A criatividade, o contexto e o desenrolar da trama são muito bem desenvolvidos na obra, mas o livro não me marcou e, em alguns momentos, até me cansou um pouco.
Porém, a pesquisa realizada em cima das características reais de cada personagem e, depois, a construção de uma realidade paralela em que esses dois personagens se encontram e convivem como se tivessem realmente se conhecido merecem destaque especial. Essas caracteristicas são tão marcantes que, depois de algumas páginas lidas, o leitor começa a acreditar realmente na proximidade das duas figuras históricas, sem saber o que é criação do autor e o que refere-se à pesquisa e a dados reais sobre ambos.
Muita gente gostou, a crítica elogiou mas, em mim, infelizmente o livro não teve o impacto que eu esperava, talvez pelo simples fato de o tema central - a psicanálise - não ser um assunto sobre o qual estudei ou com o qual trabalho. Talvez se fizesse parte mais ativa do meu dia-a-dia, o livro desempenhasse em mim um papel maior.
Não é que eu não tenha gostado do livro, eu até gostei, mas costumo dizer, a quem me pergunta, que eu "gostei médio".
Nas minhas buscas pelo oráculo - Google, o que seria dem im sem você? - encontrei uma resenha que diz exatamente o oposto da minha. Aqui, o livro recebe apenas elogios, e o fato de não ter sido presa e nem ter me envolvido tanto com a história teve o efeito inverso nesse leitor.
Mas, há uma caracteristica muito legal no livro. Por misturar muito ficção e realidade, o leitor, como mencionei a cima, acaba sem saber o que foi obra da imaginação do autor e o que foi resultado de pesquisa. Mas, no epílogo, o autor explica exatamente o que é fato e o que é ficção no seu livro. Muito bom para o leitor entender e não se sentir perdido depois que terminar a leitura.
Virou filme
O livro já virou filme há algum tempo e eu tenho muita curiosidade de assistir, para ver se o efeito é diferente do despertado pelo livro.
Assim como o livro, o filme conta a história de um encontro fictício entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (Armand Assante) e o médico Josef Breuer (Bem Cross), professor de Sigmund Freud (Jamie Elman). Nietzsche é ainda um filósofo desconhecido, pobre e com tendência suicidas. Breuer passa por uma má fase após ter se envolvido emocionalmente com uma de suas pacientes, Bertha (Michal Yannai), com quem cria uma obsessão sexual e fica completamente atormentado.
O filme tem 105 minutos de duração e é recomendado para maiores de 14 anos.
Diretor: Pinchas Perry. Elenco: Katheryn Winnick, Armand Assante, Ben Cross, Michal Yannai, Jamie Elman, Andreas Beckett, Rachel O'Meara.
Veja o trailer do filme:
Sobre o Autor
Irvin D. Yalom (nascido em 13 de Junho de 1931) é um escritor americano. Filho de imigrantes russos, formou-se em psiquiatria na Universidade de Stanford e está há 47 anos em Stanford, é ateu.
Tornou-se conhecido quando sua obra Love's Executioner and Others Tales of Psychotherapy, publicada em 1989, alcançou a lista de livros mais vendidos nos Estados Unidos. Na mesma linha, seguiu-se Momma and the Meaning of Life (1999). Seu primeiro romance foi Quando Nietzsche Chorou (1992). Lançou também A Cura de Schopenhauer, Mentiras no divã e Os desafios da terapia.
Em Quando Nieztche chorou, Irvin Yalon romantiza a vida de Friedrich Nietzsche e Josef Breuer. Apesar dos personagens principais da trama nunca terem se conhecido (o próprio autor afirma em suas observações no final do livro), o romance é parcialmente baseado em fatos reais.
Dentre os modernos escritores, poucos têm se mostrado tão capazes de emplacar best-sellers quanto Irvin D. Yalom. Seus livros já foram vendidos em números que ascendem aos milhões e traduzidos para muitas línguas.
Psicoterapeuta por formação, seus livros estão sempre relacionados à psicologia e, por conseqüência, à mente e às idéias. No Brasil, teve destaque apenas quando saiu por aqui seu primeiro romance: Quando Nietzsche Chorou.

