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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A Soma dos Dias - Isabel Allende - Ed. Bertrand Brasil



Depois de ter lido Paula e Cartas a Paula, que são livros autobiográficos de Isabel Allende, fiquei curiosa para ler A Soma dos Dias, outra biografia da autora. Em Paula, a história gira em torno da doença da filha e em como isso afetou a vida de Isabel e de todos que a cercavam. O livro é triste demais, profundo demais, parece que transborda amor e dor. Devia ser proibido uma mãe passar por isso na vida. A resenha de Paula pode ser lida aqui.

Já em Cartas a Paula (confira a resenha), a autora reúne algumas das cartas mais marcantes que recebeu de leitores que leram Paula e se identificaram, enviando também suas histórias. Já em A Soma dos Dias, Isabel fala de diversos assuntos, contando as passagens mais marcantes e interessantes da sua vida, entre eles a crise no casamento do filho, viagens a trabalho, aventuras com amigas e muitas outras histórias dignas de ficção.

Ao terminar o livro, pensei três coisas:
1 - Como essa mulher viveu intensamente e tem histórias ótimas para contar!
2 - Se eu chegar na idade dela com pelo menos metade das memórias surreais que ela tem, vou ter o que ficar lembrando pelo resto da vida. Porque, né, a vida sempre igual é chata e sem graça. Ter memórias de bons momentos é o maior tesouro que alguém pode carregar consigo.
3 - Como essa mulher sabe transformar um fato mais ou menos em uma história superinteressante.

A Soma dos Dias foi uma leitura super válida, mas não sei se a experiência teria sido tão positiva se eu não tivesse lido Paula previamente, fato que me fez sentir mais próxima à Isabel e mais interessada nos fatos que ela escolheu para narrar nesta obra.

Sobre a Autora

"O meticuloso exercício da escrita pode ser a nossa salvação". Essa frase de Isabel Allende, em seu livro "Paula", talvez dê uma pista sobre o significado da literatura para a escritora.

Isabel atribui seu êxito como escritora ao célebre poeta chileno Pablo Neruda, que no inverno de 1973 aconselhou-a a abandonar seu trabalho como repórter para se dedicar a escrever livros de ficção. Ela não levou muito a sério a sugestão, e demorou quase dez anos para transformar a idéia em realidade.

Seu primeiro romance, "A Casa dos Espíritos" (de 1982, adaptado ao cinema em 1993), foi bem recebido pela crítica. As crônicas familiares misturadas à política também deram o tema ao seu romance seguinte, "De amor e de sombra" (1984). Seguiram-se "Eva Luna" (1985), "Histórias de Eva Luna" (contos, 1989), "Paula" (sobre a doença e morte de sua filha, 1991), "Plano infinito" (1993), "Afrodite" (histórias e receitas afrodisíacas, 1994) e "Filhas da fortuna" (1999).

Confira o site oficial de Isabel Allende.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Cartas a Paula - Isabel Allende - Bertrand Brasil

Logo depois de terminar Paula (sobre o qual já resenhei esses dias), comecei a ler Cartas a Paula. O livro nada mais é que a seleção de algumas cartas, recebidas por Isabel Allende, que foram escritas por leitores de todo o mundo.

São depoimentos de pessoas que se identificaram tanto com o relato que decidiram entrar em contato com a escritora. Algumas pessoas apenas agradecem, outras contam casos de perda de entes queridos, outras apenas demonstram o quanto o livro as tocou.

Adorei ler Cartas a Paula, mas o livro só faz sentido se for lido após (de preferência, em um curto intervalo de tempo) a leitura de Paula.

E, para quem leu Paula, o prefácio de Cartas a Paula já vale o livro. Emocionante!


Sobre a Autora

"O meticuloso exercício da escrita pode ser a nossa salvação." Essa frase de Isabel Allende, em seu livro "Paula", talvez dê uma pista sobre o significado da literatura para a escritora.

Isabel atribui seu êxito como escritora ao célebre poeta chileno Pablo Neruda, que no inverno de 1973 aconselhou-a a abandonar seu trabalho como repórter para se dedicar a escrever livros de ficção. Ela não levou muito a sério a sugestão, e demorou quase dez anos para transformar a idéia em realidade.

Seu primeiro romance, "A Casa dos Espíritos" (de 1982, adaptado ao cinema em 1993), foi bem recebido pela crítica. As crônicas familiares misturadas à política também deram o tema ao seu romance seguinte, "De amor e de sombra" (1984). Seguiram-se "Eva Luna" (1985), "Histórias de Eva Luna" (contos, 1989), "Paula" (sobre a doença e morte de sua filha, 1991), "Plano infinito" (1993), "Afrodite" (histórias e receitas afrodisíacas, 1994) e "Filhas da fortuna" (1999).


Confira o site oficial de Isabel Allende.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Paula - Isabel Allende - Bertrand Brasil

Acabei de ler Paula ontem e não via a hora de escrever sobre o livro, aqui, para vocês. A característica mais marcante do livro é a exposição da autora, que intercala os capítulos entre a realidade da doença da filha, que definha dia a dia, com sua própria história de vida, cheia de momentos mágicos, engraçados, desastrosos, nus e crus. Tamanha coragem em abrir as janelas mais secretas da sua vida eu só tinha visto no livro O Castelo de Vidro, mas acho que Isabel Allende faz além, fala mais, fala dela, dos seus erros, dos seus defeitos, das suas pisadas de bola, como se fosse outra pessoa narrando a vida de alguém.

São quase 600 páginas de puro amor, de um mergulho na vida de outra pessoa que vai envolvendo e viciando o leitor. A gente vai conhecendo Paula aos poucos e, a cada página, lamenta mais e mais por sua condição, mas mantém uma esperança, lá no fundo, de que ela consiga sobreviver. O livro é lindo. O livro toca fundo. O livro marca a vida de quem lê. Porque amor de mãe é assim, é maior que tudo, é mais forte que a vida e que a morte.

Outro ponto forte do livro são as frases fortes e muito bem escritas de Isabel. Então, fica a dica: leia com uma caneta marca texto do lado.

Destaco uma que me tocou em especial:

"Silêncio antes de nascer. Silêncio depois da morte. A vida é puro ruído no meio de silêncios insondáveis".

A doença

Paula possuía uma doença genética chamada Porfiria. Por uma mistura de fatalidade com erro médico, ela entrou em coma e não voltou ao normal depois de algumas semanas, como os médicos previram.

A partir daí, a Isabel mãe, amante, profissional, mulher e feminista e dona de casa tornou-se só a Isabel mãe, lutando contra ela mesma e contra todas as evidências para fazer sua filha ter uma vida agradável enquanto permanecesse nesse estado estranho, em que o corpo está vivo, mas a mente e os sentidos já não pertencem mais a esse mundo. O sofrimento dela é tão bem expressado no livro que emociona por diversas vezes. Apesar de todos sabermos que o amor de mãe é o maior amor do mundo, o livro é, para mim, a melhor representação física desse amor.

Recomendo esse livro a todos, mas acredito que, para mulheres que são ou querem ser mães e para pessoas que já sofreram muito com perdas de entes queridos, a obra será de especial auxílio e garantia certa de lembranças infinitas.

Família


Além de falar de Paula, a autora fala de todos os membros de sua família, inclusive aborda bastante, em certa parte do livro, seu parentesco com Salvador Allende e como isso influenciou sua trajetória. O livro fala do exílio, da ditadura, das dificuldades financeiras, de relacionamentos fracassados. O livro fala de toda uma vida, de uma vida que merece ser contada e dividida, porque é especial. Mérito da autora, que soube dar ar de romance e transformar os acontecimentos em frases atraentes e capazes de conquistar os leitores.

Seu outro filho, Nicolás, também sobre de Porfiria, mas a doença não se manifestou nele e tudo está sob controle. No final do livro, é bonito como ela analisa que a obra ajudará as próximas gerações da família a não se descuidarem quanto essa doença.

Cartas

Isabel Allende, que já era conhecida por seus demais romances, tornou-se mundialmente famosa e uma referência para muita gente. Ainda de luto, com uma dor inconsolável, os leitores de Paula começaram a enviar cartas contando suas experiências e dividindo com ela tudo o que o livro despertou em suas mentes.

Então, Isabel decidiu publicar um outro livro, alguns anos depois, reunindo algumas dessas cartas. O livro chama-se Cartas a Paula e eu já comecei a ler em seguida! Ele é bem pequeno e, assim que terminar, escrevo aqui tudo o que senti.

Paula é lindo. Ler Paula chega a ser necessário.

Outros livros
Outro detalhe muito legal do livro é que, em diversos momentos, Isabel explica, ao falar de alguém da família ou de algum amigo que aparece na história, como alguns de seus personagens mais famosos foram criados. Em quem ela se baseou e quais características de cada pessoa real ela utilizou para montar as personalidades contidas nos seus romances.

Confira uma entrevista com Isabel Allende:



Sobre a Autora

"O meticuloso exercício da escrita pode ser a nossa salvação." Essa frase de Isabel Allende, em seu livro "Paula", talvez dê uma pista sobre o significado da literatura para a escritora.

Isabel atribui seu êxito como escritora ao célebre poeta chileno Pablo Neruda, que no inverno de 1973 aconselhou-a a abandonar seu trabalho como repórter para se dedicar a escrever livros de ficção. Ela não levou muito a sério a sugestão, e demorou quase dez anos para transformar a idéia em realidade.

Seu primeiro romance, "A Casa dos Espíritos" (de 1982, adaptado ao cinema em 1993), foi bem recebido pela crítica. As crônicas familiares misturadas à política também deram o tema ao seu romance seguinte, "De amor e de sombra" (1984). Seguiram-se "Eva Luna" (1985), "Histórias de Eva Luna" (contos, 1989), "Paula" (sobre a doença e morte de sua filha, 1991), "Plano infinito" (1993), "Afrodite" (histórias e receitas afrodisíacas, 1994) e "Filhas da fortuna" (1999).


Confira o site oficial de Isabel Allende.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Chegaram!



Chegaram!!! Depois de pedir, implorar pelos exemplares aqui, recebi ontem, embrulhadinhos,
Paula, de Isabel Allende, e Cartas a Paula.

Quero agradecer à Bertrand Brasil e dizer que, em breve, começo as leituras e publico minhas impressões!

E, para quem já leu, não esqueçam de comentar e me contar as impressões que tiveram ao ler esses livros. :)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Eu quero!!!



Li no post da Renatinha, mais especificamente no meme que eu mandei para ela (adorei ela ter respondido), que o livro que a fez chorar foi Paula, de Isabel Allende.

Procurei no google sobre o livro e fiquei obcecada, louca, desvairada de vontade de lê-lo. Aí , achei também o Cartas a Paula, que me fez ficar com a vontade duplicada.

Então, esse post é só pra dividir com vocês o meu desejo enlouquecido de ler esses dois livros. Alguém pode me ajudar?
Hein? Hein? Hein?

E, se você já leu, comente e me conte se meu precentimento está certo e se os livros são mesmo maravilhosos!