sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Atestado de qualidade!

Opa! Selo de qualidade muito me interessa! Ganhei da querida Marta, do Chuva de Livros. Obrigada, flor!

Regrinhas:

– Escrever uma lista com oito características suas.
– Convidar oito “blogueiros” para receber o selinho.

As 8 características minhas:

- Sensível
- Carinhosa
- Sincera
- Amiga
- Organizada
- Meiga
- Ansiosa
- Focada


E os indicados são:

- O Cantinho do Bookoholic
- Compartilhando Leituras
- Coffee and history
- Sobre leituras e observações
- "Entre Aspas"
- Amante dos livros e afins...
- Tudo de Romances
- UM LIVRO NO CHÁ DAS CINCO

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Cartas a Paula - Isabel Allende - Bertrand Brasil

Logo depois de terminar Paula (sobre o qual já resenhei esses dias), comecei a ler Cartas a Paula. O livro nada mais é que a seleção de algumas cartas, recebidas por Isabel Allende, que foram escritas por leitores de todo o mundo.

São depoimentos de pessoas que se identificaram tanto com o relato que decidiram entrar em contato com a escritora. Algumas pessoas apenas agradecem, outras contam casos de perda de entes queridos, outras apenas demonstram o quanto o livro as tocou.

Adorei ler Cartas a Paula, mas o livro só faz sentido se for lido após (de preferência, em um curto intervalo de tempo) a leitura de Paula.

E, para quem leu Paula, o prefácio de Cartas a Paula já vale o livro. Emocionante!


Sobre a Autora

"O meticuloso exercício da escrita pode ser a nossa salvação." Essa frase de Isabel Allende, em seu livro "Paula", talvez dê uma pista sobre o significado da literatura para a escritora.

Isabel atribui seu êxito como escritora ao célebre poeta chileno Pablo Neruda, que no inverno de 1973 aconselhou-a a abandonar seu trabalho como repórter para se dedicar a escrever livros de ficção. Ela não levou muito a sério a sugestão, e demorou quase dez anos para transformar a idéia em realidade.

Seu primeiro romance, "A Casa dos Espíritos" (de 1982, adaptado ao cinema em 1993), foi bem recebido pela crítica. As crônicas familiares misturadas à política também deram o tema ao seu romance seguinte, "De amor e de sombra" (1984). Seguiram-se "Eva Luna" (1985), "Histórias de Eva Luna" (contos, 1989), "Paula" (sobre a doença e morte de sua filha, 1991), "Plano infinito" (1993), "Afrodite" (histórias e receitas afrodisíacas, 1994) e "Filhas da fortuna" (1999).


Confira o site oficial de Isabel Allende.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Paula - Isabel Allende - Bertrand Brasil

Acabei de ler Paula ontem e não via a hora de escrever sobre o livro, aqui, para vocês. A característica mais marcante do livro é a exposição da autora, que intercala os capítulos entre a realidade da doença da filha, que definha dia a dia, com sua própria história de vida, cheia de momentos mágicos, engraçados, desastrosos, nus e crus. Tamanha coragem em abrir as janelas mais secretas da sua vida eu só tinha visto no livro O Castelo de Vidro, mas acho que Isabel Allende faz além, fala mais, fala dela, dos seus erros, dos seus defeitos, das suas pisadas de bola, como se fosse outra pessoa narrando a vida de alguém.

São quase 600 páginas de puro amor, de um mergulho na vida de outra pessoa que vai envolvendo e viciando o leitor. A gente vai conhecendo Paula aos poucos e, a cada página, lamenta mais e mais por sua condição, mas mantém uma esperança, lá no fundo, de que ela consiga sobreviver. O livro é lindo. O livro toca fundo. O livro marca a vida de quem lê. Porque amor de mãe é assim, é maior que tudo, é mais forte que a vida e que a morte.

Outro ponto forte do livro são as frases fortes e muito bem escritas de Isabel. Então, fica a dica: leia com uma caneta marca texto do lado.

Destaco uma que me tocou em especial:

"Silêncio antes de nascer. Silêncio depois da morte. A vida é puro ruído no meio de silêncios insondáveis".

A doença

Paula possuía uma doença genética chamada Porfiria. Por uma mistura de fatalidade com erro médico, ela entrou em coma e não voltou ao normal depois de algumas semanas, como os médicos previram.

A partir daí, a Isabel mãe, amante, profissional, mulher e feminista e dona de casa tornou-se só a Isabel mãe, lutando contra ela mesma e contra todas as evidências para fazer sua filha ter uma vida agradável enquanto permanecesse nesse estado estranho, em que o corpo está vivo, mas a mente e os sentidos já não pertencem mais a esse mundo. O sofrimento dela é tão bem expressado no livro que emociona por diversas vezes. Apesar de todos sabermos que o amor de mãe é o maior amor do mundo, o livro é, para mim, a melhor representação física desse amor.

Recomendo esse livro a todos, mas acredito que, para mulheres que são ou querem ser mães e para pessoas que já sofreram muito com perdas de entes queridos, a obra será de especial auxílio e garantia certa de lembranças infinitas.

Família


Além de falar de Paula, a autora fala de todos os membros de sua família, inclusive aborda bastante, em certa parte do livro, seu parentesco com Salvador Allende e como isso influenciou sua trajetória. O livro fala do exílio, da ditadura, das dificuldades financeiras, de relacionamentos fracassados. O livro fala de toda uma vida, de uma vida que merece ser contada e dividida, porque é especial. Mérito da autora, que soube dar ar de romance e transformar os acontecimentos em frases atraentes e capazes de conquistar os leitores.

Seu outro filho, Nicolás, também sobre de Porfiria, mas a doença não se manifestou nele e tudo está sob controle. No final do livro, é bonito como ela analisa que a obra ajudará as próximas gerações da família a não se descuidarem quanto essa doença.

Cartas

Isabel Allende, que já era conhecida por seus demais romances, tornou-se mundialmente famosa e uma referência para muita gente. Ainda de luto, com uma dor inconsolável, os leitores de Paula começaram a enviar cartas contando suas experiências e dividindo com ela tudo o que o livro despertou em suas mentes.

Então, Isabel decidiu publicar um outro livro, alguns anos depois, reunindo algumas dessas cartas. O livro chama-se Cartas a Paula e eu já comecei a ler em seguida! Ele é bem pequeno e, assim que terminar, escrevo aqui tudo o que senti.

Paula é lindo. Ler Paula chega a ser necessário.

Outros livros
Outro detalhe muito legal do livro é que, em diversos momentos, Isabel explica, ao falar de alguém da família ou de algum amigo que aparece na história, como alguns de seus personagens mais famosos foram criados. Em quem ela se baseou e quais características de cada pessoa real ela utilizou para montar as personalidades contidas nos seus romances.

Confira uma entrevista com Isabel Allende:



Sobre a Autora

"O meticuloso exercício da escrita pode ser a nossa salvação." Essa frase de Isabel Allende, em seu livro "Paula", talvez dê uma pista sobre o significado da literatura para a escritora.

Isabel atribui seu êxito como escritora ao célebre poeta chileno Pablo Neruda, que no inverno de 1973 aconselhou-a a abandonar seu trabalho como repórter para se dedicar a escrever livros de ficção. Ela não levou muito a sério a sugestão, e demorou quase dez anos para transformar a idéia em realidade.

Seu primeiro romance, "A Casa dos Espíritos" (de 1982, adaptado ao cinema em 1993), foi bem recebido pela crítica. As crônicas familiares misturadas à política também deram o tema ao seu romance seguinte, "De amor e de sombra" (1984). Seguiram-se "Eva Luna" (1985), "Histórias de Eva Luna" (contos, 1989), "Paula" (sobre a doença e morte de sua filha, 1991), "Plano infinito" (1993), "Afrodite" (histórias e receitas afrodisíacas, 1994) e "Filhas da fortuna" (1999).


Confira o site oficial de Isabel Allende.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Você Surpreendeu... E me Conquistou!!!

Esse selo eu recebi da Bárbara do blog Livros que eu já li. Adorei a proposta desse selinho! Valeu, Bárbara! Se eu blog também me surpreendeu e me conquistou, viu?! :)

Regra: Indicar 15 blogs a quem vai ser atribuído o selo e dizer porque nos conquistaram!

Lá vai:

Lúcia
Porque o blog dela tem de "um tudo" e lá dividimos com ela as suas alegrias, tristezas e, atualmente, saudades.

Nat
Porque ela é uma querida, ama ler, como eu. E, acima de tudo, leva seu blog muito a sério e respeita demais as suas leitoras.

Dri
Dessa eu sou fã incondicional. Tem problemas, como toda mulher, profissional, mãe, dona de casa, amante sensual....mas mantém o bom humor e sempre consegue me fazer rir. Adoro!

Renata

Blog com muita coisa legal e diversificada, no mesmo estilo do blog que eu tinha antes de criar o leitura.

Ariadne
Ela é uma querida e seu blog é cheio de histórias ótimas!

Alê
Ela também é uma querida, seu blog é ótimo e acho demais o cuidado que ela tem em SEMPRE visitar os blogs amigos. O carinho dela é mega importante!

Ludmilla
Outra fofa que sempre vem até aqui encher meu cantinho de palavras carinhosas e positivas. Adoro o blog dela que, como ela mesmo diz: é um lugar para ela escrever do quwe gosta! E isso já é o bastante para transformá-lo em um lugar para passarmos bons momentos todo dia!

Elaine

Preocupa-se em dar dicas para fazer da blogosfera um lugar mais agradável. Fez uma blogagem coletiva que foi um super sucesso e é uma querida que visito diariamente, mesmo que virtualmente.

Rossana
Meiga e muito fofa, tem o blog para escrever de tudo um pouco e um outro site para divulgar seu produtos, que são um arraso!

Canto de Meninas

Qualidade puta, postagens super interessantes. Passagem obrigatória!

Phoenix

Agradável, interessante e cheio de qualidade!

Aline
Uma querida que sempre está por aqui, deixando sua contribuição para meu posts. Adoro!

Manu
Doutora em crise constante que transforma todos os seus devaneios em posts maravilhosos! Passo sempre!

Taís
Posts extremamente pertinentes e com uma super qualidade. Adoro!!!

Ruby
Nunca conheci alguém com tanta habilidade, criatividade e talentos manuais. Imagino que a casa dela deva parecer um pedacinho de um mundo encantado. Acho demais ela mostrar tudo o que faz e ainda dividir com todas as suas fãs, explicando sempre o passo-a-passo e não economizando nas fotos. Ela é um sucesso!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Quando um e-mail emociona

A Silvia Ferreira Calçada, uma leitora assídua aqui do Leitura que recebe todos os meus posts por e-mail (porque ela cadastrou seu e-mail aqui na coluna direita do blog), tem o cuidado de me enviar mensagens por e-mail comentando tudo o que posto aqui no Leitura. Sempre que vejo o nome dela na minha caixa de entrada me animo toda e vou correndo ler, da mesma maneira que me sinto feliz sempre que recebo um novo comentário no blog.

Mas, esse e-mail foi especial. Ela escreveu uma mensagem singularmente bonita e resumiu tudo o que meu blog significa para mim. Parce que ela leu meus pensamentos no momento em que criei o blog e registrou tudo nesse e-mail. Então, como blogar é compartilhar, reproduzo abaixo a mensagem de Silvia na íntegra. Espero que vocês sintam-se tocados como eu me senti, porque esse elogio acaba se estendendo a todos os blogueiros que se esforçam, que se doam, que se dedicam. O comentário foi sobre o post anterior, a resenha de Eu, Prisioneira das FARC. Confiram:
Carla, eu acompanhei mais ou menos a libertação dessa mulher e também tinha achado estranho as circunstâncias que envolvem o sequestro. Todo mundo estranhou. Estou surpresa com o modo incisivo que você abordou as incoerências desses nossos "vizinhos".Isso me orgulha.

Outro dia você falou de uma maneira quase humilde sobre aquela muçulmana, "agradecendo", pela liberdade da qual desfrutamos. Isso soou como um alerta sutil e promoveu alguns nós na minha cabeça.

Estou querendo dizer que essa sua maneira de "se colocar" e indagar o autor, com a devida intimidade de quem conhece sua obra, é comovente. Duvido que isso fosse possível na imprensa comum. Por isso tudo quero dar um SALVE! a democracia blogueana e a respiração virtual a que temos direito em tempos lamentavelmente sinistros, onde entretanto, é possível lutar da sala de nossas casas.

bjs
Silvia, essa foi a minha maneira de agradecer a você pelo seu carinho e, mais do que isso, pelos minutos do seu dia que você dedica à leitura dos meus posts. E esse agradecimento se estende a todos os leitores aqui do Leitura. Notem como estou romântica hoje! :)

Mas, de verdade, para uma jornalista, receber esse tipo de elogio significa demais!


Porque, no fim, a vida vale a pena quando reunimos um baú bem grande de memórias boas e emoções sentidas. E o meu baú já tá enoooooorme com 27 anos de existência. Ae!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Eu, prisioneira das FARC - Clara Rojas - Ediouro


Estava super empolgada para ler esse livro e descobrir o fato mais polêmico do sequestro de Clara Rojas: sua gravidez e o nascimento de seu filho, Emmanuel.

Comecei a leitura e já fiquei passada com o cenário que culminou no sequestro, por seis anos, de Clara Rojas (juntamente com Ingrid Bittencourt, que foi libertada depois).
Clara havia recebido alertas de que a viagem que estava prestes a fazer era perigosa e ela, por sua vez, alertou Ingrid sobre o perigo, pedindo para que ela não fosse. Mas, Ingrid insistiu que iria sozinha se fosse preciso. Mostrando profissionalismo e amizade, já que Clara era a diretora da campanha a presidência de Ingrid, ela seguiu com Ingrid e acabou sequestrada junto com a amiga, que depois virou as costas para ela e acabou por ignora-la por completo no cativeiro.

O livro emociona, mas ao mesmo tempo me deixou super confusa com algumas questões.

Primeiro, achei admirável ela falar dos guerrilheiros com tanto respeito e, algumas vezes, até com carinho. Não estive na pele dela e nem imagino como seja ficar 6 longos anos no meio de uma selva, com pessoas estranhas, longe de quem eu amo e sem perspectiva nemhuma. Acho que, no mínimo, eu enlouqueceria.

Depois, achei super fofa a maneira com que os cativos eram tratados!! Pasmem! Isso porque, pelo que li no livro, todos eram tratados com muito respeito, recebiam explicações quando pediam, recebiam os objetos e artigos que precisavam e eram alvo da preocupação constante dos sequestradores. Não houve agração nem verbal, nem física durante todo o tempo em que aqueles 20 cativos ficaram presos no meio da selva. Ou ela floreou os fatos ou, realmente, esses guerrilheiros não eram tão mals assim. Fiquei mega surpresa!

Outro detalhe que me deixou sem entender nada é a relação conflituosa que os cativos mantinham. Segundo Clara, havia brigas constantes, ela era hostilizada a todo tempo pelos outros sequestrados e Ingrid, antes sua amiga, teve atitudes completamente horríveis e sem sentido no cativeiro em relação a ela. Não consegui entender o sentido de tudo isso. O que será que Clara fez para Ingrid? Porque pessoas sequestradas preferiam brigar ao invés de se unir? O que ocasionava essas brigas? Não sei, porque ela não explica nada disso no livro.

Agora, se teve um fato que me decepcionou no livro foi a sua gravidez. Que ela é um assutno particular de Clara, é mesmo, como todo o resto de sua experiência traumática. Mas, se ela se propôs a escrever um livro sobre seu sequestro, tem que escrever um livro que fale absolutamente tudo sobre ele. E o fato mais polêmico, ou seja, como ela engravidou (estupro? caso de amor? com cativo ou com guerrilheiro?) e o que aconteceu ao pai de Emmanuel foi simplesmente ignorado no livro, com a desculpa de que ela ainda não estava preparada para contar. Desculpa, flor, mas então escrevesse o livro quando estivesse preparada, néaaammm?

Pelas entrelinhas, entendi que o pai é mesmo um guerrilheiro, e que ela teve uma relação amorosa com ele por livre e espontânea vontade (acredito que por isso ela era tão hostilizada pelos outros cativos). Mas, tudo isso é suposição, né? Não há nada no livro que comprove isso. Será que ela se apaixonou? Como será que ela se sentiu ao saber que estava grávida? O livro seria perfeito se essa informação estivesse lá, completinha para os leitores ficarem por dentro de tudo!

Clara consegue se redimir um pouco contando com detalhes o parto dramático e cheio de complicações. Fiquei aflita e não consegui parar de ler até saber como era Emmanuel e se ele havia nascido com algum tipo de problema. E nessa hora eu, se fosse Clara, teria muito nítido em minha mente que, realmente, milagres acontecem.

O momento da libertação e o reencontro com sua mãe foram pontos muito emocionantes no relato. Certamente, foi sua fé e seu auto controle que fizeram sua sanidade mental permanecer intacta.

O livro é muito bom, mas me deixou ainda mais curiosas sobre esses fatos que ficaram sem respostas. Fiquei tão curiosa que comprei o livro escrito por Ingrid Bittencourt sobre o mesmo período, chamado Cartas à Mãe. Será que algumas dessas questões serão respondidas por lá?

Vou descobrir e depois volto aqui para contar! :)

Para ver vídeos sobre a relação de Clara e Ingrid e do seu reenconotro com o filho, que foi separado dela com 8 meses e só devolvido após a libertação, quando ele já andava, falava e mal lembrava dela, acesse o site oficial do livro. No final da história, fica aquela sensação de pesar pelo tanto de vida que foi tirada de Clara. Mas, por outro lado, muito alívio por ela ter tido a chance de continuar nesse mundo, sã e salva.

Sobre a Autora


Nascida em 1963, em Bogotá, Clara Rojas, advogada de direito comercial, foi professora universitária e era diretora da campanha de Ingrid Betancourt pelo Partido Verde Oxigênio para presidente da Colômbia em 2002, antes de ser sequestrada pelas Farc. Vive hoje com o filho Emmanuel na capital colombiana.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Prisioneira em Teerã - Marina Nemat - Planeta

Forte e revoltante. Assim é Prisioneira em Teerã, livro que me envolveu do começo ao fim e me fez ansiar pela próxima página, capaz de fazer brotar nos leitores uma mistura de sentimentos, inclusive de impotência, por não podermos fazer nada para mudar essa realidade.

Outros sentimentos que surgiram em mim foi leveza, paz e vontade de agradecer muito por ter nascido em um país onde as mulheres conquistaram respeito e direitos de igualdade, mesmo sabendo que muitas mulheres ainda passem por situações de preconceito, violência e tratamento diferenciado e machista. Porém, quando tudo isso é ancorado em religião, tudo fica mais enraizado, fanatizado e estabelecido como verdade única e inquestionável.

A história do livro é tão absurda que parece ficção, e daquelas bem criativas. A autora tinha apenas 16 anos quando foi presa, torturada e condenada à morte, sem direito a defesa. Porém, quem diria, um dos carcereiros se apaixonou por ela e salvou-a do fuzilamento, momentos antes de Marina ser assassinada. Ela sobreviveu, mas os horrores vividos naqueles dois anos nunca serão esquecidos. E, depois, Marina ainda teve que passar por mais tristezas e decepções. Mas isso você só vai entender quando ler o livro.

E lá, em cada página, é impressionante como a autora consegue passar essa angústia que a acompanhará para sempre. Pior do que tudo, acho que é não ter direito de escolha. E isso foi exatamente o que aconteceu a Marina.

Um livro que, decididamente, vale a pena ser lido!

Sobre a Autora

Marina Nemat cresceu em Teerã, no Irã. Em 1991, emigrou para Toronto, Canadá, onde vive até hoje.

Confira o site oficial da autora. Encontrei também uma entrevista com ela:


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Blog muito muso

Ganhei esse selinho lindo da Bárbara, do Livros que eu já li. Amei!!!

As regrinhas:


Meus 4 sonhos:
- Viajar todo ano
- Crescer cada vez mais profissionalmente
- Conseguir criar meus futuros filhos da maneira que eu gostaria
- Ter saúde até o dia da minha morte (quando eu for bem velhinha, please)


Meus 4 blogs indicados:

- Renata
- Dri

- Aline

- Tati

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Novas Aquisições (ou Não Resisti!)

A querida Cássia, leitora assídua do Leitura, enviou-me um e-mail semana passada avisando sobre uma super promoção do Submarino. Eram milhares de livros por apenas R$ 10,00.

Então, pensei comigo: vou só dar uma olhadinha, não posso comprar livros enquanto não diminuir a fila de obras para ler da minha estante de inéditos.


Pois é, mas o problema foi exatamente querer dar uma olhadinha. Acabei levando 5 para casa, dois para dar de presente e três para mim!


Olha as minha
novas aquisições:











































Já leu algum (ns) desses?
Gostou? Me conta!!!