segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Marley & Eu - John Grogan - Ediouro


Pensei em nem publicar nada sobre esse livro, porque já se falou tanto sobre ele que fiquei pensando que ninguém se interessaria. Mas, percebi que, como a proposta do Leitura é dividir experiências com vocês, tenho mais é que escrever sobre todos os livros que leio, mesmo que seja só para receber o feedback com as impressões de vocês sobre a mesma obra.

Então, como eu acho que a maioria das pessoas que for ler esse post já terá também lido o livro, proponho que vocês deixem um comentário dizendo se o livro mexeu com vocês da mesma maneira que mexeu comigo. Topa?


Então, vamos lá!


Marley & Eu é um livro lindo, que exprime com riqueza de detalhes, passagens hilárias e uma linguagem muito eficiente a história de uma família em formação e seu cachorro, o "pior cão do mundo". Acho que a experiência de leitura é completamente diferente para pessoas que tiveram/têm cachorros em comparação com aqueles que nunca tiveram um animal de estimação.


Eu tive cachorro desde pequena. Com 10 anos, de tanto conviver com os 15 cachorros que minha avó criava em sua casa, encasquetei que queria ter um para mim. Falei tanto para os meus pais que acabei vencendo os dois pela insistência, ainda mais depois que meu irmão e minha irmã mais novos decidiram me apoiar na empreitada.


Ouvi aquela frase como se fosse o sim para a felicidade eterna: "Tudo bem, Carla. mas você é quem vai cuidar dele". Mais que rapidamente, como toda criança louca por cachorros, prometi do fundo do meu coração que cuidaria, o que nunca aconteceu, claro.


Meu pai começou a procurar canis da raça Teckel, ótima para apartamento e crianças. Todo dia, quando chegava da escola, ia direto pro quartinho de empregada ao som de "Será que hoje tem uma surpresa para você?". Chegava lá e...nada. Foi assim por dias e dias.


Até que um dia, ao acender a luz, vi uma coisa dourada, pequenininha e linda (imagem meramente ilustrativa, mas é parecido) olhando para mim. Foi amor à primeira vista. Brincamos com ela e escolhemos seu nome: Lili. Ela era inteligente, geniosa, carinhosa e muito ciumenta. Era simplesmente obcecada por meu pai, o grande amor de sua vida.

Eu a amava profundamente e convivemos felizes por 10 anos. O momento da despedida foi muito difícil. Eu chorei, gritei e pensei nela todos os dias, antes de dormir, por 4 meses. Chorava de saudade e sonhava regularmente com ela. Enchi o mural do meu quarto com fotos nossas. Foi difícil cair na real de que aquele vulto que eu via no canto da sala era só minha imaginação.


Depois da Lilli veio a Adda e o Allan, dois Rottweilers extremamente lindos, meigos e carinhosos.
Casei, saí da casa dos meus pais e hoje, já que ainda não me sinto preparada para aumentar a família, tratamos o Pança (essa imagem não é meramente ilustrativa, é o Pança mesmo!), nosso Boston Terrier, como o rei da casa. Ele é nosso filho peludo.

Pança é o primeiro cachorro inteiramente meu. E faz dois anos que ele alegra nossas vidas, mas lembro do dia em que fomos buscá-lo em Embu como se fosse ontem.

E é por isso, por tudo isso, que me identifiquei tanto com Marley & Eu. É por isso que ri demais e, dois minutos depois, estava chorando, em prantos.

É por isso que vimos o filme abraçados e, quando percebemos, estávamos agarrados ao
Pança, que lambia nossas lágrimas sem entender nada.

É por isso que, como John diz no final da obra, Marley não era o pior cachorro do mundo, mas sim o melhor, por ter amado tanto sua família, de mandeira tão sincera e incondicional.


Perto disso, as cadeiras roídas, as babas espalhadas e o trabalho que eles nos dão são insignificantes. Marley & Eu é maravilhoso. E preciso dizer que, no dia em que terminei de lê-lo, no metrô, cheguei em casa parecendo a Felícia, louca para abraçar o meu bebê de quatro patas. :)


Sobre o Autor

John Grogan cresceu em Orchard Lake, Michigan, nos arredores de Detroit, e tem graduação pela Central Michigan e pelo Ohio State. Passou mais de vinte anos como jornalista vencedor de muitos prêmios em Michigan, na Flórida e na Pensilvânia e, mais recentemente, como colunista do Philadelphia Inquirer. Também é ex-editor da revista Organic Gardening, da Rodale.

Seu primeiro livro, Marley & Eu, foi um sucesso de vendas no mundo todo e, justamente por isso, foi transformado em filme. Além deste best-seller, há o Cachorros Encrenqueiros se Divertem Mais, em que conta as mais inusitadas travessuras desses fiéis amigos do homem, e de Volta para Casa, seu livro de memórias. Hoje, Grogan vive em uma antiga fazenda na Pensilvânia com a esposa e os três filhos.

16 comentários:

  1. Carlinha,

    sei exatamente tudo que vc sentiu ao ler esse livro tão único. Além da história que nos toca em todos os lugares da alma, tb tenho uma bebê. É a Babaloo - uma poodle de 13 anos. Tb corri pra casa pra abraçá-la qdo terminei de ler e ainda hj entro em desespero só de pensar que um dia ela vai me deixar e peço pra ela não fazer isso comigo.
    Por que amamos tanto, né?!

    beijos

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  2. Eu to lendo junto com A Origem das espécies. Dividi meu tempo com Charles e o Marley Não resisti ao livro é realmente encantador.
    Estou adorando!
    Boa semana =D

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  3. Desde tempos imemoriais, nossos irmãos canídeos nos honram, protegem e guardam com lealdade inumana! Cá no castelo tenho três felinos e um canídeo, uma "yorkssaura" (shire) cujo tamanho não a impede de peitar o mais parrudo homo sapiens em defesa de seus "humanus" queridos, hoiheeuuehe, e seu relato lembrou-me que, até na hora da morte, em algumas vezes eles nos acompanham solenemente, e lá permaneçem conosco no plano espiritual, conheço a história verídica, de uma jovem, desencarnada cedo, em acidente automobilístico, junto ao seu cão, que também estava no carro e perdeu a matéria física como ela... O nome dela era Tatiana Madjarof Bussamra, não me lembro do nome do cão, mas sei que quando ela despertou no plano espiritual, além de familiares queridos, quem ela encontrou lá para ajudá-la a integrar-se em sua nova forma de existência? Seu querido cãozinho, que até recebeu uma permissão especial para lá ficar mais tempo junto a ela ao invés de retornar para a Terra e continuar a evoluir na busca pelo raciocínio... É, eles nos acompanham sempre, e nos lembram valores muitas vezes ridicularizados nas modernas sociedades, a lealdade extrema é um deles, não importa se é um canídeo, um felino, ou mesmo qualquer outra espécie animal, o que importa é que lhe será fiel até a morte e além dela, certamente... Infelizmente, não podemos, "ainda" dizer o mesmo em relação a espécie Homo Sapiens Humanus Sapiens... Mas, vamos manter a esperança, certo? Beijocas do conde e do Luiz, Au revoir mademoiselle Martins! Até breve!

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  4. Olá

    Eu sou uma, das que ainda não leu o livro. Apesar de este fazer parte da minha estante já à bastante tempo. Depois de ler a tua resenha, tomei uma decisão... Este livrinho tem de sair da minha estante para eu o desfolhar.

    Obrigada pela opiniao e beijinho

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  5. oi...esse livro é lindo né?? Chorei lendo, adorei, já com o filme não gostei tanto.


    bjs

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  6. Bom dia como vai sua tia?hehe
    Tô na correria de sempre, mas mesmo assim vim te
    desejar uma semana abençoada
    bjomeliga

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  7. Bom dia como vai sua tia?hehe
    Tô na correria de sempre, mas mesmo assim vim te
    desejar uma semana abençoada
    bjomeliga

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  8. Oi!
    Primeira vez que venho ao teu blog. Gostei muito. Parabéns!

    Quanto a este livro, também já o li. Adorei! E no final do livro e do filme deitei umas lágrimas.
    Cá em casa tenho quatro cachorros: 3 machos e uma fêmea. São eles: o Snoopy, o Tejo, o Toi e a Preta. Eu até não me importava de ter mais mas acho que os meus pais não achar muita piada nisso. Todos eles são especiais para mim. O Snoopy porque me acompanha há 15 anos e quando chegar à hora da despedida acho que vou chorar rios de lágrimas. O Tejo com 11 anos é o mais carinhoso. O Toi tem 7 anos e é o mais esperto. É que até abrir aquelas latas de comida, ele sabe. A Preta é mais novinha, 5 meses, abandonaram ela, os irmãos e a mãe à porta da minha casa. Como tenho coração mole não resisti e fiquei com ela. Eu até ficava com outros mas os meus pais acharam melhor arranjar uma outra casa para eles.
    Todos eles estão muito felizes e todos eles me fazem feliz... Porque como o livro diz: não importa a tua cor, a tua religião, a tua riqueza se deres o teu coração ao cão e dará o seu para sempre.

    Bjokinha***

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  9. ameiiii esse livro e segurei pra nao chorar hehehe bjks

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  10. Carla, eu não li este livro....tentei fugir dele de todos os jeitos (tem sempre alguém querendo me emprestar!), não pego ele nas mãos nas livrarias (pq eu meio q "namoro" o livro antes de comprar...)....mas acho que vou me render: TODO mundo fala bem!!! É que eu acho que vou me acabar de chorar, sou totalmente pamonha....
    Bjs

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  11. Carlinha, eu amei este livro, e agora to amando de volta para casa tb
    bjsss

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  12. Oi Carla, eu só assisti ao filme e chorei tudo, mas amei... sempre deixo esse livro pra depois, mas agora lendo sua resenha, já coloquei ele aqui na minha lista (por me falar em lista, até assusto quando leio ela, hehehehe)!!!

    Uma boa semana...bjs

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  13. Carla,
    Sabe que eu também dei uma da Felícia e apertei tanto a Menininha que a pobre até gemeu?
    Este livro me fez rir e chorar. Não vi o filme pois no dia que marido trouxe da locadora morreu a Lolita, então sem chance. Da 2ª vez que tentei morreu o Snoop. Chega, né? Fico com o livro. Que é muito mais que bom...
    Beijos.

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  14. Espero que o livro seja melhor que o filme. Nâo que eu ache o filme ruim, mas achei muito lentoooo. A história é linda, chorei um monte, mas achei que poderiam ter feito melhor. Bjão

    Lúcia

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  15. Olá, Carla.Um livro desse mexe mesmo com quem tem nos cães os seus melhores amigos e como membro da família. O que Grogan conta no livro são as recompensas emocionais e psicológicas que ele e sua família tiveram por terem o Marley em casa. Ademais, já foi comprovado que alterações químicas que nos deixam felizes acontecem em nosso cérebro apenas se observarmos um cachorro. De fato, a convivência com eles nos traz muitos benefícios.Acho que você vai gostar de ler o "Guia Ilustrado Zahar de Cães", recém lançado.Um abraço!

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  16. Eu não li livro e admito o porquê: não tive coragem. Sabia que ia chorar muito. Mas vi o filme e chorei muito. rsrs. Saí do cinema com o rosto vermelho de tanto chorar.
    Beijos,
    Mari
    www.rosas.nadiapag.com

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