quarta-feira, 15 de maio de 2013

Nascer Sorrindo - Frédérick Leboyer - Ed. Brasiliense


"Vamos deixar o bebê. E entregá-lo, por alguns momentos, à mãe, depois de ele ter provado as alegrias da solidão, da imobilidade.
Deitado sobre o peito querido, orelha contra coração, o bebê reencontra o som e o ritmo familiar.
Tudo está feito. Tudo é perfeito.
Esses dois seres que lutaram corajosamente, transformam-se num só."
Com esse trecho LINDO do livro, que narra um momento sublime que (graças a Deus e às minhas escolhas) eu pude viver instantes após meu filho sair de dentro de mim, começo esta resenha. 
O livro foi eós uma viagem pscrito pelo obstetra  Frédérick Leboyer, médico que mudou sua maneira de encarar a vida e a profissão apra ìndia, e voltou querendo fazer a diferença. O livro defende a tese (para mim, super lógica e na qual eu acredito totalmente) de que, como o bebê passa em torno de 40 semanas envolta por líquido, ouvindo apenas o som do corpo da mãe funcionando e de barulho abafados, o momento do nascimento pode ser traumático e aterrorizante se não tentarmos aproximar, pleo menos um pouco, o ambiente do nascimento ao intrauterino, pelo menos para que essa "transição" seja feita de maneira calma e em paz.

De repente, luz, barulho, frio. Esse choque afeta a pessoa deixando seqüelas irreparáveis em sua personalidade. Por isso, o autor defende as salas de parto na penumbra e silêncio. 

 Além disso, para ele, o bebê deve, depois de sair da mãe, ser imediatamente colocado junto a elapara sentir seu calor, seu cheiro e sua voz. Isso transmite segurança e faz com que o bebê tenha a sua adaptação ao meio externo realizada de forma gradual e lenta. Em partos assim, chamados humanizados, é comum que bebês nasçam sem chorar ou até sorrindo. 

E eu sou prova viva disso: meu Arthur nasceu em um parto natural e totalmente humanizado. Veio para o meu colo assim que nasceu e não chorou, simplesmente olhou nos meu olhos e permaneceu assim por longos e inesquecíveis minutos. Nasceu tranquilo, nasceu em paz. Então, pra que chorar?

 A leitura do livro é um pouco difícil, mas vale a pena. Recomendo. :)


2 comentários:

  1. Querida! Quanto tempo! Muito feliz por vc que "virou" uma mamãe linda e ainda adepta às formas naturais de se viver momentos únicos como a chegada de um filho tão amado!! Beijo enorme !!

    P.S. Adorei a resenha!

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  2. Oi, Dri! Pois é....dei uma boa sumida porque minhas leituras foram drasticamente diminuídas depois quee Arthur nasceu. Sabe como é, amamentação de madrugada, falta de sono....não tinha energia para ler nas horas vagas. Mas, depois que ele fez um ano, voltei a ler com força total. Esse ano já foram 30 livros! Voltei a resenhar e aos poucos vou postando todas aqui no blog. :)

    Beijos!

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