Mas, ao entrar na sala do cinema e ficar impaciente com aquele monte de trailers, percebi que a expectativa super estava ali.

Eu tenho um carinho muito especial por essa trilogia. Explico: foi por meio dela que fiquei conhecendo os romances eróticos e, de lá pra cá, foram dezenas de livros lidos desse gênero. Além disso, ele me ajudou muito a me redescobrir como mulher-além-da-mãe na minha época (tempos difíceis...) de pós parto. Depois de ler a trilogia, caiu a ficha de que eu tinha virado mãe, mas não tinha deixado de ser a mulher que sempre fui. Só precisava me reconhecer (mesmo com os 25 kg a mais), sacudir a poeira e começar a dedicar um tempo para mim. Daí pra frente, emagreci os 25 kg que tinha engordado, comecei a correr (hoje até participo de provas!) e virei fã de romances eróticos. 

O que eu posso dizer do filme, em relação ao livro, é que o livro (obviamente) é muito, muito, muito mais envolvente. Você conhece muito mais os personagens, consegue traçar um perfil muito mais completo deles e, consequentemente, entende melhor suas atitudes/dramas/crises. Para mim, a experiência foi misturada: decepcionante em alguns pontos e apaixonante em outros.

Eu curti o filme porque mostrou passagens que tinham ficado apenas a cargo da minha imaginação. Mas acredito que, para quem não leu o livro, o filme deva ser bem fraco e a relação dos protagonistas deva parecer superficial.


Continuo achando que o papel de Christian ficaria perfeito para Ian Somerhalder (suspiros), mas até que o ator escolhido, Jamie Dornan, tem seu charme. Ian é baixinho demais para o papel, mas isso daria para corrigir com efeitos de posicionamento da câmera.

Os olhos cinzas tão famosos de Grey não existiram no filme, assim como seu sorriso misterioso e olhar matador. O ator não conseguiu transmitir essas características marcantes nem de perto. Pelo contrário, achei seu sorriso bem estranho, nada sensual.

É engraçado mas, durante o filme eu olhava o rosto dele de um certo ângulo e falava: é bonito. Aí a câmera mudava de posição e eu pensava: bem marromeno! Ele tem o rosto bem assimétrico e, de perfil, ele é infinitamente mais bonito do que de frente. O corpo tá com tudo em dia, toma aí um gostinho:


Esperava que o fato de Ana morder o lábio inferior seria bem abordado no filme, e foi mesmo. A atriz que interpretou Anastacia, Dakota Johnson,  fez um tipinho muito sussurrado-sou-menina-inocente-e-princesinha-sem-personalidade no filme. Acho até que Eloise Mumford, a atriz que interpretou Kate, sua melhor amiga, ficaria melhor no papel principal. Em suma, acho que nenhum dos dois conseguiu transmitir bem a essência dos personagens do livro.

As cenas de sexo ficaram lindas e eu adorei! Só achei que o corpo de Dakota foi mil vezes mais explorado que o de Grey e, tendo em vista o público do filme, deveria ter sido o contrário, néam??? Os peitos dela apareceram mais que seu rosto, se bobear. Ela é bem bonita e tem um corpaço. Dakota arrasa!


Pelo que soube, as duas próximas adaptações vão mesmo acontecer e o contrato já foi assinado pelos atores. Mas depois ouvi falar que Jamie não quer fazer os próximos. Será que procede? 

A previsão de estreia é junho de 2016 nos EUA (dai-me paciência). Bora esperar! Eu gostei muito do primeiro livro, mais ainda do segundo e não curti o terceiro. Se os filmes forem seguir a mesma lógica, 50 Tons mais Escuros promete!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Livro que virou filme: Para Sempre



Se você leu Para Sempre e amou, talvez não goste muito do filme. Mas se, como eu, você leu Para Sempre e ficou decepcionada, o filme pode ser sua salvação!

Antes de ler o livro, esperava que a história fosse viciante e minhas expectativas estavam altas. Mas, quando comecei a ler, logo percebi que a história ia ser sem graça, morna e com alto teor religioso. Acredito que, por ser uma biografia, o autor contou os fatos exatamente como aconteceram e, como ele não tinha talento para a escrita, o resultado foi algo bem mediano. E olha que é uma história e tanto, daria um livro mega interessante se ele tivesse explorado os pontos certos.

Sabia que o livro tinha virado filme, mas achava que seria tão sem graça quanto. Em um noite de carnaval, depois de colocar o filho para dormir, liguei o notebook e procurei pelo trailer. Logo percebi que a proposta era outra e que a história do livro foi apenas uma inspiração para a película.


Fugindo dos padrões, o filme é mil vezes melhor que o livro. A história tem muito mais movimento, não é piegas, tem mistérios e reviravoltas e o final é uma graça! Raramente considero uma adaptação boa...é tão fácil a gente se decepcionar depois de ter soltado a imaginação lendo um livro....mas com Para Sempre foi o oposto. Na verdade nem dá pra considerar uma adaptação, porque tudo foi diferente, do acidente até o jeito como o casal se conheceu.

É água com açúcar? Super é! Mas perto do livro, achei o filme fofo demais!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Para Sempre Alice vai virar filme!

 

Quando uma grande amiga me disse que Para Sempre Alice viraria filme, quase desfaleci. Que felicidade! Um dos meu livros preferidos ever, falava para todo mundo que ele era perfeito para ser adaptado nos cinemas. E, pelo trailer e críticas que li, realmente é um filme imperdível, assim como o livro! Estou super ansiosa para assisti-lo! Ao que tudo indica, as interpretações são sensacionais e o elenco ficou perfeito no papel dos personagens do livro.

Alice é interpretada pela ótima Julianne Moore e seu marido, John, é interpretado por Alec Baldwin. As filhas Lydia e Anna ficaram para Kristen Stewart e Kate Bosworth, respectivamente. 






Tenho a certeza de que vou chorar litros, assim como chorei lendo o livro. Chorei de soluçar, de molhar as páginas, de ter que fechar o livro para me acalmar antes de continuar. Para sempre Alice foi um daqueles livros que eu torci muito para ter mais umas 200 páginas, de tão gostoso de ler que é. Isso porque eu li o livro quando nem era mãe ainda, agora a emoção vai ser elevada a mil, certamente! Na época me identifiquei com a dor dos filhos de Alice. Agora meu foco vai mudar e vou me colocar, fatalmente, no lugar da própria Alice! Oh God...preparando quilos de lenços em 3,2,1.

O filme começa como o livro: a renomada professora de linguística, Dra. Alice Howland (Julianne Moore), vai dar uma palestra com a qual ela já está super familiarizada e esquece de palavras no meio da oratória. Depois, perde-se pelas ruas da cidade. Inteligente, ela percebe que algo não está certo. Ela é, então,  diagnosticada com Alzheimer precoce. Daí pra frente acompanhamos como ela lida com a própria doença e como a família encara essa nova realidade e a promessa de um futuro complicado e extremamente difícil.






No Adoro Cinema tem mais detalhes e  vários traillers para assistir. :)

De acordo  com o Omelete, Para Sempre Alice teve a sua premiére no Festival de Toronto e estreia nos EUA no dia 16 de janeiro. No Brasil, o filme chega aos cinemas dia 26 de fevereiro, exatos 10 dias depois do meu 33º aniversário. Que presentão! S2


"Quando não há mais certezas possíveis, só o amor sabe o que é verdade"