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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Para Sempre Alice vai virar filme!

 

Quando uma grande amiga me disse que Para Sempre Alice viraria filme, quase desfaleci. Que felicidade! Um dos meu livros preferidos ever, falava para todo mundo que ele era perfeito para ser adaptado nos cinemas. E, pelo trailer e críticas que li, realmente é um filme imperdível, assim como o livro! Estou super ansiosa para assisti-lo! Ao que tudo indica, as interpretações são sensacionais e o elenco ficou perfeito no papel dos personagens do livro.

Alice é interpretada pela ótima Julianne Moore e seu marido, John, é interpretado por Alec Baldwin. As filhas Lydia e Anna ficaram para Kristen Stewart e Kate Bosworth, respectivamente. 






Tenho a certeza de que vou chorar litros, assim como chorei lendo o livro. Chorei de soluçar, de molhar as páginas, de ter que fechar o livro para me acalmar antes de continuar. Para sempre Alice foi um daqueles livros que eu torci muito para ter mais umas 200 páginas, de tão gostoso de ler que é. Isso porque eu li o livro quando nem era mãe ainda, agora a emoção vai ser elevada a mil, certamente! Na época me identifiquei com a dor dos filhos de Alice. Agora meu foco vai mudar e vou me colocar, fatalmente, no lugar da própria Alice! Oh God...preparando quilos de lenços em 3,2,1.

O filme começa como o livro: a renomada professora de linguística, Dra. Alice Howland (Julianne Moore), vai dar uma palestra com a qual ela já está super familiarizada e esquece de palavras no meio da oratória. Depois, perde-se pelas ruas da cidade. Inteligente, ela percebe que algo não está certo. Ela é, então,  diagnosticada com Alzheimer precoce. Daí pra frente acompanhamos como ela lida com a própria doença e como a família encara essa nova realidade e a promessa de um futuro complicado e extremamente difícil.






No Adoro Cinema tem mais detalhes e  vários traillers para assistir. :)

De acordo  com o Omelete, Para Sempre Alice teve a sua premiére no Festival de Toronto e estreia nos EUA no dia 16 de janeiro. No Brasil, o filme chega aos cinemas dia 26 de fevereiro, exatos 10 dias depois do meu 33º aniversário. Que presentão! S2


"Quando não há mais certezas possíveis, só o amor sabe o que é verdade"

sábado, 4 de julho de 2009

Para Sempre Alice - Lisa Genova - Nova Fronteira

"Quando não há mais certezas possíveis, só o amor sabe o que é verdade"

Desde que li a resenha da Bia sobre o livro fiquei louca de vontade de ler. A capa, o nome e a frase que resume a obra me tocaram de uma maneira forte e diferente. Assim que o livro chegou em casa, comecei a acelerar a leitura anterior (Memórias de Minhas Putas Tristes) para terminá-la logo e começar a ler Para Sempre Alice.

Depois que li a orelha, a introdução e os agradecimentos, ritual com o qual me acostumei antes de iniciar a leitura de qualquer livro, simplesmente fui absorvida por uma vontade enorme de engolir as páginas. Li o livro em quatro dias e, quando não estava lendo, estava pensando na história, contando para os amigos ou esperando ansiosamente a hora que eu conseguiria sentar novamente e continuar a descobrir o que mais Alice estava sentindo, pensando, passando.
Antes de continuar, um aviso:
Essa resenha será bastante passional, porque eu simplesmente me apaixonei pelo livro e virei fã da autora, por sua competência, por sua pesquisa, pelo jeito com que escreve e por sua delicadeza.
Para Sempre Alice é, sim, uma história que deve ser contada e é, mais ainda, uma história que deve ser lida. Seja para conhecer mais o Mal de Alzheimer, uma doença cruel, degenerativa e sem cura - o que já é suficiente para causar uma dor arrebatadora nas pessoas que descobrem ser portadoras da doença - seja para ler uma história muito bem escrita e que toca profundamente o leitor.

Para começar a leitura...

 ...é importante saber que Alice, a personagem central da trama - a quem aprendemos a amar e por quem torcemos desde as primeiras páginas até a última linha do livro - é uma mulher de 50 anos, que começa a esquecer pequenas coisas, até perceber que essas pequenas coisas tornaram-se grandes demais para serem apenas sinais de cansaço ou rotina agitada. Então, Alice procura um médico sem contar à família, por estar acostumada a ser independente e resolver seus problemas de maneira prática e objetiva. O diagnóstico inesperado de sua doença altera para sempre sua vida e sua maneira de se relacionar com a própria família e com o mundo.

Para homens e mulheres, de maneiras diferentes 

Acho que o livro chega a ser necessário a todos aqueles que têm familiares ou conhecem alguém com o Mal de Alzheimer. A história toca pessoas de todas as idades e de ambos os sexos, mas de maneiras diferentes. Acredito que os homens se identificarão mais com John, marido de Alice, que sofre por ver sua mulher tão admirada e independente definhar e piorar a olhos vistos, ao mesmo tempo em que precisa fazer concessões em sua carreira e em suas maiores paixões para cuidar da companheira e lutar, junto com ela, por uma vida feliz, com dignidade e com o máximo de "Alice" possível.

Já para as mulheres, principalmente aquelas que trabalham e que exercem diversos papéis na sociedade - mãe, esposa, profissional, amiga, dona de casa - o livro toca porque você sente na pele - sim, comigo chegou a ser físico, de tanta dor e pesar que eu sentia enquanto lia - o que uma doença como essa pode fazer com uma pessoa. Se eu fosse diagnosticada com o Mal de Alzheimer de instalação precoce, sentiria e passaria, certamente, exatamente pelas mesmas coisas que Alice.

 

Porque é tão especial

Para mim, o livro foi tão especial porque retrata a doença do ponto de vista do paciente. Isso é uma forma esclarecedora e até revolucionária de tratar esse mal, já que, como a doença faz com que os pacientes se esqueçam de tudo, a gente só tem informações sobre os cuidadores, sobre como agir com quem possui o mal, sobre os sintomas e sobre os avanços no tratamento. E sobre quem possui a doença? E sobre o que eles passam nesse período de transição? E sobre os lapsos que ocorrem nesse processo?

As pessoas acabam esquecendo que a doença toma conta do cérebro aos poucos e simplesmente ignoram os pacientes, como se só quem cuida e convive com um portador de Alzheimer precisasse de conforto, informações e auxílio. Até piorar e esquecer as informações mais importantes de sua vida, Alice ainda lembrava-se que tinha uma carreira, que tinha uma família e que tinha Alzheimer, mas precisou decidir como criar um plano para sua vida sozinha, já que não enconotrou ajuda especializada para pacientes, só para cuidadores.

Outro ponto forte do livro é a ausência de explicações óbvias, que muitos autores insistem em fazer, mas que Lisa deixa a cargo dos leitores, sem menosprezar sua inteligência. Por exemplo, no final do livro, aparece uma personagem nova, a Carola. Ao ler algumas linhas do epílogo, fica óbvio que Alice piorou um pouco mais e que, por John não estar mais por perto a todo momento, foi preciso contratar uma pessoa para cuidar de Alice enquanto seus filhos estivessem fora de casa. Mas Lisa não diz efetivamente quem é Carola, e, para que dizer?

E um detalhe que fez com que eu admirasse ainda mais a autora foi a maneira de construir o livro, exigindo que o leitor tivesse "boa memória", exercitando-a a todo momento. Isso porque ela conta alguns casos sem muitas explicações e sem um final efetivo. E depois, muitas páginas a frente, você acaba sabendo o que realmente aconteceu por meio de um diálogo qualquer. Eu, pelo menos, identificava na hora que aquelas eram as informações que faltavam do episódio lido a pouco. Achei esse detalhe divino, tendo em vista que o livro trata de uma doença que afeta a memória. Ge-ni-al!!!

 

O Mal de Alzheimer

O Mal de Alzheimer é a forma mais comum de demência. Esta doença degenerativa, até o momento incurável, foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, de quem herdou o nome. Esta doença afeta geralmente pessoas acima dos 65 anos, embora o seu diagnóstico seja possível também em pessoas mais novas do que esta idade.

Em 2006 o número de portadores de Alzheimer diagnosticados era cerca de 26.6 milhões de pessoas no mundo inteiro.

Cada paciente de Alzheimer sofre a doença de forma única, mas existem pontos em comum, como a perda de memória. Muitas vezes os primeiros sintomas são confundidos com problemas de idade ou de stress. Quando é suspeitado o Alzheimer, o paciente é submetido a uma série de testes cognitivos.

Com o avançar da doença vão aparecendo novos sintomas como confusão, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória a longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade. As suas funções motoras começam a perder-se e o paciente acaba por morrer. Antes de se tornar totalmente aparente, o Alzheimer vai-se desenvolvendo por um período indeterminado de tempo e pode manter-se invisível durante anos. Menos de três por cento dos diagnosticados vivem mais de 40 anos depois do diagnóstico.

Vale a visita a um site muito legal que encontrei na internet sobre o assunto. Aqui você encontra depoimentos e muita informação importante. 
Sobre a AutoraLisa Genova é ph.D. em neurociência pela Universidade Harvard e escreve uma coluna virtual para a Associação Nacional de Alzheimer. Ela vive com sua família em Massachusetts. Para sempre Alice é seu primeiro livro.

Para Sempre Alice é feito, essencialmente, de pura matéria-prima humana e, por isso, ficara para sempre em minha memória. Porque tem livros que são assim, inesquecíveis. Que bom que o escolhi para ler e, agora, poderei guardá-lo na parte das memórias solidificadas do meu cérebro. :)

Para mais informações, não deixe de acessar o site oficial de Para Sempre Alice.


"De alguma forma e apesar de tudo, Alice é para sempre".