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sexta-feira, 31 de julho de 2009

A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak - Intrínseca

A Menina que Roubava Livros é uma daquelas leituras que merecem um "Poxa!!!" quando fechamos o livro, depois de terminada a última página. A menina que roubava livros roubou mesmo livros, mas também roubou sua vida da morte, narradora da história, por três vezes.

A originalidade da obra já começa por aí: uma história contada pela morte. Mas isso é só o começo.
O livro começa devagar, chega a ser cansativo e dá aquele medo de ser frustrante. Mas, ao chegar mais ou menos na metade comecei a me envolver, a querer saber o que acontecia depois, a sentir raiva, pena, amor e arrepios conforme as linhas iam passando.
E a narradora, que tememos mais do que tudo, é terna, sensível e chega a parecer um ser anjelical. No final, a sensação era completamente oposta àquela do começo da leitura. Não é à toa que está na lista dos mais vendidos.

Qual o assunto do livro?

O livro aborda a vida de Liesel, uma menininha pobre que serve como pano de fundo para um todo muito maior, uma das maiores vergonhas da humanidade: o nazismo. Conforme sua vida é contada, o tema também vai sendo abordado, com uma sutiliza que faz o leitor se surpreender e se envolver cada vez mais. Parece que as palavras foram pensadas mil vezes antes de serem escritas, para garantir as escolhas certas.


A morte impresisona-se com Liesel Meminger, que consegue tapeá-la três vezes, e decide, então, contar sua trajetória.

E mesmo com tudo o que já foi falado sobre a Segunda Guerra, seja em livros, filmes, documentários, músicas, poesias, A Menina que Roubava Livros chega com uma abordagem completamente diferente do resto.
São tantas as mensagens transmitidas no livro, que a leitura torna-se extremamente rica e incapaz de ser esquecida.

Um livro diferente. Um livro intenso. Um livro marcante. Assim é A Menina que Roubava Livros.


Para terminar, deixo uma frase da narradora e ceifadora de vidas:


“Os seres humanos me assombram”.


Agora, pense comigo, se até a Morte é assombrada pelos seres humanos....imaginem nós, pobres mortais. Vale repensar, vale refletir.

Coloquei essa frase aqui porque, quando a li, fique uns cinco minutos parada, apenas pensando nela. Reflexão: outro ponto importante que o livro desperta nos leitores.

Quando comecei o livro e soube quem narrava a história, logo fiquei curiosa para saber quando Liesel foi levada por ela. Morreu jovem? Morreu velhinha? Era imortal? Bom, para ter essa resposta, só lendo o livro... :)


Sobre o Autor


Markus Zusak tem apenas 32 anos e cresceu ouvindo histórias a respeito da Alemanha Nazista, sobre o bombardeio de Munique e sobre judeus marchando pela pequena c
idade alemã de sua mãe. Ele sempre soube que essa era uma história que ele queria contar.

"Nós temos essas imagens das marchas em fila de garotos e dos ‘Heil Hitlers‘ e essa idéia de que todos na Alemanha estavam nisso juntos. Mas ainda havia crianças rebeldes e pessoas que não seguiam as regras e pessoas que esconderam judeus e outras pessoas em suas casas. Então eis outro lado da Alemanha Nazista", disse Zusak numa entrevista com o The Sydney Morning Herald.

Aos 30 anos, Zusak já se firmou como um dos mais inovadores e poéticos romancistas dos dias de hoje. Com a publicação de A Menina que Roubava Livros, ele foi batizado como um ‘fenômeno literário‘ por críticos australianos e norte-americanos. Zusak é o autor vencedor do prêmio de quatro livros para jovens: The Underdog, Fighting Ruben Wolfe, Getting the Girl, Eu Sou o Mensageiro, receptor de um 2006 Printz Honor por excelência em literatura jovem. Markus Zusak vive em Sydney.