terça-feira, 24 de setembro de 2013

Preces e mentiras - Sherri Wood Emmons - Ed. Novo Conceito



Antes de ficar parecendo que eu não gostei do livro, já vou escrever logo que sim, eu gostei. Mas, não dá para negar que o título me passou uma impressão totalmente diferente do que eu ia encontrar no enredo. Acho, inclusive, que o título não expressa a história do livro.

Até a página 100, apesar de a autora escrever muito bem e os acontecimentos serem narrados para prender a atenção, a história não se desenrolava muito e eu não estava conseguindo me envolver com os personagens. Depois, tudo começou a melhorar. A autora soube dosar muito bem as pitadas de drama e humor, fazendo com que nos apeguemos à história e fiquemos curiosos pra saber o que vem a seguir.

A história gira em torno da amizade entre
Bethany, de 7 anos, e sua prima de 6 anos, Reana Mae. Elas se adoram e sempre passam as férias de verão grudadas em West Virginia’s Coal River Valley, uma comunidade pequena onde a mãe de Bethany cresceu e para onde faz questão de voltar todo ano para visitar a família. Conforme ambas vão crescendo, segredos, escândalos e fatos marcantes vão acontecendo e levando cada uma para caminhos diferentes.

Lá pela metade do livro, eu já estava com um pré-conceito dos personagens principais. O livro já tinha me envolvido completamente e os mistérios envolvendo Caleb e Reana Mae aguçaram a minha curiosidade que já é enorme a cada página. Jolene é uma idiota, mas acabei sentindo pena dela porque tenho coração mole. Já Tracy é mega irritante. Se eu tivesse uma irmã como ela, aprenderia alguma arte marcial só para espancar loucamente dar uma lição na mala.


No meio da história, são tantos os mistérios e perguntas não respondidas que comecei a ficar com medo de o livro acabar do nada e eu ficar sem as respostas que queria. Mas, para minha alegria, tudo deu certo no final e obtive todas as respostas. E o final é LINDO.

É um livro que vai conquistando o leitor aos poucos e, para alguns, talvez exija um pouco de paciência. Mas, garanto que vale a pena. 


Sobre a Autora

Sherri Wood Emmons é uma autor independente. Preces e Mentiras é a sua primeira obra de ficção. Ela é formada no Earlham College e na University of Denver Publishing Institute. Mãe de três filhos, ela vive em Indiana com o marido, dois beagles e quatro gatos.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Brincando com fogo - Susan Lyons - Ed. Arx


De novo, um livro que traz uma capa completamente diferente da personagem principal. Oi, a protagonista é oriental. Sim, O-RI-EN-TAL! O que essa loira da capa teria de oriental, me diz?? Ah vá! Livro aguça a imaginação, mas a capa também deveria ajudar, néam?

Pronto, agora que já desabafei, vamos à resenha do livro. TPM, gente, me entedam. O livro conta a história de Jenny Yuen, uma jornalista que vai a um concurso para a escolha dos bombeiros que vão compor o calendário anual a fim de fazer uma matéria. Eu também sou jornalista e nunca me deram uma pauta assim na vida, humpf. Sortuda do cacete.

Scott Jackman, um dos bombeiros mais bonitos e sensuais do calendário, é o escolhido para ser entrevistado. Assim que eles se falam, uma atração absurda envolve os dois e, daí pra frente, já dá pra ter uma ideia do que acontece. Detalhe: Jenny é de uma família oriental extremamente conservadora. Sim, porque tinha que ter algo pra atrapalhar, como todo bom livro.

O livro é despretencioso, mas eu adorei. É sensual, hot, nada vulgar e até bem romântico. É legal a maneira com que eles vão se envolvendo, poderia tranquilamente ser uma história real. Eu gosto assim. 


É uma leitura rápida, mas que super vale a pena. Minha única crítica é à capa, mesmo. Percebam que não me conformei ainda.

Sobre a autora


Susan Lyons tem formação em direito e psicologia. Escritora de ficção é, de longe, sua ocupação favorita. Com seus livros, ela pode demonstrar sua crença no poder do amor e da amizade com senso de humor.

Seus livros ganharam diversos prêmios, entre eles
Booksellers Best Awards, Aspen Gold, Golden Quill,  More Than Magic,  Lories e Beacon.

Susan dá aos leitores personagens com os quais o leitor pode se relacionar, recheados de emoção e paixão, com enredos cativantes que deixam o leitor esperando ansiosamente o seu próximo lançamento.

Fonte: Skoob.


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Água para Elefantes - Sara Gruen - Ed. Sextante



Tinha ouvido falar muito bem do livro e nem tanto do filme. Resolvi comprar o livro e lê-lo antes de assistir ao filme. Acertei em cheio!!

O livro, como sempre, é infinitamente melhor que o filme. Infinitamente. Chorei litros lendo e, durante o filme, não derramei uma lágrima. Até me arrisco a dizer que, se eu não tivesse lido o livro antes, teria achado o filme bem fraco. Como já tinha uma relação de amor com a história, assistir ao filme foi mais agradável. 


A narrativa do livro é fluida e a leitura transcorre facilmente. A autora consegue prender a atenção do leitor e deixar sempre um gostinho de quero mais ao final dos capítulos, empurrando a gente para o próximo.

O livro vai e volta dos dias atuais para a juventude de Jacob Jankowski. 


Jacob é um idoso que vive em uma casa de repouso e, uma vez por semana, recebe a visita de seus filhos, que revezam na tarefa de visitá-lo. Por 70 anos, Jacob guardou um segredo que nunca revelou a ninguém. Ele também nunca falou muito sobre os anos em que trabalhou no circo, depois de ter estudado veterinária e ter visto sua vida desmoronar quando seus pais faleceram de repente. 

Aos 23 anos, Jacob muda de vida radicalmente quando começa a fazer parte do circo Irmãos Benzini e conhece as duas maiores paixões da sua vida: uma mulher e uma elefanta. E o desenrolar dessas paixões são o ponto forte do livro. Porque paixão é isso mesmo, né? Vem com tudo.

No auge da história, um grande acidente repleto de adrenalina e ação me fez parar de respirar por alguns segundos. Não consegui parar de ler até saber o desenrolar do fatídico acontecimento. E, depois, suspiros. :)

Sobre a Autora



Sara Gruen é uma escritora nascida no Canadá e com dupla-nacionalidade, canadense e estadunidense. Seus livros tratam principalmente com animais e ela é uma apoiante de numerosas organizações de caridade que apóiam os animais e a vida destes em seu habitat natural

Fonte: Skoob

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O Inferno de Gabriel - Sylvain Reynard - Ed. Arqueiro


Antes de começar essa resenha, preciso informar que a capa do livro é mais hot que o seu conteúdo. Na verdade, eu nem classificaria O Inferno de Gabriel como romance erótico. É um livro sensual, mas não erótico.

O livro gira em torno de Julianne e Gabriel. Ele é um professor bem sucedido e ela, sua aluna. Eles já se conheciam antes de se encontrarem na sala de aula, mas Gabriel não lembra. Já Julianne nunca conseguiu esquecer seu primeiro encontro.

Ao contrário de outros livros eróticos que tenho lido e que possuem histórias completamente capazes de existirem na vida real, O Inferno de Gabriel é puramente ficção, por vários motivos. Alguns deles:

- Uma menina de 17 anos se apaixona por uma foto

- Depois de um tempo, acaba conhecendo pessoalmente o personagem da foto e eles passam a noite juntos em um pomar, mas não rola nada, nem um beijo
- Ela fica ANOS apaixonada por ele depois daquele dia, apesar de eles nunca mais terem tido o menor contato
- Quando se reencontram, ela tem 23 anos, namorou com um outro homem, mas continua virgem aos 23 anos, linda, continua virgem?
- Ele não faz questão de ser simpático com sua nova aluna e a trata de maneira desrespeitosa e até humilhante e ela aceita tudo. Afe.
- Mas, do nada, fica perdidamente apaixonado e crê com todas as suas forças que ela é o amor da sua vida
- Ela fica louca para ter sua primeira noite de amor com ele, mas ele vive adiando, pois quer esperar o momento perfeito para que a noite de sua amada seja inesquecível. Ela tem 23 anos, não 15. Estão se segurando tanto pra que, mesmo?


Apesar de algumas coisas exageradas, eu gostei do livro. A história acaba prendendo a atenção e fazendo a gente querer saber o que vem depois. Mas, a partir de um certo momento, tudo passa a girar em torno da primeira noite dos dois e, quando ela chega, parece que fica faltando explorar mais o assunto. Isso é o que dá criar tanta expectativa no leitor, com páginas e mais páginas de enrolação. 

O começo do livro é bem engraçado e eu me peguei rindo alto várias vezes. Depois, o humor some e vira romance bem água com açúcar. Julianne recebe alguns apelidos durante o livro que são, no mínimo, bregas. Essa parte poderia ser facilmente arrancada da história sem prejuízo nenhum ao enredo fica a dica.

Engraçado que Julianne, como a Ana de 50 Tons, tem mania de morder a parte inferior do lábio. Mas, neste livro, isso não é encarado como algo sensual por Gabriel, mas como algo auto destrutivo, que o incomoda. Ele fica com medo de que ela se machuque e sempre puxa seu lábio para baixo, para livrá-lo da mordida.

Depois que eles se apaixonam e admitem isso um para o outro, começa a parte mais sensual do livro, mas também a mais irritante. A rasgação de seda entre eles é quase insuportável. Eles passam páginas e páginas falando para o outro frases como: "Como você é linda, minha querida. Ah, como é linda!". E essa nem é a pior delas. E aí ela responde que ele que é lindo, que ela não o merece....e fica essa trocação de elogios rasgados e chatos. Se 80% desses diálogos fossem retirados, ficaria na medida certa.
 

Fazendo um balanço, eu gostei do livro e lerei os próximos, mas não entrou para os meus favoritos. O segundo livro da trilogia, O Julgamento de Gabriel, já foi lançado no Brasil. O terceiro está previsto para ano que vem.

Sobre o Autor (ou autora?)

 

Quase nada foi divulgado sobre a verdadeira identidade do autor por trás do pseudônimo Sylvain Reynard.
Sabemos que ele é canadense, já escreveu vários livros de não ficção e tem um profundo interesse pela arte e pela cultura renascentistas. Mas, embora declare ser do gênero masculino, seus fãs têm uma forte suspeita de que na verdade S.R. seja uma mulher.
Semifinalista ao prêmio de Melhor Autor e Melhor Livro no Goodreads Choice Awards de 2011, Reynard apoia diversas instituições de caridade e acredita que a literatura ajuda a explorar os diversos aspectos da condição humana, como o sofrimento, o amor e a redenção.
- See more at: http://www.editoraarqueiro.com.br/autores/ver/57#sthash.GTEa2Gyg.dpuf
Quase nada se sabe sobre a verdadeira identidade de Sylvain Reynard. Trata-se de um pseudônimo de alguém que mora no Canadá e que já escreveu vários livros de não ficção. Sabe-se que gosta da arte e cultura renascentistas. Diz que é homem, mas há desconfiança de que seja uma mulher.
Quase nada foi divulgado sobre a verdadeira identidade do autor por trás do pseudônimo Sylvain Reynard.
Sabemos que ele é canadense, já escreveu vários livros de não ficção e tem um profundo interesse pela arte e pela cultura renascentistas. Mas, embora declare ser do gênero masculino, seus fãs têm uma forte suspeita de que na verdade S.R. seja uma mulher.
Semifinalista ao prêmio de Melhor Autor e Melhor Livro no Goodreads Choice Awards de 2011, Reynard apoia diversas instituições de caridade e acredita que a literatura ajuda a explorar os diversos aspectos da condição humana, como o sofrimento, o amor e a redenção.
- See more at: http://www.editoraarqueiro.com.br/autores/ver/57#sthash.GTEa2Gyg.dpuf

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

E eles já chegaram!


Saí o dia todo hoje e, quando chego em casa: cheirinho de livro novo! A-D-O-R-O!!! Vejam se não é uma visão capaz de animar qualquer segunda-feira? :)

Achei que ia demorar pra caramba, já que era promoção e eles devem ter vendido que nem água. Nesses casos, é comum a entrega não ser tão a jato, por conta da quantidade de produtos para serem postados. Mas, para minha agradável surpresa, chegou SUPER rápido. Extra, ponto pra você!





Agora minha estante tem também:
- Não Conte Para a Mamãe: Memórias de uma Infância Perdida - Toni Maguire
- Obsessão - Trilogia Breathlless - Maya Banks
- Butterfly - Trilogia Butterfly - Kathryn Harvey
- Stars - Trilogia Butterfly - Kathryn Harvey (choquei com a grossura do livro, deve ter umas mil páginas fácil)
- Como Eu Era Antes de Você - Jojo Moyes

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A Culpa é das Estrelas - John Green - Ed. Intrínseca



Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso”.

Juro que eu vou tentar mas duvido que eu consiga não ser absurdamente passional ao escrever esta resenha. Sim, porque esse livro mexeu tanto comigo e com a torcida do Flamengo que ele entrou para a seleta lista dos 5 melhores livros que já li. E olha que eu leio livro, viu. Quem me conhece, sabe.

A obra tem todos os elementos para ser sensacional. A narrativa do autor é leve, fluida, divertida sem ser escrachada, romântica sem ser piegas, dramática na medida certa e incrivelmente original, daquelas que a gente não tem como imaginar como termina. 


Esse é um daqueles livros que a gente tem vontade de gritar para o mundo: parem agora de fazer o que estão fazendo, passem na livraria mais próxima e comecem a ler hoje mesmo!

 Eu senti tanta coisa junta lendo esse livro que não conseguiria nem relacionar aqui. Estava chorando de rir com algum trecho e, duas páginas depois, chorando enlouquecidamente, morta de dó e de compaixão por Hazel (a protagonista).

A historia gira em torno de Hazel, uma adolescente com câncer que vive com a sensação de que está fazendo hora extra no mundo e que, a qualquer momento, pode piorar e morrer. Então, ela tenta lidar com isso da melhor maneira possível e ver o lado positivo das coisas, sem perder o pouco tempo que lhe resta chorando cheia de depressão e de pena de si mesma. Para completar, ela precisa andar com um cilindro enorme de oxigênio do seu lado, chamando mais atenção do que gostaria por onde passa.

Já Gus (Augustus), que forma o casal da história com Hazel, é lindo e um adolescente ótimo no Basquete. Parou de jogar porque perdeu uma perna para o câncer que, apesar de ter sido vencido, deixou sua marca eterna no jovem. O humor ácido de Hazel combinado com o sarcasmo de Gus é um show à parte na história, tirando muito da carga dramática de um enredo que trata de um assunto tão cruel.

A história sofre uma reviravolta incrível, capaz de despedaçar nossos corações em milhões de pedacinhos. Admito que chorei litros e, se você já leu e tem coração, duvido que não tenha feito o mesmo. Eu olhava o relógio à noite (só leio à noite, antes de dormir) e pensava: "Já é tão tarde? Droga". Normalmente eu ainda lia mais um ou dois capítulos, porque simplesmente não conseguia fechar o livro.

Fora isso, andava suspirando pelos cantos, rindo à toa, com mais energia pra malhar, com menos fome e sentindo-me a pessoa mais sortuda do mundo por, simplesmente, poder viver. Sim, o livro faz isso com você. E muito mais.

Aproveitem. Não percam a chance de ler. Livros tão bons assim são bem raros. E inesquecíveis. (suspiros)

Fãs Fanáticos

Sou tão fã do livro que fiquei louca por esses mimos. Quem vai me dar de presente? Serei eternamente grata. 


Esse colar não é um luxo?














Minha mão ficaria tão mais fofa com esse anéis...

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 E esse All Star, minha gente?!


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Sobre o autor

John Green, autor premiado e best-seller do The New York Times, é formado em língua inglesa e estudos religiosos pelo Kenyon College, em Ohio. Nasceu em 1977 em Indiana, onde vive com a mulher e o filho, e ao longo dos anos morou em Nova York, Illinois, Michigan, Flórida e Alabama.

Atuou como redator na National Public Radio em Chicaco, foi editor assistente e de produção da revista de resenhas literárias Booklist e assinou críticas de livros para o The New York Times.

Personalidade ativa na internet, além do próprio blog, do Twitter e do canal do YouTube Vlogbrothers, John coapresenta os vídeos do projeto “Crash Courses”: canal on-line com aulas gratuitas de história e biologia. 


Ele autografou todos os 150 mil exemplares da primeira tiragem de A culpa é das estrelas nos Estados Unidos.

E, não se esqueçam: "Alguns infinitos são maiores que outros".

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Minha biblioteca aumentou!

Aproveitei uma promoção relâmpago  no Extra.com.br e fui correndo procurar pelos livros da minha lista de desejados. Achei vários, mas resolvi maneirar para não arrombar muito a minha conta bancária comprar apenas 5 títulos, dessa vez. Agora é esperar chegar e sentir aquele cheiro maravilhoso de livro novo. (suspiros)

Olhem minhas novas aquisições:


Não Conte Para a Mamãe: Memórias de uma Infância Perdida - Toni Maguire

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Obsessão - Trilogia Breathlless - Maya Banks


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Butterfly - Trilogia Butterfly - Kathryn Harvey

http://www.apaixonadasporlivros.com.br/wp-content/uploads/2013/01/butterfly.jpg 

Stars - Trilogia Butterfly - Kathryn Harvey

http://images.livrariasaraiva.com.br/imagem/imagem.dll?pro_id=4894673&L=500&A=-1&PIM_Id=

Como Eu Era Antes de Você - Jojo Moyes

http://1.bp.blogspot.com/-JIi-N5HiKxY/UYP-Zuul0FI/AAAAAAAABz4/IxiWAmO6yT4/s1600/COMO_EU_ERA_ANTES_DE_VOCE_1365538813P.jpg

Você já leu algum desses? Fiz boas escolhas?

Feliz Ano Velho - Marcelo Rubens Paiva - Ed. Brasiliense


"O futuro é uma quantidade infinita de incertezas".

Fazia uns 15 anos, por baixo, que eu queria ler esse livro. Agora que terminei, quero assistir ao filme. Espero que eu não demore 15 anos para fazê-lo. Humpf. O livro foi lançado no ano em que nasci e vendeu como água, passando a ser adotado até em algumas escolas.

Feliz Ano Velho é um livro que conta a história do ano seguinte ao acidente mega bobo que deixou Marcelo Rubens Paiva paraplégico. Imagino como ele deve ter se arrependido e se odiado por ter dado aquele salto que mudou sua vida para sempre. 

Mesmo tendo como pano de fundo uma tragédia, Marcelo não perde o bom humor e escreve de maneira leve, tornando a leitura agradável até nos momentos mais tensos. Eu me peguei rindo diversas vezes, principalmente quando ele falava das mulheres de sua vida. E, por falar nisso, é bem triste um jovem no auge da curtição ter que passar por uma barra dessas, depois de já ter visto seu pai sumir durante a Ditadura Militar e nunca mais voltar pra casa. 

A história conta desde o momento do acidente até seu primeiro ano na nova vida, quando sai do hospital depois de meses e meses internado e passa a viver de uma maneira completamente diferente da maneira que vivia antes do pulo fatídico. É impressionante a presença de espírito de Marcelo e sua falta de vocação para a tristeza. Marcelo encara a vida de frente e, por isso, já pode ser considerado um cara de sorte. Tanta gente por aí com a saúde perfeita vive chorando e andando pelos cantos e ele, com todos os motivos do mundo, não se entregou. Admiro.

Recomendo fortemente e acho que o livro deveria ser incluído no currículo escolar ontem!


Sobre o autor

Nascido em São Paulo em 1959, mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro em 1966, depois que seu pai, o ex-deputado federal socialista Rubens Paiva, foi exilado pelo Golpe de Estado no Brasil em 1964.

Em 1971, aos onze anos de idade, Marcelo sofreu o primeiro grande trauma da sua vida: o "desaparecimento"' do pai, que, depois de preso, foi torturado e morto na cidade do Rio de Janeiro.

Voltou a morar em São Paulo em 1974. Estudou no tradicional Colégio Santa Cruz. Depois, estudou engenharia agrícola na Universidade Estadual de Campinas. E então, aos vinte anos de idade, sofreu o segundo grande trauma: após saltar em um lago, fraturou uma vértebra (a quinta cervical) do pescoço ao chocar a cabeça em uma pedra, ficando tetraplégico. 


Após tratamento de fisioterapia e terapia ocupacional, voltou a locomover as mãos e os braços, relatando os fatos em seu primeiro livro, Feliz Ano Velho. Publicado em 1982, foi traduzido para muitos idiomas e se converteu no livro nacional mais vendido da década de 1980, contando com mais de quarenta edições. O livro virou peça dirigida por Paulo Betti e também filme, dirigido por Roberto Gervitz. Ganhou os prêmios Jabuti e Moinho Santista.

Formou-se em comunicação pela Universidade de São Paulo e em teoria literária pela Universidade Estadual de Campinas. Em 1986, lançou seu segundo romance: "Blecaute".

Desde 1989, depois que estudou dramaturgia no Centro de Pesquisa Teatral do Serviço Social do Comércio, na cidade de São Paulo, passou a escrever para teatro. Estreou com a peça 525 Linhas, dirigida por Ricardo Karman.

Em 1990, lançou o romance "Ua:brari". Em 1992, lançou "As Fêmeas", um ensaio sobre sexualidade.

No começo da década de 1990, apresentou o "Fanzine", um programa de entrevistas na TV Cultura. Em 1996, lançou o romance "Não És Tu, Brasil", baseado no episódio histórico da Guerrilha do Vale do Ribeira. Em 1994, lançou o romance "Bala na Agulha".

Em 1998, montou E aí, Comeu?, peça dirigida por Rafael Ponzi que, depois, mudou de nome pra Da Boca pra fora. Com ela, ganhou o Prêmio Shell de melhor autor em 2000.

Os livros Feliz Ano Velho e Blecaute foram publicados inicialmente pela Editora Brasiliense. Atualmente, Marcelo é contratado da Editora Objetiva. Rafael Ponzi ainda dirigiu suas peças Mais-que-Imperfeito (2001) e Closet Show (2003).

Marcelo Paiva adaptou o livro As Mentiras que Os Homens Contam para o teatro. Em 2003, estreou a peça No Retrovisor, com Marcelo Serrado e Otávio Müller, dirigida por Mauro Mendonça Filho. Em 2003, lançou o romance "Malu de Bicicleta", o qual Flávio Tambellini transformou em filme em 20101 . Em 2006, fez a peça Amo-te, dirigida por Mauro Mendonça. No mesmo ano, lançou o livro de contos "O Homem que Conhecia as Mulheres". Em 2008, lançou o romance "A Segunda Vez que Te Conheci".

A partir de 2009, passou a dirigir suas próprias peças. A primeira experiência foi com A Noite Mais Fria do Ano, com Hugo Possolo, Paula Cohen, Alex Gruli e seu amigo e também dramaturgo Mário Bortolotto. Em 2010, dirigiu O Predador Entra na Sala, com Raul Barreto, Anna Cecília Junqueira e Celso Melez e o texto teatral da autora Priscila Nicolielo, Lá Fora, Algum Pássaro Dá Bom Dia.

Participou de projetos teatrais como a Mostra de Teatro do Serviço Social da Indústria com a peça Os Marcianos, do Festival de Um Minuto no Espaço Parlapatões, Teatrokê, Terça Insana. Escreveu também para a Rede Globo episódios com Pedro Cardoso para o Fantástico e, com João Falcão, para a série Guerra dos Sexos.

Trabalhou também muitos anos na imprensa escrita. Começou na revista Veja, em que foi crítico literário, passou pela Vogue, Folha de São Paulo, como colunista, articulista e repórter e, desde 2004, é colunista aos sábados do Caderno 2 do jornal O Estado de São Paulo, onde também mantém o blogue premiado pelo TopBlog de 2009 como "Melhor Blogue de Comunicação" no portal www.estadao.com.br.

Paiva também escreveu os roteiros do documentário "Fiel", "Polanski" e dos filmes baseados em seus livros "Malu de Bicicleta" e "E Aí... Comeu?", parceria com Bruno Mazzeo. Recebeu o prêmio em 2012 da Academia Brasileira de Letras pelo roteiro de "Malu de Bicicleta".


Fonte: Wikipedia.