quarta-feira, 22 de maio de 2013

Criando bebês felizes - Steve Biddulph - Ed. Prestígio

Sabe quando você tem uma ideia pré-estabelecida e, depois de estudar sobre o assunto percebe que você, na verdade, não sabia absolutamente nada?

Pois é, foi exatamente assim que eu me senti depois de ler esse livro. A gente ouve por aí que bebê precisa ir para a escola com um ano porque "se desenvolve mais rápido" e porque "bebês precisam brincar com outros bebês" quando o que o bebê de um ano realmente precisa é ser amado e ter cuidado individual, coisas que nem a tia mais fofa do mundo consegue dar conta com 20 crianças sob sua responsabilidade. E aí entendi porque as pessoas estão chegando à fase adulta com cada vez mais problemas emocionais.

Um bebê que com 4 meses é deixado por 10, 12 horas em um berçário pode trazer sequelas por toda a sua vida. Isso é sério, é provado no livro, mas é pouco discutido no Brasil. Claro, não é interessante que os pais saibam como faz mal uma criança fica longe da mãe nesse começo de vida, já que nosso País só concede 4 meses de licença maternidade por lei (e ao mesmo tempo lança campanhas dizendo que as mães devem amamentar até 2 anos ou mais. Ah tá, que horas, se a mãe trabalha o dia inteiro desde que o filho tinha 4 meses?).

De acordo com o autor, quando mais o bebê ficar com a mãe por perto, melhor. O começo da vida de um ser está diretamente relacionado com o equilíbrio físico, social e emocional dessa criança até a fase adulta. Nos primeiros anos de vida, a noção de autoconfiança se estabelece (ou não, se a criança não tem o ambiente nem as ferramentas necessárias para isso) e há o desenvolvimento do cérebro e das atividades cognitivas, que tornam uma criança capaz de discernir entre o certo e o errado, o positivo e o negativo.

É o cuidado individual, o amor e as relações com sua família os principais ingredientes de que o bebê necessita para se desenvolver até completar 36 meses e, aí sim, começar a ter necessidade real de interagir socialmente com outras crianças. O valor mais importante para a criança nesta fase é o amor. Um princípio fundamental da psicologia. Ao se desperdiçar essa oportunidade, surge a possibilidade de uma geração de pessoas mais frias, introspectivas, deprimidas e estressadas.

Com linguagem clara e concisa, o autor mostra que o relacionamento mais importante e duradouro que podemos estabelecer ocorre nesta etapa, quando são bebês.Além disso, ele apontar o motivo pelo qual essa "lenda urbana" que de é melhor para o bebê ir para a escolinha foi enraizada na sociedade.

Eu, que pensei em colocar Arthur (hoje com 1 ano e 7 meses) na escolinha com 1 ano, mudei completamente de ideia depois que li este livro. Ele continua comigo em casa até fevereiro do ano que vem, quando ele terá 2 anos e 5 meses. Mudei minha vida para acompanhar esse começo de vida dele. Ganho menos? Sim. Mas ser uma mãe completa para ele e, principalmente, sem culpa, é impagável. :)


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