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terça-feira, 2 de março de 2010

Vidas Secas - Graciliano Ramos - Record

Um clássico da nossa literatura, que orgulha todos os brasileiros que o leem. Vidas Secas retrata, como o nome diz, a vida de uma família que luta para seguir em frente, em meio à pobreza, à fome e à seca que assola o nordeste do nosso País.

E é fácil se apegar a esses personagens, em especial à cadela Baleia, que tem no seu nome o antagonismo para um corpo magro, com todas as costelas aparecendo e alimentos escassos para sua sobrevivência. A família de nordestinos é composta por Fabiano, Sinhá Vitória, seus dois filhos e a cadela. É comovente, é triste, mas é real, acima de tudo.

Era real na época em que foi escrito (em 1938!!!), e é real, completamente real, ainda hoje.
A cachorrinha me tocou de uma forma especial, mas tudo isso só aconteceu pela maneira objetiva e eficiente com que a obra foi escrita. Em busca de uma vida melhor, o livro conta a saga dessa família, que segue em busca da felicidade, que está nas pequenas coisas, muitas vezes em um pedaço de pão ou em um pingo de chuva. Nota-se, no livro, a
ausência de comunicação entre os familiares.

Eles não conversam, porque não têm o que dizer, já que não sonham, já que não têm perspectiva e nem educação. Outro ponto forte são as injustiças, o sofrimento e as desgraças, uma após a outra, que assolam a família sertaneja. Dá uma pena ler o livro... e esse sentimento vai só crescendo no decorrer da leitura. Melancolia e pena são palavras de ordem.


O filme

O filme baseado em Vidas Secas foi lançado em 1963 por Nelson Pereira dos Santos. Não assisti ao film
e, mas ouvi falar muito bem dele. Foi o único filme brasileiro a ser indicado pelo British Film Institute como uma das 360 obras fundamentais em uma cinemateca.
Confira um trecho:

Onde Comprar: Na Saraiva e no Submarino por R$ 20,60.