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terça-feira, 25 de agosto de 2009

As Memórias do Livro - Geraldine Brooks - Ediouro


Desta vez, vou começar pelo final: completamente útil e extremamente simpático e importante o prólogo do livro, onde Geraldine explica o que é verdade e o que é ficção no livro. Acho que esse tipo de informação aproxima o leitor ainda mais da obra e consegue admirar ainda mais o autor, ao saber de onde ele buscou e os motivos pelos quais algumas passagens aparecem ou não no livro.

Agora, vamos à história.

As Memórias do Livro traz um tema bem original: é um livro que conta a história de outro livro. Conta por onde ele passou, como foi feito e todas as histórias que os personagens, ao longos dos séculos, passaram enquanto estavam de posse da obra. Por ser um mistério que vai sendo solucionado aos poucos e por tratar de crenças relogiosas, o livro lembra muito o estilo do Código da Vinci. Digo estilo porque as histórias de nada se parecem, mas o tom misterioso, somado às idas e vindas do passado para o presente e como as informações vão sendo apresentadas, fora o cunho religioso da história me fizeram lembrar o tempo todo de O Código. E, inevitavelmente, levou a comparações.

Hanna, uma conservadora de livros, é uma australiana contratada pela ONU para trabalhar na preparação do famoso "Hagadá de Sarajevo" para ser apresentado ao público. No livro, hanna é a personagem principal, como Robert Langdon é em O Código. Porém, em As Memórias do Livro os problemas pessoais e as relações conturbadas da personagem central é muito mais explorada, o que torna o livro bem mais interessante, principalmente após o acidente de carro sofrido por sua mãe. Por este ponto de vista, As memórias do Livro me atrai mais que O Código da Vinci.

Porém, as histórias envolvendo o Hagadá, os mistérios e a volta do presente para o passado e do passado para o presente perdem muito para os mistérios de O Código da Vinci. A vontade de continuar lendo e descobrir o que o próximo capítulo desvendaria era muito maior em mim durante a leitura de O Código.

Os Pontos Fortes

Para mim, os pontos fortes do livro são, além da história bem construída e interessantíssima envolvendo Hanna:
  • As informações sobre conflitos religiosos, nazismo, Segunda Guerra e Inquisição.
  • Aprender mais sobre a profissão de conservação de livros.
Eu, que também tenho uma profissão diferente e pouco conhecida, achei demais aprender sobre uma outra ocupação que não está no topo da lista de "O que eu quero ser quando crescer...".

O livro não mudou a minha vida, mas trouxe informações valiosas e interessantes. É bem escrito e vale a pena ser lido.

Aqui, há um vídeo falando um pouco mais sobre a obra e divulgando seu formato em áudio, uma opção acessível para deficientes visuais e para quem não tem o hábito de ler, mas adora ouvir uma boa história:

Sobre a Autora

Geraldine Brooks, escritora australiana, ganhou o Pulitzer em 2006 por seu romance March. Como jornalista, cobriu conflitos e crises na África, nos Bálcãs e no Oriente Médio. De lá coletou dados para seus romances.

Para saber mais, confira o site oficial do livro.