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quarta-feira, 20 de março de 2019

Apenas um Ano - Gayle Forman - Ed. Novo Conceito


Após ter vivido as 24 horas mais incríveis de sua vida ao lado de Willem em Apenas um Dia, Allyson e ele se separam de maneira esquisita e inexplicável, mas ela não consegue tirar o ator da cabeça nem por um segundo. Ela começa, então, uma busca incansável por ele, tanto para entender o que aconteceu quanto para continuar a viver momentos mágicos ao lado do homem que despertou tantos sentimentos novos nela.
 

Essa busca resulta em diversos desencontros, decepções e ironias do destino. Mas são tantas desventuras que já estava até me dando nos nervos. Passei o livro todo com uma super expectativa e, no fim, elas não foram atendidas. Fiquei mega decepcionada. Mas não é que o livro seja ruim, ele só não me tocou como o primeiro. 

Achei que dava pra ter mais umas 100 páginas com a continuação, porque foi exatamente para saber o que ia acontecer que passamos por toooooodas os desencontros do livro inteiro. Aí, quando chega no ápice, o livro acaba. Oi?? Fiquei com um gosto amargo de quero mais. Realmente rolou uma leve decepção. Será que vai rolar uma continuação?

Sobre a Autora

Gayle Forman começou sua carreira escrevendo para a revista Seventeen em que a maioria de seus artigos, centrada nos jovens e preocupações sociais. Mais tarde ela se tornou uma jornalista freelance para publicações como a revista Details, Jane Magazine, Glamour Magazine, The Nation, Elle Magazine e Cosmopolitan Magazine.

Em 2002, ela e seu marido Nick fizeram uma viagem ao redor do mundo. De suas viagens, ela acumulou uma riqueza de experiências e de informações que mais tarde serviu como base para seu primeiro livro, um diário de viagem que você não pode começar lá a partir daqui: um ano na margem de uma Shrinking World. Em 2007 ela publicou seu primeiro romance para jovens adultos, intitulado de Sisters In Sanity onde ela se baseia em um artigo que tinha escrito para a revista Seventeen. Seu mais recente romance If I Stay (Se eu ficar), fez Forman levar vários prêmios, entre eles o Indie Choice Award de 2010.


Fonte: Skoob

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Apenas um Dia - Gayle Forman - Ed. Novo Conceito

Depois de ler Se eu Ficar e Para Onde ela Foi, livros MARAVILHOSOS que foram para a minha seleta lista de favoritos, fiquei com vontade de ler todos o livros da autora, loucamente.

Fui então para os Apenas um dia e Apenas Um Ano. Hoje vamos falar do primeiro deles: Apenas um Dia.

A história é mega original e conta a aventura de amor vivida por
Allyson Healey, uma garota toda certinha, e Willem, um ator sem lenço nem documento. Allyson viaja para a Europa para fazer um curso de extensão e lá conhece o ator, que a convida para ir até Paris passar 24 horas mágicas com ele, antes de ela ir embora e voltar para a sua vida de sempre. E ela, que nunca fez uma loucura na vida, surpreende a si mesma e a sua melhor amiga e vai! Eles vivem momentos mágicos e esse dia transforma sua vida.

O livro é muito legal, mas a história não me prendeu muito, se formos comparar com os primeiros livros da autora que eu li. Independente disso, achei que a leitura super valeu a pena, e fui direto começa a leitura de Apenas um Ano.


Sobre a Autora

Gayle Forman começou sua carreira escrevendo para a revista Seventeen em que a maioria de seus artigos, centrada nos jovens e preocupações sociais. Mais tarde ela se tornou uma jornalista freelance para publicações como a revista Details, Jane Magazine, Glamour Magazine, The Nation, Elle Magazine e Cosmopolitan Magazine.

Em 2002, ela e seu marido Nick fizeram uma viagem ao redor do mundo. De suas viagens, ela acumulou uma riqueza de experiências e de informações que mais tarde serviu como base para seu primeiro livro, um diário de viagem que você não pode começar lá a partir daqui: um ano na margem de uma Shrinking World. Em 2007 ela publicou seu primeiro romance para jovens adultos, intitulado de Sisters In Sanity onde ela se baseia em um artigo que tinha escrito para a revista Seventeen. Seu mais recente romance If I Stay (Se eu ficar), fez Forman levar vários prêmios, entre eles o Indie Choice Award de 2010.


Fonte: Skoob

sábado, 16 de maio de 2009

Navalha na Carne - Plínio Marcos - Ed. Azougue



Levada aos palcos pela primeira vez em São Paulo, em 1967, com Walmor Chagas e Cacilda Becker, a peça ganhou mais repercussão a partir da montagem carioca, dirigida no mesmo ano por Fauzi Arap. O texto foi censurado pela ditadura militar e só pôde ser encenado 13 anos depois.

Como forma alternativa de divulgar a obra, o elenco original - Paulo Villaça, Ruthinéia de Souza e Edgard Gurgel Aranha - se reuniu com o escritor Pedro Bandeira e criou uma encenação fotográfica da peça, que foi transformada em livro.

A adaptação para livro manteve a densidade e o clima pesado da peça. Mostra, de forma nua e crua, a podridão, falta de dignidade e a pobreza que imperam no submundo da sociedade brasileira. Assim como Cidade de Deus, Central do Brasil e Trpa de Elite, cada página lida de Navalha na Carne é um tapa na cara de quem leva a vida com conforto e nem imagina essa realidade paralela, existente a pouco metros de distância da nossa casa.

A personagem principal, Neusa Suely, é uma prostituta sem o menor amor próprio, que já tem idade avançada e vende seu corpo para sobreviver. "Será que somos gente?" é a frase que mais faz pensar no livro, porque viver desse jeito é pior do que não viver. Qual nosso papel na sociedade? O livro faz refletir muito sobre isso e sobre até que ponto o ser humano se corrompe por dinheiro e vícios.

Já Wado representa a sociedade machista, cheia de preconceitos, mas que também não tem moral nenhuma para julgar e que, por isso, é facilmente desarmado ao primeiro sinal de força e enfrentamento.


Li o livro inteiro nas horas em que caminhava e fazia bicicleta na academia do meu antigo prédio, há uns 2 ou 3 anos. Lembro que o trecho que eu li no dia ficava martelando na minha cabeça por algumas horas. O livro é forte, penetra fundo no leitor. Se você procura intensidade, leia Navalha na Carne! Pena que eu não pude ver a peça na época em que foi lançada...só se assisti na encarnação passada...heheheheh

Para finalizar, reproduzo aqui o final da crítica feita por SÁBATO MAGALDI, em O Estado de São Paulo, a 12/09/1967. Apesar de se referir à peça foi, para mim, a frase que melhor define o que li:

"Navalha na Carne fere mesmo – como toda verdade lançada com indiscutível talento artístico."

No Cinema

NAVALHA NA CARNE – 1ª adaptação
Título: A Navalha na Carne
Direção: Braz Chediak
Atores: Glauce Rocha, Jece Valadão, Emiliano Queiroz, Carlos Kroebe
Fotografia: Hélio Silva
Duração: 112 minutos
Ano: 1969

NAVALHA NA CARNE – 2ª adaptação
Título: Navalha na Carne
Roteiro: Neville D`Almeida
Direção: Neville D`Almeida
Atores: Vera Fischer, Jorge Perugorría, Carlos Loffler, Isabel Fillardis, Marcelo Saback, Pedro Aguinaga, Guará Rodrigues, Rafael Molina
Fotografia: César Elias
Duração: 105 minutos
Ano: 1997

Sobre o Autor

Plínio Marcos dispensa comentários, né? Foi um dos maiores dramaturgos brasileiros de todos os tempos.

Em 1960, com 25 anos, foi para São Paulo, onde inicialmente trabalhou como camelô. Depois, trabalhou em teatro, como ator (apareceu no seriado Falcão Negro da TV Tupi de São Paulo), administrador e faz-tudo, em grupos como o Arena, a companhia de Cacilda Becker e o teatro de Nydia Lícia.

A partir de 1963, produziu textos para a TV de Vanguarda, programa da TV Tupi, onde também atuou como técnico. No ano do golpe militar, fez o roteiro do espetáculo Nossa gente, nossa música. Em 1965, conseguiu encenar Reportagem de um tempo mau, colagem de textos de vários autores, e que ficou apenas um dia em cartaz.

Em 1968, participou como ator da telenovela Beto Rockfeller, vivendo o cômico motorista Vitório. O personagem seria repetido no cinema e também na telenovela de 1973, A volta de Beto Rockfeller, com menor sucesso. Ainda nos anos 70, Plínio Marcos voltaria a investir no teatro, chegado ele mesmo a vender os ingressos na entrada das casas de espetáculo. Ao fim da peça, como a de Jesus-Homem, ele subia ao palco e conversava pessoalmente com a platéia.

Na década de 1980, época da censura, Plínio Marcos viveu sem fazer concessões, sendo intensamente produtivo e sempre norteado pela cultura popular. Escreveu nos jornais Última Hora, Diário da Noite, Guaru News, Folha de S. Paulo e Folha da Tarde e também na revista Veja, além de colaborar com diversas publicações, como Opinião, O Pasquim, Versus, Placar e outras.

Depois do fim da censura, Plínio continuou a escrever romances e peças de teatro, tanto adulto como infantil. Tornou-se palestrante, chegando a fazer 150 palestras-shows por ano, vestido de preto, portando um bastão encimado por uma cruz e com aura mística de leitor de tarô.

Plínio Marcos foi traduzido, publicado e encenado em francês, espanhol, inglês e alemão; estudado em teses de sociolingüística, semiologia, psicologia da religião, dramaturgia e filosofia, em universidades do Brasil e do exterior. Recebeu os principais prêmios nacionais em todas as atividades que abraçou em teatro, cinema, televisão e literatura, como ator, diretor, escritor e dramaturgo.

Morreu aos 64 anos, na cidade de São Paulo, por falência múltipla dos órgãos em decorrência de um derrame.