segunda-feira, 20 de julho de 2009

Fogos nas Entranhas - Pedro Almodóvar - Dantes

Podia virar um filme típico de Almodóvar. E iria ficar ótimo, com certeza! A história é surreal e engraçada demais, como não poderia deixar de ser. Ele é exatamente o que Regina Casé, no prefácio "Calor na Bacurinha" (achei um título abrasileirado à altura!), descreve: um livrinho safado! E, ainda:

É um livro alegra, vulgar
Excitante que dá vontade
De rir e de dar

A Regina Casé não é ótima!? Acho que o prefácio não poderia ter sido escrito por alguém melhor para perfil do livro.

E, claro, o livro. Não vou contar muito para não perder a graça. Ele é bem pequeno e dá para ser lido em um dia. Portanto, corram para a livraria mais próxima!
A história se passa em Madri e o fogo está todo nas entranhas das mulheres madrilenhas, que ninguém segura! Mas, além das mulheres, sempre assunto central das obras de Almodóvar, o livro conta a história de um chinês doido demais, que venceu na vida com sua fábrica de absorventes íntimos. Mais do que isso, é tirar a graça do livro.

É ler para rir. E adorar!

Sobre o Autor

Pedro Almodóvar é o grande cineasta espanhol que emergiu da cena da movida madrilenha nos anos 80. Almodóvar nos brindou com filmes como "Mulheres à beira de um ataque de nervos", "Kika", "Carne trêmula", "Fale com ela" e "Má educação". "Volver", seu filme mais recente, foi um dos carros-chefe do Festival do Rio 2006.

Diretor, roteirista, compositor e ator, Pedro Almodóvar é o diretor espanhol mais famoso desde Luis Buñuel e Carlos Saura.

Ele nasceu em Calzada de Calatrava, La Mancha, Espanha em 1951. Sua família emigrou para Extremadura quando ele tinha oito anos e lá ele estudou com os Salesianos e os Franciscanos. Sua má educação religiosa apenas o ensinou a perder a fé em Deus. Durante esse tempo, em Caceres, ele começou a ir ao cinema compulsivamente.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Memórias de Minhas Putas Tristes - Gabriel García Márquez - Ed. Record

Acabei de ler Memórias... pela segunda vez em um ano. Da primeira vez, peguei o livro emprestado com um colega de trabalho porque a vontade de ler a obra já seguia comigo há anos. Li o livro em alguns dias e simplesmente me apaixonei pela escrita do autor e pela história criativa e maravilhosa.

E, desta segunda vez, foi depois de fazer comprinhas tudodebom em sebos, como contei neste post. Uma das aquisições foi Memórias... e, assim que acabei de ler Longe Daqui, comecei a releitura da obra. A experiência, desta segunda vez, foi mais rica que a primeira, como era de se esperar.

E a história de um homem que se apaixona pela primeira vez aos 90 anos por uma menina de 14 que (detalhe!) ele nunca viu acordada mexeu ainda mais comigo. Memórias de Minhas Putas tristes é uma obra-prima, que é leitura obrigatória para todos aqueles que têm a leitura como um de seus hábitos favoritos.

Velhice e amor

Esses são os dois temas principais do livro. O romance é curto, mas traz muitas questões sobre o sentido da vida e o que fazemos dela, sobre o que realmente importa e sobre o sentimento mais nobre do mundo, que pode dar sentido para uma vida inteira de vazios: o amor.

Outra característica do livro é que os dois personagens principais, e só eles, não têm nome. Para mim, o significado está no fato de que todos nós somos seres amantes e seres amados, então, por que nomear?

Prêmio Nobel de Literatura

Gabriel García Márquez, autor colombiano, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura pelo seu livro Cem Anos de Solidão, que se tornou tão importante para a literatura hispânica que a Real Academia Española subsidiou uma edição de luxo, com preço bem mais acessível, para divulgar a obra.

Eu ainda não li Cem Anos de Solidão, mas está na minha lista de próximas aquisições!

Sobre o Autor

Gabriel García Márquez nasceu em 6 de março de 1927. É um escritor colombiano, jornalista, editor e ativista político.

Em 1982 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura por sua obra, que entre outros livros inclui o aclamado Cem Anos de Solidão.

Foi responsável por criar o realismo mágico na literatura latino-americana.Viajou muito pela Europa e vive atualmente em Cuba, lutando contra um câncer. É pai do realizador Rodrigo García.

Em 1 de abril de 2009 declarou que se aposentou e não pretende escrever mais livros.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Vida Dupla - Rajaa Alsanea - Nova Fronteira

Como já mencionei em outro post, sou louca por livros que contam histórias sobre a vida de mulheres no Oriente Médio. Tenho um monte, já li um monte e sempre que sei de um lançamento, já fico com coceira no bolso. :)

Mas, hoje é a vez de Vida Dupla, que possui um formato completamente diferente dos livros semelhantes existentes no mercado. No livro, os e-mails cumprem um papel importante na narrativa, fazendo os leitores de outras partes do mundo perceberem o abismo que há entre a modernidade típica das novas gerações globalizadas e a cultura secular de seu país. A história foi escrita a partir de 50 emails que eram enviados semanalmente pela autora às integrantes de um grupo de bate-papo online.

O acesso a tanta informação acabou por fomentar a ocidentalização dos mais novos, que puderam experimentar uma vida sem tanta desigualdade entre os sexos. Mesmo assim, os costumes e a cultura tradicionais continuam, na maioria das vezes, a ditar as regras.

Prova disso é o escândalo que o lançamento do livro provocou, em 2005. Isso porque a autora expôs a vida social, a intimidade e os desejos das protagonistas, quatro jovens e ricas sauditas que realmente existem e fazem parte do círculo de maigas de Rajaa. A polêmica no mundo árabe girou em torno da linguagem (extremamente coloquial) utilizada e da reprodução de trocas de e-mails entre amigas.

Minha Opinião

Eu adorei o livro e acabei o exemplar rapidinho. A linguagem é jovial, bem simples, primando sempre pela objetividade e, por isso, não cansa. Diferentemente dos outros livros sobre o oriente Médio, Vida Dupla mostra claramente que, apesar da cultura tradicional e enraizada, as mulheres que chegaram depois do advento da internet, principalmente, buscam seu lugar no mundo como nós fazemos por aqui, têm dignidade, são felizes e lutam pelos seus direitos com a cabeça erguida.

Agora, ao invés de pensar que só existem mulheres tristes, sem dignidade e cheias de sogrimento, sei que elas ainda são a maiorira, mas que já existem mulheres livres, globalizadas, antenadas com a realidade do mundo, primeiros passos para o fim da desigualdade.

Li uma frase que resume bem o livro:

Baseado em histórias reais de colegas da universidade, Vida Dupla fala de sexo antes do casamento, de garotas que se travestem para dirigir carros e personagens regados a álcool - uma ficção pop sobre a distância abissal entre as leis islâmicas e a influência dos hábitos ocidentais.

Cadê a Liberdade de Expressão?


Quando publicado, o livro foi imediatamente banido da Arábia Saudita, mas passou a circular em cópias piratas. (Afe!!!)

Sobre a Autora

Rajaa Alsanea é endodontista. Nasceu em Riad há 25 anos e passou a receber mensagens eletrônicas de fanáticos e ameaças de morte de fundamentalistas depois que lançou seu primeiro romance.

Nele, Rajaa conta a história de quatro jovens muçulmanas da alta classe média na Arábia Saudita, que passariam por garotas normais no Ocidente, mas consideradas corrompidas na sociedade islâmica em que vive a autora.

Confira uma entrevista com a autora, na qual ela conta tudo o que pensa sobre a cultura e o tradicionalismo do seu país.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Selo: masterblog!

Ganhei esse selinho mega criativo (adorei!) da Mari, do Amores e Suspiros. Como regra, preciso citar 5 caractéristicas minhas:
  • Organizada
  • Sensível
  • Alegre
  • Determinada
  • Feliz
E aí vão os 5 blogs paera so quais ofereço o selinho:

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O Eterno Marido - Fiódor Dostoiévski - Editora 34

Comprei esse livro porque sempre quis ler Dostoiévski e (olha a sinceridade!) também porque ele estava mega baratinho na feita do livro, na USP, ano passado

A história é ótima e gira em torno de uam dúvida. Pavlovitch era um antigo amigo do personagem principal, Veltchaninov. A mulher do amigo era amante de Veltchaninov e, quando ele reencontra seu amigo, depois da morte da ex amante, vê que eles têm uma filha e logo começa a cogitar a hipótese de ser o pai da menina.

O amigo traído mantém um tom irônico durante toda a trama, que faz a vontade de ler a próxima linha crescer, para tentar descobrir se ele já sabia de tudo ou não.

Os aspectos psicológicos dos personagens, os diálogos fortes, bem contruídos e inteligentes, bem como o suspense que vai crescendo com o decorrer da história são os pontos fortes da obra. O humor negro, sempre presente nos escritos do autor, está também presente em O Eterno Marido.

Sobre o Livro

Foi escrito em 1870, em plena maturidade do autor. Muitos criticos, como André Gide , consideram-no uma dos mais bem acabados romances curtos de Dostoiévski.

Sobre o Autor

Fiódor Mikhailovich Dostoiévski (1821 - 1881), foi um dos maiores escritores da literatura russa. Epilético, teve sua primeira crise depois de saber que seu pai fora assassinado. Sua primeira produção literária, aos 23 anos, foi uma tradução de Balzac ("Eugénie Grandet").

No ano seguinte escreveu seu primeiro romance, "Pobre Gente", que foi bem recebido pelo público e pela crítica.
Em 1849 foi preso por participar de reuniões subversivas na casa de um revolucionário, e condenado à morte. No último momento, teve a pena comutada por Nicolau 1o e passou nove anos na Sibéria, quatro no presídio de Omsk e mais cinco como soldado raso.

Descreveu a terrível experiência no livro "Recordações da Casa dos Mortos" e em "Memórias do Subsolo".
Entre suas obras destacam-se: "Crime e Castigo", "O Idiota", "O Jogador", "Os Demônios", "O Eterno Marido" e "Os Irmãos Karamazov". Publicou também contos e novelas.

Criou duas revistas literárias e ainda colaborou nos principais órgãos da imprensa russa.
Seu reconhecimento definitivo como escritor universal surgiu somente depois dos anos 1860, com a publicação dos grandes romances: "O Idiota" e "Crime e Castigo". Seu último romance, "Os Irmãos Karamazov", é considerado por Freud como o maior romance já escrito.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Selo: leitura de qualidade, sim!

Olá, gente! Hoje o post vai para mais um selinho fofíssimo que ganhei de três queridas: da Natália queridíssima, do Meninas da Bahia, da Ariadne, do Mil Pedaços, da Llili, do Nossos Romances e da Lyani. Desculpem-me por eu só ter postado o presente agora, mas é que a correria já virou parte integrante desse mês de julho. Afe!

A regra é contar qual leitura marcou mais minha vida. Entre tooooodos os livros que já li, fica difícil escolher um só. Então, vou citar dois, mas tenho certeza que minutos depois de postar esse texto lembrarei de vários outros. Lá vai:


Ensaio sobre a Cegueira, Dom Casmurro e A Princesa


Agora, vou indicar alguns blogs que oferecem leitura de qualidade:

Um pouco de mim...
Palácio Lilás
Estante de Livros
Máquina de Letras
Leitura nossa de cada dia

sábado, 4 de julho de 2009

Para Sempre Alice - Lisa Genova - Nova Fronteira

"Quando não há mais certezas possíveis, só o amor sabe o que é verdade"

Desde que li a resenha da Bia sobre o livro fiquei louca de vontade de ler. A capa, o nome e a frase que resume a obra me tocaram de uma maneira forte e diferente. Assim que o livro chegou em casa, comecei a acelerar a leitura anterior (Memórias de Minhas Putas Tristes) para terminá-la logo e começar a ler Para Sempre Alice.

Depois que li a orelha, a introdução e os agradecimentos, ritual com o qual me acostumei antes de iniciar a leitura de qualquer livro, simplesmente fui absorvida por uma vontade enorme de engolir as páginas. Li o livro em quatro dias e, quando não estava lendo, estava pensando na história, contando para os amigos ou esperando ansiosamente a hora que eu conseguiria sentar novamente e continuar a descobrir o que mais Alice estava sentindo, pensando, passando.
Antes de continuar, um aviso:
Essa resenha será bastante passional, porque eu simplesmente me apaixonei pelo livro e virei fã da autora, por sua competência, por sua pesquisa, pelo jeito com que escreve e por sua delicadeza.
Para Sempre Alice é, sim, uma história que deve ser contada e é, mais ainda, uma história que deve ser lida. Seja para conhecer mais o Mal de Alzheimer, uma doença cruel, degenerativa e sem cura - o que já é suficiente para causar uma dor arrebatadora nas pessoas que descobrem ser portadoras da doença - seja para ler uma história muito bem escrita e que toca profundamente o leitor.

Para começar a leitura...

 ...é importante saber que Alice, a personagem central da trama - a quem aprendemos a amar e por quem torcemos desde as primeiras páginas até a última linha do livro - é uma mulher de 50 anos, que começa a esquecer pequenas coisas, até perceber que essas pequenas coisas tornaram-se grandes demais para serem apenas sinais de cansaço ou rotina agitada. Então, Alice procura um médico sem contar à família, por estar acostumada a ser independente e resolver seus problemas de maneira prática e objetiva. O diagnóstico inesperado de sua doença altera para sempre sua vida e sua maneira de se relacionar com a própria família e com o mundo.

Para homens e mulheres, de maneiras diferentes 

Acho que o livro chega a ser necessário a todos aqueles que têm familiares ou conhecem alguém com o Mal de Alzheimer. A história toca pessoas de todas as idades e de ambos os sexos, mas de maneiras diferentes. Acredito que os homens se identificarão mais com John, marido de Alice, que sofre por ver sua mulher tão admirada e independente definhar e piorar a olhos vistos, ao mesmo tempo em que precisa fazer concessões em sua carreira e em suas maiores paixões para cuidar da companheira e lutar, junto com ela, por uma vida feliz, com dignidade e com o máximo de "Alice" possível.

Já para as mulheres, principalmente aquelas que trabalham e que exercem diversos papéis na sociedade - mãe, esposa, profissional, amiga, dona de casa - o livro toca porque você sente na pele - sim, comigo chegou a ser físico, de tanta dor e pesar que eu sentia enquanto lia - o que uma doença como essa pode fazer com uma pessoa. Se eu fosse diagnosticada com o Mal de Alzheimer de instalação precoce, sentiria e passaria, certamente, exatamente pelas mesmas coisas que Alice.

 

Porque é tão especial

Para mim, o livro foi tão especial porque retrata a doença do ponto de vista do paciente. Isso é uma forma esclarecedora e até revolucionária de tratar esse mal, já que, como a doença faz com que os pacientes se esqueçam de tudo, a gente só tem informações sobre os cuidadores, sobre como agir com quem possui o mal, sobre os sintomas e sobre os avanços no tratamento. E sobre quem possui a doença? E sobre o que eles passam nesse período de transição? E sobre os lapsos que ocorrem nesse processo?

As pessoas acabam esquecendo que a doença toma conta do cérebro aos poucos e simplesmente ignoram os pacientes, como se só quem cuida e convive com um portador de Alzheimer precisasse de conforto, informações e auxílio. Até piorar e esquecer as informações mais importantes de sua vida, Alice ainda lembrava-se que tinha uma carreira, que tinha uma família e que tinha Alzheimer, mas precisou decidir como criar um plano para sua vida sozinha, já que não enconotrou ajuda especializada para pacientes, só para cuidadores.

Outro ponto forte do livro é a ausência de explicações óbvias, que muitos autores insistem em fazer, mas que Lisa deixa a cargo dos leitores, sem menosprezar sua inteligência. Por exemplo, no final do livro, aparece uma personagem nova, a Carola. Ao ler algumas linhas do epílogo, fica óbvio que Alice piorou um pouco mais e que, por John não estar mais por perto a todo momento, foi preciso contratar uma pessoa para cuidar de Alice enquanto seus filhos estivessem fora de casa. Mas Lisa não diz efetivamente quem é Carola, e, para que dizer?

E um detalhe que fez com que eu admirasse ainda mais a autora foi a maneira de construir o livro, exigindo que o leitor tivesse "boa memória", exercitando-a a todo momento. Isso porque ela conta alguns casos sem muitas explicações e sem um final efetivo. E depois, muitas páginas a frente, você acaba sabendo o que realmente aconteceu por meio de um diálogo qualquer. Eu, pelo menos, identificava na hora que aquelas eram as informações que faltavam do episódio lido a pouco. Achei esse detalhe divino, tendo em vista que o livro trata de uma doença que afeta a memória. Ge-ni-al!!!

 

O Mal de Alzheimer

O Mal de Alzheimer é a forma mais comum de demência. Esta doença degenerativa, até o momento incurável, foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, de quem herdou o nome. Esta doença afeta geralmente pessoas acima dos 65 anos, embora o seu diagnóstico seja possível também em pessoas mais novas do que esta idade.

Em 2006 o número de portadores de Alzheimer diagnosticados era cerca de 26.6 milhões de pessoas no mundo inteiro.

Cada paciente de Alzheimer sofre a doença de forma única, mas existem pontos em comum, como a perda de memória. Muitas vezes os primeiros sintomas são confundidos com problemas de idade ou de stress. Quando é suspeitado o Alzheimer, o paciente é submetido a uma série de testes cognitivos.

Com o avançar da doença vão aparecendo novos sintomas como confusão, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória a longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade. As suas funções motoras começam a perder-se e o paciente acaba por morrer. Antes de se tornar totalmente aparente, o Alzheimer vai-se desenvolvendo por um período indeterminado de tempo e pode manter-se invisível durante anos. Menos de três por cento dos diagnosticados vivem mais de 40 anos depois do diagnóstico.

Vale a visita a um site muito legal que encontrei na internet sobre o assunto. Aqui você encontra depoimentos e muita informação importante. 
Sobre a AutoraLisa Genova é ph.D. em neurociência pela Universidade Harvard e escreve uma coluna virtual para a Associação Nacional de Alzheimer. Ela vive com sua família em Massachusetts. Para sempre Alice é seu primeiro livro.

Para Sempre Alice é feito, essencialmente, de pura matéria-prima humana e, por isso, ficara para sempre em minha memória. Porque tem livros que são assim, inesquecíveis. Que bom que o escolhi para ler e, agora, poderei guardá-lo na parte das memórias solidificadas do meu cérebro. :)

Para mais informações, não deixe de acessar o site oficial de Para Sempre Alice.


"De alguma forma e apesar de tudo, Alice é para sempre".

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Selinho sonoro!! :)


Ganhei esse selo super legal do blog Minha Literatura Agora. Vamos às regrinhas:


01- A primeira música que lhe veio à cabeça agora

We are the world, do falecido (será que é porque ninguém pára de falar nele???)


02- Uma música para curtir com a paquera,namorado(rido)(a)/amante/amigos com benefícios...

Todas do Los Hermanos


03- Uma música muito romântica(o que se pode dizer de:'seu tema de amor'

Como é grande o meu amor por você (interpretada por qualquer cantor, menos pelo Roberto Carlos)


04- Uma música para tirar a roupa

Ai, não lembro o nome...


05- Uma música para uma boa transa

Na boa, pra que música nessas horas?


06- Um música

O anjo mais velho - Teatro Mágico





07 - Uma música que saiu do lixo ou para jogar no lixão

Funk, porque fazer uma música cheia de erros de português me dá vergonha alheia


08-Uma música que você ama,mas o DJ insiste em não tocar na balada

Samba


09-Uma música da hora(música que está na moda e você adora)

A nova do Samuel Rosa (não lembro o nome)


10-A música que você mais gosta em todo mundo(que exagero!)

More than Words - Extreme


Os blogs presenteados são:

Mata Hari e 007

Lucia in the Sky

Um pouco de mim...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Resistência - Agnès Humbert

Ao ler o texto da fofíssima Elaine Gaspareto, fiquei ainda mais louca de vontade de ler Resistência, que está lá, na estante do escritório de casa, prontinho pra ser devorado. :)





Resenha enviada pela querida Elaine Gaspareto, do blog
Um pouco de mim...


Quando adquiri o livro eu esperava que ele falasse da 2ª Guerra sob o ponto de vista de uma sobrevivente. Acontece que a autora faz mais que isso: ela nos mergulha em um período da história que ainda hoje tem páginas pouco conhecidas. O relato de Agnès é fresco, vívido, cheio de detalhes como só poderia conter um livro escrito por alguém que viveu na pele(literalmente) os horrores do Nazismo. O livro começa quando da invasão da França pela Alemanha de Hitler.

A partir deste momento, muda completamente a vida da historiadora de arte Agnès Humbert. Juntamente com seus colegas do Museu do Homem em Paris, Agnès fundou um dos primeiros grupos de resistência francesa, que foi o jornal Résistance. Em 1941, Agnès e os membros de seu grupo são traídos por um espião e entregues à Gestapo. Sete homens foram presos e fuzilados e as mulheres foram deportadas para a Alemanha como trabalhadoras escravas.

Na obra a autora fala dos livros que são proibidos de ser lidos e que os mesmos serão destruídos. Na página 20, há uma bela narrativa das humilhações sofridas pelos franceses em sua própria "casa". Soldados franceses sendo humilhados, aprisionados e tratados como animais.

O livro apresenta uma seqüência de fotos interessantíssimas, inclusive, uma foto tirada no dia 24 de junho de 1940, com Adolf Hitler e seu grupo desfilando próximo a torre Eiffel até o Museu do Homem, além de fotos da própria autora.

Resistência é um testemunho vigoroso e contundente da oposição à ocupação nazista na França e dos desdobramentos trágicos que culminaram em prisão, deportação e mesmo execução daqueles que militaram contra o governo de Vichy. Escritas, em boa parte no calor dos acontecimentos, as anotações de Agnès Humbert nos possibilitam acompanhar cada passo dos primórdios do movimento intelectual criado por ela e batizado em uma de suas cartas como Resistência.

Em "Resistência", esses eventos são descritos com um imediatismo pulsante, que percorre cada página do diário secreto de Agnès, publicado inicialmente na França em 1946 e depois esquecido. Até a sua captura, nos primeiros meses de 1941, Agnès registrou os fatos dia após dia, e suas anotações nos permitem acompanhar cada passo dos primórdios da Resistência. Feita prisioneira, ela não tinha mais como escrever em seu diário. Contudo, ao ser libertada em 1945, dedicou-se a repassar os fatos em sua memória para registrálos ainda no calor dos acontecimentos.

A riqueza da narrativa

Com humor, inteligência e ironia, Agnès constrói uma narrativa única, um ponto de vista original sobre esse período obscuro e dramático do século XX. A delicadeza de suas observações cativa o leitor. Apesar de fisicamente debilitada e espiritualmente exausta, ela ainda é capaz de se preocupar com a saúde da mãe e a situação dos filhos. Quando seu filho Pierre a visita na prisão de Fresnes, Agnès se ressente da degradação daquele momento e lamenta consigo mesma por não poder evitar que ele tome parte naquele teatro do absurdo.

Recusando-se, inclusive nos dias mais duros, a ceder e a abandonar sua compaixão, Agnès revela aos poucos, com habilidade e um toque de sarcasmo, a profundidade de seu ultraje e de suas convicções. Escrito com o vigor dos eventos recém-vividos, Resistência é o testemunho do espírito indomável de uma mulher, e um tributo eloqüente ao sacrifício e à coragem dos seus camaradas que não sobreviveram.

Como diz Marina Colasanti no prefácio de Resistência:"As mulheres sempre perdem a guerra. Não a querem mas a perdem. O livro de Agnès(...) consegue não ser um livro de perdas."

sexta-feira, 26 de junho de 2009

E aí vem outro selinho!

Olha que selinho mais fofo! Ganhei da fofa Srta. Camilla, do Livros com Coração... E lá vem as regrinhas: 1. Linkar quem indicou; 2. Postar o selo; 3. Avisar 5 amigas e passar o selo; 4. Responder algumas perguntinhas. E aí vem as perguntas respondidas: Mania: Roer unha (mas to perdendo, elas já estão grande! Segredo: fazer toda semana)
Pecado Capital: Gula!

Melhor cheiro do mundo: Alguns perfumes masculinos que, para mim, são mega afrodisíacos!
Se dinheiro não fosse problema eu faria: Viagens pelo mundo

Casos de infância: Ser noiva das festas juninas dac escolinha com o meu namoradinho de infância, andar de bicicleta pelo bairro e subir em árvores para pegar umas frutinhas estranhas, redondinhas e super doces!

Habilidade como dona de casa: Passar roupa, decorar e cozinhar

O que não gosta de fazer em casa: Limpar a casa

Frase: Por não saber que era impossível, ele foi lá e fez - Einstein

Passeio para o corpo: Fazer trilhas
Passeio para a alma: Viajar, viajar, viajar
O que me irrita: Preconceito
Frase ou palavra que fala muito: "Adooooro!"

Palavrão mais usado: Merda
Desce do salto e sobe o morro quando: Tentam me fazer de imbecil
Perfume que usa no momento: Cool Water - Davidorff
Elogio favorito: Que eleve minha beleza e inteligência. :)
Talento oculto: Biologia
Não importa que seja moda, não usaria nem no meu enterro: Galochas...uó!
Queria ter nascido sabendo: Tu-di-nho! E o selo vai para:
Livros Pura Diversão
Dri Viaro
Palácio Lilás
Renata Nogueira
SCENE DE VITA